Baixo custo de investimento, eficiência e produtividade são características das tecnologias apresentadas
As pequenas e médias empresas têm assumido um papel importante para a retomada da atividade econômica do país, e isso mesmo diante de um cenário complexo, com dificuldades estruturais de acesso ao crédito e tecnologia. Mas a criatividade, flexibilidade e inovação têm contribuído para que as PMEs (Pequenas e Médias Empresas) se fortaleçam no cenário econômico.
Uma pesquisa da Consultoria Internacional Deloitte de 2017 mostra que, no ranking de 100 empresas que mais crescem no Brasil, o segmento de alimentos e bebidas ocupa a terceira posição, com 14%, atrás apenas dos setores de serviços de tecnologia para a informação e serviços prestados às empresas. O estudo ainda revela que as PMEs focam em investimentos tecnológicos que garantem o aumento de produtividade e apoiem suas respectivas estratégias de crescimento.
Antenada neste cenário, a 34ª Fispal Tecnologia - Feira Internacional de Tecnologia para a Indústria de Alimentos e Bebidas e maior encontro do setor da América Latina - trouxe uma série de soluções tecnológicas pensadas especificamente para empresas com este perfil.
Segundo Clélia Iwaki, diretora da Informa Exhibitions, empresa que realizou o evento, estas companhias têm se esforçado para fortalecer seus próprios negócios por meio de investimentos que possam mantê-las mais competitivas. “Na Fispal Tecnologia, os empresários encontraram equipamentos que vão ao encontro desta necessidade. Em 2018, tentamos destacar ainda mais as soluções e produtos desenvolvidos especialmente para as PMEs, reunindo mais de 70 expositores para atender esse segmento”, diz.
O diretor comercial da Selovac, Willy Borst, uma das empresas participantes da edição e especializada em desenvolver máquinas para embalagem a vácuo e termoformadoras para a indústria alimentícia e outros setores, afirma que é notável o aumento do interesse de pequenos e médios empreendedores em soluções que auxiliem no crescimento do negócio. “Nós atendemos empresas de todos os portes e percebemos que existe um aumento da necessidade de PMEs em conhecer novos equipamentos. Por isso, a feira acaba sendo uma grande e importante vitrine para este público”, comenta.
Entre as tecnologias que foram apresentadas na feira está a máquina envasadora, seladora, datadora e aplicadora de tampas para potes e copos. O equipamento, que possui capacidade para envasar até 650 potes por hora, pode ser utilizado para diversos produtos, como manteiga, requeijão, açaí, pasta de amendoim, entre outros. Desenvolvido pela DMOM Máquinas, é ideal para atender empresas que buscam mais eficiência e agilidade para a produção.
Outro destaque foi o dispositivo criado pela Advantech que tem a função de coletar dados da produção para organizar as informações gerenciais, ajudando na tomada de decisões estratégicas. Este equipamento pode ser implementado e integrado em máquinas antigas, reduzindo o volume de investimento e com baixo custo de aquisição.
Já a Tropical Food Machinery trouxe sua linha de extração multifruta, que se trata de uma linha tecnológica projetada para as empresas que desejam uma solução de processamento de sucos e polpas integrais com capacidade de até 1.500 kg de fruta por hora. Composto por três módulos básicos - lavagem, extração da polpa e envase do produto com sistema asséptico ou congelado - este equipamento possibilita o processamento de diferentes tipos de frutas com simples ajustes de configuração e é ideal para pequenos volumes de produção. Além disso, apresenta baixo custo de manutenção e o investimento inicial é baixo.
Saiba mais em: www.fispal.com.br.
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Desenvolvimento das criações trouxe a mecanização para os processos
A industrialização dos processos produtivos surgiu a partir da Primeira Revolução Industrial e, com isso, a mecanização se estendeu do setor têxtil para o metalúrgico, transportes, agricultura e para outros setores da economia. Diversos inventos revolucionaram as técnicas de produção e alteraram o sistema de poder econômico.
