IV World Plastic Connection Summit® 2025 reúne líderes e fortalece inovações no setor
Entre os dias 8 e 10 de abril, São Paulo (SP) sediou o IV World Plastic Connection Summit® 2025, um dos maiores e mais estratégicos eventos globais do setor plástico. A edição gerou US$7.668.000,00 em negócios e promoveu 1.049 reuniões entre empresas associadas.
Organizado pelo Think Plastic Brazil, iniciativa do INP (Instituto Nacional do Plástico) em parceria com a ApexBrasil, o evento reuniu 1.128 profissionais presencialmente. E, assim, registrou 24.148 acessos à plataforma online, representando 9.182 empresas de 127 países.
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Sendo assim, Carlos Moreira, diretor-executivo do INP e de projetos do Think Plastic Brazil, celebra: “Nós estamos bastante satisfeitos, foram quase 8 milhões de dólares de negócios propiciados pelo Projeto Comprador, 127 países nos assistindo online com tradução simultânea para o inglês, espanhol e português.”
Nesse sentido, Moreira também comenta: “Nós crescemos muito nesta quarta edição e tivemos um evento com a casa cheia, lançando o International Yearbook 2025, lançando um novo Color Trend® 2026 e o Guia de Internacionalização, todos focando na expansão internacional de nossas empresas. Destacamos também as grandes autoridades e formadores de opinião e principalmente agentes de mudança que ajudaram a mudar o mindset da indústria.”
IV World Plastic Connection Summit® 2025 impulsiona parcerias estratégicas e amplia rede internacional
A edição de 2025 do IV World Plastic Connection Summit® fortaleceu ainda mais o papel do evento na internacionalização da indústria brasileira de plásticos transformados. Com o Projeto Comprador, os participantes fecharam US$7.668.000,00 em negócios e projetaram US$46.977.500,00 em expectativas para os 12 meses seguintes.
Assim, no total, 145 empresas associadas participaram da iniciativa, promoveram 1.049 reuniões e geraram 904 novos contatos estratégicos. Dessa forma, expandiu significativamente suas oportunidades no mercado global.
O IV World Plastic Connection Summit® consolidou-se como um espaço estratégico de networking ao reunir 172 empresas associadas. Além disso, firmou 132 parcerias com Embaixadas, Consulados e SECOMs, e concretizou 32 colaborações com o MAPA, por meio da atuação dos Adidos Agrícolas.
As clínicas de exportação, um dos destaques da programação, envolveram 13 empresas parceiras — incluindo a ApexBrasil — e promoveram 184 reuniões produtivas, abrindo caminho para novas oportunidades comerciais.
Logo, para reforçar sua presença global, o evento contou com a participação de 33 importadores estratégicos de 14 países, como África do Sul, Colômbia, Guatemala, EUA e Uruguai. Paralelamente, cinco jornalistas internacionais, oriundos de mercados-chave como Alemanha, México e Reino Unido, realizaram uma cobertura especial.
Portanto, contribuiu significativamente para ampliar o alcance internacional da iniciativa.
Lideranças do setor plástico marcam presença na abertura do Summit
Dessa forma, durante a abertura, o IV World Plastic Connection Summit® 2025 contou com a presença de importantes lideranças do setor.
Com isso, participaram Rangel Teixeira, Diretor Tesoureiro do INP e Presidente Executivo da Abiplast; Américo Bartilotti Neto, Presidente do INP e Vice-Presidente Comercial da Braskem na América do Sul; Emerson Raiol, Especialista em Promoção das Exportações da ApexBrasil e Gestor do Think Plastic Brazil; Eduardo Berkovitz, Presidente do Conselho Fiscal do INP e membro dos comitês Estratégico e Gestor do Think Plastic Brazil; Marcelo Carrullo, Diretor de Growth da Drummond Advisors; Dr. Alvaro Toubes Prata, Diretor-Presidente da EMBRAPII; Rui Mucaje, Presidente da Afrochamber; Edinam Adjei-Sika, Presidente da Câmara de Comércio Brasil-Gana; e Carlos Clur, CEO da Eletrolar.
Em seguida, Carlos Moreira, Diretor-Executivo do INP e dos projetos do Think Plastic Brazil, apresentou os bastidores da construção do Summit. Assim, compartilhou atualizações do INP. Também destacou ações voltadas à excelência nos serviços aos associados, à internacionalização e às parcerias estratégicas.
A programação avançou com uma mesa-redonda sobre design e inovação que trouxe insights marcantes. Marco Lobo, Dijon de Moraes e Gisele Raulik conduziram a conversa, compartilhando experiências práticas e discutindo como o design impulsiona a transformação no setor do plástico.
Nesse sentido, Raulik comenta: “Esse é o papel que vocês podem fazer, ajudar as empresas a colocarem a identidade brasileira nos produtos porque daí é uma vai ser uma força de competitividade e um diferencial.”
