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Gecex anuncia redução tarifária de importação de plásticos

No último dia 30, o Gecex (Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior) decidiu zerar as tarifas de importação de nove produtos, sendo sete deles ligados à insumos da indústria têxtil e de plástico, conforme apontou o comunicado do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. 

Gecex anuncia redução tarifária de importação de plásticos

Ainda de acordo com o documento do ministério as alíquotas para esses produtos variavam de 7,2% a 35%. Porém, além dessa decisão, a Gecex aprovou ações sobre produtos importados. 

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Sendo assim, insumo  de diferentes origens, como siderúrgicos, químicos e pneus para automóveis de passageiros. Dessa forma, as medidas atendem a pleitos e recomendações técnicas para proteger a indústria nacional.

O comitê também aprovou duas internalizações de acordos firmados com países no âmbito do Mercosul. O primeiro trata das regras de origem aplicáveis ao comércio de veículos com o Chile, o que facilita a integração produtiva entre os países. 

Já o segundo acordo autoriza a inclusão de 50 novos produtos na Letec (Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum), ampliando a flexibilidade tarifária dos Estados-membros.

No que se refere aos impactos da decisão, os pontos positivos incluem, a princípio, a redução de custos com matérias-primas e o fortalecimento da competitividade. E, ainda, tem possibilidade de facilitar o abastecimento de cadeias produtivas que sofrem com gargalos ou escassez. Desse modo, evitando interrupções na produção e melhorando a eficiência operacional.

Já os pontos negativos referem-se a: a isenção tarifária pode pressionar os fabricantes nacionais de insumos, que agora enfrentam concorrência direta com produtos importados a preços mais baixos. Como consequência, existe também o risco de aumentar a dependência do mercado externo.

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Como as embalagens potencializam a circularidade para empresas de bens de consumo

Segundo uma pesquisa inédita da Avery Dennison Corporation (NYSE: AVY), um aumento de 1% nas taxas de reciclagem pode reduzir aproximadamente 2.000 toneladas de resíduos plásticos anualmente em aplicações bilionárias de engarrafamento. 

Nesse cenário, destaca-se que a maioria das marcas globais de bens de consumo embalados (CPG) têm a meta de alcançar embalagens 100% recicláveis até 2030. Além disso, o estudo divulgou que os plásticos rígidos reciclados emitem cerca de 70% menos emissões que seus equivalentes feitos de plástico virgem.

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Embora estes dados sejam apenas alguns dos apresentados no novo white paper, chamado  “Etiquetas autoadesivas e seu papel na promoção da circularidade das embalagens”, o relatório também aponta que grande parte do crescimento das marcas de bens de consumo advém de marcas sustentáveis. 

E revela que boa parte da solução vem de etiquetas autoadesivas . Ainda, a pesquisa explora o estado atual de sustentabilidade das embalagens das marcas, incluindo como as inovações tecnológicas trazem benefícios concretos.

Diante disso, Ryan Yost, presidente da Avery Dennison, Materials Group, conta: “O white paper é um documento de referência baseado em pesquisas para marcas de bens de consumo que estão tomando decisões sobre embalagens sustentáveis.”

Yost também ressalta o papel dos consumidores nesse cenário: “Empresas de bens de consumo enfrentam uma pressão cada vez maior de consumidores, varejistas, órgãos reguladores, investidores e colaboradores para priorizar a economia circular.”

Segundo ele, o white paper fornece dados ricos baseados em entrevistas conduzidas com empresas globais de bens de consumo. E pontua: “Bem como materiais de fontes reconhecidas e insights das equipes da Avery Dennison que atuam globalmente com clientes, recicladores, órgãos legislativos e associações da indústria. Consideramos este material uma ferramenta prática para que empresas enfrentem os desafios da circularidade — uma nova fonte informativa de pesquisa.”

Principais descobertas sobre circularidade e embalagens

Marcas estão buscando incessantemente a circularidade. Desse modo, quase todas marcas globais de bens de consumo têm a meta de alcançar 100% de embalagens recicláveis, reutilizáveis e compostáveis até 2030.