A maior fonte de renda e riqueza foi deslocada da atividade comercial para a industrial. Quem desenvolvesse a capacidade de produzir mercadorias passaria a ter a liderança econômica no mundo, e foi o que aconteceu com a Inglaterra, o primeiro país que se industrializou a partir das invenções da Indústria 1.0.
Foram três máquinas de produção que surgiram para contribuir com os processos das fábricas:
Esta máquina transforma em fios as fibras têxteis de algodão, seda e lã, para a fabricação de tecidos. Essa invenção revolucionou a técnica de produção e transformou a Inglaterra na maior produtora de fios para tecidos – a invenção substituiu a roca, um dos mais simples e antigos instrumentos de fiar.
Este inventou surgiu em 1785, com o objetivo de substituir o tear manual, e que, consequentemente aumentou de maneira considerável a produção de tecidos, colocou a liderança mundial da época.
Essa foi a descoberta mais revolucionária na indústria 1.0 – ela foi usada na indústria de tecido, usinas de carvão mineral, industrialização de ferros, embarcações (navios a vapor), estradas de ferro (locomotiva a vapor), entre outras e representou uma revolução no transporte de passageiros e cargas.
Todas as invenções de máquinas, aproveitamento da energia calorífica do carvão mineral e sua transformação em energia mecânica para fazer funcionar os mecanismos representaram um avanço considerável nas técnicas aplicadas para a fabricação de mercadorias e, por consequência, no aumento da produção. Dessa forma, a Inglaterra passou da manufatura para a maquinofatura – produzia e vendia seus produtos em todo o mundo, também devido a expansão do sistema colonial.
Todas as invenções da indústria 1.0 criaram o caminho para o desenvolvimento mais específico e diferenciado, direcionando para outra revolução industrial – a indústria 2.0. Acompanhe nosso portal, fique por dentro de tudo!
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Os eventos ocorrem, simultaneamente, entre 14 e 17 de agosto, em Joinville (SC)
A Interplast – Feira e Congresso da Integração da Tecnologia do Plástico – e a EuroMold – Feira Mundial de Construtores de Moldes e Ferramentarias, Design e Desenvolvimento de Produtos – ocorrem de 14 a 17 de agosto deste ano, de forma simultânea, das 14h às 21h, na Expoville em Joinville (SC).
Neste ano, o evento traz lançamentos importantes como a impressora AE3D SLA para impressão por resina líquida – ideal para peças com altíssimo nível de detalhamento, como as de joalheria, por exemplo, de fabricação nacional – e o Scanner 3D, novidades da AE3D.
As novas séries de extrusoras monorrosca e dupla rosca da Battenfeld-Cincinnati chegam com uma série de benefícios como o aumento de produtividade, eficiência energética e preparo para a indústria 4.0 através do desenvolvimento do sistema de controle BCtouch UX. O sistema FDC é outra inovação que amplia a flexibilidade a custos reduzidos para os fabricantes de tubos PO e que permitem mudar automaticamente o diâmetro e a espessura de parede dos tubos durante a produção, dentro de uma faixa especificada – a série apresenta dois tamanhos de máquinas e oferece rendimentos altíssimos.
A Cristal Master contempla algumas novidades na linha de aditivos, como o anticolapso, que evita o colapso das células formadas durante a expansão, antritrilho, que evita a formação de trilhas na superfície do material dielétrico (previne a erosão), cross linking, que atua na promoção de reticulação do polietileno e resulta na redução do índice de fluidez da resina, garantindo benefícios para o processo de rotomoldagem e ainda, o adesivo, que é um aditivo indicado para extrusão de filmes multicamadas e que objetiva promover a adesão de diferentes tipos de polímeros.
O lançamento da Eletrothermo é a chapa térmica para extrusora de plástico, fabricada em aço inox com isolamento térmico em fibra cerâmica. Lança também, resistências em cerâmica com isolamento térmico embutido para termoformadores e vacum forming, que reduz o consumo de energia.
