UE adia para 2027 exigências essenciais de relatórios de sustentabilidade
A Comissão Europeia implementou mudanças rápidas nos Padrões ESRS (Europeus de Relatórios de Sustentabilidade). Com isso, permitiu que grandes empresas adiem por dois anos a divulgação de informações adicionais sobre ESG, conforme previsto pela CSRD (Diretiva de Relatórios de Sustentabilidade Corporativa).
Assim, a medida tem como objetivo os chamados Empresas da “Onda Um”, isto é, aquelas já obrigadas a reportar o ano fiscal de 2023, que anteriormente deveriam expandir suas divulgações nos próximos dois anos.
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Portanto, a emenda permite que essas empresas mantenham o mesmo nível de relatórios até o ano fiscal de 2026. Dessa forma, congelando efetivamente a adição de novas obrigações durante a revisão mais ampla do ESRS pela Comissão.
As mudanças aprovadas pela Comissão Europeia englobam uma série de medidas de alívio organizadas por níveis empresariais.Para começar, todas as empresas enquadradas na Wave One têm a opção de adiar a entrega dos relatórios sobre os efeitos financeiros estimados de certos riscos relacionados à sustentabilidade até o ano fiscal de 2026.
Além disso, as empresas com menos de 750 empregados podem deixar de divulgar dados relacionados às Emissões de GEE de Escopo 3, biodiversidade, força de trabalho própria, trabalhadores ao longo da cadeia de valor, comunidades afetadas e usuários finais.
Por outro lado, empresas com mais de 750 empregados passam a contar com a maioria das vantagens da implementação gradual concedida às menores. Contudo, elas ainda devem cumprir a obrigatoriedade de divulgar informações sobre Emissões de Escopo 3.
Nova proposta da Comissão Europeia eleva limite de obrigatoriedade da CSRD
A Comissão Europeia introduziu essas alterações técnicas como parte da reforma regulatória do Omnibus I, que faz parte de uma estratégia mais ampla de simplificação.
Nesse contexto, o principal objetivo é reduzir a complexidade e o alcance da CSRD.
Conforme planejado inicialmente, a CSRD seria aplicada progressivamente a três categorias de empresas: empresas de interesse público com mais de 500 empregados a partir do exercício de 2024; empresas com mais de 250 empregados ou receita acima de € 50 milhões a partir de 2025. E por fim, PMEs listadas a partir de 2026.
Contudo, a proposta da Omnibus modifica esse cronograma, ao aumentar o limite para obrigatoriedade dos relatórios para empresas com mais de 1.000 funcionários. Em paralelo, alguns parlamentares defendem que o corte seja ainda mais profundo, estabelecendo limites superiores.
Enquanto isso, o EFRAG, órgão responsável pelo desenvolvimento técnico do ESRS, tem como meta reduzir em dois terços a quantidade de pontos de dados exigidos nos relatórios.
Espera-se que o processo de revisão termine até o ano fiscal de 2027. Nesse cenário, é possível que as empresas fiquem isentas de apresentar as divulgações extras previstas originalmente para o segundo e terceiro anos da CSRD.
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Plástico rastreável, copo de plástico 100% reciclável e troca de resíduos por itens escolares
CleanHub usa inteligência artificial para rastrear e reciclar resíduos plásticos
A empresa CleanHub adotou o uso de inteligência artificial para monitorar o caminho dos resíduos plásticos e aprimorar as estratégias de reciclagem em diferentes países. Esta tecnologia baseia-se em dados que oferecem rotas inovadoras para enfrentar descarte incorreto de resíduos em ambientes urbanos e costeiros.
Nesse sentido, a plataforma conta com algoritmos de aprendizagem automática, que consegue identificar padrões de descarte irregular de plástico e áreas que se beneficiam de novas rotas de reciclagem.
Além da forte contribuição ambiental, esta ferramenta automatizada substitui processos manuais e pouco eficientes. Desse modo, traz mais precisão ao controle e reduz custos operacionais.
Apesar disso, a introdução da IA no rastreamento de plástico ainda enfrenta obstáculos ligados à diversidade dos resíduos e à complexidade das cadeias de descarte. Mesmo porque sistemas avançados precisam processar informações vindas de múltiplas fontes, incluindo sensores em depósitos, aplicativos de coleta e relatórios ambientais.
