Indústria vai substituir pessoas por robôs? Entenda o caso do Japão
O Japão tem enfrentando escassez de mão de obra em setores cruciais da economia. Para lidar com este desafio, e não minar a produtividade destas áreas, o país está adotando robôs e inteligência artificial (IA).
A explicação desta nova demanda está na queda da população e menos trabalhadores disponíveis. Sendo assim, a automação surge como uma saída para manter operações em indústrias que enfrentam dificuldades para atrair mão de obra humana.
Segundo o Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão, a meta é consolidar um setor doméstico de IA física e alcançar 30% do mercado global até 2040. Dados de 2022 mostram que os fabricantes japoneses já dominam cerca de 70% do mercado mundial de robótica industrial, evidenciando a liderança do país nesse campo.
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De modo que, a posição de destaque é vista como um trunfo para enfrentar os desafios demográficos que pressionam a economia.
Um levantamento conduzido pela Reuters em parceria com o Nikkei, publicado em 2024, revelou que a escassez de trabalhadores impulsiona empresas japonesas a investir em inteligência artificial e automação. Dessa forma, as companhias passaram a enxergar a tecnologia não apenas como diferencial competitivo, mas como uma resposta direta a um problema estrutural do mercado de trabalho.
As empresas também reconheceram que os robôs garantem mais do que eficiência operacional. Por consequência, elas passaram a tratá-los como elementos essenciais para manter suas atividades em funcionamento. Sho Yamanaka, da Salesforce Ventures, reforçou esse movimento ao afirmar que a continuidade de serviços essenciais se tornou uma prioridade nacional diante da falta de mão de obra.
Setores estratégicos sentiram esse impacto com maior intensidade. Nesse sentido, áreas como logística e manufatura passaram a acelerar a adoção de soluções tecnológicas para evitar interrupções em suas operações. Assim, as empresas direcionaram investimentos para sistemas automatizados capazes de sustentar a produtividade mesmo com equipes reduzidas.
A automação industrial, sobretudo no setor automotivo, já apresenta avanços concretos, à medida que empresas transformam projetos experimentais em soluções aplicadas em larga escala.
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Asfalto de plástico, troca de garrafas e casas sustentáveis para aves
Havaí testa asfalto com plástico reciclado e redes de pesca abandonadas
O Havaí iniciou a implementação de um novo tipo de asfalto que incorpora plásticos reciclados e redes de pesca abandonadas, com o objetivo de reduzir o impacto ambiental dos resíduos. Desde 2020, o estado já utiliza asfalto modificado para suportar condições climáticas tropicais; agora, a proposta avalia a substituição parcial desses polímeros por materiais reciclados.
Após quase um ano de testes em uma estrada na ilha de Oahu, os pesquisadores identificaram resultados iniciais promissores. Ainda assim, eles analisaram se o novo material poderia gerar emissões adicionais de polímeros em comparação ao asfalto convencional.
Ao mesmo tempo, o Havaí enfrenta desafios logísticos específicos devido à sua localização geográfica, o que dificulta a reciclagem e a exportação de resíduos plásticos. Por isso, o uso desses materiais em infraestrutura surge como uma alternativa para reduzir o transporte e evitar práticas como incineração ou descarte.
No entanto, a viabilidade da solução depende diretamente de sua segurança ambiental, já que o asfalto não pode se tornar uma nova fonte de poluição por partículas. Para responder a essa preocupação, a equipe coletou amostras de poeira das estradas durante os testes.
Em seguida, os pesquisadores aplicaram técnicas avançadas, como Py-GC-MS, para identificar os polímeros presentes nas amostras, incluindo compostos como estireno, butadieno do SBS e polietileno proveniente dos resíduos reciclados e da borracha de pneus.
Como resultado, os pavimentos com polietileno reciclado não liberaram mais polímeros do que aqueles produzidos com materiais convencionais. Dessa forma, a análise da poeira, aliada a testes mecânicos e simulações com água da chuva, reforçou a consistência dos dados.
