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Indústria volta ao pessimismo após 30 meses

Após 30 meses, os empresários da indústria estão pessimistas com o futuro. Durante o mês de julho, o Índice de Expectativas caiu 1,2 pontos, assim, atingindo 49,7 pontos, como divulgou a CNI (Confederação Nacional da Indústria), na última sexta-feira, 11 de julho. 

Indústria volta ao pessimismo após 30 meses

Assim, o indicador aponta que as perspectivas industriais para economia e para os próprios negócios devem se tornar negativas nos próximos seis meses. 

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A última vez que este indicador esteve abaixo da linha de 50 pontos foi em janeiro de 2023, quando chegou a 48,8 pontos. O resultado chama atenção porque o Índice de Expectativas integra os principais componentes do ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial).

Em julho, o ICEI caiu 1,3 pontos, com isso, foi para 47,3 pontos, atingindo o sétimo mês seguido de falta de confiança. Desse modo, torna-se a segunda pior sequência no campo negativo da história do indicador, atrás apenas dos resultados observados na recessão econômica de 2015 e 2016.

Diante disso, Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI, analisa: “Uma das coisas que explica a falta de confiança são os efeitos dos juros elevados sobre a economia. Esse efeito acontece por meio do encarecimento do crédito e da expectativa de enfraquecimento da atividade econômica. O fato de os juros terem subido ainda mais na última reunião do Copom contribuiu para intensificar essa piora das expectativas e da confiança dos industriais.”

Portanto, ao afastar-se da linha de 50 pontos, que separa da confiança da falta de confiança, o indicador revela que o pessimismo entre os industriais se aprofundou. Sendo este um movimento observado desde o início de 2025.

Além disso, o Índice de Condições Atuais caiu 1,7 ponto, indo, então, para 42,4 pontos. Sendo assim, para os empresários, as condições atuais da economia brasileira e dos próprios negócios mostram-se piores do que há seis meses. A percepção negativa é mais intensa do que era em junho.

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Faturamento da indústria cai novamente, aponta CNI

Os Indicadores Industriais divulgados pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), revelam que o faturamento industrial caiu 1,2%. Com isso, tornou-se o terceiro mês seguido de queda no indicador. 

Como impacto negativo destaca-se a redução de 1% do faturamento industrial no trimestre finalizado em maio, em comparação ao trimestre encerrado em fevereiro. Assim, de acordo com o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, o resultado demonstra a perda de dinamismo da atividade industrial.

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Nesse sentido, Azevedo explica: “A demanda por produtos industriais vem diminuindo, com impactos na atividade e, consequentemente, da receita das empresas. O ano de 2025 ainda será positivo para a indústria, mas em ritmo abaixo do observado em 2024.”

Sob outro ângulo, porém, o emprego registrou uma alta de 0,1%, depois da queda de abril, que foi a primeira em 18 meses. Desse modo, na comparação entre o trimestre encerrado em maio e o trimestre anterior, observa-se que o mercado de trabalho da indústria acumulou uma alta de 0,4%.

Além disso, o número de horas trabalhadas na produção também se recuperou após dois meses de desaceleração. Pelo crescimento de 0,8% em maio, interrompeu uma sequência negativa de março de - 2,1% em março, e - 0,3% em abril. 

Apesar disso, o resultado não faz com que o trimestre que se encerrou em maio terminasse positivo, já que diminuiu 0,4%. 

Outros indicadores da indústria mostram recuo, mas UCI apresenta crescimento

Conforme aponta o levantamento da CNI, a queda de 3,9% na massa salarial em maio resultou no retrocesso da alta de 4,9% observada em abril. Assim, comparando o trimestre encerrado em maio e o trimestre encerrado em fevereiro, a massa salarial caiu 0,6%. 

Nessa perspectiva, o rendimento médio dos trabalhadores da indústria também recuou. Isso porque caiu 3,8% na passagem de abril para maio, enquanto havia subido 5,2%  entre março e abril. Por isso o rendimento médio fechou o trimestre de março a maio 0,8% abaixo do observado no 2024 e fevereiro de 2025.