Porém, tornar o caminho do plástico rastreável, mostra como o incentivo à reciclagem ajuda a lidar com ações fora dos padrões ambientais.
Copaza lança copo 100% reciclável que não gera microplásticos
A Copaza, indústria de embalagens localizada em Santa Catarina, desenvolveu um copo plástico 100% reciclável e que não gera microplásticos. Para a fabricação deste copo a empresa utiliza uma tecnologia norte-americana, que utiliza uma enzima chamada BioSphere, com isso, tornou-se a primeira empresa deste segmento, no Brasil, a usar esta solução.
Comparado ao copo comum, a empresa explica que este copa de plástico reciclado mantém todas as características no habitual, ou seja, possuí a mesma resistência, aparência e validade. Sendo assim, tem aprovação para contato com bebidas e alimentos, além de possuir certificações internacionais como a ASTM D5511 (ISO 15985).
Outro aspecto deste material está em sua aplicação, que permite empregar-se a diferentes tipos de polímeros e processos produtivos. Desse modo, torna esta tecnologia mais versátil e escalável dentro da indústria plástica.
A empresa ressalta, ainda, que esta inovação da Copaza em biodegradáveis não substitui a educação ambiental ou o incentivo à reciclagem, mas vem como uma forma de complementar essas frentes essenciais.
Estudantes transformam plástico reciclado em investimento para a escola
Na EEEF (Escola Estadual de Ensino Fundamental) Léo João Frolich, estudantes estão desenvolvendo um projeto que visa recolher materiais plásticos, destiná-los para a reciclagem, e com recursos arrecadados investir em itens escolares para a escola.
A ideia começou nos primeiros dias de fevereiro, após a sugestão do pai do estudante Vagner Luis Schwendler, proprietário de uma empresa de reciclagem de embalagens e plásticos descartáveis.
Para realizar a ação, o aluno contou com a ajuda dos colegas Victor Eduardo Morais Fagundes e Lucas Arlindo Dorr Alves. Além disso, os estudantes contaram com a ajuda da direção e professores. E já conseguiram 115 quilos de plásticos recolhidos e comercializados.
A primeira etapa deste projeto foi a conscientização dos alunos sobre descarte incorreto de materiais plásticos e uso excessivo de recursos naturais. Assim, este trabalho foi conduzido pelas professoras Giovana Lagemann, Adriana Vargas e Paula Schwinn.
Depois, a escola recebeu sacos de armazenamento e iniciou a campanha de arrecadação, depois de separados os materiais plásticos seguiram para reciclagem. E então passa pela trituração e ensacamento, e quando chega em Caxias do Sul, torna-se um novo material.
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O dilema da fluidez: Por que o MFI ainda é um entrave na reciclagem de PE?
O MFI (Índice de fluxo de fusão) de plástico, é uma sigla em inglês, Melt Flow Index que se refere a um valor numérico da quantidade em gramas de um polímero extrudado, em um período de 10 minutos. Em outros termos, o índice é um teste que mede a fluidez dos materiais termoplásticos.
Sendo um método crucial para avaliar as propriedades de fluidez de materiais termoplásticos, o MFI fornece informações importantes sobre as métricas essenciais. Pois além do índice de fluidez, também trata da fusão do material, ajudando a garantir a qualidade e a processabilidade de produtos plásticos.
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Em termos gerais, o índice de fluidez fornece informações indiretas sobre a massa molecular do polímero, que é inversamente proporcional à viscosidade da massa polimérica. Portanto, quanto maior o IF, menor a viscosidade. Assim, ao conhecer o índice de fluidez torna-se possível antecipar as condições de processamento.
MFI elevado e suas consequências na reciclagem de PE
Na reciclagem, por exemplo, o MFI é um dos principais parâmetros que definem se o material reciclado encaixa-se nos processos industriais, como extrusão, injeção ou sopro. Em materiais como o PE ainda é um entrave porque interfere diretamente na qualidade, consistência e aplicabilidade do material reciclado.