Logo após, João Henrique Alves, representante da Valgroup, compartilhou uma análise estratégica. E analisou o avanço do Brasil diante das adversidades e seu papel crescente como referência nas tendências globais do setor de embalagens: ““O Brasil vem liderando algumas tendências e ainda há novas a aderir pra tornar sua indústria de produção de bens de consumo cada vez mais eficiente e sustentável”.
Liderança feminina e inovação inclusiva ganham destaque IV World Plastic Connection Summit® 2025
Ainda pela manhã no IV World Plastic Connection Summit® 2025, a Drummond Advisors apresentou o Guia de Internacionalização. Isto é, uma publicação exclusiva com estratégias, ferramentas e insights práticos para apoiar empresas na conquista de novos mercados.
Em seguida, encerrando a programação matutina, uma mesa-redonda conduzida por Neivia Justa — Diretora de Comunicação & Marketing e referência em diversidade e inclusão — promoveu um debate enriquecedor sobre “Mulheres na Liderança”.
Enquanto isso, o bate-papo reuniu Ana Cristina Paiva (ExxonMobil Química), Bruna Folster (Eco Ventures Brasil), Ianda Lopes (Uber) e Karen Sandhof, executiva sênior do setor de tecnologia e operações, em uma conversa potente sobre equidade, protagonismo e ESG.
Sobre este aspecto, Justa declara: “Por que fazer um painel só com mulheres num evento como esse? Para a gente naturalizar e normalizar a presença das mulheres em posição de liderança.”
Ângela Hirata, ex-diretora de comércio exterior da Alpargatas SA, por sua vez, deu início a programação da tarde falando sobre o sucesso à frente da internacionalização de produtos com o case das Havaianas.
Assim, Hirata ressaltou: “Não precisa ir para o exterior para buscar algo para produzir aqui no Brasil”.
Em continuidade ao evento, o Color Trend 2026® trouxe uma inovação inclusiva ao mercado: o lançamento do método see color para o setor de plásticos, isto é, uma inovação em linguagem tátil que utiliza alto-relevo para tornar as cores acessíveis a pessoas com deficiência visual.
A apresentação ficou a cargo de Sandra Marchi, idealizadora do método, ao lado de Carlos Oliveira, diretor da iniciativa. Como resultado, o público teve a oportunidade de experimentar na prática os benefícios da aplicação do see color.
Sobre esta inovação Marchi explica: “Ele precisava ser pequeno, fácil e com um design universal. E eu pensava, como algo que é próprio da percepção visual, como é a cor, como eu vou transformar isso em 3D? Como vai ser tátil? E assim nasceu o see color.”
Desafios da inovação tecnológica e o lançamento do Color Trend 2026® no IV World Plastic Connection Summit® 2025
Enquanto isso, Carlos Oliveira enfatizou seu desafio de traçar estratégias para conseguir vender o método para as empresas da área: “Vender inovação tecnológica é muito difícil, mas uma inovação tecnológica assistida é muito mais difícil, porque a maioria dos empresários disse assim ‘tá, e daí, o que nós vamos ganhar atendendo um público tão específico?”.
Logo após, Marcelo Rosenbaum, arquiteto de destaque no cenário nacional, se uniu a Fabiana Zanin para revelar suas percepções durante o tão esperado lançamento do Color Trend 2026®, chamado “Dos biomas às cores, do Brasil ao Brasil”, que destaca as cores, sensações e histórias que nortearão o setor nos próximos anos.
Assim, Rosenbaum reforçou a necessidade de reconhecer e exaltar a riqueza estética dos biomas do Brasil: “Neste catálogo, cada cor me traz uma lembrança. O cinza “bonito pra chover”, me lembra Várzea Queimada, de onde se vê o céu nublado que anuncia a chuva rara no Sertão. O roxo e o verde da cadeira trançada de espaguete me levam para a varanda da casa do Sr. João da Cruz. Cada uma dessas cores que vejo me lembra também as pessoas que estão comigo nessa jornada e neste trabalho, que foi uma oportunidade de revisitar a nossa história e percorrer de novo os trajetos que nos trouxeram aqui.”
Análise da IA na indústria
Assim, para concluir, Ricardo Amorim, economista renomado, finalizou o seminário internacional ao abordar temas como inteligência artificial. Bem como as transformações que remodelarão os negócios no setor de plásticos transformados.
Além disso, ele conduziu o público a uma reflexão profunda sobre inovação, adaptação e as novas oportunidades que emergem em um cenário em constante evolução.
Nesse sentido, ele enfatizou: “A soma de questões relacionadas diretamente ao Brasil, e o momento da geopolítica global, estão criando oportunidades únicas para a indústria brasileira em vários subsetores, incluindo o setor de plástico, e eu quero chamar a atenção de como não deixar essas oportunidades passarem.”
Prêmio International Seminar
Desse modo, o International Seminar, foi realizada a entrega do International Award 2025, que reconhece as indústrias que mais se destacam na internacionalização do setor.
Logo depois, o evento homenageou Lincoln Seragini pela sua dedicação e excelência no fortalecimento das ações internacionais do setor de plásticos transformados. Da mesma forma, Emerson Raiol e Edison Terra também receberam reconhecimento especial.