Já a UCI (Utilização de Capacidade Instalada) subiu 0,3 ponto percentual entre abril e maio. Desse modo, indo de 78,2% para 78,5%. Com este resultado, a queda vista na passagem de março para abril reverteu, na época, a UCI caiu 0,6 ponto percentual. 

Assim, no trimestre encerrado em maio, a UCI caiu 0,1 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em fevereiro.

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Indústria do plástico em alerta com tarifa dos EUA

Na última quarta-feira, 9 de julho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma taxação de 50% sobre os produtos brasileiros. A medida impacta diretamente no PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, mas também na indústria do plástico, como pontua José Ricardo Roriz Coelho, presidente do conselho da Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico).

Nesse sentido, o presidente da Abiplast pontua que o Brasil deve adotar estratégias comerciais mais práticas, sobretudo perante a situação global marcada pelo protecionismo. Assim, ele alerta que este embate afeta a competitividade internacional. 

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Tendo em vista que o plástico é um dos produtos com maior impacto no PIB brasileiro, Roriz analisa como essa taxação impacta no setor: “Os Estados Unidos gostam de importar produtos de alto valor agregado, com maior especialização e salários mais altos. Se você consegue vender para lá, é porque seu setor é muito competitivo.”

Para o executivo, esta tensão tarifária revela a urgência do Brasil em pensar além dos conflitos diplomáticos. Bem como a dificuldade em promover o diálogo que construa relações comerciais mais sólidas, e assegurar as exportações de equipamentos, combustíveis e máquinas. 

Além disso, o presidente da associação compara os custos de produção entre Brasil e China. E ressalta a necessidade do país em desenvolver uma estrutura melhor para competir no cenário global. 

Roriz alerta: “A China tem uma escala maior, com um terço da produção mundial. Com tamanha competitividade, eles podem comprometer a nossa indústria.”

Como o setor do plástico deve agir se houver a efetivação das tarifas?

Em relação ao impacto mais direto na indústria do plástico, Roriz pontua a presença do material em todas as esferas da economia. E explica como estas tarifas devem reposicionar a indústria em busca de novos canais de distribuição, já que muitos setores, inclusive o de plásticos, poderão perder mercados. 

Em entrevista à Jovem Pan News, o executivo comenta: “A pior coisa que poderia acontecer às empresas brasileiras é que isso não fosse revertido até o dia 31 [de julho]”. 

No que tange às ações da Abiplast diante deste possível aumento, Roriz comenta que a primeira ação da indústria do plástico deve ser alertar sobre o que está acontecendo. Ele também destaca a importância de não deixar que esta discussão caia em campos ideológicos, mas que deve permanecer em esferas pragmáticas, para resolvê-la. 

Ainda, em nota, a Abiplast diz: “A ABIPLAST reforça que defender a indústria de transformação brasileira é lutar por empregos, inovação, equilíbrio na balança comercial e inserção global com responsabilidade. E reitera seu compromisso com uma indústria do plástico forte, integrada que atua para o crescimento competitivo do país.”

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Separadores Crizaf trazem mais agilidade e exatidão na triagem de materiais plásticos

Visando aprimoramentos e modificações em processos industriais que melhorem a produção e ampliem a sustentabilidade, o setor do plástico busca uma separação eficiente para a triagem e confecção de materiais. Nesse contexto, a Crizaf traz um portfólio que une agilidade e exatidão para separação de peças, galhos e outros materiais. 

Separadores Crizaf trazem mais agilidade e exatidão na triagem de materiais plásticos

A Crizaf, líder internacional no projeto e fabricação de transportadores de correia, separadores, sistemas de enchimento e armazenamento, sistemas de pesagem e contagem, possuí também um sistema completo de separação. 

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Entre os principais diferenciais dos separadores da Crizaf está a melhora na separação dos contaminantes, pois os equipamentos conseguem diferenciar peças de tamanhos diferentes e galhos. No entanto, esta solução da empresa destaca-se por seu custo-benefício e automatização nos processos industriais. 