Quando o MFI é alto, isso indica que as cadeias do plástico ficaram mais curtas, o que resulta em perda das propriedades mecânicas. Sendo assim, o PE reciclado se torna menos resistente à tração, ao impacto e à deformação, limitando o uso do material em produtos que exigem maior resistência e durabilidade.
Além disso, diferentes lotes de material reciclado apresentam variações significativas no MFI, pois as empresas coletam plástico de várias fontes com características distintas. Essas variações dificultam a padronização do produto e complicam o trabalho das indústrias que utilizam o material em processos como extrusão e injeção.
Quando se fala nos impactos de um índice de fluidez elevado em processos de extrusão e injeção, a fluidez acontece rápido demais. O que exige ajustes finos de temperatura, pressão e velocidade, bem como pequenas variações podem causar instabilidade no processo e aumentar o índice de refugo.
Soluções que ajudam reduzir o MFI e melhorar o desempenho do PE reciclado
Para resolver estes desafios, porém, o uso de aditivos é uma das soluções mais eficazes. Isso porque eles auxiliam no processo de reduzir o MFI, ou seja, tornam o material menos fluido e, consequentemente, mais viscoso.
Com um MFI mais baixo a cadeia polimérica torna-se mais longa, o que significa que o material terá melhor desempenho estrutural. Isso é fundamental para aplicações que exigem rigidez, resistência ao impacto e durabilidade.
Portanto, com menor fluidez, o material se comporta de forma mais previsível nos equipamentos de extrusão e injeção. Dessa forma, facilitando o controle de parâmetros como pressão, temperatura e tempo de ciclo. O uso correto desses aditivos representa um avanço importante para viabilizar o uso de reciclados em aplicações de maior exigência técnica
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Plastfair 2025: o evento da indústria do plástico
Organizada pela Diretriz Feiras e Eventos, entre os dias 05 e 08 de agosto a Região Metropolitana de Curitiba (PR), será palco da PLASTIFAIR, uma feira voltada exclusivamente para profissionais do setor do plástico. O evento, que acontecerá Expotrade Convention Center, em Pinhais, será uma vitrine de negócios, mas também um espaço estratégico para o desenvolvimento tecnológico, networking e fortalecimento da indústria no país.
Tendo em vista que o setor tem um papel estratégico na economia nacional, a indústria do plástico abastece setores como construção civil, automotivo, embalagens, saúde e agronegócio, além de gerar centenas de milhares de empregos em todo o país. Nesse sentido, a PLASTIFAIR oportuniza conhecimento e apresenta avanços tecnológicos e mercadológicos que estão moldando o setor.
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Para 2025, a Diretriz Feiras e Eventos, por meio da PLASTIFAIR, promove o intercâmbio entre fabricantes, fornecedores, profissionais técnicos, empreendedores e pesquisadores. Por isso, a organizadora desenhou o espaço que impulsiona parcerias, facilita o acesso a novos mercados e divulga as tendências do setor em primeira mão.
Sendo organizada por uma das empresas experientes do país com mais de 700 feiras realizadas ao longo de seis décadas, a Diretriz conhece as demandas do setor, sendo assim, consegue interligar fabricantes, fornecedores, profissionais técnicos, empreendedores e pesquisadores.
Para quem a feira é destinada?
A PLASTIFAIR é um evento exclusivo para profissionais da indústria do plástico. Desse modo, a organização do evento não permitirá a entrada de menores de 16 anos, mesmo que estejam acompanhados. O acesso é gratuito, mediante credenciamento antecipado pelo site oficial da feira.
Entre os principais perfis esperados para a PLASTIFAIR estão engenheiros de produção, químicos e industriais, além de compradores técnicos, gestores de compras, empreendedores e diretores de empresas transformadoras.
Também marcam presença fornecedores de insumos, moldes, equipamentos e serviços, além de pesquisadores, desenvolvedores e representantes técnicos. Estudantes de cursos técnicos e superiores ligados à indústria poderão participar, com acesso restrito a determinadas áreas do evento.
Diante disso, a Diretriz ressalta: “O credenciamento também dá direito a certificação digital de participação, acesso à programação técnica e material institucional do evento.”
O que esperar da PLASTFAIR 2025?
A PLASTIFAIR reunirá empresas e especialistas de diferentes segmentos da indústria do plástico, incluindo fornecedores de matérias-primas, transformadores, fabricantes de peças técnicas.