45 empresas se inscreveram para participar do prêmio, cujo objetivo é reconhecer o mérito e estimular a divulgação dos resultados da indústria de plástico transformado brasileira em seu âmbito exportador. O prêmio conta com quatro categorias divididas pelo grau de maturidade (Iniciantes, Maduras, Experts) e pelo tipo de vertical (Varejo ou Plásticos Técnicos).
Os ganhadores e as categorias
O anúncio começou pela entrega World Plastic Business Case Award, que prestigia os melhores cases internacionais de sucesso. São eles:
TÉCNICO
Iniciante Acess - NANOX
Madura Special - L&L DESTAK
Expert Excellency - FIBRASA
VAREJO
Iniciante Acess - FLORIDIS
Madura Special - KAPAZI
Expert Excellency - FAME
Em seguida, foram anunciados os vencedores do World Plastic Development Award, que premiou as empresas que mais evoluíram em nível de maturidade exportadora. São elas:
TÉCNICO
Iniciante Acess - TEIXEIRA TÊXTIL
Madura Special - CRISTAL EMBALAGENS
Expert Excellency - TERPHANE
VAREJO
Iniciante Acess - PABOVI
Madura Special - KAPAZI
Expert Excellency - TERMOLAR
Enquanto na categoria World Plastic Commercial and Image Promotion Investments Award, prestigiou os maiores investimentos em promoção internacional, comercial e de imagem. São eles:
TÉCNICO
Iniciante Acess - TEIXEIRA TÊXTIL
Madura Special - L&L DESTAK
Expert Excellency - COPOBRAS
VAREJO
Expert Excellency - JAGUAR
Última categoria do dia, o World Plastic Global Design Award premia as empresas que estão investindo em design original de produtos e embalagens, ações e projetos relacionados ao design sustentável e ecodesign. São elas:
TÉCNICO
Iniciante Acess - TEIXEIRA TÊXTIL
Madura Special - L&L DESTAK
Expert Excellency - TERPHANE
VAREJO
Madura Special - NUTRIPLAN
Expert Excellency - VASAP
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Transformação de resíduos plásticos com biotecnologia, novo destino para embalagens e mobiliário de plástico reciclado
P-last: a Deep Tech que transforma resíduos plásticos com soluções biotecnológicas
Em 2022, a bióloga brasiliense Julianna Peixoto canalizou mais de 15 anos de estudo em uma iniciativa empreendedora e fundou a P-last, deep tech especializada em soluções biotecnológicas para o gerenciamento de resíduos plásticos.
Nesse sentido, a startup criou um processo exclusivo de degradação biológica. Assim, para isso, utilizou um consórcio bacteriano formado por diferentes espécies que convivem naturalmente no cerrado.
Porém, em vez de exigir processos complexos, essas bactérias degradam resíduos plásticos diretamente, sem separação prévia ou alto gasto energético. Então, como resultado, diminuem os custos operacionais e viabilizam a reciclagem de plásticos multicamadas, que antes não tinham destino sustentável.
A startup também aposta na produção de bioplásticos biodegradáveis. Diferente dos materiais convencionais, esses novos plásticos somem em poucos meses e não liberam substâncias tóxicas.
Atualmente, o negócio está focado na escalabilidade de sua tecnologia e planeja concluir os testes industriais nos próximos anos, antes de entrar no mercado. O objetivo da empresa é provocar uma transformação estrutural na indústria do plástico, posicionando-se como um pilar chave na transição para uma economia circular, com soluções mais sustentáveis e eficientes.
Diante disso, Peixoto comenta: “Sempre vi a causa ambiental como uma missão e queria que os resultados de laboratório fossem aplicados de forma prática.”
VidaVeg avança em sustentabilidade com compensação de resíduos
Especializada em alimentos 100% vegetais, a VidaVeg compensou, em 2024, mais de 268 toneladas de resíduos, sendo 157 toneladas de plástico e 111 toneladas de papel. Isso foi possível por meio de uma parceria com a EuReciclo, plataforma que conecta marcas, recicladores e consumidores para viabilizar a logística reversa no país.
Sendo assim, para alcançar este resultado, a VidaVeg monitora as embalagens que coloca no mercado. Enquanto isso, a EuReciclo garante um volume equivalente para coleta e reciclagem por cooperativas e operadores especializados.
Dessa forma, os recicladores recebem remuneração, fortalecendo a cadeia da reciclagem e promovendo a destinação correta dos materiais.
Essa prática resulta na diminuição de resíduos em locais inadequados, na redução da poluição nos ecossistemas e no incentivo à economia circular. Bem como, contribui para um modelo mais sustentável de gestão de resíduos.
Parceria entre Braskem e Pacifil Brasil transforma plástico em floreiras e mobília
Como parte de uma ação conjunta com empresas do setor químico e do plástico, a Braskem e a Pacifil Brasil – sediada em Sapiranga e especializada em madeira plástica – doaram ao município de Rio Grande 100 floreiras e 100 bancos produzidos com plástico reciclado.
