O medo de inovar pode manter os objetos decorativos de plástico monocromáticos?
Itens que decoram salas de estar, cozinhas, quartos e outros ambientes são fabricados visando durabilidade e resistência, tornando-se fatores ainda mais exigentes a depender do local em que se encontram. O plástico segue sendo uma das principais matérias-primas para fabricação desses objetos, mas a busca por estética diferenciada ainda esbarra na falta de alternativas práticas para fugir da monocromia.
Facilmente encontrado e versátil, o plástico é inserido em diversos de objetos decorativos, incluindo vasos, quadros, luminárias, entre outros. O material permanece sendo requisitado porque amplia a possibilidade de criar quando se desvia de padrões simples.
No entanto, para muitos da indústria de decoração, inovar parece exigir uma reavaliação de processos que muitas indústrias e fabricantes não conseguem lidar, pois significaria alterá-lo. Tendo isso em vista, imagina-se que qualquer tentativa de inovação na criação desses plásticos para decoração, como novos padrões ou efeitos visuais, irão impactar a produtividade da indústria.
É comum que equipes imaginem uma lista de mudanças inevitáveis. Entre coisas como: ajustar temperatura, alterar tempo de ciclo, trocar moldes, recalibrar máquinas ou até parar a linha para testes. Na prática, essa percepção cria um bloqueio: a empresa prefere manter tudo igual a arriscar falhas, refugo ou atrasos.
Uma cor nova com texturas, por exemplo, que diferencie uma bandeja ou um organizador parece exigir o mesmo esforço de uma reformulação completa do processo. Porém, no dia a dia pode parecer inviável em uma operação que trabalha com alta demanda e baixa margem para interrupção.
Outro obstáculo recorrente está na ideia de que o investimento financeiro necessário para testar novas matérias-primas ou tecnologias de acabamento das peças decorativas será exorbitante. Para muitos fabricantes, qualquer mudança estética acaba se traduzindo em custos adicionais: novos pigmentos especiais, aditivos diferenciados, consultorias técnicas, lotes mínimos elevados ou até adaptações na matéria-prima-base.
Objetos decorativos feitos de plástico devem continuar sempre iguais?
Isso acontece porque muitas indústrias acreditam que inovar visualmente significa gastar mais em insumos. Bem como recalcular estoque, negociar novos fornecedores ou enfrentar perdas iniciais durante a fase de testes.
Apesar disso, manter a estética imutável e a monocromia nos objetos decorativos, perante a competitividade, a perda se mostra maior. Afinal, os produtos permanecem simples e sem diferenciação no mercado. Conhecer as necessidades do setor e a proposta de sua marca guia decisões estratégicas para o crescimento da indústria. Ainda que a proposta seja criar objetos decorativos monocromáticos, há possibilidade de inovar dentro de cada proposta.
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Série sobre plástico, plástico na indústria da construção e despolimerização do PET
Série educativa da ABIMAQ reforça a importância do plástico na sociedade
Visando desmistificar o plástico, combater desinformação e a reforçar a importância do material, a CSMAIP (Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para a Indústria do Plástico) da ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamento), lançou a série educativa “Plastificando”. E desse modo conscientizar a sociedade sobre o uso responsável e sustentável do plástico.
A série conta com 13 episódios e conteúdos de leitura, em que aborda história do plástico, os tipos de material e suas aplicações, assim como os processos de transformação e reciclagem.
Além disso, a série Plastificando trata dos equipamentos médicos essenciais, e ainda, ressalta como as embalagens garantem segurança alimentar. Um dos exemplos principais do plástico como elemento vital é na saúde, economia e qualidade de vida.
Diante disso, Amilton Mainard, presidente da CSMAIP/ABIMAQ, destaca: “O problema não é o plástico em si, que é uma solução, mas sim o que é feito com ele após a utilização. A série ‘Plastificando’ demonstra que não existem vilões, e sim a necessidade de educação para o descarte correto. O plástico é um material que revolucionou e continua a transformar profundamente nossas vidas”.
A iniciativa democratiza o conhecimento, aproxima o público da rotina industrial e incentiva uma relação mais responsável com esse material tão presente no cotidiano. Os episódios estão disponíveis gratuitamente no YouTube oficial da ABIMAQ.
Argentina dá passo sustentável e fabrica materiais de construção com plásticos reciclados
Na Argentina a indústria da construção encontrou um novo recurso para as obras, unindo sustentabilidade à inovação, mas sem perder a eficiência. Utilizando plástico reciclado, o setor dá mais um passo para a economia circular e fabrica de modo menos impactante ao meio ambiente.
O plástico reciclado tornou-se o protagonista porque combina ecodesign, rastreabilidade e alto desempenho técnico. Sendo assim, a tecnologia industrial junto aos processos de recuperação se transformam em produtos que cumprem com altos padrões de qualidade e durabilidade.