Ao mesmo tempo apresentará empresas de automação industrial, controle de qualidade, máquinas e equipamentos para transformação, além de companhias voltadas à reciclagem, logística e sustentabilidade.
Mais do que exposição, o evento também promoverá ações voltadas ao fortalecimento do relacionamento entre marcas e profissionais do setor.
Portanto, espera-se na feira milhares de visitantes qualificados, entre engenheiros, compradores técnicos, gestores industriais, pesquisadores e tomadores de decisão de empresas de diversos portes.
Em relação ao impacto do evento no setor, a organizadora do evento, Diretriz Feiras e Eventos, comenta: “A PLASTFAIR 2025 representa mais do que uma feira: é uma janela de futuro para a indústria do plástico no Brasil, conectando inovação, sustentabilidade e oportunidades comerciais em um único ambiente de alta relevância.”
Além disso, completa: “Se você atua no setor e deseja se manter competitivo, informado e conectado, a sua presença nesse evento é essencial. Credencie-se, organize sua visita e prepare-se para fazer parte de uma edição que promete marcar um novo capítulo para a indústria do plástico nacional.”
Local e estrutura do evento
A PLASTFAIR 2025 será realizada no: Expotrade Convention Center – Pinhais/PR
Rodovia Deputado João Leopoldo Jacomel, 10.454, Vila Amélia, Pinhais – Paraná
O local é um dos mais modernos e versáteis do sul do Brasil, com infraestrutura de alto padrão para receber feiras técnicas, congressos e grandes exposições. Sua localização estratégica garante fácil acesso a partir de Curitiba, com ampla oferta de transporte, hospedagem e alimentação nos arredores.
Assim, a feira funcionará diariamente das 14h às 21h. Com isso, oferece tempo suficiente para visitantes explorarem a exposição com calma, fazerem contatos comerciais e participarem das diversas experiências planejadas pela organização.
Para ficar por dentro das atualizações, o melhor caminho é acessar regularmente o site oficial plastfair.com.br e seguir os canais sociais da feira. Novas informações sobre programação, expositores e inscrições são divulgadas conforme a data se aproxima
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CNI aponta piora nas finanças da indústria no segundo trimestre
Na última sexta-feira, 18 de julho, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgou a Sondagem Industrial que aponta para uma piora das condições financeiras da indústria no segundo trimestre de 2025.
A pesquisa mostra que o índice de satisfação dos empresários com as finanças dos negócios caiu 0,4 ponto, indo de 48,8 pontos para 48,4 pontos. Assim, pela distância da linha de 50 pontos, o indicador indica maior insatisfação dos industriais em relação ao primeiro trimestre.
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Diante disso, Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, analisa: “A piora das condições financeiras das empresas reflete a desaceleração da economia e os juros altos. Essa combinação prejudica o faturamento e aumenta alguns custos para a indústria, o que faz com que os empresários sintam um aperto financeiro cada vez maior.”
Enquanto isso, o índice de satisfação com o lucro operacional também caiu no segundo trimestre: recuou 1 ponto, de 43,8 para 42,8 pontos. Desse modo, revelando o aprofundamento da insatisfação dos empresários.
Da mesma forma, se nota no índice de facilidade de acesso ao crédito, que caiu 0,5 ponto, para 39,9 pontos. Com este resultado, se entende a dificuldade da indústria obter financiamento.
Sob outra perspectiva, o índice de evolução do preço médio das matérias-primas caiu 5,4 pontos, para 57 pontos. Neste caso, por continuar acima da linha divisória de 50 pontos, o indicador aponta alta, apesar de menor, nos preços dos insumos e matérias-primas em relação ao primeiro trimestre.
Os principais problemas da indústria
A alta tributária, as taxas de juros elevadas e as demandas internas insuficientes, se mostraram como os três principais problemas do segundo trimestre de 2025. Isso porque 37% dos empresários indicaram a alta carga tributária, enquanto 29,5% assinalaram os as taxas de juros elevados, e 28,3% demandas insuficientes.
Em comparação ao primeiro trimestre, a posição da demanda interna insuficiente era a frente das taxas de juros elevadas, sendo o segundo principal problema. Porém, agora as colocações se inverteram.