Enquanto isso, os produtos sustentáveis representaram cerca de 31% do crescimento do setor de bens de consumo entre 2013 e 2023. Apesar de corresponderem a apenas aproximadamente 18,5% da participação de mercado sustentável de CPG.

Já os consumidores percebem as embalagens como um dos elementos mais controláveis e visíveis da sustentabilidade de uma marca. Assim, cerca de 31% dos consumidores acreditam que “investir em embalagens sustentáveis” faz parte de uma das três principais formas de lidar com questões ambientais. 

Portanto, regulamentações estão impulsionando mudanças nas embalagens. Por exemplo, o PPWR (Regulamento de Embalagens e Resíduos de Embalagens) na Europa exige que as embalagens sejam projetadas para reciclagem (DfR) e que no mínimo 10% das embalagens de bebidas sejam reutilizáveis até 2030.

Logo, a reciclagem de embalagens e os modelos de reutilização/refil tendem a causar um impacto significativo. Por exemplo, plásticos rígidos reciclados, como PET e HDPE, produzem cerca de 70% menos emissões em comparação aos seus equivalentes feitos de plástico virgem. 

Com isso, a adoção de novas etiquetas autoadesivas com funcionalidade de “deprendimento limpo” permite a separação superior e limpa da etiqueta e tintas durante o processo de reciclagem. 

Este método garante materiais reciclados de qualidade superior que, no caso de plásticos rígidos como PET e HDPE. O que permite a reutilização criativa para criar novas garrafas, reduzindo a necessidade de matérias-primas virgens e aumentando a circularidade das embalagens das marcas.

Dados da pesquisa

Os autores deste documento reuniram os dados por meio de entrevistas realizadas em 2024 com recicladores, empresas de bens de consumo e especialistas de mais de nove países. Dessa forma, construíram uma base ampla e internacional para a análise.

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Bioplástico de açaí, Coldplay relançará discos sustentáveis e óleo de plástico reciclado

Coldplay vai relançar novo discos feito de plástico reciclado

O Coldplay, uma banda conhecida por seu engajamento com questões ambientais, anunciou recentemente o relançamento de nove álbuns em vinil ecológico de plástico reciclado. Os EcoRecords produzidos com PET (tereftalato de polietileno) reciclado, destacam-se pela leveza e durabilidade, além da projeção focada na economia circular. 

Esta não é a primeira vez que a banda investe em álbuns sustentáveis, isso porque em 2024, Coldplay lançou o Moon Music, um disco feito completamente a partir de plásticos reciclados. Assim, se tornando o primeiro do mundo no formato 140g EcoRecord rPET LP.

Desta vez cada disco transparente de 140g, usa nove garrafas PET recicladas. Para esta inovação acontecer, as garrafas plásticas passam por um processo de recuperação, também conhecido como PCR (reciclagem pós-consumo). Nesta etapa acontece a limpeza, e depois o processamento, em que os plásticos se transformam em pequenos pellets. E, por fim, são moldados em novos itens.

Diante disso, por meio de um comunicado, a Warner Music Group, gravadora do grupo britânico, explica que esse processo de fabricação de LP’s reduz em até 85% as emissões de carbono em comparação com os métodos tradicionais.

Nesse sentido, os álbuns que serão relançados feitos de plástico reciclado são: Parachutes (2000), A Rush of Blood to the Head (2002), X&Y (2005), Viva La Vida or Death and All His Friends (2008), Mylo Xyloto (2011), Ghost Stories (2014), A Head Full of Dreams (2015), Everyday Life (2019) e Music of the Spheres (2021). O lançamento oficial está previsto para 15 de agosto.

Além disso, a banda também tem outras iniciativas que visam reduzir a pegada de carbono, como sua atual turnê mundial Music Of The Spheres. Com isso, o índice no momento está em 59% na comparação com a turnê anterior.

Pesquisadores da UFPA desenvolvem embalagens de bioplástico feitas de caroço do açaí 

No Laba (Laboratório de Biossoluções e Bioplásticos da Amazônia) da UFPA (Universidade do Pará), criado em 2023, pesquisadores desenvolvem produtos com base sustentável. A inovação desta vez é a embalagem bioplástica e biodegradável feita de açaí. 

