PIB Interno deve crescer em 2026, diz nova projeção
A projeção do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) da CNI (Confederação Nacional da Indústria) passou de 1,8% para 2% no país. Enquanto isso, a expectativa de alta na indústria em 2026 foi de 1,1% para 1,6%. Os dados vêm do Informe Conjuntural do 1º Trimestre.
Nesse sentido, os serviços e a agropecuária também tiveram as estimativas revistas, e com isso cresceram em relação às projeções feitas em dezembro de 2025. O serviço foi de 1,9% para 2,1%, já a agropecuária de 0% para 1,1%.
Diante disso, o diretor de Economia da CNI, Mário Sérgio Telles, explica: “Os ajustes das projeções de crescimento da economia se devem especificamente a três fatores. O primeiro é o desempenho mais positivo do que o esperado para a indústria extrativa nos primeiros meses do ano, puxado pela produção de petróleo e de minério de ferro. O segundo é a contínua revisão da previsão para a safra, para a qual se previa queda; e o último fator é um melhor desempenho do setor de serviços.”
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Sendo assim, o desempenho acima do esperado da atividade econômica nos primeiros meses de 2026 também contribuiu para a melhora das expectativas, logo, impactou as projeções. Sob outra perspectiva, a qualidade do crescimento econômico persiste e preocupa, visto o constante desequilíbrio entre consumo e investimento.
Neste caso, Telles analisa: “É o tipo de crescimento que não se sustenta. Se nós não tivermos aumento dos investimentos que gere uma oferta maior no futuro e supra o maior nível de consumo, o ritmo de expansão da economia será comprometido.”
De acordo com a análise da CNI,o consumo das famílias deve subir 2% em 2026, uma alta de 0,7 ponto percentual frente ao ritmo de crescimento do ano passado.
O impulso fiscal, a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e o crescimento da massa salarial devem impulsionar esse avanço. Já os investimentos devem subir 0,6%, ante alta de 2,9% em 2025, refletindo o impacto dos juros elevados e o endividamento das empresas.
A possível queda dos juros
Apesar da perda de ritmo da economia, o mercado de trabalho seguirá aquecido, porém em menor intensidade comparado a 2025. Então, projeta-se uma alta de 1% da população ocupada, com isso, a taxa de desemprego chegaria a 5,2% no fim de 2026.
Do mesmo modo, os núcleos de inflação — que excluem os preços mais voláteis — seguem acima do IPCA “cheio”, há resistência nos preços relacionados aos serviços e piora das expectativas de inflação para 2026 e 2027.
Além disso, a deterioração do ambiente externo e riscos geopolíticos podem impactar os preços por aqui. Nesse cenário, a taxa Selic deve encerrar o ano em 12,75% e não em 12%, como a estimativa anterior. Consequentemente, as concessões de crédito devem crescer 2,2%, alta inferior à de 2025 (3,2%).
Comportamento das exportações e importações
O Brasil deve chegar a um crescimento de 11% no valor das exportações, isto é, US$ 354,3 bilhões. Isso se dá por uma combinação de fatores, a alta no preço das commodities, a melhora do acesso ao mercado norte-americano, advinda de uma queda de parte das tarifas de importação —, e a recuperação da demanda argentina, importante parceiro comercial do país.
As importações, por sua vez, tendem a cair. Haja vista a perdade dinamismo da atividade industrial interna. A CNI projeta queda de 3,2% nas importações, totalizando US$ 281,5 bilhões. Com isso, a balança comercial brasileira deve registrar saldo positivo de US$ 72,8 bilhões.
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ICEI atinge o menor nível desde 2020, revela dados da CNI
O ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial) caiu pela terceira vez consecutiva. De acordo com os dados divulgados pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), em abril, o indicador registrou 45,2 pontos, isto é, 1,4 ponto a menos comparado a março.
Com isso, o Índice registra o menor nível desde junho de 2020, na época os empresários ainda lidavam com os impactos da pandemia do Covid-19.