Nesse sentido, o material segue para aplicações como a estrutura, isolamento e infraestrutura. Desse modo, na prática, aparecem em tijolos, telhas, madeiras plásticas, painéis e isolantes. Assim como em tubulações, telhados e revestimentos.
Além de sua contribuição sustentável, o plástico sustentável na construção também se destaca por sua resistência, baixa manutenção e excelente desempenho térmico e hídrico, fatores essenciais para a eficiência energética das edificações. Em termos quantitativos, a construção de uma casa de 60m² pode contar com 4,5 toneladas de plástico recuperado.
Ainda, a tendência conta com certificação que garante confiabilidade. Na Argentina existe o INTI-Ecoplas de conteúdo reciclado, que verifica o percentual de conteúdo reciclado em cada produto, e para isso possui um selo e um QR Code.
Novo método de despolimerização do plástico PET
Cientistas japoneses desenvolveram uma técnica para despolimerizar o PET, tendo em vista a ampla aplicação desse material como em garrafas, têxteis, carpetes, cortinas, entre muitos outros produtos. Na Universidade Metropolitana de Tóquio, no Japão, Youshu Jiang e a sua equipe, criaram um método simples, sem recurso a ácidos ou bases, para a reciclagem química de garrafas PET e resíduos têxteis através da despolimerização com álcool.
O processo manteve um rendimento entre 99,7% e 99,9% de recuperação, inclusive quando operou em uma escala maior.
Além disso, o sistema emprega um catalisador à base de ferro que gera exclusivamente os diésteres correspondentes do ácido tereftálico, como tereftalato de DMT (dimetila), DET (tereftalato de dietila) e tereftalato de bis (hidroxietil) e (BHET), entre outros. Por fim, a adição de uma quantidade mínima de amina elevou a atividade catalítica sem comprometer a seletividade.
O sistema utiliza cloreto de ferro III (FeCl₃), um insumo barato e acessível, que apresentou excelente desempenho na faixa de 120 °C a 180 °C. Na prática, o método também possibilita a despolimerização seletiva do PET em misturas que contêm algodão e outros plásticos. Como resultado, a técnica amplia a capacidade de processamento sem comprometer a qualidade.
Segundo os pesquisadores, a técnica de reciclagem química aplicada de forma exclusiva ao PET derivado de resíduos plásticos abre um caminho promissor para fortalecer a economia circular.
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Produtos do dia a dia que só existem graças às injetoras
Do momento em que você acorda até a hora de dormir, dezenas de itens passam pela sua mãe, e a maioria deles existe por causa de uma tecnologia que permanece quase invisível para o público geral: a injeção plástica. As máquinas injetoras são responsáveis por transformar resinas em produtos essenciais, moldando com precisão aquilo que acompanha a rotina de milhões de pessoas.
Elas aparecem nas embalagens de shampoo e detergente, nos potes de alimentos, nas tampas de refrigerante, nos botões da geladeira, nas carcaças de controles remotos e até nos dispositivos que garantem segurança elétrica dentro de casa.
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Dessa forma, da cozinha ao banheiro, da sala ao carro, praticamente todos os ambientes contam com ao menos um item produzido por injeção.
Essa abrangência de materiais acontece devido a qualidade, repetibilidade e escalabilidade, fatores que permitem fabricar grandes volumes com custo acessível. Por essa razão, marcas de alimentos, cosméticos, eletrônicos e utilidades domésticas dependem diretamente dessa tecnologia para manter padrões e entregar produtos confiáveis.
A injeção plástica dá forma a objetos comuns e, ao mesmo tempo, inovação em setores como saúde, mobilidade, construção civil e eletroeletrônicos. Sendo assim, sempre que um novo design, uma embalagem mais segura ou uma peça técnica mais eficiente chega ao mercado, há grande chance de uma injetora estar por trás dessa evolução.
Enquanto isso, em cenários de avanços constantes, as injetoras modernas ampliam seu papel. Elas operam com mais velocidade, inteligência e sustentabilidade, enquanto elevam a precisão dos processos. Como resultado, o consumidor recebe produtos mais duráveis, eficientes e com impacto ambiental reduzido, mesmo que o processo continue acontecendo apenas dentro das fábricas.
Descubras alguns dos produtos que passaram por injeção:
Cabides
Carregadores de celulares
Capas e terminais de cabos USB
Armações de óculos
Presilhas internas e apoios de porta-objetos automotivos
Embalagens de cosméticos, etc
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Faltam poucos dias para o Workshop de Manutenção da Escola LF
No próximo dia 05 de dezembro, a Escola LF promove o Workshop de Manutenção, em sua sede em São Paulo. O evento inicia às 10h e segue até às 20h, com o dia repleto de trocas, networking, palestras, bem como momentos de confraternização com churrasco, chopp e música ao vivo.