As tecnologias desenvolvidas pelo laboratório visa criar biossoluções que unam o desenvolvimento econômico e social de uma maneira ecologicamente responsável. Assim, os cientistas atuam em projetos como embalagens biodegradáveis à base do açaí, cosméticos naturais e óleos amazônicos.

Nesse sentido, para produzir esta embalagem os pesquisadores utilizam o caroço do açaí, descartado após a extração da polpa, que tem ampla aplicação e reuso. O caroço possui uma substância rica em tanino, e quando incorporada ao amido de mandioca, resulta na produção de bioplásticos. 

Diante disso, o coordenador do Laba, Davi Brasil, acerca da missão do laboratório de trabalhar com respeito ao meio ambiente, pontua: “Nosso laboratório sempre vai buscar inovações para conseguirmos ter um desenvolvimento sustentável efetivo na região amazônica. Todos os alunos, além de trabalharem a parte técnica, eles primam pela sustentabilidade.”

Corsair aposta em expansão com óleo de resíduos plásticos

A Corsair Group International Holding BV firmou uma parceria estratégica com a suíça Kera Energy AG. Com isso, a Corsair se comprometeu a fornecer óleo de pirólise avançado, derivado de resíduos plásticos domésticos. Enquanto a Kera Energy ficará responsável por distribuir o produto em mercados da Europa, Ásia e Américas.

Fundada em 1999 e sediada em Zug, Suíça, a Kera Energy atua com excelência na otimização de cadeias de suprimentos e na comercialização de matérias-primas sustentáveis. 

Além disso, a empresa possui capacidade para processar até 300.000 toneladas por ano e opera em conformidade com as regulamentações ISCC+ e REACH.

Em relação a isso, Jussi Veikko Saloranta, CEO da Corsair, diz: "Estamos muito satisfeitos em fazer parceria com a Kera Energy, uma empresa que compartilha nossa visão de uma economia mais limpa e circular.”

Com o objetivo de promover a produção de plásticos e químicos sustentáveis, a parceria reduz a necessidade de matérias-primas fósseis. Para viabilizar essa transição, a Corsair fabrica o óleo de pirólise a partir de resíduos plásticos domésticos. Assim, utilizando unidades instaladas na Tailândia, Finlândia e em novos sites em desenvolvimento.

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Economia circular pode gerar 7 milhões de empregos

A economia circular, além das contribuições ambientais, pode promover cerca de 7 milhões de empregos, de acordo com o relatório da OIT (Organização Internacional do Trabalho) e parceiros, apresentado no WCEF 2024. 

Economia circular pode gerar 7 milhões de empregos

Diante disso, aponta-se que apenas na América Latina e no Caribe, a economia circular tem potencial para chegar a 4,8 milhões de empregos. Quando se fala do impacto das atividades ambientais, a gestão de resíduos pós-consumo se destaca, isso porque com o tratamento correto de resíduos plásticos, os índices gerais de reaproveitamento tendem a aumentar no país.

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Ações como estas criam um caminho viável para mais soluções contínuas sem alterações ou reduções de custo de produção. Ainda segundo a WWF, o uso de reciclados reduz significativamente a pegada de carbono, em alguns casos chegando até a 80% menos emissões. 

Nesse sentido, as indústrias têm adotado sistemas ou centros de distribuição tanto para receber materiais pós-consumo quanto para embalagens secundárias, evitando descarte desnecessário.

Para Tânia Sassioto, diretora de inovação da Eureciclo, o trabalho conjunto e colaborativo demonstra como o trabalho cooperativo em prol da economia circular, impulsiona a recuperação de embalagens de menor valor para os coletores. 

Letramento ambiental pode impulsionar a economia circular

Assim, Sassioto, comenta: “Em nosso trabalho na construção de cadeias estruturantes, buscamos e conectamos marcas engajadas em encontrar soluções escaláveis e parceiros como organizações de catadores, gestores de resíduos, fabricantes e recicladores.”

A diretora também exemplifica que em casos de reciclagem de materiais plásticos a partir da resina PCR, têm capacidade de oferecer soluções adequadas para cada tipo de material. Entre os exemplos, o plástico filme e os PETs têm uma taxa de reciclagem de 47%. 