Tendo em vista o alto índice de insumo que chega à indústria do plástico, seja de plásticos que passarão pelo processo de reciclagem, seja de matérias-primas para desenvolver novas peças de plástico, a separação é uma etapa crucial neste processo. Afinal, neste momento garante-se a retirada de resíduos ou componentes indesejáveis nas produções. 

Sendo assim, a Crizaf reforça a sustentabilidade e dinamicidade nas indústrias com separadores que evitam retrabalho, perdas e mantêm apenas os itens de qualidade desejável para as próximas etapas. E assim, ao mesmo tempo que agiliza o fluxo de trabalho, reforça a sustentabilidade. 

Menos falhas, mais ritmo na produção plástica com os separadores da Crizaf 

Para empresas que trabalham com grandes volumes de peças plásticas e ciclos rápidos, por exemplo, este sistema da Crizaf potencializa o ritmo. Haja vista que os separadores da empresa contam com integração a outros sistemas na produção da indústria plástica.

A urgência dos consumidores e mercado do plástico, mas, sobretudo, a exigência do setor em materiais precisos, também requer uma padronização dos produtos. Por isso, a Crizaf entrega um separador ideal para processos que envolvem constantes trocas de molde na injetora. 

Desse modo, as indústrias notam uma maior eficiência e consistência mesmo em ambientes de alta rotatividade produtiva.

Além disso, os separadores apresentam alta durabilidade: sua estrutura combina aço perfurado e rolos em PVC. Logo, ao implementar estas máquinas nas operações plásticas, os materiais garantem longa vida útil e excelente resistência ao desgaste industrial.

Separadores da Crizaf automatizam e melhoram o processo de reciclagem

Diante das transformações no setor de reciclagem de plástico no Brasil, a Crizaf se posiciona como uma aliada estratégica ao oferecer soluções automatizadas que vão além da produtividade. 

Graças ao sistema de separação agilizam as etapas pós-pré-triagem, diminuem o esforço físico exigido dos catadores e tornam o ambiente de trabalho mais seguro e eficiente. Além de melhorar o desempenho das cooperativas. Assim, essa automação proporcionada pela Crizaf eleva a qualidade dos reciclados produzidos.

Finalidade do Separador de Galhos e Moinho para reciclagem de Material

No processo industrial de injeção plástica, é comum que, além das peças principais, também sejam formados canais, conhecidos como "galhos" ou "cavidades técnicas", que fazem parte do sistema de alimentação do molde. Para otimizar a operação e garantir a eficiência na separação desses elementos, são utilizados separadores de galhos.

Separador de Galhos e Peças

O separador de galhos tem como principal função separar automaticamente os galhos das peças boas logo após o processo de injeção. Assim, a separação evita retrabalho manual, reduz falhas operacionais, melhora a ergonomia e aumenta a produtividade da linha. Além disso, facilita o direcionamento dos resíduos para a reciclagem, contribuindo para um ambiente mais organizado e sustentável.

Moinho para reciclagem de material

Após a separação, os galhos e refugos são encaminhados para o moinho, que tem a função de triturar o material plástico. O material moído (triturado) tem possibilidade de reuso no próprio processo de injeção, reduzindo desperdícios e gerando economia de matéria-prima. Portanto, o sistema contribui para a reciclagem interna da fábrica e está alinhado com práticas de sustentabilidade e redução de custos operacionais.

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Por que suas peças injetadas têm falhas?

Quando falhas surgem em peças plásticas injetadas, o impacto vai além da qualidade do produto. Isso porque afeta prazos, aumenta desperdícios e compromete a eficiência da produção. Por isso, agir rapidamente para identificar as causas evita o retrabalho e perdas de matéria-prima. 

Por que suas peças injetadas têm falhas?
Man working on steel fatory and equipment for steel production

Sendo assim, como reconhecê-los? Afinal, esses defeitos, não surgem por acaso. Eles geralmente resultam de uma combinação de fatores que envolvem o material, o molde e os parâmetros de injeção. Entender os tipos de falhas e suas possíveis origens é o primeiro passo para corrigi-las e preveni-las.