Além disso, a taxa de câmbio perdeu importância entre os principais problemas, saindo da 6ª para a 12ª posição na lista. Este fator foi selecionado por 9,4% dos entrevistados, queda de sete pontos percentuais em relação ao trimestre passado.
Desempenho negativo impacta atividade industrial
Durante o mês de junho a atividade industrial registou um desempenho negativo. Assim, o índice de evolução da produção anotou 47,2 pontos, apontando uma queda da produção em relação a maio, mês em que o indicador registrou 52 pontos.
O índice de evolução do número de empregados, por sua vez, registrou 49,1 pontos, também uma retração frente ao mês anterior, quando chegou a 49,6 pontos. Do mesmo modo, o índice de estoque efetivo em relação ao planejado recuou de 50,5 pontos para 49,7 pontos. Esta queda deixa o índice abaixo da linha de 50 pontos, mostrando que o nível de estoques é inferior ao planejado pelos empresários industriais.
Já a UCI (Utilização da Capacidade Instalada) permanece crescendo Isso porque passou de 70%, em maio, para 71%, em junho. O valor supera em um ponto percentual a UCI registrada no mesmo mês em 2024 e em dois pontos percentuais a registrada no mesmo mês em 2023.
Expectativas da indústria permanecem positivas, mesmo com piora
Diante disso, todos os índices de expectativa da indústria caíram, por exemplo, o de exportação, registrou 0,8 ponto; o de demanda e o de compras de insumos e matérias-primas, 0,2 ponto; e o de empregados, 0,1 ponto.
Dessa forma, os indicadores continuam em patamar positivo, sugerindo que os empresários ainda acreditam em alta nas exportações, demanda, compra de matérias-primas e insumos e número de empregados nos próximos seis meses.
A variação do índice de intenção de investimento entre junho e julho foi discreta, de 56,1 para 56,2 pontos, indicando estabilidade. No entanto, desde dezembro de 2024, o indicador recuou 2,6 pontos até junho de 2025.
Sobre a pesquisa
Nesta edição da Sondagem Industrial, a CNI ouviu 1.486 empresas entre os dias 1º e 10 de julho de 2025, sendo 607 de pequeno porte, 529 de médio porte e 350 de grande porte.
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Reciclagem de embalagens PET cresce 14% em dois anos
Em 2024 o Brasil reciclou 410 mil toneladas, montante 14% superior a 2022 que reciclou 359 mil toneladas, aponta a 13ª Edição do Censo da Reciclagem do PET no Brasil, divulgado pela Abipet (Associação Brasileira da Indústria do PET).
Mesmo com o resultado positivo, a entidade ressalta que a falta de políticas públicas de coleta seletiva dificulta a destinação correta das embalagens. O que gera mais ociosidade no setor.
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Nesse sentido, o presidente da Abipet, Auri Marçon, frisa: “As empresas recicladoras chegam a atuar com uma ociosidade média de 23%, chegando a picos de até 40%.”
Segundo Marçon, isso faz com que a indústria de reciclagem do PET chegue ao seu limite, por falta de matéria-prima necessária para os processos produtivos. Ainda, o presidente complementa: “Ao mesmo tempo em que toneladas de embalagens são destinadas aos aterros comuns ou descartadas incorretamente no meio ambiente.”
Conforme aponta o censo em 2024, 37% do total de resina reciclada das PETs tem como destino a fabricação de novas embalagens. Assim, utilizando estas embalagens principalmente na indústria de água, refrigerantes, energéticos e outras bebidas não alcoólicas.
Enquanto isso, o setor têxtil aparece em segundo lugar, o consumo deste setor registra 24% de resina reciclada. Já as posições a seguir ficam com: a indústria química com 13%, lâminas e chapas com também 13%. E, por fim, as fitas de arquear, utilizadas em empacotamento e fechamento de caixas, registram 10%.
O faturamento da indústria dos recicláveis, por sua vez, registrou 5,66 bilhões de reais em 2024, e cerca de 40% do valor é destinado aos catadores, cooperativas e sucateiros. Com isso, mostrando-se como uma fonte de renda importante para os trabalhadores do setor.