Relatórios da Ellen MacArthur Foundation destacam que incorporar materiais reciclados fortalece a base necessária para atingir, até 2030, as metas de circularidade. Por consequência, essa estratégia se alinha diretamente aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (Organização das Nações Unidas).

Porém, para atingir tais metas pontua-se o letramento ambiental. Desse modo, ao difundir informações de forma acessível, torna-se possível promover o tratamento correto dos resíduos. No Brasil, entretanto, a produção de plástico reciclado (PCR) ainda representa apenas 11,7% do consumo total, concentrando-se principalmente no Sudeste.

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Brasileiros se esforçam para reciclar, mas coleta seletiva ainda é limitada, diz estudo

Conforme aponta o estudo “Reciclagem no Brasil: hábitos, desafios e percepções da população” do Movimento Plástico Transforma, junto ao Instituto QualiBest, 64% dos brasileiros fazem a separação correta dos resíduos orgânicos e recicláveis em casa. No entanto, o maior desafio para a reciclagem segue sendo a falta de coleta seletiva. 

Brasileiros se esforçam para reciclar, mas coleta seletiva ainda é limitada, diz estudo

No que mostra a pesquisa, 3 em cada 10 entrevistados indicam a ausência desse serviço nas ruas ou bairros como o principal obstáculo para que a reciclagem aconteça efetivamente. 

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Para os 843 internautas entrevistados com mais de 18 anos e de todas as regiões do país, o cenário é ambíguo, isso porque: a população demonstra engajamento crescente com a separação dos resíduos, mas ainda tropeça na precariedade da estrutura disponível. 

Nesse sentido, quatro em cada 10 brasileiros disseram que não há coleta específica para lixo orgânico e reciclável onde moram.

Apesar dos desafios, mais da metade dos entrevistados afirma armazenar resíduos recicláveis de forma separada, tanto em sacos distintos quanto em lixeiras próprias. Este dado revela como a conscientização sobre o tema avança.

Quais as barreiras que impedem o avanço da reciclagem?

Aqueles que separam o lixo em casa, mas não têm o serviço de coleta seletiva na rua/bairro, 30% levam sempre ou quase sempre o resíduo reciclável para algum ponto de coleta. E entre as destinações preferidas estão: as cooperativas de reciclagem (34%) e os pontos de descarte oferecidos por empresas (32%).

Diante disso, Beatriz Geraldes, integrante do grupo técnico do Movimento Plástico Transforma, comenta que a pesquisa aponta que a população está disposta a colaborar, mas necessita de apoio. 

Assim, ela analisa: “A reciclagem só se tornará viável em larga escala com a participação ativa do poder público, que deve ampliar os pontos de coleta, além de promover campanhas informativas e oferecer incentivos concretos ao descarte correto. As indústrias e empresas também têm um papel fundamental, sendo responsáveis por implementar práticas sustentáveis e fomentar a conscientização em seus processos e produtos.” 

Como está o plástico nessa equação? 

O plástico destaca-se como o material reciclável mais separado pelos brasileiros, registrando 51%, sobretudo entre pessoas da classe C, 53%; e da faixa etária de 45 a 59 anos com 56%. 

Ainda, a pesquisa revela que 94% dos entrevistados reconhecem o plástico como reciclável, embora ainda haja desinformação sobre variações do material, como o poliestireno expandido. Amplamente conhecido como Isopor®, mas só é identificado como reciclável por 40% dos internautas, apesar de ser totalmente reciclável.

Embora 83% declarem saber que há diferentes tipos de plástico, apenas 57% conseguem identificar ao menos algumas dessas variações. Nesse grupo, destacam-se os homens com 61% e os entrevistados com idade entre 45 e 59 anos 61%.

Diante disso, Geraldes reforça: “O estudo nos mostrou que o plástico é protagonista entre os materiais separados para reciclagem, mas ainda há muita desinformação sobre seu uso e reaproveitamento. Para fortalecer a economia circular, é essencial ampliar o acesso à informação e aos pontos de descarte adequados. Daí surge a importância de Movimentos como o Plástico Transforma que de forma leve e informativa leva à população conteúdos que desmistificam o uso do material e ativações para públicos diversos, como mutirões de limpeza, instalações em museus, entre outros.”