Sendo assim, está abaixo da linha de 50 pontos, que define confiança e falta de confiança. Pelo 16º mês consecutivo o ICEI demonstra pessimismo persistente entre os empresários da indústria desde do início de 2025.
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Diante disso, Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI contextualiza: “A queda da confiança no ano passado se explica pela desaceleração da demanda por bens industriais, provocada pelas altas taxas de juros, mas o pessimismo vem se agravando em 2026 devido à piora do cenário externo e à pressão de custos por conta da elevação do preço de petróleo.”
Além disso, em abril, os dois componentes do ICEI recuaram. O índice de condições atuais caiu 1,6 ponto, para 40,5 pontos. Dessa forma, o indicador se afastou ainda mais da linha de 50 pontos, sinalizando uma avaliação negativa dos industriais sobre o momento da economia e das próprias empresas piorou em relação a março.
Enquanto isso, o índice de expectativas diminuiu 1,2 ponto, chegando a 47,6 pontos. Portanto, intensifica as expectativas negativas dos empresários em relação ao desempenho da economia e também da própria empresa para os próximos seis meses.
Para a edição de abril de 2026 a CNI conversou com 1.070 empresas, sendo 451 pequenas, 366 médias e 253 grandes. A pesquisa aconteceu entre 1º e 8 de abril.
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Falta de personalização trava adaptação das linhas na indústria
A presença de máquinas com configuração fixa ainda representa um obstáculo relevante para operações que precisam lidar com diferentes tipos de peças e materiais. Sob essa perspectiva, equipamentos com poucos recursos de ajuste reduzem a liberdade produtiva e dificultam mudanças rápidas.
Diante disso, qualquer alteração no processo exige tempo elevado para adaptação. Em vez de ajustes simples, equipes enfrentam intervenções mais complexas, o que impacta diretamente o ritmo das operações.
Por esse motivo, empresas acabam restringindo seu portfólio. A limitação técnica impede a produção de novos itens, mesmo quando há demanda no mercado.
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Ao mesmo tempo, o uso de materiais distintos amplia o desafio. Processos que envolvem compostos específicos exigem configurações adequadas, algo que nem todos os equipamentos conseguem oferecer.
Consequentemente, a produção perde dinamismo e encontra barreiras para acompanhar mudanças constantes nas exigências do mercado.
Frente a esse cenário, máquinas com estrutura modular passam a oferecer maior liberdade de configuração. Esse tipo de solução permite adaptar o equipamento conforme a necessidade, sem exigir mudanças profundas na linha produtiva.
Nesse sentido, sistemas de controle unificados facilitam a operação. A partir de uma interface padronizada, operadores conseguem gerenciar diferentes etapas e integrar periféricos com mais simplicidade.
Assim, aumenta a possibilidade de configurar tamanhos, recursos e acessórios amplia o campo de aplicação das máquinas. Isso permite trabalhar com diferentes materiais e objetivos de moldagem sem grandes interrupções.
Outro ponto importante envolve a integração de processos. Pois quando o sistema centraliza o controle de sequências completas, a produção se torna mais organizada e previsível.
Como resultado, empresas passam a responder com mais rapidez às demandas, ajustando suas operações de forma mais prática e alinhada às necessidades do mercado.
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Equipamentos frágeis elevam custos e impactam operações industriais
Equipamentos com baixa resistência têm impactado diretamente a rotina produtiva, sobretudo em operações que exigem funcionamento contínuo. Nesse sentido, estruturas frágeis tendem a apresentar desgaste acelerado, o que leva a paradas frequentes e necessidade constante de intervenção técnica.
Com isso, empresas passam a lidar com custos mais elevados ao longo do tempo. Em muitos casos, a substituição de componentes ocorre antes do previsto, enquanto equipes precisam interromper atividades para realizar ajustes emergenciais.
Dessa forma, o problema não se limita ao equipamento em si. As falhas estruturais afetam o fluxo de materiais, provocam atrasos e reduzem a previsibilidade das operações. Ainda assim, muitos sistemas seguem em uso sem atender às exigências atuais de resistência mecânica.