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Em relação ao preenchimento, as injeções incompletas muitas vezes indicam problemas nos parâmetros de pressão, velocidade ou recalque. Além disso, canais de moldes mal dimensionados ou obstruídos comprometem o fluxo do material. 

A retração se mostra como outro defeito, que acontece quando não há controle ideal de temperatura ou resfriamento. Já as bolhas de ar podem surgir pela falta de homogeneização da massa ou pela abertura precoce da máquina.

Enquanto isso, os problemas visuais no produto final advém, em muitos casos, em rebarbas que ocorrem com moldes desgastados ou quando no excesso de pressão de injeção. Já manchas e falta de brilho geralmente são causadas por desequilíbrios na temperatura do molde ou da massa fundida, afetando diretamente a estética da peça.

Do mesmo modo, as deformações se revelam como indícios de preenchimento incompleto ou resfriamento insuficiente. Geometrias mal distribuídas e espessuras desproporcionais nas cavidades também contribuem para o problema.

O resfriamento brusco, o preenchimento forçado ou a extração inadequada costumam causar trincas nas peças. E a exposição à umidade excessiva ou a temperaturas elevadas durante o processamento pode degradar o material e torná-lo frágil.

Independentemente da origem do problema, a padronização dos processos, o uso de equipamentos confiáveis, a manutenção constante dos moldes ajudam as empresas a alcançar a excelência na injeção de plásticos. Bem como, contar com fornecedores de injetoras que invistam em tecnologia, compromisso e conhecimento, garante peças de maior qualidade.

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Design criativo vira aliado da reciclagem

O estudo europeu, conduzido pelo ISMT (Instituto Superior Miguel Torga), em Coimbra, Portugal, revelou o design como uma ferramenta eficaz para a consolidação dos objetivos ambientais definidos pela União Europeia, no que se refere à reciclagem. 

Isso porque ao explorar desenvolvimentos criativos de reutilização de materiais de difícil reciclagem, como embalagens de cartões plastificados usados em leite. Assim, o `design` revela-se um instrumento eficaz na redução do desperdício e no avanço da economia circular, revelou o ISMT.

Além de coordenada pelo ISMT, a pesquisa também envolve a Academia de Belas Artes da Catânia, na Itália. Juntamente com a Escola de Arte e Design de Castellón, na Espanha. 

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De acordo com o estudo, contribuições assim ajudam a alcançar a meta da União Europeia de reciclar 65% de todas as embalagens até ao final de 2025. Esta iniciativa também revela como o design contribui para a redução do desperdício e para a transição para a economia circular.

Nesse sentido, o Instituto ressalta: "Um exemplo concreto são as embalagens de cartão plastificado, utilizadas nos pacotes de leite ou de sumos. Cuja reciclagem é tecnicamente exigente e dispendiosa devido à sua composição: 75% de papel, 20% de plástico e 5% de alumínio.”

Além disso, as embalagens também aplicam-se como matrizes de gravura para imprimir materiais em pequena escala. Sendo assim, como cartazes, folhetos e outros itens de comunicação visual promocional, e contribuindo para a redução do impacto ambiental.

Enquanto isso, uma das autoras do estudo, Maria Luísa Costa, explica: "Esta abordagem dos materiais pelo `design` contribui para a redução do consumo de novas matérias-primas. E prolonga o ciclo de vida de objetos que, de outra forma, iriam para aterro ou seriam incinerados.”

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Primeira embalagem de café 100% reciclável, “plástico bolha” gera água potável e projeto de reciclagem transforma garrafa PET em big bags

Parceria entre Dow, Valgroup e Movimento Circular lança primeira embalagem de café 100% reciclável 

A Dow, em parceria com a Valgroup e o Movimento Circular, lançou a primeira primeira embalagem de café monomaterial desenhada para reciclagem no Brasil. Desenvolvida em 100% de PE (Polietileno), esta embalagem de plástico reciclável destaca-se em sua confecção focada na reciclabilidade. 