Assim, cada floreira reaproveita 7.875 sacolinhas plásticas. Enquanto isso, a produção de cada banco exige até 18.337 unidades recicladas, e serviram como matéria prima para confecção do mobiliário.
Como parte do repasse de 1,7 mil itens de mobiliário urbano, a Braskem e a Pacifil Brasil entregaram os primeiros equipamentos à prefeitura.
Além disso, outras cinco cidades gaúchas também vão receber as doações. Ao longo do ano, Montenegro, Nova Santa Rita, Porto Alegre e Osório estão entre os municípios que receberão novas entregas.
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Brasil aprova Plano de Economia Circular
Na última quinta-feira, dia 08, durante a 2ª reunião do Fórum Nacional de Economia Circular, o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), o PLANEC (Plano Nacional de Economia Circular). Assim, o documento, conta com 18 objetivos e mais de 70 ações, passou por consulta pública no Participa + Brasil, e servirá de base para iniciativas de circularidade nos próximos dez anos.
Assim, o objetivo é publicá-lo ainda no primeiro semestre de 2025, para incluí-lo como parte da ENEC (Estratégia Nacional de Economia Circular).
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No entanto, a aprovação do documento ocorreu após a análise das 1.627 contribuições recebidas durante a consulta pública de um mês. Bem como, às vésperas do Fórum Mundial de Economia Circular, que será realizado em São Paulo entre 13 e 16 de maio.
Nesse sentido, o secretário de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC, Rodrigo Rollemberg, afirma:“A aprovação desse plano representa um momento histórico para nossa economia. Demos um passo fundamental na transição da economia linear, onde os produtos são consumidos e descartados no meio ambiente, para uma economia circular, que garante o reaproveitamento desses itens e possibilita a regeneração da natureza.”
Os objetivos do Plano
A versão final do Plano tem os seguintes eixos:
Eixo 1 – Ambiente normativo: Apresenta três macro-objetivos e 15 ações para impulsionar mercados de produtos reutilizados e recondicionados;
Eixo 2 – Inovação e educação: Propõe cinco macro-objetivos e 15 entregas que visam fomentar pesquisa, formação e disseminação de conhecimento;
Eixo 3 – Redução de resíduos: Com quatro linhas de ação e 18 iniciativas, o foco é eliminar lixões e consolidar políticas de logística reversa;
Eixo 4 – Instrumentos financeiros: Prevê 11 ações voltadas à criação de incentivos tributários e fundos específicos para fomentar a circularidade;
Eixo 5 – Articulação interfederativa: Contempla 12 entregas que buscam fortalecer a coleta seletiva e as cooperativas de reciclagem por meio da colaboração entre os entes federativos.
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Bühler fecha parceria sustentável com Poty Ambiental
Buscando ampliar desenvolvimentos sustentáveis, a Poty Cia de Bebidas criou a Poty Ambiental, uma unidade especializada em reciclagem de materiais plásticos. Essa busca uniu a Poty a Bühler, formando uma parceria que visa elevar a qualidade do produto final e garantir a remoção eficiente de contaminantes.
O primeiro passo para firmar esta parceria foi a aquisição do equipamento de seleção óptica da Bühler, o modelo SORTEX B3 MultiVision. Com resultados expressivos desde a etapa inicial, que removeu 70% dos PPMS de contaminantes, consolidou-se a confiança da Poty na Bühler.
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Diante deste resultado, José Victor Franzotti, Diretor da Poty, conta: "Sem a tecnologia, tínhamos uma alta reprovação de materiais. Após implementá-la, a rejeição foi para zero.”
Em seguida, a Poty adquiriu o segundo equipamento da Bühler, a selecionadora SORTEX J SpectraVision. Mais uma vez a inclusão desta solução da empresa trouxe avanços para a produção da Poty, de modo a melhorar em 18,18% a eficiência produtiva.
Nesse sentido, Franzotti, ressalta que, além da tecnologia das máquinas, a Bühler forneceu um atendimento e negociações colaborativas. Assim, ele revela: "A forma como a Bühler trata a negociação foi um ponto importante. No caso da compra da segunda máquina, ela ficou em teste por três meses, mostrou resultado e depois foi efetuada a compra.”
Assim, com esta satisfação e confiança, o diretor da Poty conta sobre o interesse em outros equipamentos da Bühler, como a SORTEX N PolyVision, outra solução da empresa que também melhora o dia a dia produtivo das indústrias.
Como a parceria iniciou e projeções para a parceria Poty-Bühler
Em relação a aproximação da Poty a Bühler, João Vitor Poltronieri, Engenheiro de produção na Poty Ambiental, conta que "Através do representante ELOPACK, conhecemos a Bühler e a tecnologia inovadora que eles oferecem. Isso nos motivou a investir nos produtos deles.”
Apesar deste primeiro interesse nas soluções da empresa, a Poty também desfruta da plataforma Bühler Insight, isto é, uma plataforma que acompanha diariamente a produção. O diferencial desta plataforma é a análise detalhada dos dados de produção, taxa de transferência, massa rejeitada e produção de ejeções por defeito.