Por outro lado, os cientistas destacam a necessidade de estudos adicionais para avaliar a durabilidade do material em condições reais, considerando fatores como exposição solar, salinidade e variações climáticas.
Portugal aposta no projeto Volta para ampliar reciclagem de plástico
Portugal consome mais de dois mil milhões de garrafas de plástico todos os anos, o que pressiona o sistema de gestão de resíduos e amplia os desafios ligados à sustentabilidade. Ainda assim, o país reaproveitou apenas 3% dos materiais reciclados em 2024, um dos índices mais baixos da União Europeia.
Diante desse cenário, o projeto “Volta” surge como uma tentativa concreta de mudar essa realidade. A iniciativa propõe um sistema de depósito e retorno que incentiva diretamente o consumidor a participar do ciclo de reaproveitamento.
Pelo modelo, as embalagens identificadas com o símbolo Volta passam a incluir uma taxa adicional de 10 cêntimos no momento da compra; em contrapartida. Assim, o consumidor recupera esse valor ao devolver o recipiente em pontos de recolha distribuídos pelo país.
Ao mesmo tempo, a proposta aproxima Portugal de outras nações europeias. Tendo em vista que 18 países do continente adotam sistemas semelhantes com resultados positivos na taxa de recolha.
Atualmente, o país reaproveita cerca de 51% do plástico, número que indica avanços, mas ainda revela margem significativa para evolução. Por essa razão, o projeto estabelece a meta de alcançar 90% de recolha até 2029.
De maneira complementar, a implementação do sistema também pretende reduzir as emissões de carbono e o volume de resíduos urbanos, ampliando os benefícios ambientais da medida.
Sob outra perspectiva, a iniciativa deve gerar impactos econômicos relevantes, com a previsão de criação de cerca de 1.500 postos de trabalho ao longo da cadeia de operação.
A partir de 10 de abril, os consumidores portugueses começam a identificar o símbolo “Volta” nas embalagens; assim, o país inaugura uma nova fase no incentivo à reciclagem, ao transformar o descarte correto em vantagem direta para a população.
Alunos transformam materiais recicláveis em casas para aves em atividade sustentável
Alunos do 4º ano do ensino fundamental do Poli 1 e do Poli 2 participaram de uma atividade que envolveu sustentabilidade e criatividade, ao criarem casas para aves com materiais reutilizáveis. A partir de itens descartados como garrafas plásticas, e outros materiais. Ainda, a prática visava estimular o reaproveitamento de resíduos e o cuidado com o meio ambiente.
Além do resultado final, os alunos também demonstraram interesse em participar das etapas. Sendo assim, na sala de aula, aprenderam sobre reaproveitamento de materiais plásticos e preservação da natureza. Os estudantes compartilharam conhecimentos prévios, levantaram hipóteses e trocaram ideias.
Já na etapa de construção, os alunos foram desafiados a planejar as produções, selecionar materiais adequados. Bem como, pensar em soluções para garantir a funcionalidade das casas.
Diante disso, a diretora pedagógica, Luciane Durigan, ressalta: “Ao aliar conteúdos escolares a experiências concretas, a proposta contribui para a formação integral dos estudantes, estimulando não apenas o aprendizado acadêmico, mas também valores como responsabilidade ambiental e cidadania.”
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CAE vai discutir proposta que substitui plástico descartável por alternativas renováveis
A CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado realizará uma audiência pública para debater o projeto da Política Nacional de Desplastificação, que propõe substituir plásticos de uso único por alternativas renováveis. A iniciativa integra o PL 258/2024, de autoria do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), com relatoria do senador Renan Calheiros (MDB-AL), que apresentou parecer favorável.
Inicialmente, o colegiado previa votar a proposta nesta terça-feira, dia 07. Contudo, os parlamentares adiaram a análise para ampliar o debate. Em seguida, o senador Esperidião Amin (PP-SC) apresentou o requerimento para realização da audiência, cuja data ainda não foi definida.