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Enquanto isso, ambientes industriais com exposição à umidade, calor e resíduos intensificam o desgaste. Como resultado, estruturas convencionais enfrentam dificuldades para manter estabilidade ao longo do tempo, o que amplia o número de paradas não planejadas.
Como estruturas reforçadas reduzem intervenções
Diante desse cenário, soluções com materiais mais resistentes passam a ganhar espaço. Estruturas em alumínio extrudado, por exemplo, oferecem maior durabilidade e resistência à corrosão, o que reduz impactos causados por condições adversas.
Ao mesmo tempo, componentes reforçados, como capas protetoras em alumínio fundido e suportes em aço com tratamento contra oxidação, prolongam a vida útil dos equipamentos. Assim, a operação mantém maior estabilidade mesmo sob uso contínuo.
Outro ponto relevante envolve o sistema de transporte. Correias em poliuretano com resistência térmica e elementos de fixação adequados contribuem para manter o fluxo de materiais sem interrupções frequentes.
Em seguida, a combinação entre estrutura leve e robusta facilita ajustes no ambiente de trabalho. Rodízios com trava e sapatas niveladoras permitem reposicionamento sem comprometer a estabilidade do equipamento.
Por consequência, a adoção de soluções mais resistentes reduz a necessidade de manutenção recorrente e amplia o tempo de operação contínua, o que impacta diretamente o custo total ao longo do uso.
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Reciclagem de fraldas descartáveis, madeira de plástico e baratas degradam plásticos
Japão testa reciclagem de fraldas e transforma resíduos plásticos em novo produto
Duas cidades no sul do Japão iniciaram testes para reciclar fraldas descartáveis usadas, transformando um dos resíduos mais persistentes em novos produtos de higiene. A iniciativa recebe apoio da Unicharm, uma das principais fabricantes do setor no país.
O tema ganha relevância global, pois famílias nos Estados Unidos descartam mais de 1 trilhão de fraldas por ano, o que posiciona o item entre os mais comuns em aterros sanitários. Como resultado, os componentes plásticos desses materiais podem levar mais de 500 anos para se decompor.
Nesse sentido, as cidades de Shibushi e Osaki, que somam cerca de 40 mil habitantes, já operam um sistema de reciclagem consolidado há cerca de 25 anos. À época, os municípios ampliaram políticas ambientais após identificarem o limite próximo do aterro local. Atualmente, apenas 20% do lixo doméstico segue para descarte comum, enquanto a taxa de reciclagem supera em quatro vezes a média nacional.
Posteriormente, em 2024, as cidades passaram a incluir fraldas usadas no sistema. Após a coleta, equipes realizam limpeza, trituração e separação em plástico, polpa e polímero superabsorvente.
Enquanto isso, a Unicharm adotou um processo com ozônio para branquear, esterilizar e eliminar odores da polpa, ampliando o reaproveitamento. Em seguida, a empresa desenvolve técnicas para reutilizar os demais materiais na fabricação de novas fraldas, com previsão de lançamento até 2028.
Atualmente, os produtos reciclados aparecem em mercados de teste e custam cerca de 10% a mais. Ainda assim, a empresa pretende expandir o programa para 20 municípios na próxima década.
Madeira plástica ganha espaço e muda lógica de custos e durabilidade na construção
A madeira plástica, fabricada a partir de polímeros reciclados como polietileno e polipropileno, amplia presença em aplicações externas e estruturas leves. De acordo com estudos técnicos do SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), o material apresenta alta durabilidade, resiste à umidade e reduz a necessidade de manutenção ao longo do tempo.
Sendo assim, a construção civil intensifica a busca por soluções mais duráveis, especialmente em ambientes urbanos e costeiros. Desse modo, a madeira plástica passa a ocupar espaço em projetos que exigem maior resistência às condições climáticas.
A produção ocorre a partir de resíduos plásticos como PEAD e PP. Em seguida, as indústrias realizam coleta, separação e limpeza desses materiais. Posteriormente, os resíduos passam por trituração, extrusão e moldagem, formando perfis sólidos que imitam a madeira natural.