Com mais esta solução, a Bühler oferece aos seus parceiros uma melhoria nas decisões e organizações produtivas. Otimizando processos e garantindo maior qualidade.
Nesse contexto, Poltronieri, comenta: "É uma ferramenta fantástica, pois conseguimos acompanhar diariamente a produção, monitorando tanto a quantidade produzida quanto os contaminantes.”
Tendo em vista novos desenvolvimentos, a Poty Ambiental planeja a compra de novos equipamentos. A parceria entre as empresas almeja continuar reduzindo o impacto ambiental, promovendo sustentabilidade com reciclagem e da recuperação de plásticos e embalagens.
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Faturamento da indústria sobe 4,7% no trimestre, apesar de queda mensal
Os Indicadores Industriais divulgados pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) apontam para um aumento de 4,7% do faturamento real da indústria no primeiro trimestre de 2025. Mesmo após a queda de 2,4%, em março, do faturamento das empresas do setor, o resultado mostra-se positivo. E, comparado ao mesmo período em 2024, o indicador cresceu 10,8%.
Durante o mês de março as horas trabalhadas na produção caíram 1,6%, a queda reverteu boa parte da alta de 1,9% notada em fevereiro. No entanto, o indicador finalizou o primeiro trimestre do ano com 1,1% acima do patamar registrado no quarto trimestre de 2024. Bem como 4,2% acima do resultado do primeiro trimestre do mesmo ano.
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Enquanto isso, a UCI (Utilização da Capacidade Instalada) permanece estável, pois não mudou em fevereiro e nem em março. Com isso, ela continua em 78,9% considerando a série livre de efeitos sazonais. A UCI média do primeiro semestre registrou 0,1 ponto percentual menor que a média do trimestre anterior. Assim está 0,6 ponto percentual aquém do primeiro trimestre do ano passado.
Nesse sentido, Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, avalia que talvez a estagnação da UCI tenha relação com queda na demanda por produtos industriais. “Isso caracteriza uma perda do dinamismo, que a gente vem observando desde o fim do ano passado. Esse movimento também pode se verificar no recuo do faturamento e da produção de março”, pontua.
Alto em emprego, mas queda na massa salarial e rendimento da indústria
De acordo com a pesquisa, o emprego industrial registrou estabilidade em março. Durante os dois primeiros meses do ano, os postos de trabalho registraram um crescimento de 0,4%. Sendo assim, o indicador encerrou o primeiro trimestre de 2025 com alta de 0,8% frente ao trimestre imediatamente anterior. Em relação aos três primeiros meses de 2024, a alta foi de 2,7%.
Azevedo avalia: “O emprego industrial vinha de uma sequência de 17 meses de crescimento ininterrupto, com variações pequenas, mas consistentes. Nos dois primeiros meses, o ritmo de crescimento do emprego foi significativo e, agora, está estável. No entanto, ainda é cedo para apontar se é o fim desse longo ciclo ou se ele vai se repetir nos próximos meses, mas fica o alerta, sobretudo quando analisadas outras variáveis que, em sua maioria, foram negativas na passagem de fevereiro para março”.
Em outro aspecto, porém, a massa salarial e o rendimento dos trabalhadores da indústria fecharam os três primeiros meses do ano em queda. Depois de cair 2,8% em março, a massa salarial consolidou recuo de 1,9% no primeiro trimestre, em relação aos três meses anteriores.
Mas, o rendimento médio diminuiu 2,6% na passagem de fevereiro para março, tornando-se o quarto mês consecutivo de queda no indicador. Comparando o primeiro trimestre de 2025 ao último trimestre de 2024, o rendimento real caiu 3,1%. Quando comparado ao primeiro trimestre de 2024, a queda registra 3,9%.
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Estudo da Amcham indica maior adesão das empresas às práticas sustentáveis
Segundo o Panorama da Sustentabilidade Corporativa 2025, produzido pela Amcham (Câmara Americana de Comércio) Brasil e pela Humanizadas, o Brasil registrou um crescimento no engajamento empresarial com a sustentabilidade. Assim, passou a envolver 52% das companhias, tornando-se a maioria no país.
Business people shaking hands together
No último dia 28, a Amcham Brasil e a Humanizadas lançaram a edição de 2025 do Panorama da Sustentabilidade Corporativa durante o Fórum de Sustentabilidade, no Museu do Ipiranga. De acordo com os dados apresentados, o número de empresas que já colocam em prática ações sustentáveis saltou de 71% para 76%, sinalizando um fortalecimento desse movimento no ambiente corporativo.
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A queda de 26% para 24% no número de organizações consideradas inovadoras na adoção de práticas sobre os temas sociais, ambientais e de governança corporativa, impediu um resultado mais expressivo.
Entretanto, o salto percentual (72%) de entrevistados que responderam que “sustentabilidade faz parte da estratégia de negócio”, chamou atenção. E isso porque em 2024 este número estava pela metade, ou seja, 34%. Enquanto em 2023 registrou 26%.