Esta inovação representa um marco na transformação sustentável das embalagens flexíveis. Pois se apresenta como uma alternativa às estruturas multimateriais tradicionais, que apresentam desafios para reciclagem.

Além disso, a nova solução elimina o uso de metalização interna, mas mantém o desempenho técnico necessário para conservar a qualidade do café. Totalmente reciclável, ela reflete os valores da economia circular e está sendo adotada com exclusividade e pioneirismo pela Catarina Coffee & Love, referência em cafés especiais.

A confecção das embalagens aconteceu por meio do Pack Studios, seu centro global de inovações em embalagens, assim, a Dow ofereceu expertise em design técnico e diferenciais tecnológicos para acelerar o desenvolvimento da solução junto à Valgroup. 

Ao utilizar resinas de alto desempenho, como ELITE™ AT e INNATE™, o novo formato oferece uma barreira eficaz contra umidade e oxigênio. Ainda, combina alta resistência mecânica com apelo visual, sem comprometer a performance. Isso também facilita a reciclabilidade do produto.

Enquanto isso, a estrutura simplificada permite o processamento nas cadeias de reciclagem existentes de polietileno. Desse modo, aumenta o aproveitamento do material pós-consumo e viabiliza as aplicações de maior valor agregado. 

Nesse sentido, Leticia Vanzetto, Gerente de Desenvolvimento de Mercado da Dow: “Essa entrega representa um exemplo concreto de como a colaboração na cadeia de valor pode acelerar a economia circular.” 

Com o objetivo de fechar o ciclo das embalagens até 2035, a Dow trabalha para que todas as suas aplicações sejam tecnicamente recicláveis ou reutilizáveis. 

Para isso, atua de forma colaborativa com clientes e proprietários de marcas, desenvolvendo embalagens que preservam a funcionalidade e o desempenho, mas com foco em reutilização e reciclabilidade. Ainda assim, o desafio permanece relevante, sobretudo em setores como o de café, onde a preservação da qualidade demanda estruturas de embalagem mais complexas.

Novo “plástico bolha” gera água potável até no deserto, revela estudo do MIT

Novo “plástico bolha” gera água potável até no deserto, revela estudo do MIT

Um novo material, parecido com o plástico bolha, desenvolvido por cientistas do MIT tem a capacidade de absorver a umidade do ar e transformá-la em água potável, até em condições extremas, como no deserto. 

A inovação está na simplicidade e eficiência do material, que inclui um tipo de plástico funcional: o álcool polivinílico (PVA), um polímero sintético solúvel em água. Assim, devido à estrutura leve e flexível, combina PVA com cloreto de lítio, glicerol e tinta preta, sendo esta última responsável por absorver calor. 

Com esta união os componentes formam uma espécie de esponja tecnológica, capaz de absorver a umidade do ar durante a noite. Desse modo, com a ajuda da energia solar, libera essa umidade como água potável durante o dia.

Os testes aconteceram no Vale da Morte, na Califórnia, considerada uma das regiões mais áridas do mundo, o dispositivo conseguiu extrair mais de 50 mililitros de água por dia. O resultado representa uma performance nunca antes alcançada por uma solução deste tipo.

Diante disso, os autores do estudo, publicado na revista Nature Water, comentam: “A nossa janela de captação atmosférica de água estabelece um novo padrão na produção diária de água e na adaptabilidade ao clima.”

No entanto, além de um protótipo, os cientistas acreditam que o sistema representa um avanço 

avanço significativo no acesso descentralizado e sustentável à água potável. Sobretudo em comunidades isoladas e regiões severamente afetadas pelas alterações climáticas.

ICL transforma garrafas de plástico em big bags e gera renda para catadores no Paraná

A ICL está desenvolvendo uma iniciativa que reutiliza o plástico de garrafas PET para a fabricação de big bags. Além da inovação sustentável, o projeto envolve trabalho com 

comunidades de catadores em Curitiba e Região Metropolitana, que receberão um incremento de renda e benefícios sociais. 