Diferentemente da madeira convencional, o material não possui fibras orgânicas. Por isso, ele não sofre degradação causada por fungos, umidade ou insetos. Consequentemente, a estrutura mantém suas características por mais tempo.
A composição polimérica impede a absorção de água. Logo, o material não apresenta problemas como apodrecimento, deformação ou proliferação de fungos, comuns na madeira tradicional.
Outro ponto relevante envolve a durabilidade. Em condições adequadas, o material permanece funcional por décadas. Ao passo que a madeira natural exige verniz, tratamento contra pragas e substituições periódicas, a madeira plástica reduz essas intervenções.
Com isso, o material não sofre ataque de cupins, fator recorrente em regiões tropicais. Dessa forma, projetos de médio e longo prazo passam a considerar a alternativa como opção economicamente mais vantajosa.
Barata revela potencial para transformar plástico descartado irregularmente
Pesquisadores identificaram que a barata da espécie Blaptica dubia consegue degradar poliestireno, um dos plásticos mais presentes em descartes irregulares. De acordo com a Environmental Science and Ecotechnology, o inseto elimina cerca de 55% do material ingerido em apenas 42 dias.
Os pesquisadores responsáveis pelo estudo atuam principalmente em instituições como a Harbin Institute of Technology e a Stanford University. Além disso, outras investigações sobre o mesmo tema também indicam colaboração com universidades como a Michigan State University, o que reforça o caráter internacional das pesquisas envolvendo a degradação de plásticos por organismos vivos.
Sob esse viés, o dado chama atenção pelo tipo de transformação envolvida. A barata não se limita a fragmentar o plástico, já que promove alterações químicas que modificam sua estrutura. Assim, o estudo reposiciona o inseto, antes visto como praga urbana, como agente com potencial de aplicação ambiental.
Durante os testes, cientistas observaram mudanças relevantes no material. Entre os efeitos, aparecem a redução das cadeias poliméricas, a oxidação e a quebra de ligações químicas resistentes. Com isso, o plástico passa por um processo que facilita sua transformação em compostos menores.
Na sequência, o organismo da barata conduz um mecanismo integrado. Microrganismos presentes no intestino iniciam a degradação, enquanto o metabolismo do inseto absorve os subprodutos gerados. Dessa maneira, o material deixa de ser apenas resíduo e passa a atuar como fonte de carbono.
Esse ciclo envolve etapas como a quebra inicial por bactérias, a absorção dos compostos e a conversão em energia. Em seguida, o inseto elimina parte dos resíduos já transformados.
Mesmo assim, a pesquisa ainda não indica aplicação imediata em larga escala. Em contrapartida, os resultados abrem novas possibilidades para reduzir o acúmulo de plásticos descartados de forma inadequada, ao explorar soluções baseadas em processos biológicos.
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Fábrica reaproveita sacolas plásticas e cria cadeiras
Uma fábrica apresentada pelo canal Amazing Global Skills transforma sacolas plásticas descartadas em cadeiras resistentes e acessíveis. O processo industrial reaproveita resíduos comuns e os converte em móveis com longa vida útil, o que reduz o volume de descarte e amplia o uso do material no cotidiano.
A produção ocorre por meio de etapas que incluem separação, limpeza, trituração, aquecimento e moldagem. Dessa forma, a fábrica estrutura um fluxo contínuo que transforma o plástico descartado em nova matéria-prima. Como resultado, o processo entrega cadeiras prontas para uso em residências, comércios e áreas externas.
Segundo o Amazing Global Skills, o reaproveitamento começa com triagem rigorosa para direcionar corretamente os resíduos. A partir disso, a produção segue com controle em cada fase, o que mantém o padrão do material reciclado.
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A iniciativa visa reduzir impactos ambientais, pois impede o descarte irregular de sacolas. Ao mesmo tempo que a fábrica amplia o ciclo de uso do plástico e mostra como o reaproveitamento pode gerar produtos úteis.