Acordo entre indústria e catadores visa maior benefícios para o setor e meio ambiente
Em março de 2025, a indústria e os catadores firmaram um memorando que visa incentivar o desenvolvimento de embalagens com vida útil mais longa. Desse modo, cooperando para sustentabilidade e economia circular no país, e ao mesmo tempo gerando mais renda para quem atua na coleta de recicláveis.
A Associação Nacional de Catadores ficou responsável por identificar os materiais não atrativos para reciclagem. Esta ação objetiva evitar a produção de embalagens que não são aproveitáveis, o que geraria menos resíduos em locais inapropriados.
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Estudo da CNI revela efeitos das tarifas dos EUA sobre Brasil e comércio mundial
O levantamento da CNI (Confederação Nacional da Indústria), a partir de fontes oficiais e estudos econômicos (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística; Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; e Universidade Federal de Minas Gerais), traça um panorama das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos e estima o impacto das tarifas norte-americanas sobre a produção brasileira.
Nesse sentido, o principal prejudicado com a elevação de tarifas impostas pela Casa Branca a parceiros comerciais são os Estados Unidos, conforme apontam os dados da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).
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Assim, o PIB americano poderia cair 0,37% a partir das barreiras tarifárias impostas a Brasil, China e 14 outros países. Além das taxas impostas à importação de automóveis e aço de qualquer lugar.
Enquanto isso, o PIB da China e do Brasil reduziria em 0,16%, ao mesmo tempo que provocaria uma queda de 0,12% na economia global e uma retração de 2,1% no comércio mundial (US$ 483 bilhões).
Diante disso, o presidente da CNI, Ricardo Alban, afirma: “Os números mostram que esta política é um perde-perde para todos, mas principalmente para os americanos. A indústria brasileira tem nos EUA seu principal mercado, por isso a situação é tão preocupante. É do interesse de todos avançar nas negociações e sensibilizar o governo americano da complementaridade das nossas relações. A racionalidade deve prevalecer.”
Já os principais impactos na economia brasileira seriam a perda de 110 mil empregos e redução de 52 milhões em exportação. E assim, com isso, os setores de exportação e produção devem sofrer mais, como no setor agro, aeronáutico e de carnes e aves.
Os estados mais afetados, por sua vez, seriam: São Paulo (-4,4 bilhões), Paraná (-1,9 bilhão), Rio Grande do Sul (-1,9 bilhão), Santa Catarina (-1,7 bilhão) e Minas Gerais (-1,66 milhão).
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A ausência de aditivos de polietileno adequados impacta diretamente a eficiência energética das operações industriais. Isso porque além de impactar a produção diária, também é um diferencial competitivo.
E os primeiros desafios de operar sem aditivos, são: elevação de temperatura das máquinas, o que gera consumo de energia, aumenta os custos de produção e reduz a vida útil dos equipamentos.
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Além disso, ao comprometer a estabilidade na produção plástica, aditivos de baixa qualidade geram desperdícios e afetam a qualidade do produto final. Desse modo, criando retrabalho e perdas operacionais.
Por outro lado, o uso correto de aditivos de polietileno permite que o processo ocorra em temperaturas mais baixas. Assim, reduz significativamente o consumo energético. Tendo em vista que aditivos também aumentam a velocidade de produção. Ao mesmo tempo que geram uma massa plástica mais homogênea, melhorando a resistência mecânica e o acabamento das peças.
Em um cenário onde eficiência e sustentabilidade são prioridades, não utilizar aditivos de polietileno é um erro. Enquanto, essa solução se mostra como uma forma inteligente de economizar energia, elevar a produtividade e reduzir o impacto ambiental da operação.
Erros comuns na escolha de aditivos de polietileno
1. Escolher aditivos genéricos para aplicações específicas
Um dos erros mais recorrentes é optar por aditivos genéricos sem considerar as particularidades do processo produtivo. Essa decisão tende a levar à instabilidade da massa plástica, falhas na dispersão do material e, em casos mais graves, à perda de propriedades mecânicas no produto final.
2. Ignorar o impacto na eficiência energética
Nem todo aditivo de polietileno contribui para o desempenho térmico do processo. Por isso, durante a escolha deve-se levar em consideração aditivos com alto consumo de energia e que aumentam o desgaste dos equipamentos.