A ação, em parceria com a Plastic Bank, e a Packem Ween, recicladora da Packem, visa impulsionar a economia circular e a reciclagem responsável. Nesse sentido, o projeto baseia-se na coleta e beneficiamento de garrafas PET por membros da comunidade em pontos credenciados à Plastic Bank. 

Sendo assim, depois de recolhido, os plásticos passam por processamento na Packem e transformam-se no produto final, o Plástico Social®. Então, este plástico será utilizado na fabricação de 468.100 big bags para a ICL. 

Assim evitando que aproximadamente 830.500 quilos de resíduos plásticos em destinos incorretos, este número equivale a mais de 65 milhões de garrafas PET. 

Nesse contexto, Márcio Lopes, gerente corporativo de Meio  Ambiente e Sustentabilidade da ICL na América do Sul, comenta: "Este projeto representa um avanço significativo na missão da ICL de integrar práticas  sustentáveis em suas operações e em seus produtos. Estamos comprometidos em  reduzir o impacto ambiental, apoiar projetos sociais e fomentar uma economia circular  que beneficie toda a sociedade.”  

A ICL estabeleceu um contrato inicial com seus parceiros com duração até dezembro de 2027. Desde então, o programa cadastrou 19 pontos de coleta em cidades do Paraná, como Curitiba, São José dos Pinhais, Lapa, Contenda e Campo Magro. 

Em Curitiba, os bairros atendidos incluem Parolin, Alto Boqueirão, Pantanal, Cidade Industrial, São Miguel, Cajuru e Uberaba. Como resultado, aproximadamente 300 catadores associados já podem entregar garrafas PET e receber bonificações digitais. Desse modo, reforça a inclusão social e garante uma fonte complementar de renda.

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Indústria da reciclagem química já acumula mais de 400 bilhões de euros em investimentos

Um estudo inédito publicado pela Bain & Company mostra que a reciclagem química já vale mais de 400 mil milhões de euros em investimentos acumulados (Capex). No entanto, levará de 20 a 30 anos para competir em custo de produção de plásticos virgens, na Europa. 

Indústria da reciclagem química já acumula mais de 400 bilhões de euros em investimentos
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Entretanto, para alcançar essa paridade, é necessário investir, em um cenário-base, pelo menos 400 bilhões de euros. Além disso, esse esforço exigirá um custo adicional de aproximadamente 270 bilhões de euros.

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Segundo a consultoria, esse valor adicional reúne diferentes fontes: os clientes pagariam prêmios de preço pelos produtos, os mecanismos regulatórios contribuiriam com incentivos financeiros. Desse modo, a própria cadeia de valor faria investimentos em margem para viabilizar a transição

Mesmo com os compromissos ambientais iminentes e os objetivos ambiciosos das empresas, a reciclagem química na Europa ainda é pouco significativa. Sobretudo pela economia pouco atrativa. 

Apesar disso, o estudo aponta para uma possível rentabilidade das empresas do setor de plásticos na Europa, principalmente no que se refere a longo prazo. Nesse sentido, os autores do estudo alertam: “As empresas de plástico devem agir agora ou perdem a oportunidade”.

O impacto dos plásticos na reciclagem química

Ainda, o comunicado da Bain & Company sinaliza: “A reciclagem de poliolefinas na Europa custa atualmente mais do dobro da produção de poliolefinas virgens. O mercado, por si só, não é suficiente para impulsionar a mudança. Uma vez que a procura dos clientes é altamente sensível ao preço e os volumes são demasiado limitados para gerar benefícios substanciais em termos de custos.”

Assim, a análise revela que a reciclagem têm capacidade de tornar-se competitiva em relação à produção virgem no momento em que o volume global acumulado atinja 650 milhões de toneladas métricas de poliolefinas recicladas através da pirólise. Dessa forma “assumindo um preço da virgem de 1.250 euros por tonelada métrica e dependendo das taxas de entrada e das condições gerais do mercado”.

Para sintetizar, Álvaro Pires, sócio da Bain & Company, afirma: “Este processo pode levar pelo menos 20 a 30 anos e, nessa altura, o plástico reciclado deverá representar cerca de 20-30% da procura total de plástico.”