Segundo Amin, a substituição do plástico não renovável pode impactar setores estratégicos, como saúde, construção civil e tecnologia. Sendo assim, ele sugeriu a participação de representantes da Confederação Nacional da Indústria e do Sindicato das Indústrias Plásticas do Sul Catarinense, entre outras entidades.
Ao mesmo tempo, o senador destacou possíveis efeitos sobre a inovação científica. De acordo com ele, o Instituto Federal de Santa Catarina desenvolve o Projeto Green Fuel, que transforma resíduos plásticos em combustível. Conforme explicou, o processo já permite produzir cerca de 200 mililitros de gasolina a partir de um quilo de plástico descartado.
Do mesmo modo, a comissão também adiou a votação de outros projetos relevantes. Entre eles, está o PLP 74/2024, que trata da permanência de micro e pequenas empresas no Simples Nacional mesmo após receberem investimentos externos.
Por outro lado, os senadores postergaram a análise do plano de trabalho do grupo responsável por acompanhar as investigações sobre o Banco Master, documento que prevê audiências, diligências e possíveis medidas como a quebra de sigilos.
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Colorfix confirma presença na Hannover Messe 2026 e leva soluções para o futuro da indústria
Entre os dias 20 e 24 de abril, a Colorfix Masterbatches, estará na Alemanha, para participar da Hannover Messe 2026, a maior feira industrial do mundo. Levando seu portfólio masterbatches e aditivos para a indústria do plástico, está é a 1ª vez que a empresa participa do evento.
Para sua primeira participação na Hannover Messe 2026, a Colorfix tem como principal expectativa ampliar sua presença internacional. Assim como, fortalecer conexões estratégicas e apresentar ao mercado global soluções inovadoras em masterbatches e compostos.
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A empresa também busca evidenciar o potencial da linha Revora, alinhada às demandas crescentes por sustentabilidade, circularidade e eficiência no uso de materiais, reforçando seu posicionamento como parceira no desenvolvimento do futuro da indústria do plástico.
Para a Colorfix, a feira representa um momento estratégico para reforçar a participação internacional. Nesse sentido, a empresa ressalta: “Participar da Hannover Messe 2026 é uma oportunidade de posicionar a Colorfix em um dos principais palcos globais da indústria, fortalecendo nossa marca, ampliando conexões com players internacionais e demonstrando, na prática, como nossas soluções em masterbatches e a linha Revora contribuem para uma indústria mais eficiente, inovadora e sustentável.”
A Colorfix participa do evento no Pavilhão Brasil, iniciativa coordenada pela ApexBrasil que reúne empresas brasileiras com potencial de internacionalização e inovação tecnológica. O espaço brasileiro contará com cerca de 2.000 m² distribuídos em diferentes halls temáticos da feira.
Em 2026 o Brasil é o País-Parceiro Oficial da Hannover Messe 2026, o que garante maior visibilidade à delegação brasileira ao longo da programação do evento.
Na Hannover Messe Colorfix destaca linha Revora e mais desenvolvimentos
Para apresentar seus desenvolvimentos, a Colorfix estará no Hall 17, estande D52. Assim, os visitantes poderão visitar a empresa dentro da programação da Hannover Messe.
Dessa forma, durante os dias de feira milhares de empresas e especialistas de diferentes países se reúnem para discutir as tendências e tecnologias ligadas à indústria do futuro, como automação, digitalização, energia e inteligência artificial.
Nesse sentido, a Colorfix apresenta suas tecnologias da linha Revora, com destaque para os produtos Revora CO2RE e Revora Poly-G, voltados à redução do impacto ambiental. Bem como, à melhoria da eficiência produtiva em materiais plásticos.
Quanto às escolhas das soluções para levar a Hannover Messe, o CEO da Colorfix Masterbatches, Francielo Fardo, ressalta como elas resolvem as demandas do setor. São tecnologias pensadas para contribuir com a economia circular, ampliando o reaproveitamento de materiais e reduzindo a pegada ambiental dos processos industriais.”