Além disso, os respondentes também aumentaram, chegando a 48% os que afirmaram que a “benchmark e avaliações externas”. Em 2024, eram 27% e em 2023, 20%.
Mesmo diante destes números, a entrevista ainda revela que muitos respondentes acreditam na necessidade de comprovar que a sustentabilidade gera retorno financeiro. Ainda, 54% responderam que é preciso “engajar líderes e executivos na agenda sustentável”.
Já para acelerar o avanço dessas práticas no setor privado, 44% dos entrevistados defendem que as empresas integrem a sustentabilidade à estratégia, à cultura e ao modelo de negócio. Além disso, 43% acreditam que criar incentivos e atrair investimentos sustentáveis é essencial para impulsionar esse movimento.
Ações para acelerar a sustentabilidade nas empresas
Uma das tendências apresentadas pela pesquisa aponta para o aumento de investimentos em energia limpa e descarbonização (51%). Bem como, o surgimento de métricas e relatórios “mais confiáveis e padronizados” (52%).
Porém, 51% dos entrevistados afirmou que esperam que avanços tecnológicos e IA (Inteligência Artificial) se desenvolvam futuramente para avaliar e acelerar a aplicação da sustentabilidade nas estratégias empresariais.
Os participantes também ressaltaram ações que entendem que o poder público deveria fazer para acelerar a adoção de práticas sustentáveis no setor privado. A princípio, está a sugestão de ampliar os incentivos fiscais e linhas de créditos para empresas consideradas sustentáveis.
Uma ação adicional também é a melhoria da infraestrutura sustentável e o apoio a tecnologias limpas, como energia solar e eólica, são iniciativas essenciais, assim como o incentivo a negócios ligados à economia circular e gestão de resíduos. Na opinião dos entrevistados, também é crucial “reduzir incentivos a práticas poluentes e precificar emissões de carbono”.
A pesquisa do Panorama da Sustentabilidade Corporativa 2025 ouviu 401 líderes empresariais, cujas empresas empregam mais de 505 mil pessoas. E geram um faturamento anual de R$ 2,9 trilhões.
As entrevistas aconteceram entre os dias 20 de março e 10 de abril. Segundo o Instituto Humanizadas, 75% das companhias participantes são de porte médio e grande.
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Como a sustentabilidade corporativa transforma a cotidiano das empresas
A cada dia a sustentabilidade expande sua área de impacto, influenciando além do mercado de reciclagem, empresas também têm visto suas produções mudarem. Porém, essa mudança não se limita apenas aos produtos ofertados, mas também influencia a construção de uma cultura sustentável no cotidiano corporativo.
Entre as empresas, um exemplo de destaque desta ação de sucesso é o engajamento com a agenda ambiental. Entre as iniciativas aparecem: incentivo a troca de resíduos por prêmios, descontos para cada material reciclável entregue, prática de coleta seletiva e destinação adequada.
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Em um cenário global cada vez mais consciente sobre questões ambientais, as organizações que adotam medidas sustentáveis não apenas contribuem para a preservação do meio ambiente. Elas também observam resultados significativos em termos de reputação, eficiência operacional e competitividade.
Isso porque, quando inserida de forma genuína, a sustentabilidade impulsiona negócios. Pois ressalta o compromisso ético com o meio ambiente, ao mesmo tempo que se torna uma referência para parceiros que compartilham dos mesmos valores.
Sustentabilidade empresarial: O que é e quais os objetivos?
O conceito de sustentabilidade empresarial é uma estratégia que visa o crescimento do negócio de maneira responsável e equilibrada, respeitando tanto o meio ambiente quanto a sociedade.
Para alcançar esse objetivo, a prática envolve a implementação de ações, políticas e programas direcionados ao desenvolvimento sustentável, buscando promover o crescimento sem causar impactos socioambientais negativos.
Sendo assim, o objetivo do desenvolvimento sustentável nas empresas é assegurar o crescimento sem prejudicar o meio ambiente. Além de compensar quaisquer impactos ambientais com iniciativas que promovam a sustentabilidade.
Nesse sentido, as principais metas da inclusão de ações sustentáveis no meio corporativo, são: fortalecer a imagem da marca e a competitividade da empresa; redução dos custos, riscos operacionais e financeiros; aumento da inovação e criatividade na busca por soluções sustentáveis e criação de um ambiente de investimento alinhado às demandas de desenvolvimento da sociedade.
Ainda, esta prática promove a responsabilidade ética das corporações em relação aos seus stakeholders, incluindo clientes, colaboradores, fornecedores, governo e meio ambiente.
Quando falamos dos pilares da sustentabilidade corporativa, destacam-se: o social, que corresponde às práticas focadas no desenvolvimento da sociedade; o econômico, cujo objetivo é conciliar o crescimento econômico de uma empresa com a sustentabilidade; e o ambiental, que visa reduzir os impactos da organização no meio ambiente por meio de ações voltadas à preservação da natureza.
Estes fundamentos foram definidos por John Elkington, sociólogo e consultor britânico.
Por que incluir essas ações nas empresas?