O impacto de reciclar

Enquanto 75% dos entrevistados afirmam que a população deve cuidar da separação dos resíduos, uma parcela significativa também exige responsabilidade de outros atores. Ao todo, 59% cobram o governo, e 49% apontam as empresas. Entre os mais jovens, esse sentimento se intensifica: 67% pedem mais ação governamental e 49% defendem o papel ativo das empresas.

A preocupação com o meio ambiente motiva três em cada quatro pessoas a separar os resíduos. Na sequência, 41% valorizam a facilidade de descarte e 22% se sentem atraídos por recompensas como pontos ou cashback. Diante disso, mais de 80% declararam estar dispostos a adaptar seus hábitos de consumo para produzir menos resíduos.

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Retomada das discussões sobre o Tratado Global do Plástico

No começo de agosto de 2025 os países membros da ONU (Organização das Nações Unidas) devem voltar a se reunir para tratar de soluções para minimizar os desafios ambientais relacionados ao plástico. Este encontro marca a segunda parte da quinta sessão (INC-5:2) do Comitê Intergovernamental de Negociação, criado pela Assembleia das Nações para o Meio Ambiente. 

As reuniões acontecem desde o fim de 2022 e visam criar um documento intitulado “Tratado Global sobre Poluição Plástica”, um acordo internacional juridicamente vinculante.

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Sendo assim, os países que assinarem o documento assumem obrigações legais formais. Desse modo, tornam-se obrigados a cumprir o que foi estabelecido no tratado, podendo inclusive enfrentar sanções ou responsabilizações legais caso descumpram as regras. 

Nesse cenário, o Brasil, representado pelo Departamento de Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, participa do INC. E com isso, segue acompanhando o grupo de nações que defende a resolução do problema ambiental. O país também defende o estabelecimento políticas prioritárias para o desenvolvimento socioeconômico. 

A postura brasileira nas negociações

Em abril de 2025 aconteceu a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado Federal, em que aconteceu uma audiência pública para discutir os impactos ambientais, econômicos e sociais da regulação internacional sobre plásticos.

Nesse sentido, um dos pontos levantados no encontro foi que qualquer legislação nacional sobre a circularidade do plástico deve alinhar-se ao acordo final do INC-5.2. 

Assim, especialistas como Edson Grandisoli, embaixador e coordenador pedagógico do Movimento Circular, explicam que: “a proposta faz sentido, desde que se chegue a um consenso na nova rodada, o que não é simples.”

Contudo, eles avaliam também que o Brasil pode perder acesso a financiamentos e mecanismos de cooperação técnica. Isso poderia acontecer caso se estabeleça normas e leis não alinhadas ao Tratado Global.

Desafios e impactos da regulamentação do uso de plástico no Brasil

Além disso, outro exemplo de divergência no tratado é o Projeto de Lei 2.524/22. Pois, se aprovado, estabelece restrições significativas em relação ao plástico. 

No momento, também está em tramitação na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado um projeto que deve estabelecer-se em sete anos. A proposta principal é de que o Brasil deve ter apenas embalagens plásticas retornáveis ou compostáveis, eliminando as de uso único. 

No que se refere aos principais impactos reais deste projeto, destaca-se aqueles relacionados a diferentes ordens na cadeia produtiva do plástico. Entre estão: a perda de empregos, fechamento de negócios, prejuízos à cadeia de logística e cooperativas de reciclagem.

Porém, especialistas também apontam a importância de avaliar cautelosamente os inúmeros impactos socioambientais do descarte irregular do plástico. 

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Produção industrial reage em maio

Durante o mês de maio o índice de evolução da produção industrial registrou 52 pontos, o resultado indica uma recuperação da atividade do setor em relação à queda observada em abril, de acordo com a Sondagem Industrial, divulgada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria). Ainda, o indicador também melhorou comparado a maio de 2024, quando marcou 47,4 pontos.

Nesse cenário, Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, avalia: “É um quadro positivo para o mês de maio, mas que vem após uma sequência de resultados não tão positiva. Não mostra, portanto, que a atividade vai melhorar significativamente.” 