O Fabrika-Software ERP, específico para a indústria termoplástica, será o destaque da Gescom Technologies, que lança o módulo CRM e Força de Vendas para atender o segmento termoplástico. O sistema de gestão controla e gerencia todas as áreas da empresa, com diferencial para o PCP – Planejamento e Controle da Produção, e também incorpora todos os processos da ISO 9000.
A Inbra faz lançamentos para substituir produtos considerados nocivos à saúde, de acordo com a tendência do mercado mundial. Com isso, se destacam os plastificantes para PVC, os ésteres de óleos vegetais epoxidados, em substituição aos ftalatos e os estabilizantes para PVC de cálcio e zinco, para substituir os estabilizantes a base de metais pesados.
Saiba mais lançamentos que ocorrerão na Interplast 2018! Acompanhe nosso portal, se inscreva no formulário abaixo para receber matérias segmentadas e aguarde as novidades!
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Material proporciona segurança para exposição das peças
Se tem uma coisa que um bom colecionador preza é pelo cuidado com a sua coleção. Independentemente de qual seja o objeto, aos olhos do dono, mesmo as coisas que parecem mais simples aos outros tem valor inestimável e é necessário preservá-las.
Apesar de todo cuidado, expor estes itens e as histórias por trás de cada um deles faz com que essas pessoas consigam se realizar e dividir um pouco de suas paixões com família, amigos e, por que não, até mesmo estranhos em um museu. Isso ocorre nas exposições permanentes no espaço Olavo Setubal, do Centro Itaú Cultural, em São Paulo, que reúne duas coleções do maior acervo de arte de uma companhia privada da América Latina – a Brasiliana Itaú e a Itaú Numismática.
Por lá, cinco séculos da história do Brasil são contados através dos mais diversos tipos de objetos – mapas, documentos, moedas, medalhas e caricaturas, entre tantos outros. E tudo está exposto através de módulos, painéis, expositores e cúpulas de acrílico. “O acrílico é o material perfeito para proteger essas peças, já que é muito resistente. Também se adapta a qualquer produto e isso aumenta a liberdade para que o cliente decida como prefere expor sua coleção”, explica Diogo Bernardes, da Centauri Acrílicos.
Carlos Rizzo, da Acrilaria concorda com o posicionamento, pois já fez mais de 200 bases com redomas e outros itens em acrílico para expor e proteger os mais variados objetivos, de camisetas e chuteiras autografadas a carrinhos, barcos, quadros e até um buquê de noiva. “O atendimento neste tipo de serviço é muito importante. Cada projeto tem uma necessidade diferente. Têm peças muito frágeis, outras que precisam de um suporte diferenciado ou mesmo de especificação do material ou de instalação que, quando considerados, a satisfação do cliente é de 100%", relata.
Os preços dos expositores em acrílico variam bastante, dependendo principalmente do tamanho da peça e da espessura do acrílico utilizado. A criação de peças para colecionadores também é bastante comum na Emporium Acrílicos, com sede em Bauru, interior de São Paulo. Na empresa já produziram porta moedas e cúpulas para instrumentos musicais, como guitarras, entre outras tantas peças. “Esse cliente busca um produto durável, fácil de limpar e manusear e que seja, sobretudo, transparente”, explica Kathia Almeida. Ainda segundo ela, o acrílico é um coringa e contribui para destacar qualquer exposição e não tem colecionador que resista, pois é leve, bonito, resistente e fácil de limpar.
A atração de alguns colecionadores pelo acrílico vai além das peças expositoras. Às vezes o material dá vida inclusive às peças de coleções, como o tabuleiro de xadrez iluminado da Menaf, com peças em acrílico preto e cristal, e a reprodução da espada Justiceira da série de desenhos animados ThunderCats, da Centauri.