Isso porque “A questão já não é se a reciclagem química vai escalar, é quem estará na dianteira da cadeia de produção no momento-chave.”

Em relação aos ganhos a longo prazo, destacam-se o avanço de tecnologias e a experiência operacional que trarão eficiência em custos, reduzindo a diferença em relação aos plásticos virgens. Sendo assim, a indústria passa a desenvolver tecnologias para todo o processo de reciclagem, desde a triagem de resíduos até o seu pré-tratamento. 

Reciclagem química precisa de apoio regulatório, afirma estudo 

Do mesmo modo, a Bain & Company destaca o papel das políticas públicas na aceleração da reciclagem química. 

Eles explicam no relatório: “As políticas podem desempenhar um papel importante para colmatar o défice entre a oferta e a procura. À semelhança dos regulamentos relativos ao gasóleo sustentável e ao combustível para aviação, as empresas europeias de plásticos poderiam começar por reduzir e aumentar gradualmente os requisitos de mistura de materiais reciclados.” 

Por exemplo, diz a Bain: “A imposição de requisitos de mistura a nível nacional ou regional que aumentem a penetração no mercado da reciclagem química em 1-2% por ano pode desbloquear uma quota de mais de 15% no mercado dos plásticos até 2040. Tal pode garantir um aumento gradual com necessidades de capital viáveis, retornos positivos e uma erosão mínima das margens.”

Pires, complementa: “A mudança de rumo exige uma abordagem sistémica com apoio regulatório. Assim que a reciclagem química atingir larga escala, pode fazer a transição de um modelo dependente de subsídios para um impulsionado pela procura. Esse ponto de inflexão pode mudar totalmente a lógica econômica, transformando a reciclagem química numa solução competitiva e orientada pelo mercado.”

Estratégias para produtores de plásticos tornarem-se líderes na reciclagem química 

A princípio eles pontuam que as empresas devem desenvolver, de forma proativa, novas oportunidades de compra em parceria estreita com os demais elos da cadeia de valor. Pois, ao fazer isso, conseguem se posicionar melhor para conquistar vantagens no longo prazo.

Em seguida, as empresas líderes devem colaborar ““devem colaborar ativamente com os reguladores nas ações políticas que são críticas para os seus negócios e ajudar a materializá-las.”

Nesse cenário, acrescenta a importância de manter um  diálogo público e a percepção em torno do papel dos plásticos. Para ressaltar os benefícios de desempenho como o potencial de sustentabilidade dos plásticos quando geridos de forma responsável. 

Por fim, enfatiza como os produtores de plástico devem mostrar-se flexíveis, e, talvez reformular sua forma de atuar. 

Porque, segundo o estudo: “Os líderes experimentarão novos modelos de negócio, novas estratégias de abastecimento e parcerias não convencionais. Isto pode significar a celebração de acordos de compra de 10 anos com mecanismos de preços dinâmicos – o tipo de movimentos que, às vezes, permanecem invisíveis do exterior, mas que lançam as bases para uma vantagem futura.”

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Confiança do empresário industrial segue abaixo em todos os portes

Durante o mês de julho, dos 29 setores industriais, o ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial) Setorial subiu em 15 e caiu em 14, conforme revela o levantamento da CNI (Confederação Nacional da Indústria). 

Confiança do empresário industrial segue abaixo em todos os portes

Entre os segmentos que migraram de um estado de falta de confiança para um estado de confiança, estão o de perfumaria, limpeza e higiene pessoal, e de produtos de borracha. Enquanto isso, o setor de bebidas fez o caminho inverso. 

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Apesar disso, o balanço deste mês de junho revela que 21 setores da indústria estão pessimistas, ao passo que sete estão otimistas e um neutro. 

Perante este cenário, o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, explica: “A avaliação negativa dos empresários sobre as condições correntes e as expectativas para a economia é o que mais contribui para o quadro de pessimismo. Isso se deve, principalmente, à elevação dos juros iniciada no fim do ano passado, que causa demanda mais baixa por produtos industriais e dificuldades para a realização de investimentos.”