A inclusão de práticas sustentáveis em meios corporativos é de extrema importância para o futuro das empresas e do planeta. A princípio, práticas sustentáveis podem resultar em economia de recursos e redução de custos. Medidas como a otimização do uso de energia, a redução de desperdícios e a implementação de processos mais eficientes são não apenas benéficas para o meio ambiente, mas também para o caixa da empresa.
A longo prazo, essas práticas podem levar a uma operação mais enxuta e resiliente, menos vulnerável às flutuações de preços de insumos e energia.
Outro ponto crucial é a conformidade com as regulamentações ambientais. Empresas que já estão à frente na adoção de práticas sustentáveis encontram-se em uma posição mais favorável para cumprir essas regulamentações.
Sendo assim, a incorporação de práticas sustentáveis em meios corporativos é essencial não apenas para a preservação do meio ambiente, mas também para a saúde e o sucesso a longo prazo das próprias empresas.
A sustentabilidade promove eficiência, inovação, conformidade regulatória, reputação positiva e atração de talentos, tornando-se uma estratégia indispensável no mundo dos negócios contemporâneo.
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A influência do plástico nas questões ambientais e tecnológicas
O plástico está presente em diversas facetas da vida moderna, desde produtos cotidianos até na contribuição para avanços tecnológicos e ambientais. Como um componente fundamental na vida cotidiana, o plástico desempenha um papel essencial em uma infinidade de aplicações que muitas vezes passam despercebidas.
Desde escovas de dentes, embalagens de shampoo e celulares até capacetes de proteção para atividades ao ar livre. Assim, o plástico oferece proteção, praticidade e ajuda a resolver desafios globais.
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Contribuições ambientais e tecnológicas
Nesse sentido, por sua resistência e leveza, o plástico ajuda a diminuir o peso, por isso é tão usado no setor automotivo, por exemplo. Devido a estas características o consumo de combustível reduz, e consequentemente as emissões de gases de efeito estufa, refletindo-se em uma significativa melhoria na eficiência energética dos veículos.
Ainda, o plástico contribui para avanços tecnológicos em energia renovável, como painéis solares e turbinas eólicas mais eficientes. Essas propriedades únicas permitem o desenvolvimento de materiais com melhor performance industrial.
Além disso, este material torna dispositivos eletrônicos como celulares, tablets e computadores mais acessíveis e duráveis.
Sem contar que o material ajuda na manutenção da segurança, isso porque ele está presente em airbags de automóveis, equipamentos de proteção em ambientes de trabalho e embalagens que mantêm os alimentos seguros e frescos.
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Loja de plástico reciclado, casa flutuante feita de plástico recolhido e reciclagem de plástico em quatro horas
Loja de plástico reciclado de O Boticário inaugura no Acre
O Boticário abriu sua primeira loja sustentável em Rio Branco, no Acre. Com 20,9 m², o espaço ocupa um contêiner feito com aproximadamente três toneladas de plástico reciclado.
A nova unidade, localizada no Atacale, na BR-364 (Loteamento Santa Helena, entrada da cidade), funcionará de segunda a sábado, das 7h às 22h. Para marcar a inauguração, os 50 primeiros clientes que realizaram compras no dia da abertura receberam brindes especiais da franquia.
A loja segue um modelo sustentável já adotado pelo Grupo Boticário, reconhecido como a terceira empresa de beleza mais sustentável do mundo. Assim, até 2025, a marca planeja inaugurar 150 unidades nesse formato em todo o Brasil. Com isso, reintegrando aproximadamente 180 toneladas de plástico reciclado ao processo produtivo e reduzindo o consumo de matéria-prima virgem.
A marca construiu toda a estrutura da loja, do piso ao teto, com blocos sustentáveis produzidos a partir de resíduos plásticos reciclados. Além disso, comercializa produtos em embalagens recicladas, reforçando o compromisso com a economia circular.
Nesse sentido, a loja integra o programa Boti Recicla, a maior iniciativa de logística reversa da indústria de beleza no Brasil, com mais de 4 mil pontos de coleta e 15 cooperativas parceiras.
Dessa forma, os clientes que entregam três ou mais embalagens vazias de cosméticos, de qualquer marca, recebem R$15 de desconto em compras a partir de R$150 — válido uma vez a cada 30 dias, em qualquer loja física. Com essa nova unidade, O Boticário reafirma seu compromisso de unir inovação e responsabilidade ambiental.
Resíduos recolhidos dos rios holandeses tornam-se casa reciclada flutuante
Depois das comemorações do “Dia do Rei”, celebrado no dia 27 de abril, em homenagem ao aniversário do rei Guilherme Alexandre, Amsterdã ressignificou o volume de resíduos plásticos gerados neste dia.
A festa é anual, por isso, após a comemoração, uma empresa reúne anualmente cerca de 250 voluntários que se dedicam à limpeza das águas. Neste ano, a ação ganhou um reforço criativo: os organizadores vão transformar o plástico coletado na construção de uma casa flutuante.
Nesse sentido, a empresa organizadora ressalta que a ação não se limita à retirada de resíduos, mas tem como objetivo despertar a consciência coletiva. E assim, transformar o lixo em soluções sustentáveis e inovadoras.