Se o cliente ficar na dúvida, o INDAC – Instituto Nacional para o Desenvolvimento do Acrílico – mantém o programa Acrílico em Ação. Por meio dele, auxilia o interessado a pensar seu projeto e a encontrar um transformador de acrílico indicado para cada caso. Tudo isso, gratuitamente. Para mais informações, entre em contato através do e-mail: [email protected].
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Mudanças nas formas de produzir até crescimento das cidades foram afetados
A Primeira Revolução Industrial veio como mudança radical na forma de produção de mercadorias, a partir do uso de máquinas à vapor e transformações no sistema de trabalho da época, atingiu outros patamares na sociedade. Esta transformação foi um marco decisivo na história e trouxe consequências que são sentidas até os dias atuais.
As fábricas precisaram se adaptar as novidades e, com isso, aconteceu a diminuição do trabalho artesanal e aumento da produção de mercadorias manufaturadas em máquinas, grandes empresas surgiram com a utilização em massa de trabalhadores assalariados e cresceu a produção de produtos em menos tempo.
A Indústria 1.0 também contribuiu para que a maior concentração de renda ficasse nas mãos dos donos das indústrias, os avanços chegaram aos sistemas de transporte à vapor, principalmente ferroviário e marítimo e, ainda, ocorreu o desenvolvimento de novas máquinas e tecnologias voltadas para a produção de bens de consumo.
O surgimento de sindicatos de trabalhadores com objetivo de defender os interesses da classe trabalhadora também se deu nesse período, aumentou o êxodo rural, motivado pela criação de empregos nas indústrias, o que consequentemente levou ao crescimento desordenado das cidades e assim, gerou os primeiros problemas de submoradias.
Outras consequências não tão positivas surgiram, como o aumento da poluição do ar, devido a queima do carvão mineral para gerar energia para as máquinas, o aumento das doenças e acidentes de trabalhos por função das péssimas condições de trabalho e ainda, o uso da mão de obra infantil.
Junto com as consequências, inovações positivas surgiram nesta época. Acompanhe-nos para saber mais sobre as invenções surgidas na indústria 1.0.
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Sindicatos apresentam alternativas para folgas em dias de jogos do Brasil
A Copa do Mundo da Rússia começou no dia 14 de junho e, logo na primeira fase do mundial, a Seleção Brasileira tem jogos previstos nos dias 17 (domingo, às 15h), 22 (sexta-feira, às 9h) e 27 (quarta-feira, às 15h). Caso seja classificada para as oitavas de final, pode atuar em julho, no dia 2 (segunda-feira, às 11h) ou 3 (terça-feira, às 11h). Em hipótese de avançar às quartas de final, as partidas estão previstas para os dias 6 (sexta-feira, às 15) ou 7 (sábado, às 11h).
Caso a Seleção Brasileira chegue às semifinais, os compromissos serão nos dias 10 (terça-feira, às 15h) ou 11 (quarta-feira, às 15h). Se houver classificação para a decisão do terceiro lugar, o jogo será no dia 14 (sábado, às 11h e, se chegar à disputa do título, o Brasil entrará em campo no dia 15 (domingo, às 12h).
Alguns sindicatos proporcionam as melhores opções para seus colaboradores neste período. Um destes sindicatos é o Simplás, que de acordo com a consultoria jurídica, existem quatro possibilidades de gestão de folgas de trabalhadores no período da competição. Veja a seguir:
- Utilizar mecanismo de banco de horas, conforme regra prevista e detalhada na cláusula 27ª da Convenção Coletiva. Para aplicação da medida, os advogados do sindicato sugerem votação na empresa, sem a necessidade da participação do sindicato laboral que, no entanto, deve ser comunicado com cinco dias de antecedência;
- Dispensar os trabalhadores e descontar as horas paradas, mediante votação e aprovação prévia, com acompanhamento do sindicato laboral;
- Compensar as horas não trabalhadas em datas pré-definidas. Também existe a necessidade de votação e participação do sindicato laboral e,
- Negociar a compensação das horas paradas, mantendo expediente até mais tarde no final do dia. Também necessita de votação e acompanhamento do sindicato laboral.