Nas primeiras etapas, a fábrica inicia a produção com a separação dos resíduos coletados, onde organiza o material e retira impurezas. Nesse sentido, equipes identificam quais matériais seguem para reciclagem e quais não se adequam na produção. A fábrica explica que este processo evita falhas nas etapas seguintes.
Ainda de acordo com o Amazing Global Skills, a triagem rigorosa direciona o plástico para um padrão adequado de transformação. Em seguida, a organização do material permite que a produção avance com mais controle.De modo a alcançar uma base consistente para as próximas fases e conduzir o material reciclável de forma estruturada.
Depois da separação, as sacolas passam por lavagem completa que remove sujeiras, resíduos orgânicos e contaminantes. Dessa maneira, a fábrica evita defeitos no material reciclado e mantém o padrão da produção.
Em seguida, o plástico segue para trituração, etapa que reduz o material em pequenos fragmentos. Os pedaços resultantes assumem formato adequado para as próximas fases. Consequentemente, o material preparado facilita o avanço do processo e permite sua transformação em nova matéria-prima.
O material triturado segue para aquecimento em altas temperaturas, onde ocorre o derretimento completo. E o plástico se transforma em uma massa uniforme pronta para a modelagem.
Em paralelo, a fábrica combina diferentes tipos de plásticos, o que amplia as possibilidades de uso. Conforme explica o Amazing Global Skills, essa etapa define a consistência necessária para aplicação industrial. Portanto, o controle do aquecimento conduz o material até um estado adequado para a fase seguinte.
Injeção transforma material em produto final
Sendo assim, com o material já derretido, a fábrica utiliza moldagem por injeção para formar as cadeiras. Em seguida, o plástico líquido entra em moldes projetados para garantir resistência e conforto.
Após o resfriamento, o material endurece e assume o formato final. Dessa forma, a produção gera cadeiras firmes e prontas para uso em diferentes ambientes. A produção necessita de máquinas modernas que aceleram o ritmo produtivo e permitem fabricação em larga escala, o que torna o produto mais acessível.
A fábrica reduz o volume de sacolas descartadas ao transformar resíduos em cadeiras duráveis. Por consequência, o processo diminui o descarte inadequado em rios, solos e oceanos.
Ainda assim, o uso de material reciclado substitui parte do plástico virgem, o que reduz a exploração de recursos naturais. Com isso, a produção amplia o ciclo de uso do material.
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Faturamento da indústria cresce no início de 2026
Na última quinta-feira, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgou o resultado dos Indicadores Industriais. Segundo o levantamento, o faturamento real da indústria de transformação cresceu 4,9% em fevereiro. O índice também subiu 1,3% em janeiro, agora acumula uma alta de 6,2% comparado a dezembro de 2025.
Apesar disso, ainda não se configura como a retomada de ritmo de crescimento no setor. Quando comparado o período (janeiro e fevereiro) de 2026, com o de 2025, o faturamento industrial caiu 8,5% este ano.
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Nesse sentido, Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, pondera: “Ainda é cedo para apontar uma reversão do quadro negativo visto desde o segundo semestre do ano passado. Os resultados positivos vistos nesse início de ano se explicam mais pela base fraca de comparação do que por uma mudança drástica do cenário de dificuldade que a indústria vem enfrentando.”
Quanto às horas trabalhadas na produção, o levantamento aponta para um crescimento de 0,7%. Do mesmo modo que o faturamento, este indicador também subiu pelo segundo mês consecutivo.
Porém, o recorte positivo recente reverte apenas parte das perdas observadas ao longo da segunda metade de 2025. Em relação a janeiro e fevereiro do ano passado, as horas trabalhadas na produção recuaram 2,7%.
Enquanto isso, a UCI (Utilização da Capacidade Instalada)passou de 77,5% em janeiro para 77,3% em fevereiro, ficando praticamente estável. A UCI média do primeiro bimestre de 2026 é 1,6 ponto percentual inferior à do mesmo período em 2025.
Instabilidade no mercado de trabalho
Já os indicadores referentes ao mercado de trabalho industrial continuam na mesma posição de fevereiro. O emprego variou –0,1% em relação a janeiro e acumula queda de 0,4% nos dois primeiros meses de 2026 frente ao mesmo período do ano passado.