3. Priorizar custo imediato em vez de desempenho técnico
A tentativa de reduzir custos usando aditivos mais baratos pode gerar um efeito reverso. Afinal, produtos com baixa eficiência técnica acabam gerando desperdícios, retrabalho e até paradas não programadas na produção. Desse modo, elevando o custo total da operação.
4. Desconhecer a compatibilidade com a formulação
Não avaliar corretamente a compatibilidade entre o aditivo e o tipo de polietileno ou aditivos já presentes na formulação também se mostra como mais um erro. Pois isso pode causar reações inesperadas ou comprometer a performance do composto.
5. Não considerar critérios de sustentabilidade
Com o avanço de exigências ambientais, muitas indústrias ainda falham ao não escolher aditivos que colaborem com a redução da pegada de carbono. Consequentemente, a marca perde competitividade em mercados mais rigorosos e compromete sua reputação.
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Indústria 4.0 no Brasil pode chegar a US$ 5,6 bi até 2028
Segundo a pesquisa "OTRS Spotlight: IT Service Management 2023", aponta que 785 das empresas brasileiras já investem em automação. Apesar da pesquisa remontar de 2023, em 2025 a indústria têm mostrado uma busca crescente por eficiência operacional e competitividade global.
Nesse sentido, entre os principais investimentos em automação, destaca-se a digitalização, uma das principais demandas de modernização de sistemas usados no dia a dia. Esta busca reflete como uma plataforma ou sistema ajuda na criação de uma base de dados, bem como na inserção de novas tecnologias no setor industrial.
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Ainda conforme os dados do estudo "Monitor da Indústria 4.0", da Imarc (International Market Analysis Research and Consulting), analisado pelo Observatório Nacional da Indústria da CNI (Confederação Nacional da Indústria), indicam que o mercado da Indústria 4.0 no Brasil vive um momento de expansão.
Apenas em 2022 o setor já movimentou US$ 1,77 bilhão, com um crescimento anual médio de 18,8% entre 2017 e 2022. Desse modo, essas projeções indicam que esse valor pode chegar a US$ 5,62 bilhões até 2028. Assim, com uma média de 21% ao ano entre 2023 e 2028, segundo o mesmo levantamento.
Automação eficiente contribui para a sustentabilidade
Já no que se refere à contribuição sustentável da automatização, está a diminuição de falhas e o aumento da eficiência no tempo de produção resultam em menor consumo de recursos naturais e energia.
Com isso, contribuindo diretamente para a sustentabilidade das operações industriais. Estudos da McKinsey apontam para um possível aumento de 25% na eficiência com o uso correto de tecnologias digitais.
À medida que o ESG ganha força entre as indústrias brasileiras, a SMC do Brasil aponta que os robôs devem evoluir para modelos mais sustentáveis e econômicos no uso de energia. Assim, promovendo uma automação comprometida com o meio ambiente.
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Quiosque Kibon construído com plástico reciclado, aroma de baunilha feito de resíduos plásticos e lagartas degradam sacolas plásticas em 24h
Novo quiosque da Kibon no Parque Ibirapuera usa 1.000 blocos reciclados
A Kibon inaugurou um novo quiosque sustentável no Parque Ibirapuera. A loja abriu às vésperas das férias escolares, e o espaço se apresenta para unir lazer e sustentabilidade. Para desenvolver o quiosque, o projeto usou 1.000 blocos de plástico reciclado. O que equivale a 500 kg de resíduos com destinação incorreta.
A iniciativa quer contribuir também com a economia circular. O que explica a escolha dos materiais passou por este filtro. Desse modo evitou a emissão de aproximadamente 450 kg de CO₂.
Com isso, a ação equivale a um impacto comparável a 5.000 km percorridos por um carro a gasolina ou ao que 32 árvores absorveriam em um ano.
Nesse sentido, Samuel Lloyd, diretor comercial da Urbia, uma iniciativa que propõe promover iniciativas sustentáveis e afetivas no Ibirapuera de promover iniciativas sustentáveis e afetivas, ressalta: “A chegada do quiosque sustentável da Kibon ao Parque Ibirapuera reforça nosso compromisso em proporcionar experiências de lazer que combinam sabor, inovação e respeito ao meio ambiente.”