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Sob outra perspectiva, o índice que mede a evolução do número de empregados registrou 49,6 pontos. Sendo assim, o terceiro mês consecutivo em que o indicador ficou abaixo da linha de 50 pontos. E, por consequência, demonstrando que os empresários percebem queda na quantidade de trabalhadores frente ao mês anterior. 

Apesar disso, em relação aos meses de maio de 2023 e 2024, o recuo diminuiu. 

Enquanto isso, a UCI (Utilização da Capacidade Instalada) cresceu um ponto percentual, indo de 69% em abril para 70% em maio. Assim, o índice supera a UCI registrada na mesma época em 2024 e 2023, diz o levantamento. 

Já os estoques de produtos acabados avançaram em maio comparado a abril. Desse modo, pela primeira vez desde novembro de 2023, voltaram a superar os níveis planejados pelos empresários industriais. 

Perspectivas de produção, vendas e investimentos avançam

Além disso, a pesquisa analisa as expectativas e intenções de investimentos relativos a junho. Conforme diz a Confederação, os índices que mapeiam as expectativas da indústria em relação à demanda, quantidade exportada e compra de matérias-primas subiram, revertendo a queda registrada em maio.

O  indicador de expectativa de demanda, por sua vez, subiu 1,2 ponto, para 55,6 pontos. Enquanto isso, o de compras de insumos e matérias-primas avançou 0,7 ponto, para 53,9 pontos; e o de exportação, por fim, cresceu 0,6 ponto, para 52,5 pontos.

Contudo, o índice de expectativa do número de empregados ficou praticamente estável, após ligeira queda de 0,1 ponto, para 51,4 pontos. 

A Sondagem Industrial da CNI ainda indica que a intenção de investimento dos empresários do setor não mudou na passagem de maio para junho. Desse modo, o indicador permanece em 56,1 pontos. 

Depois de chegar a um pico em dezembro do ano passado, o índice acumula queda de 2,7 pontos nos seis primeiros meses de 2025. Com isso, sugerindo que os industriais estão mais cautelosos.

Para esta pesquisa, a CNI entrevistou 1.482 empresas: 591 de pequeno porte; 522 de médio porte; e 369 de grande porte, entre 2 e 11 de junho de 2025.

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Umidade compromete moldes, máquinas e peças plásticas

Na indústria do plástico, a umidade representa um dos inimigos mais silenciosos e recorrentes, isso porque, além de comprometer a qualidade do produto final, também impacta na durabilidade dos moldes, desempenho de equipamentos e estabilidade na produção. 

Umidade compromete moldes, máquinas e peças plásticas

Este problema se intensifica de modos como: teor de umidade residual das resinas e condensação que ocorre nos moldes durante o processo de injeção, especialmente em ambientes com alta umidade relativa.

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Nesse sentido, a corrosão gera danos em cavidades, canais de refrigeração e superfícies metálicas, exigindo paradas não programadas, retrabalho e aumento no custo de manutenção. 

Sendo assim, sem bons revestimentos em máquinas e moldes, as indústrias do plástico sofrem com depósitos e partículas que se desprendem durante o ciclo de injeção, contaminando o material fundido e provocando falhas nas peças produzidas. Afinal, com o tempo, a exposição constante à umidade, vapores químicos e resíduos agressivos provoca o desgaste de cavidades, canais de refrigeração e superfícies metálicas. 

Ao aplicar revestimentos industriais nas peças e equipamentos, as empresas não apenas ampliam sua durabilidade, mas também evitam os altos custos de substituições prematuras. Essa proteção adicional, aliada ao valor agregado que os revestimentos oferecem, compensa amplamente qualquer investimento inicial. 

Além disso, ao reforçar a segurança dos trabalhadores, a empresa investe diretamente em um ambiente produtivo mais estável e confiável.

Na prática, estes revestimentos têm a função de proteger diversos tipos de superfícies contra desgaste, ataque químico e corrosão. Por isso, adiar a aplicação ou o reparo desses revestimentos não é uma opção viável. Quanto mais cedo as medidas de proteção forem adotadas, menores serão os impactos financeiros e operacionais.