Pesquisadores encontram forma de reciclar plástico em quatro horas
Uma equipe de pesquisa da Universidade Northwestern, dos Estados Unidos, descobriu uma forma de reciclar plástico em quatro horas. Para isso, os cientistas usam a umidade do ar, um catalisador barato e carvão ativado.
Eles contam que, dessa forma, as cadeias moleculares do PET, por exemplo, quebram-se e transforma-se em uma substância usada na fabricação de novos produtos plásticos. Com essa descoberta, os pesquisadores apontam uma recuperação de 94% do material em quatro horas.
E ainda, destacam que o processo não envolve solventes ou produtos químicos agressivos, sendo assim mais limpo, seguro e eficiente.
Além disso, a técnica também serve para processar plásticos mistos sem separação prévia, dessa forma, reduzindo os custos operacionais de reciclagem.
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CNI destaca aumento da preocupação da indústria com a falta de demanda interna
A Sondagem Industrial, divulgada pela CNI (Confederação Nacional Indústria), indica a demanda interna insuficiente como o problema que mais aumentou para os industriais no primeiro trimestre de 2025.
Antes em quinto lugar no ranking de problemas do setor, o entrave subiu para a segunda posição no início de 2025, empatando com os juros altos. Já a alta carga tributária permanece como o maior desafio apontado pelos empresários.
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Para o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, a queda da procura por bens industriais é consequência de fatores como a alta taxa de juros e a diminuição dos gastos públicos. Nesse sentido, ele explica que o problema tende a impactar a tomada de decisão dos industriais.
Assim, Azevedo, analisa: “A alta demanda é o que sustenta a atividade industrial, porque ela requer mais produção, emprego e investimentos. Quando o empresário percebe uma menor demanda, ele fica mais receoso em fazer esses movimentos.”
O percentual de industriais que mencionam a elevada carga tributária como um dos maiores problemas subiu de 30,6% para 33,3%. Com isso, a preocupação com a taxa Selic também cresceu, atingindo 27,1% das empresas.
Enquanto isso, a demanda interna insuficiente teve o maior salto: passou de 22,3% para 27,1%.
Os empresários também destacaram a ausência ou o alto custo de mão de obra qualificada (22,4%) e de matéria-prima (21,3%) como entraves. Desse modo, completando o ranking dos cinco principais problemas enfrentados.
Confiança financeira da indústria recua
Na transição entre o quarto trimestre do ano passado e o primeiro trimestre deste ano, o índice de satisfação com a situação financeira passou de 50,9 pontos para 48,8 pontos. Assim, o resultado aponta que a percepção dos empresários sobre as condições financeiras das empresas passou de positiva para negativa.
O indicador de satisfação dos industriais com o lucro operacional, por sua vez, caiu de 45,8 pontos para 43,8 pontos. Desse modo, torna-se ainda mais negativo.
No primeiro trimestre de 2025, mais empresários apontaram entraves no acesso ao crédito. O indicador recuou 1,6 ponto em comparação ao trimestre anterior, indo de 42 para 40,4 pontos. Da mesma forma, o índice de preço médio das matérias-primas recuou 1,8 ponto, para 62,4 pontos.
Nesse sentido, a CNI, porém, ressalta que o indicador permanece acima da linha divisória dos 50 pontos. Isso revela que o preço continua crescendo de forma forma e disseminada,encarecendo a produção industrial.
Indústria registra queda na produção e redução de estoques em março
Após os resultados positivos de janeiro e fevereiro, o índice de evolução da produção registrou 49 pontos em março. Abaixo da linha divisória de 50 pontos, o indicador revela que os empresários perceberam queda da produção comparado ao mês anterior. Com isso, é a primeira vez que a produção industrial recua em um mês de março desde 2020.
Já a UCI (Utilização da Capacidade Instalada), permanece em 69%. Assim, o valor supera em um ponto percentual a UCI registrada em março de 2024.
A indústria reduziu seus estoques de produtos acabados em março. O índice que acompanha essa evolução atingiu 48,7 pontos, sinalizando recuo. Já o indicador que mede o descompasso entre o volume planejado e o efetivo caiu de 49,6 para 48,9 pontos.
Expectativas positivas, mas investimentos caem
Os industriais demonstraram, em abril, menor otimismo quanto ao volume de exportações e à contratação de trabalhadores. Mesmo assim, mantiveram projeções positivas. Além disso, as expectativas relacionadas à demanda e à aquisição de insumos se mantiveram quase inalteradas, embora ainda favoráveis.
Pelo segundo mês consecutivo, os empresários reduziram a intenção de investir. Como resultado, o índice caiu 1,1 ponto e fechou em 56,4 pontos. No total, a retração acumulada nos últimos dois meses foi de 1,6 ponto.
Entre 1º e 10 de abril de 2025, a CNI entrevistou 1.522 empresas para compor a Sondagem Industrial. Ao todo, participaram 608 pequenas, 538 médias e 376 grandes empresas.
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