Para as opções previstas nos três últimos itens, a consultoria jurídica do Simplás sublinha que será necessário elaborar uma ata da votação, contendo a proposta, o número de empregados votantes, com as respectivas assinaturas e o resultado do pleito.
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Feira reúne toda a cadeia de fornecedores e as melhores tecnologias para as indústrias do plástico, do design a produção, ocorre de 14 a 17 de agosto
Duas forças potentes da indústria do plástico estarão no mesmo palco, a Interplast – Feira e Congresso da Integração da Tecnologia do Plástico e a EuroMold Brasil – Feira Mundial de Construtores de Moldes e Ferramentarias, Design e Desenvolvimento de Produtos para a América Latina, reúnem as melhores tecnologias e inovações do design aos processos de transformação. Por esse motivo, vem se consolidando como um dos mais completos eventos do setor na América Latina, com a vantagem de reunir um público altamente qualificado. As feiras ocorrem, de maneira simultânea, entre os dias 14 e 17 de agosto, em Joinville (SC).
O evento será palco de lançamentos e reunirá os principais players do segmento. Na Interplast, o visitante encontra as melhores soluções, que vão desde a matéria-prima até máquinas e equipamentos, e na EuroMold, soluções tecnológicas em ferramentais e desenvolvimento de produtos. Outros eventos simultâneos como a Rodada de Negócios, lançamento e abertura de inscrições do Prêmio Embanews e o Congresso de Inovação Tecnológica, ampliam os atrativos e favorecem a consolidação de negócios.
A Interplast 2018 e EuroMold Brasil são realizadas pelo Simpesc (Sindicato da Indústria do Material Plástico de Santa Catarina) e tem o apoio da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico) e Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina).
O evento deve reunir nesta edição, cerca de 500 marcas em 400 estandes, em área de 20 mil m², com expositores de máquinas, equipamentos, transformação, ferramentarias, embalagens, matérias-primas, periféricos, design e serviços. O credenciamento para visitantes já está disponível no site www.interplast.com.br e concentra um número surpreendente de participantes a cada semana.
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ABINFER e SIMPLÁS entregaram a medalha Herói Ferramenteiro no encerramento do 11º Encontro Nacional de Ferramentarias
Alcides Jerônimo Bonezi, Renato Henrique Leonardelli e Salustiano Lino Machado são profissionais que dedicaram suas vidas à produção de ferramentais em Caxias do Sul, RS, um dos três maiores polos da atividade no Brasil, juntamente com Joinville, SC, e São Paulo e Região do ABC Paulista. Durante o 11º Encontro Nacional de Ferramentarias (ENAFER), realizado em Caxias do Sul, em maio deste ano, eles foram homenageados por suas histórias pela Associação Brasileira da Indústria de Ferramentais (ABINFER) e pelo Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (SIMPLÁS), entidades organizadoras do evento.
Os três iniciaram, em épocas distintas, suas atividades na Metalúrgica Abramo Eberle, um dos ícones da indústria metalmecânica de Caxias do Sul e inspiradora de muito dos grandes negócios atualmente localizados na cidade e na região da Serra Gaúcha. Também tiveram especialização em cursos técnicos oferecidos pelo SENAI. Machado e Bonezi estão aposentados, enquanto Leonardelli segue no comando da Cirna, empresa que fundou há 46 anos. Juntos, somam mais de 160 anos dedicados ao segmento metalmecânico, a maioria deles com foco em projetos e produção de ferramentais.