Além disso, a empresa preocupa-se em levar desenvolver soluções que respondam às necessidades de inovação, mas também de sustentabilidade.
Serviço
Hannover Messe 2026
Empresa: Colorfix Masterbatches – Pavilhão Brasil
Data: 20 a 24 de abril de 2026
Local: Centro de Exposições de Hannover – Hannover, Alemanha
Pavilhão: Hall 17 – Estande D52
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Projeto que cria incentivos fiscais para a reciclagem é aprovado pelo Senado
No último dia 24, o Senado aprovou o projeto que beneficia o setor de reciclagem. Nesse sentido, a Agência Senado divulgou que o PL 1.800/2021 autoriza o desconto em tributos (créditos tributários) na compra de materiais recicláveis. Assim como isenta de tributos a venda de itens dessa natureza. Agora o texto segue para sanção presidencial e não sofreu nenhuma alteração.
Desse modo, os créditos tributários que poderão ser usados para compras de materiais são os dos PIS/Pasep (Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público) e da Confis (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social).
Segundo o texto, no que se refere a utilização, os créditos aplicam-se em aquisições de resíduos ou sobras de plástico, papel ou cartão, vidro, ferro ou aço, cobre, níquel, alumínio, chumbo, zinco e estanho e outros metais.
A princípio, o STF (Supremo Tribunal Federal) manteve uma decisão de 2021, momento em que se apresentou o projeto, e autorizou a tomada de créditos de PIS/Cofins na aquisição de insumos recicláveis. No entanto, acabou com a isenção para a venda desses materiais. Com o projeto, a isenção para a venda será retomada.
Diante disso, o senador Giordano, alerta: “O Judiciário taxou o catador de reciclagem, o catador de rua, aquela pessoa que passa na porta da sua casa pegando papelão; na praia, pegando a latinha, pegando os plásticos nos bares, nas ruas. (...) Nós temos milhares de catadores de reciclagem nas ruas, catadores de latinhas, papelão, plástico, sem poder vender, porque não sabem como fazer isso.”
A partir de agora, o benefício fiscal alcança empresas de coleta, reciclagem e organizações de catadores de lixo. Porém, desde que apurem seu imposto de renda com base no lucro real.
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Fórum ABRE 2026 reúne líderes para discutir futuro das embalagens no Brasil
A Associação Brasileira de Embalagem organiza o Fórum ABRE de Sustentabilidade em Embalagem e Consumo nos dias 15 e 16 de abril de 2026, em São Paulo. Nesse sentido, o evento reúne lideranças empresariais, especialistas e representantes do poder público para discutir caminhos ligados à circularidade.
Sob o tema "A Circularidade como Estratégia de Negócio: Escalando Soluções Frente a um Cenário Desafiador", o encontro propõe reflexões sobre práticas e políticas que influenciam a cadeia de consumo. Dessa forma, os participantes analisam alternativas para adaptar operações e ampliar conexões em um ambiente de mudanças.
O fórum também abre espaço para troca de experiências e construção de parcerias estratégicas. Assim, o encontro busca alinhar interesses entre diferentes atores e promover discussões que impactam decisões futuras.
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O Brasil vive um momento de transformação após a publicação do Decreto nº 12.688/2025, que estabelece metas obrigatórias de conteúdo reciclado em embalagens plásticas. Por conseguinte, empresas de grande porte precisam atingir 22% já em janeiro de 2026, enquanto médias devem cumprir a exigência a partir de julho do mesmo ano.
Com isso, o percentual cresce gradualmente até alcançar 40% em 2040, o que amplia a pressão sobre empresas e cadeias produtivas. De modo semelhante, exigências internacionais e expectativas de mercado reforçam a necessidade de adaptação.
Além disso, o cenário exige novas abordagens e maior integração entre diferentes setores. Dessa maneira, o fórum surge como espaço para discutir rotas de adequação e identificar oportunidades que emergem desse contexto.