A massa salarial e o rendimento médio pago aos trabalhadores da indústria também não mudaram. O primeiro segue em patamar elevado, depois de registrar resultados positivos no segundo semestre de 2025. No primeiro bimestre deste ano, a massa salarial acumula alta de 0,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Enquanto o rendimento médio cresceu 1,4% na mesma base de comparação.
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Custo das embalagens plásticas sobe 60% no Brasil (
A alta de 60% no custo das embalagens plásticas passou a pressionar a inflação no Brasil e acendeu alerta em diferentes setores da economia. O movimento ocorre em meio à guerra no Irã e à crise no Estreito de Ormuz, que elevaram o preço do petróleo e afetaram diretamente as resinas. O impacto já aparece em produtos de consumo cotidiano e tende a se ampliar nos próximos meses.
Tendo em vista que o plástico está presente em diversas etapas da cadeia produtiva. Ele envolve transporte, armazenagem e exposição de mercadorias. Por isso, qualquer aumento relevante tende a alcançar diferentes setores ao mesmo tempo.
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Com isso, empresas começam a lidar com custos maiores em operações básicas. Parte desse aumento chega ao consumidor final. O efeito aparece de forma mais espalhada, sem se concentrar em um único grupo de produtos.
Assim, a inflação ganha um componente mais amplo. O consumidor sente o impacto em itens comuns, muitas vezes sem perceber a origem do aumento
Instabilidade externa afeta preços
O aumento do preço das embalagens plásticas tem ligação direta com o petróleo. A matéria-prima das resinas deriva desse insumo, o que torna o setor sensível a oscilações internacionais.
A crise no Estreito de Ormuz elevou o preço do barril e manteve o mercado em alerta. A região concentra parte relevante do fluxo global de petróleo. Qualquer instabilidade provoca reação imediata nos preços.
Dessa forma, o custo das resinas sobe rapidamente. Fabricantes de embalagens repassam esse aumento ao longo da cadeia. O impacto não fica restrito aos combustíveis.
Enquanto o cenário externo permanece instável, o custo do plástico segue pressionado. Isso amplia o efeito sobre diferentes produtos e serviços. A estrutura de fornecimento no Brasil limita a reação do setor. A produção de resinas de polietileno apresenta forte concentração e não atende toda a demanda interna.
O país depende de importações para cerca de 35% do consumo. Esse fator aumenta a exposição a custos internacionais e variações no frete. Em momentos de instabilidade, o impacto se intensifica. Logo, empresas enfrentam dificuldades para compensar aumentos ou buscar alternativas no mercado.
Com isso, o custo das embalagens sobe com mais força. Esse movimento se espalha pela cadeia e reforça a pressão sobre preços.
Setor enfrenta custos mais altos
O direito antidumping sobre resinas importadas dos Estados Unidos e do Canadá também influencia os custos. A medida busca proteger produtores locais, mas ganhou outro efeito no cenário atual.
A sobretaxa, por sua vez, reduz alternativas de compra no exterior. Isso ocorre em um momento de alta global de preços. Sendo assim, com menos opções, as empresas dependem mais do mercado interno. Essa condição aumenta a exposição a oscilações de preço.
Dessa maneira, o custo das embalagens segue pressionado. O setor perde margem para negociar e conter aumentos.
O avanço do custo das embalagens reposiciona o plástico na economia. O insumo passa a influenciar diretamente a formação de preços. Isso porque, ele está presente em supermercados, bebidas e transporte de mercadorias. Esse alcance amplia o impacto no consumo.
Enquanto o petróleo permanece elevado, o custo das resinas segue pressionado. Empresas encontram dificuldade para absorver aumentos. De modo que, o risco inflacionário permanece no radar. O plástico se consolida como um novo fator de pressão sobre o bolso da população.
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Produção industrial cresce 0,9% em fevereiro e amplia recuperação em 2026
A produção industrial brasileira avançou 0,9% na passagem de janeiro para fevereiro, marcando o segundo resultado positivo consecutivo no ano. Com isso, o setor acumula expansão de 3% em 2026.