Salustiano Lino Machado
Natural de Maquiné, cidade litorânea do Rio Grande do Sul, Salustiano Lino Machado tem 81 anos. Neto de imigrantes portugueses e italianos, nasceu e cresceu no interior, onde a família desenvolvia atividades agrícolas, como a moagem de milho e trigo e o beneficiamento de arroz. Dos 12 aos 14 anos trabalhou como tropeiro.
Aos 16 anos, depois de concluir o sexto ano, deixou a cidade de origem e foi em busca de oportunidades em Porto Alegre, capital gaúcha. Trabalhou como atendente em posto de gasolina e entregador de gelo em hotéis e residências mais ricas - à época não existiam geladeiras. Em 1955, ele e um cunhado chegaram em Caxias do Sul.
Depois de breve experiência como lenheiro, foi admitido no setor de produção da Metalúrgica Abramo Eberle, à época a mais importante do segmento em Caxias do Sul. Em 1958, foi transferido para a matrizaria, onde permaneceu até 1972. Nestes 14 anos especializou-se nos cursos de matrizes e desenho técnico ministrados pelo SENAI. Também participou de cursos oferecidos pela empresa e realizou estudos por correspondência em eletro, eletrônica, rádio e TV.
Em 1972, assumiu cargo de responsabilidade nas Matrizes Polesso, ajudando-a a tornar-se empresa de referência nacional. Ali participou de vários projetos, como o lançamento do primeiro ar-condicionado nacional, produzido pela Brastemp. Machado recebeu da empresa, onde permaneceu até 1981, a responsabilidade de entregar e testar os moldes para os clientes por todo Brasil. Teve uma segunda passagem pela Polesso no período de 1992 a 1997, atuando no setor de manutenção.
De 1981 a 1997 passou por Acrilys, Jarba e Lenalto. Também empreendeu, sendo sócio da empresa Proequip e abrindo uma loja de discos em Caxias do Sul. Aposentou-se no início dos anos 2000, mas não deixou a ativa. Trabalhou na Ciberplast até 2012 nos setores de moldes e injeção de plásticos. Deixou a atividade por motivos de saúde.
Destaca que a profissão de matrizeiro lhe ofereceu oportunidades de crescimento, conhecimentos e contatos profissionais. Permitiu que fizesse grandes amizades que lhe proporcionaram aprendizados importantes para a vida profissional e pessoal. “Este é o momento de olhar para trás e ver que, com a parceria de colaboradores e amigos, foi possível alcançar o sucesso e que tudo valeu a pena”, afirmou ao tomar conhecimento da premiação.
Machado casou-se duas vezes. Do casamento de 1959, encerrado por divórcio em 1986, nasceram quatro filhos, que lhe deram quatro netos e duas bisnetas. Em 1997, casou-se com Iolanda da Fonseca Branco, com quem teve mais duas filhas. Estas lhe deram mais três netas e uma bisneta.
Alcides Jerônimo Bonezi
Nascido em 12 de fevereiro de 1940, Alcides Jerônimo Bonezi iniciou sua carreira na Metalúrgica Abramo Eberle com apenas 14 anos no setor de produção. Foram seis anos atuando no setor de manutenção até transferir-se para a área de mecânica, onde operou torno e fresa. Ainda passou pela matrizaria, onde ficou até 2001, quando se aposentou. Foram 47 anos dedicados à mesma companhia.
Casado com Dalva de Aguiar Bonezi, pai de Simone e avô de Luiza e Gabriel, o homenageado completou o primeiro grau e realizou cursos no SENAI. Cita, como um dos grandes desafios da maior parte da sua vida profissional, a ausência de tecnologias, como a de eletroerosão a fio e eletroerosão para produção de moldes de mais de um metro. “Tudo era feito manualmente”, recorda.