Painéis discutem políticas e soluções para circularidade
O primeiro dia do evento concentra debates sobre estratégias para avançar na agenda de circularidade no Brasil. Enquanto isso, especialistas internacionais apresentam estudos e experiências que analisam sistemas de reciclagem e práticas adotadas em diferentes regiões.
Entre os destaques, representantes de organizações globais discutem desafios estruturais e oportunidades no setor. Em seguida, lideranças empresariais compartilham experiências sobre adaptação às novas exigências e construção de estratégias.
Já o segundo dia direciona o foco para a atuação conjunta entre empresas e poder público. Ademais, os debates abordam políticas públicas, financiamento da cadeia de reciclagem e iniciativas voltadas ao engajamento do consumidor.
Assim, o evento reúne visões complementares que ajudam a compreender os caminhos possíveis diante das mudanças em curso.
Serviço
Local: Vila dos Ipês - Avenida Mofarrej, 1505 – Vila Leopoldina – São Paulo – SP - (estacionamento no local)
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Projeto no Tapajós converte plástico em habitação no Pará
O Pará alcançou a marca de 500 famílias ribeirinhas vivendo em casas construídas com plástico retirado dos rios, resultado direto de parcerias firmadas durante eventos climáticos realizados em Belém. Nesse sentido, comunidades às margens do Rio Tapajós, em Santarém, passaram a transformar resíduos que antes afetavam a fauna em matéria-prima para construção.
Garrafas PET e embalagens de polietileno deixaram de poluir o ambiente por séculos e passaram a compor estruturas resistentes. Enquanto isso, o projeto consolidou um novo padrão habitacional que já figura entre os principais legados práticos de iniciativas ambientais recentes no estado.
Dessa maneira, a proposta conecta preservação ambiental e moradia digna ao oferecer uma alternativa concreta para regiões vulneráveis. Assim, o uso do plástico reciclado redefine a relação das comunidades com os resíduos e fortalece uma lógica baseada no reaproveitamento.
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O processo tecnológico evoluiu com investimentos em centros locais de processamento, o que ampliou a produção dos blocos utilizados nas construções. Por conseguinte, equipes trituram o plástico coletado, fundem o material e moldam peças que se encaixam com precisão.
Em seguida, a fabricação ocorre sem uso intensivo de água e com baixa emissão de gases, o que diferencia esse método das práticas tradicionais. Com isso, as casas oferecem isolamento térmico adequado para temperaturas que já ultrapassam os 38 graus na região.
Além disso, os blocos resultantes formam estruturas impermeáveis, fator essencial diante do aumento das chuvas intensas após 2025. Ao contrário dos tijolos convencionais, o material impede infiltrações e reduz problemas ligados à umidade.
Diante disso, as moradias apresentam durabilidade estimada em mais de cem anos, o que enfrenta um desafio histórico das construções em áreas tropicais úmidas.
Moradia acessível chega a áreas de difícil acesso
O projeto reduziu o déficit habitacional ao adotar um modelo construtivo mais ágil que os métodos convencionais. Dessa forma, equipes montam uma casa de 42 metros quadrados em apenas cinco dias após a base ficar pronta.
Logo depois, essa rapidez permitiu realocar famílias atingidas por cheias recentes do Tapajós em curto prazo. Para regiões isoladas, onde transportar cimento encarece obras, os blocos leves facilitaram o acesso à moradia.
Ao mesmo tempo, o projeto capacita moradores para participar da montagem das estruturas, o que fortalece o vínculo com o espaço construído. Assim, a casa deixa de ser um plano distante e passa a representar uma conquista coletiva.
Com isso, a iniciativa aproxima tecnologia e realidade social, criando soluções práticas para comunidades que vivem em áreas de difícil acesso.
Coleta de plástico gera renda e fortalece comunidades
A operação mobiliza associações de catadores e embarcações que percorrem comunidades para recolher resíduos. Assim, o plástico coletado passa a gerar renda e fortalece a economia local.