Apesar do avanço, o nível de produção permanece 14,1% abaixo do pico registrado em maio de 2011; ainda assim, já supera em 3,2% o patamar observado antes da pandemia, em fevereiro de 2020. Os dados fazem parte da PIM (Pesquisa Industrial Mensal), divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Segundo o gerente da pesquisa, André Macedo, a indústria mostra recuperação após perdas registradas no fim de 2025. Nesse sentido, ele explica que janeiro marcou a retomada da produção após paralisações e férias coletivas, enquanto fevereiro apresentou crescimento mais consistente.
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De acordo com o pesquisador, “enquanto janeiro foi caracterizado pela retomada da produção, após um dezembro marcado pela maior frequência de férias coletivas e paralisações técnicas, fevereiro se destaca pelo avanço da produção, possivelmente associado a um processo de recomposição de estoques em diferentes setores industriais”.
Ao mesmo tempo, o crescimento alcançou as quatro grandes categorias econômicas e 16 dos 25 ramos analisados. Entre os destaques, o setor de veículos automotores, reboques e carrocerias cresceu 6,6%, enquanto a produção de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis avançou 2,5%.
Conforme detalha Macedo, “nesses setores, as principais pressões positivas vêm de automóveis e autopeças, na indústria automobilística, e derivados do petróleo e álcool etílico”.
Em seguida, o IBGE aponta que o setor automotivo acumula alta de 14,1% no bimestre, revertendo perdas recentes. Do mesmo modo, a produção de derivados do petróleo registra crescimento de 9,9% em três meses consecutivos.
Por outro lado, algumas atividades apresentaram queda. A produção de farmoquímicos e farmacêuticos recuou 5,5%, intensificando o resultado negativo anterior.
Segundo Macedo, “na indústria farmacêutica, caracterizada pela maior volatilidade de seus resultados, observa-se o segundo mês consecutivo de queda, influenciado, em grande medida, pela elevada base de comparação”.
Por fim, os setores de produtos químicos (-1,3%) e metalurgia (-1,7%) também registraram retração no período.
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Cientistas transformam plástico em medicamento para Parkinson em estudo inédito
A revista científica Nature Sustainability divulgou que um grupo de pesquisadores da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, alcançou um feito científico ao transformar resíduos plásticos no medicamento mais utilizado para a doença de Parkinson. O estudo de prova de conceito utilizou bactérias geneticamente modificadas para converter o politereftalato de etileno (PET) em levodopa.
Para isso, os cientistas alteraram a bactéria Escherichia coli e permitiram que ela convertesse um monômero do PET por meio de uma sequência de reações biológicas. Dessa forma, a equipe atingiu uma taxa de conversão de 84% e um rendimento de 5 g/L, volume que corresponde a várias doses do medicamento em estágios iniciais.
Diante disso, o pesquisador Dr. Stephen Wallace, destaca: "Há algo na estrutura da levodopa que se assemelha muito à estrutura dos resíduos plásticos", explicou ele ao Medscape. "Esta última tem uma espécie de semelhança química com o fármaco — o suficiente para nos fazer pensar que o aproveitamento seria possível".
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Atualmente, a produção global de levodopa atinge cerca de 250 toneladas por ano e utiliza rotas químicas baseadas em matérias-primas petroquímicas. Em contrapartida, esses processos exigem grande consumo de energia e elevadas emissões de carbono.
Sob essa perspectiva, dados indicam que o setor farmacêutico gerou uma pegada de carbono 55% superior à do setor automotivo em 2019. Enquanto isso, a demanda pelo medicamento tende a crescer com o envelhecimento da população global e o aumento dos casos de Parkinson.
De modo semelhante, o volume anual de PET produzido no mundo chega a 56 milhões de toneladas, sendo que grande parte se torna resíduo após um único uso. Por isso, o reaproveitamento desse material em aplicações farmacêuticas surge como alternativa relevante.