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Garrafas de vidro têm mais microplásticos do que as de plástico, aponta estudo francês

Segundo um resultado de estudo da Agência Francesa de Segurança Alimentar, as garrafas de vidros que embalam água, refrigerantes, cervejas ou vinhos têm mais microplásticos do que em garrafas plásticas. Vale ressaltar que não existem provas diretas que indiquem prejuízos do plástico em larga escala à saúde humana. 

Garrafas de vidro têm mais microplásticos do que as de plástico, aponta estudo francês

Em relação a pesquisa, Guillaume Duflos, o diretor de pesquisas da agência francesa de segurança alimentar ANSES, disse à AFP que o objetivo era "investigar a quantidade de microplásticos em diferentes tipos de bebidas vendidas na França e examinar o impacto dos diferentes tipos de embalagens".

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Nesse sentido, os cientistas descobriram que, em média, cerca de 100 partículas de microplásticos por litro de garrafas de vidro de refrigerantes, limonada, chá gelado e cerveja. Além disso, o resultado revela que entre cinco e 50 vezes mais do que a taxa detectada em garrafas de plástico ou latas de metal.

O resultado chamou atenção dos estudantes, e diante disso, a doutoranda Iseline Chaib, que participou do estudo, comenta: “Esperávamos o resultado oposto.”

Ainda sobre os resultados da pesquisa, o grupo explica: "Detectamos que, no vidro, as partículas detectadas tinham a mesma forma, cor e composição de polímero - portanto, o mesmo plástico - que a tinta na parte exterior das tampas que fecham as garrafas de vidro.”

A equipe também destaca que as também continham “pequenos arranhões, invisíveis a olho nu, provavelmente devido à fricção entre as tampas quando estavam armazenadas.”

Variação de microplásticos em garrafas de vidro com diferentes conteúdos

Nas garrafas de vidro de água, por exemplo, seja natural ou mineral, a quantidade foi considerada baixa em todos os casos. Isso porque possui entre 4,5 partículas por litro nas garrafas de vidro e 1,6 partícula nas garrafas de plástico.

Já o vinho registrou poucos microplásticos. Desse modo, Duflos afirmou que a razão da discrepância "ainda precisa ser explicada". Enquanto isso, os refrigerantes continham quase 30 microplásticos por litro, a limonada 40 e a cerveja cerca de 60.

Como ainda não há comprovações científicas sobre os efeitos nocivos dos microplásticos à saúde humana, também não existe um nível de referência que indique uma quantidade considerada tóxica. Por isso, não é possível afirmar se os números atuais representam um risco, relembra a ANSES.

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Cabo Verde lança projeto que transforma plástico em cadeiras escolares, projeto capixaba transforma plástico em cadeiras de rodas e bioplástico com resíduo de suco de laranja

Cabo Verde lança projeto-piloto para certificar créditos de plástico com impacto social

Cadeiras de plástico proveniente de reciclagem

Em Cabo Verde um projeto-piloto certifica créditos de plástico. Liderada pela startuop C-Plastic em parceria com organizações locais em São Vicente, Boa Vsita e Santiago, a iniciativa já registrou digitalmente as quantidades de plásticos recolhidos em ações de limpeza. O projeto visa unir inovação ambiental, participação comunitária e impacto social. 

De acordo com um comunicado da C-Plastic, a primeira fase do projeto busca implementar um sistema de certificação de créditos de plástico. Assim, será possível quantificar, validar e rastrear o impacto dessas ações ambientais e sociais. 

Com este sistema, objetiva-se ajudar financeiramente as comunidades locais por seus esforços em prol da economia circular e preservação ambiental.

Em relação aos desdobramentos do projeto, sabe-se que na ilha de Santiago, o projeto faz parte de um projeto mais abrangente. Isso porque recebe financiamento da Australian Aid, no âmbito do Direct Aid Program (DAP 2024-2025).

Graças a este apoio a Associação para o Desenvolvimento de São Francisco consegue reforçar os investimentos em intervenção local. E com isso já promoveu ações de limpeza, transformação de resíduos plásticos em mobiliário escolar, dinamização de workshops e implementação do sistema de certificação.