Em seguida, moradores trocam o material por créditos destinados a melhorias comunitárias ou acesso à energia solar em localidades como Alter do Chão e Boim. Esse modelo incentiva a participação direta da população.
Como resultado, a percepção sobre o descarte de resíduos mudou significativamente entre os ribeirinhos. O plástico deixou de ser visto como lixo e passou a representar recurso com valor concreto.
De acordo com levantamentos de 2026, áreas monitoradas no baixo Tapajós registraram queda de 40% na presença de macroplásticos. Por fim, o projeto avança para outras regiões, como Xingu e Marajó, com a proposta de ampliar esse modelo que transforma resíduos em moradia e preservação ambiental.
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Novo crédito do BNDES mira digitalização e projetos sustentáveis no Brasil
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) anunciou a liberação de R$ 10 bilhões em linhas de crédito voltadas à difusão de tecnologias e à produção de bens ligados à economia verde. A iniciativa integra o programa Mais Inovação e se conecta às diretrizes da Nova Indústria Brasil.
Nesse sentido, a instituição direciona R$ 7 bilhões para digitalização produtiva e reserva R$ 3 bilhões para projetos sustentáveis, ambos com taxa média de 6,5% ao ano. Dessa forma, o banco busca ampliar o acesso a recursos que estimulem a adoção de tecnologias e soluções alinhadas às demandas atuais.
Todavia, o anúncio ocorreu durante o seminário sobre o acordo Mercosul-União Europeia, promovido pela Confederação Nacional da Indústria, em São Paulo. O evento reuniu autoridades e representantes do setor produtivo para discutir caminhos e oportunidades ligadas ao comércio internacional.
O evento contou com a participação do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e o presidente da CNI, Ricardo Alban.
Diante disso, Mercadante afirma: “São linhas de crédito fundamentais para a modernização do parque fabril no país e, com isso, gerar o aumento da produtividade, ampliando a competitividade da indústria"
Do mesmo modo, durante o anúncio, Alckmin destacou a relevância do acordo para ampliar mercados e atrair investimentos: “O acordo Mercosul-UE é o maior entre blocos do mundo e já entra em vigência, então as oportunidades que teremos são extraordinárias.”
Por conseguinte, a medida reforça a estratégia de aproximar crédito e transformação tecnológica, com foco em ampliar a presença brasileira em cadeias globais. Bem como fortalecer setores ligados à agenda ambiental.
Lideranças reforçam potencial de expansão com novo acordo comercial
Assim, Alckmin explica: "Se eu fabrico pão, não preciso exportar, posso vender na minha própria região. Agora, se eu fabrico aviões, se não exportar, acabo fechando a fábrica. Na indústria de defesa, um único país é insuficiente para gerar escala e garantir a sobrevivência do setor. É necessário exportar, caso contrário, a indústria não se sustenta. A exportação é fundamental, precisamos de uma indústria mais exportadora.”
De modo semelhante, a ministra Simone Tebet afirmou que o acordo abre espaço para avanços ao longo da próxima década. Sobretudo com potencial para destravar entraves históricos.
Com isso: “Com essa parceria, pela primeira vez temos condições de fazer com que a indústria brasileira alcance, na participação do PIB, um patamar semelhante ao dos países da OCDE, onde já está claro que, sem uma indústria forte. Não há geração de emprego, renda, redução da desigualdade social nem garantia de cidadania para a população”, afirma Tebet.
Ademais, o presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Ricardo Alban, defendeu a preparação interna como fator decisivo para aproveitar as oportunidades.
Segundo ele, o alinhamento entre governo e setor produtivo será essencial para ampliar resultados: "Agora, o foco passa a ser a implementação do acordo. E, para alcançarmos resultados com a integração entre Mercosul e UE, precisamos de uma agenda consistente que permita que as empresas brasileiras concorram em igualdade de condições no mercado mundial.”