Nesse sentido, ele explica: "O resíduo plástico é frequentemente visto como um problema ambiental, mas também representa uma vasta fonte inexplorada de carbono", afirmou em um comunicado o Dr. Stephen. "Ao utilizarmos a engenharia biológica para transformar o plástico em um medicamento essencial, demonstramos que resíduos sólidos podem ser reimaginados como recursos valiosos que promovem a saúde humana".
Processo biológico e desafios futuros
A equipe utilizou biologia sintética para inserir genes de diferentes microrganismos na Escherichia coli, criando uma rota metabólica inédita. Assim, genes da Comamonas sp. converteram o ácido tereftálico em um intermediário químico; em seguida, genes da Klebsiella pneumoniae transformaram essa substância em catecol; posteriormente, um gene do Fusobacterium nucleatum completou o processo ao gerar levodopa.
Como resultado, a bactéria modificada executou todas as etapas em cerca de 27 horas. O Dr. Stephen comparou o método à produção de cerveja e afirmou que "a bactéria não consome mais açúcar para produzir álcool; ela utiliza garrafas plásticas desconstruídas e as transforma em levodopa para a doença de Parkinson".
Apesar dos avanços, os pesquisadores ainda precisam validar a ausência de contaminantes e ampliar os testes em escala maior. Em síntese, o próprio Dr. Stephen ressaltou: “É importante enfatizar que esta é uma descoberta em estágio bastante inicial, e não estamos descrevendo, de forma alguma, um processo de fabricação”.
De garrafas plásticas ao alvo terapêutico
Os pesquisadores testaram três tipos de fontes de resíduos de PET: uma garrafa plástica pós-consumo descartada em Edimburgo; folhas de estampagem a quente industriais de um fabricante parceiro; e um filme de embalagem de PET despolimerizado enzimaticamente. Assim, todas as fontes produziram levodopa, embora a garrafa tenha apresentado taxas de conversão menores, atribuídas a plastificantes residuais presentes em plásticos de menor qualidade.
Em seguida, os cientistas observaram que esses aditivos químicos, usados para aumentar flexibilidade e durabilidade, interferem diretamente no processo. Pois apresentam toxicidade para as bactérias e reduzem a eficiência da conversão. Além disso, levantam preocupações relacionadas à saúde.
Apesar dos avanços, ainda resta um trabalho significativo antes que o processo possa contribuir para as cadeias de suprimentos farmacêuticos. “Acredito que o principal obstáculo que enfrentamos agora é a escalabilidade”, disse o Dr. Stephen. “Levar o processo de onde está atualmente, em um pequeno tubo em um laboratório de pesquisa, para um biorreator em escala industrial. No qual estaremos de fato fabricando quantidades industriais disso, não é uma tarefa fácil”.
Os próximos passos
Ainda assim, ele destacou experiências anteriores de ampliação em biorreatores para processos semelhantes. Dessa maneira, a equipe já garantiu financiamento e trabalha com parceiros do setor farmacêutico para avançar nas próximas etapas.
Posteriormente, os pesquisadores precisarão confirmar a ausência de plastificantes e outros contaminantes no produto final, integrar os genes biossintéticos ao genoma bacteriano e conduzir avaliações técnicas e de ciclo de vida.
O Dr. Stephen enfatizou que o medicamento resultante não conteria microplásticos. “Nós desconstruímos o material plástico antes de fornecê-lo às bactérias. Portanto, não há plástico nesse processo”, afirmou ele. “Além disso, o fármaco produzido teria que passar pelos mesmos tipos de procedimentos analíticos e regulatórios que qualquer outro produto farmacêutico.”
Por último, ele ressaltou a fase inicial do trabalho. “É importante enfatizar que esta é uma descoberta em estágio bastante inicial, e não estamos descrevendo, de forma alguma, um processo de fabricação”, concluiu ele.
O estudo recebeu financiamento da UK Research and Innovation e do Industrial Biotechnology Innovation Centre. Enquanto o Dr. Stephen Wallace informou não possuir conflitos de interesse financeiros relevantes.
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