Renato Henrique Leonardelli
Nascido em Caxias do Sul em 1945, Renato Henrique Leonardelli começou a trabalhar com 17 anos, na Metalúrgica Abramo Eberle, como torneiro mecânico, profissão que desejava quando ainda era estudante do primário na Escola Apolinário Alves dos Santos, em 1958, e no ano seguinte, em curso técnico do SENAI. Após servir o Exército Brasileiro, nos anos de 1964 e 1965, trabalhou como torneiro ferramenteiro nas empresas Dambroz, Nicola Carrocerias e Marcopolo. Tornou-se, em 1969, o primeiro funcionário com carteira assinada na Polesso Matrizaria, onde manteve contato profundo com o plástico, produzindo tampas para bebidas, conta-gotas e cápsulas para garrafões de vinho.
Com a experiência adquirida ao longo dos anos, resolveu empreender, fundando em 1972, em sociedade com Moacir Mezzomo, a Cirna Metal Matrizes. Os primeiros produtos foram moldes para linha automotiva, sinaleiras e peças de tomada de luz. Com poucos equipamentos, a produção era quase toda feita manualmente. A primeira injetora foi adquirida em 1979, mesmo ano em que Leonardelli comprou a parte que cabia ao sócio.
Lembra que, sem as tecnologias atuais, os moldes eram feitos a partir de um piloto, que tinha a função de medir as contrações. “Fazia e refazia até acertar as medidas. Só depois partia para o molde com mais cavidades”, afirma.
O primeiro molde de nylon atendeu pedido da Agrale. Tratava-se de um tampão de rosca do tanque de combustível de 70 mm. “Para aquecer o molde usamos uma resistência”, recorda. Injetada em parceiro terceirizado, a peça ficou perfeita. Só que não! “A cabeça da peça tinha borda de oito milímetros maior que a rosca. No momento de enroscar, a peça caiu no interior do tanque e encolheu de cinco a seis milímetros. Foi o maior fiasco”, relata. Também recorda que todos os moldes com raio e curvas arredondadas eram feitos com chapelona e ajustados até fecharem. “Começava pelo macho, temperava e ajustava na fêmea. Colocava no balancin, prensava e ia torneando até ajustar”, detalha a forma como a operação era feita 40 anos atrás.
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Descoberta das máquinas à vapor e outras evoluções para o setor
A Primeira Revolução Industrial surgiu devido uma revolução comercial que aconteceu na Inglaterra entre os séculos XVII e XIX. A substituição do trabalho artesanal pelo assalariado e invenções contribuíram grandemente para o desenvolvimento do setor industrial. Conhecida também como Indústria 1.0, ela possibilitou a expansão do comércio internacional e o aumento da riqueza, que consequentemente permitiu o financiamento do progresso técnico e a instalação de indústrias.
Até o final do século XVIII a maioria da população vivia no campo e produzia o que consumia de maneira artesanal e o produtor dominava todo o processo produtivo. Neste período, países como França e Inglaterra contavam com a produção de artesanato individual, mas também com a manufatura, que eram grandes oficinas nas quais os artesãos realizavam as tarefas de forma manual, entretanto, eram subordinadas ao proprietário do processo.
A indústria 1.0 chegou a outros países como Bélgica, Holanda, Rússia, Alemanha e Estados Unidos, que aderiram ao novo modelo de produção industrial. A reviravolta neste setor aconteceu devido o descobrimento de carvão como meio de fonte de energia e, a partir disso, desenvolveram de maneira simultânea a máquina a vapor e a locomotiva.
Essas duas invenções elevaram a um novo patamar o transporte de matéria-prima, pessoas e a distribuição de mercadorias. Um dos primeiros ramos industriais a usufruir da máquina a vapor foi a produção têxtil, que antes era desenvolvida de maneira artesanal.
A partir da revolução, o contato entre diferentes culturas foi incentivado, o espaço foi reorganizado e o capitalismo se acelerou. O Estado passou a ser mais participativo, regular crises econômicas e a infraestrutura passou a exigir mais investimentos. Com passar do tempo outros incentivos foram realizados e houveram muitas mudanças significativas, e então deu início à uma nova revolução industrial: a indústria 2.0.
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