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Brasil é País-Parceiro na Hannover Messe 2026
Entre os dias 20 e 24 de abril, na cidade alemã Hannover, acontece a Hannover Messe 2026 e o Brasil é o País-Parceiro oficial da maior feira de inovação e tecnologia industrial do mundo. O Pavilhão Brasil levará empresas, instituições e representantes do governo em um espaço de 2.660 m².
Visando fortalecer a imagem e impacto do país no setor industrial, assim como alcançar novos mercados, os participantes estarão distribuídos em 6 halls.
Com mais de 200 mil visitantes e cerca de 5 mil expositores de mais de 70 países, a Hannover Messe se destaca como um dos principais encontros industriais do mundo. Desde 1947, a feira fortalece sua relevância ao apresentar tendências como automação. Bem como em inteligência artificial, energias renováveis e economia circular, além de fomentar bilhões em negócios e parcerias.
O consórcio EEEN Brasil (Enterprise Europe Network Brasil) abriu inscrições para rodadas de negócios durante o evento, com foco no acordo Mercosul-União Europeia. Assim, passa a vigorar em 1º de maio. A iniciativa oferece matchmaking gratuito e direciona as conexões para inovação industrial, energia e indústria 4.0.
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A Confederação Nacional da Indústria, com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, aponta em levantamento de 2024 que cada R$ 1 bilhão exportado do Brasil para a União Europeia gerou 21,8 mil empregos. Bem como movimentou R$ 441,7 milhões em massa salarial e R$ 3,2 bilhões em produção.
De acordo com Marcos Vinícius da Cruz Coelho, presidente da EEN Brasil, a feira é uma oportunidade imperdível para as PMEs brasileiras se conectarem com líderes globais em inovação.
Nesse sentido, ele comenta: "Como País Parceiro, o Brasil pode posicionar suas soluções sustentáveis no centro das discussões sobre Indústria 4.0. Assim, gerando parcerias que impulsionam exportações e competitividade, especialmente para startups e empresas familiares que buscam internacionalização, sem altos custos iniciais."
Da mesma forma, Coelho reforça o papel do país como hub de inovação na América Latina, promovendo não só negócios, como também na diplomacia econômica.
O Brasil marca presença na Hannover Messe graças à colaboração entre a Deutsche Messe e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos.
Serviço
Hannover Messe 2026
Pavilhão Brasil
Data: 20 a 24 de abril de 2026
Local: Centro de Exposições de Hannover – Hannover, Alemanha
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Impacto internacional: SEIBT leva máquinas e lançamentos a Expo Plásticos 2026
A SEIBT Máquinas participou, entre os dias 24 e 26 de março, da Expo Plásticos 2026, realizada em Guadalajara. O evento reuniu empresas e profissionais da indústria para apresentar lançamentos e tecnologias voltadas ao setor de transformação.
Durante a feira, a SEIBT destacou seu portfólio de soluções voltadas à reciclagem, com foco em eficiência operacional e aumento da rentabilidade das empresas. Assim, com parceria com as empresas H LTD&CO e Lakatos Termoformadoras, a companhia apresentou seus moinhos e uma linha completa de equipamentos para processamento de materiais.
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Instalada em um dos principais polos industriais do México, Guadalajara se consolida como um ponto estratégico para eventos do setor, facilitando o acesso de empresas e visitantes. Nesse sentido, a participação da SEIBT reforça sua presença no mercado internacional e amplia as possibilidades de negócios fora do Brasil.
Além disso, com exposição de equipamentos, a empresa também levou lançamentos e soluções desenvolvidas para otimizar processos produtivos. A iniciativa evidencia a estratégia da SEIBT de investir em tecnologia e inovação para atender às demandas da indústria, especialmente no segmento de reciclagem.
Com presença no estande 1931, a empresa aproveitou a feira para fortalecer conexões com parceiros e potenciais clientes. Desse modo, consolidando sua atuação como fornecedora de soluções completas para o setor.
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