Nas pequenas indústrias, por sua vez, o ICEI caiu 0,2 ponto, chegando a 47,4 pontos. Assim como nas médias, que também diminuiu 0,2 ponto, indo para 48,5 pontos. Ou seja, as duas permanecem sem confiança. 

Já nas grandes indústrias, o indicador caiu de modo mais expressivo, pois caiu 0,5 ponto. Esta queda, então, leva o ICEI dessas empresas a 49,7 pontos, isto é, um estado de falta de confiança. Desse modo, consolidando o quadro de pessimismo disseminado entre todos os portes.

Como ficou a confiança em cada região

No que se refere a região, a confiança caiu 2,1 pontos nas indústrias do Centro-Oeste e 0,5 ponto nas indústrias do Sudeste. Porém, manteve-se estável nas empresas do Sul e aumentou 1,7 ponto no Norte e 0,6 no Nordeste. 

O levantamento explica que os empresários do Centro-Oeste estão pessimistas, e era um estado que já se notava entre os industriais Sudeste e do Sul. No Norte e no Nordeste, permanece o cenário de otimismo.

Portanto, ficou assim: 

Nesta edição da pesquisa, a Confederação consultou  1.766 empresas: 694 de pequeno porte; 649 de médio porte; e 423 de grande porte, entre os dias 2 e 11 de junho de 2025.

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Relatórios de Sustentabilidade serão obrigatórios a partir de 2026: o que muda?

Desde novembro de 2023, uma norma exige que as empresas listadas na Bolsa de Valores brasileira elaborem Relatórios de Sustentabilidade, que segue as regras do ISSB (International Sustainability Standards Board). E, agora, em 2025 estas empresas deverão adequar-se à Resolução 193/2023 da CVM (Comissão de Valores Mobiliários). 

Relatórios de Sustentabilidade serão obrigatórios a partir de 2026: o que muda?

Isso acontecerá porque a divulgação do documento se tornará obrigatória em 2026. E entre os componentes deste modelo, destacam-se as informações de ESG (sigla em inglês para Ambiental, Social e de Governança). Estas declarações reforçam o compromisso e transparência da empresa com a sustentabilidade. Além disso, o documento pode fornecer uma visão das ações e seus resultados.

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A importância da elaboração e divulgação do relatório está além das informações ESG, afinal, ele deve auxiliar na reputação confiável das empresas, bem como atestar a integridade das ações da empresa. 

Algumas ferramentas ajudam a estruturar a produção do Relatório de Sustentabilidade. O GRI (Global Reporting Initiative), por exemplo, estabelece indicadores que orientam diretamente a elaboração do documento. 

Enquanto isso, o CDP (Carbon Disclosure Project) reúne dados ambientais relevantes, como emissões de carbono e uso de recursos, a partir de informações fornecidas pelas próprias organizações.

Como elaborar um relatório de sustentabilidade? 

Para facilitar a criação do Relatório de Sustentabilidade, especialmente em empresas com pouca familiaridade com o documento, vale seguir algumas etapas fundamentais. Primeiramente, mapear os stakeholders e entender o que eles valorizam, essa escuta ativa permite abordar os assuntos certos. 

Depois, baseie-se em estruturas consolidadas, como as diretrizes do GRI, que oferecem um modelo confiável. 

Na sequência, apresente os dados de forma didática, tornando o conteúdo mais acessível para diferentes públicos. Por último, busque retornos e sugestões, pois o feedback ajuda a alinhar o relatório às expectativas e a aperfeiçoá-lo nas próximas edições.

Conforme mencionado anteriormente, as novas diretrizes seguirão, a partir deste ano, os padrões estabelecidos pela ISSB. Sendo assim, as empresas têm o dever de divulgar informações ESG e declarar metas ligadas à sustentabilidade e ao clima. 

Desse modo, para organizar esses dados, o ISSB propõe dois conjuntos de normas: um dedicado às informações gerais de sustentabilidade. Já o outro focado especificamente em aspectos climáticos.

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