No entanto, o projeto tem como meta recolher no mínimo 1.000 kg de plástico. E desse modo transformar os resíduos em 200 cadeiras escolares recicladas e distribuí-las por escolas da comunidade, beneficiando diretamente cerca de 450 alunos.

Além de modernizar o Ecocentro Ekonatura e instalar um sistema contínuo de monitoramento e avaliação. Assim, o programa oferece ações de formação e capacitação técnica a professores, alunos e membros da comunidade, e promove campanhas de sensibilização ambiental.

Projeto social e sustentável em Iúna troca plástico por cadeiras de rodas

Tampinhas de plástico em troca de cadeira de rodas

Um projeto de reciclagem em Iúna, na região do Caparaó Capixaba, chamado “Rodando com Tampinhas”, que transforma tampinhas plásticas e outros materiais plásticos em cadeiras de rodas. O projeto visa atender a pessoas que andam em cadeira de rodas, gerando inclusão social também. 

A iniciativa nasceu de um grupo de voluntários e a realização efetivou-se com a Sociedade de São Vicente de Paula – Vicentinos, de Iúna. Assim, todo material arrecadado, segue para venda para uma empresa de reciclagem. 

O projeto arrecada tanto tampinhas plásticas quanto embalagens feitas de polietileno de alta densidade, incluindo vasilhames de água mineral de 5 e 50 litros, como PEAD 2 e PP 5. Desse modo, o dinheiro arrecadado reverte-se na compra de cadeiras de rodas. 

Em relação a arrecadação, a coordenadora do projeto, Fátima Aparecida Assis de Souza Amorim – Fatinha, explica que o recolhimento das tampinhas plásticas e de embalagens acontece em diversos pontos de coleta, incluindo escolas públicas, órgãos públicos e empresas. 

Ainda, a coordenadora esclarece: “O principal objetivo do projeto é fornecer cadeiras de rodas a pessoas que necessitam, mas, além das cadeiras, as tampinhas podem ser usadas em outros projetos de reciclagem, como a fabricação de casinhas de pet, bancos e outros produtos.”

Pesquisador da USP desenvolve bioplástico sustentável com resíduo de suco de laranja

Bioplástico feito de resíduo de laranja

Na FZEA (Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos) da USP, Pedro Henrique Bezerra desenvolveu no mestrado, em Ciências e Engenharia de Materiais, biofilmes à base de alginato de sódio reforçados com subprodutos de suco de laranja. Entre os desenvolvimentos está um tipo de bioplástico. 

Este estudo desenvolveu e analisou um pó obtido do subproduto da produção industrial de suco de laranja (OBP). Esse pó foi usado para reforçar um bioplástico feito de alginato de sódio. 

Assim, os testes mostraram que o material contém boas quantidades de proteínas, fibras, minerais e grupos funcionais. Além de apresentar maior resistência térmica em comparação a produtos similares. Enquanto isso, os resultados mecânicos surpreenderam positivamente o pesquisador e indicam um forte potencial para o uso em embalagens sustentáveis.

Nesse sentido, Bezerra explica: “Descobrimos que adicionar maiores concentrações do nosso resíduo em pó melhorou significativamente essas propriedades.” Mesmo com essas melhorias, a alta solubilidade do filme em água persiste.

Vale ressaltar que o bioplástico feito a partir do resíduo da laranja industrial apoia os objetivos sustentáveis da ONU. Isso porque o Brasil, maior produtor e exportador mundial da fruta, registrou receita recorde em 2024, somando US$ 1,87 bilhão, conforme aponta a CitrusBR (Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos), mesmo com a queda na produção.

Com a intenção de fortalecer o biofilme e valorizar os subprodutos industriais, Bezerra desenvolveu o material a partir de uma nova abordagem. Assim, sua pesquisa propõe uma solução inovadora dentro do conceito de economia circular. 

Apesar de o resíduo da laranja já ter aplicação em rações e fertilizantes, ele ainda está longe de ser aproveitado por completo. Diferentemente de trabalhos anteriores, que exploraram apenas a casca, a pectina ou os óleos essenciais, o projeto amplia o uso do subproduto de forma mais integrada.

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