Ainda, ele destaca o parque como um espaço de encontro, convivência e bem-estar, e receber uma marca tão presente na memória afetiva dos brasileiros fortalece esse propósito. Portanto, ele complementa: “Seguimos abertos a iniciativas que dialogam com o perfil do público e com a vocação do Ibirapuera como referência de convivência urbana e sustentabilidade.”
Cientistas transformam plástico em vanilina com bactéria modificada
Na Universidade de Edimburgo, na Escócia, uma equipe de cientistas encontrou uma nova forma de transformar o plástico em vanilina, o composto químico que dá à baunilha o seu aroma e sabor característicos. O estudo, publicado na revista científica Green Chemistry, destaca o potencial da biotecnologia para dar uma nova vida aos plásticos descartados.
Para alcançar isso, os cientistas recorreram à engenharia genética. Assim, modificaram a bactéria Escherichia coli, comumente utilizada em laboratório, para converter ácido tereftálico, um subproduto resultante da degradação do plástico PET. Em seguida, transforma-o em vanilina, através de um conjunto de reações bioquímicas.
No tocante aos testes, a equipe demonstrou o processo ao aplicar as bactérias geneticamente modificadas a garrafas de plástico já degradadas. E desse modo as transforma em vanilina.
Nesse sentido, segundo a investigadora principal do estudo, Joanna Sadler, esta é a primeira vez que se utiliza um sistema biológico para valorizar resíduos plásticos, transformando-os num produto de elevado valor comercial.
Enquanto isso, o coordenador do estudo, Dr. Stephen Wallace, ressalta o impacto positivo que este tipo de inovação pode ter para a economia circular. Pois ela permite uma visão mais ampliada dos plásticos, sobretudo como um recurso valioso de carbono para a produção de bens de consumo.
Por fim, os cientistas garantem que a vanilina obtida é adequada para consumo humano. Bem como salientam que esta descoberta abre portas a novas investigações, necessárias para otimizar o processo e avaliar o seu potencial em larga escala.
Cientistas testam larvas que digerem plástico em menos de 24h
A espécie Galleria mellonella, lagartas conhecidas como larvas de mariposa-da-cera, foram apontadas por pesquisadores como agentes da sustentabilidade. Isso porque elas conseguem
devorar e metabolizar plásticos de forma eficiente. Em testes laboratoriais, cerca de 2 mil delas conseguiram consumir uma sacola de polietileno, um dos plásticos mais resistentes da indústria, em menos de 24 horas.
Apesar da pesquisa se basear em um estudo de 2017, os cientistas, na época, revelaram que em pequena escala que as G. mellonella podem degradar polietileno. o Centro de Aprendizagem de Ciências do governo da Nova Zelândia, mostra entusiasmo com a pesquisa. Isso porque este tipo de plástico leva aproximadamente de 500 anos para se deteriorar naturalmente.
Sendo assim, no último dia 8 de julho, a equipe de cientistas apresentou um novo estudo, durante a Conferência Anual da Sociedade de Biologia Experimental em Antuérpia, Bélgica. Estes experimentos, por sua vez, procuraram entender como o mecanismo de processamento do plástico funciona dentro das lagartas. Bem como mapear o impacto dessa dieta para esses insetos.
Assim, esta pesquisa revela que, ao digerirem o plástico, esses vermes ao mesmo tempo que degradam o plástico, os transformam em componentes em gordura. Por fim, as incorporada ao corpo do animal.
Diante disso, o Dr. Bryan Cassone, líder do estudo e professor na Universidade de Brandon, no Canadá, em um comunicado, disse: “Isso é semelhante a comermos bife: se consumirmos muita gordura saturada e insaturada, ela fica armazenada no tecido adiposo como reserva lipídica, em vez de ser usada como energia.”
Apesar disso, a ingestão pode ser fatal para as larvas. Portanto, para resolver esta questão, o grupo acredita que desenvolver um regime alimentar que misture o plástico com os principais alimentos já consumidos pelas G. mellonella ajuda. Pois, assim, garantiria uma aptidão para o consumo de polietileno além dos níveis naturais.
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