Com um firme compromisso com o setor, a Escola LF segue incentivando qualificação técnica e aprimoramento contínuo. Nesse sentido, o evento reúne teoria e prática em um formato dinâmico.
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As palestras ocorrem em blocos de 30 minutos e oferecem conteúdos práticos e diretos, conduzidos por profissionais que vivenciam o cotidiano da indústria plástica. Enquanto isso, a área de exposição reúne empresas do setor que exibem produtos, serviços e lançamentos. Logo, também impulsiona o networking entre especialistas, empresários, estudantes, fornecedores e gestores.
O Workshop recebe pessoas em busca de recolocação profissional, além disso, também curiosos e entusiastas do segmento. Dessa forma, atrai um público amplo que vai desde operadores e preparadores de máquinas até líderes, encarregados, gerentes, engenheiros, mecânicos de manutenção e ferramenteiros.
Dessa forma, o evento ainda abrange empreendedores e empresários de pequenas e médias empresas. Assim como profissionais da área comercial, incluindo vendedores de resinas, máquinas e equipamentos.
Confira a lista de empresas palestrantes confirmadas, em ordem alfabética:
3DWF – Confiabilidade na manutenção com ferramentas e processos de monitoramento;
Bardahl – Lubrificante correto: O que você precisa saber para máxima confiabilidade
Braseal – Vedações de alto desempenho;
Casafer – Soluções em equipamentos de limpeza;
CTF: Meta zero de descarte de óleos — A estratégia industrial que gera lucro imediato
Eudrix – 20 anos de experiência prática no Brasil com injeção, extrusão e sopro;
Huntech Automação: Confiabilidade na Automação: da Manutenção ao Retrofit;
Star Seiki Brasil – Cuidados básicos de manutenção de robôs para máquinas injetoras;
Stäubli – Otimização do processo de parada para manutenção;
Tecnoserv – Principais problemas que podem ocorrer com sistemas de câmara quente em moldes de injeção de termoplásticos/Manutenção preventiva em sistemas de câmara quente;
Tsong Cherng – Manutenção preventiva e corretiva de injetoras;
Sobre o Workshop de Manutenção da Escola LF e mais informações
Vale lembrar que as vagas são limitadas e podem encerrar antes da data. Garanta sua vaga agora mesmo e faça parte desse evento que conecta profissionais e empresas do setor plástico.
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Empresas palestrantes do Workshop de Manutenção 2025 da Escola LF – Parte 2
No dia 05 de dezembro a escola reunirá profissionais e empresas do setor plástico para um dia inteiro de palestras e confraternização. O evento acontece na sede da Escola LF, em São Paulo, a partir das 10h.
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Sendo assim, confira abaixo a segunda e última parte da matéria sobre as empresas e seus palestrantes. Descubra abaixo detalhes sobre mais cinco palestras e empresas que estarão no Workshop de Manutenção.
Casafer apresenta palestra sobre soluções essenciais para limpeza de moldes
A Casafer (A Casa do Ferramenteiro) leva ao Workshop de Manutenção da Escola LF, a palestra “Soluções em equipamentos de limpeza”, apresentada pelo Gerente Técnico da empresa, Henrique Wagner.
Com expertise e experiência no mercado, a Casafer se destaca por disponibilizar uma vasta linha de produtos para indústria de transformação, injeção de plásticos e alumínio e estamparia. Diante disso, Wagner mostrará como os equipamentos para auxiliar a limpeza de moldes nas indústrias do plástico.
Stäubli mostra como reduzir o tempo de parada com troca rápida de moldes
Para o dia 05 de dezembro a Escola LF também receberá Stäubli, líder mundial em automação industrial e tecnologia robótica. Portanto, prepara a palestra “Equipamentos que otimizam o processo de troca rápida de moldes que propiciam redução do tempo de parada para manutenção”.
O Coordenador de Desenvolvimento de Negócios, Genivaldo Batista, também responsável pela apresentação, será o responsável pela apresentação e trará uma visão prática sobre o uso das soluções de troca rápida de moldes (QMC).
Assim, destacando como a tecnologia da Stäubli contribui para aumentar a eficiência produtiva e reduzir custos operacionais. Além disso, o palestrante abordará a importância da automação e da qualificação técnica dos profissionais como fatores decisivos para o avanço da indústria moderna.
Star Seiki Brasil aborda cuidados essenciais para robôs em máquinas injetoras durante Workshop
Da mesma forma, a Star Seiki Brasil é subsidiária da Star Seiki Co. do Japão, participa do Workshop de Manutenção da Escola LF. Parceiras de longa data, a empresa tem como objetivo levar informações acerca de robôs na indústria do plástico. Nesse sentido, tem como tema da palestra: “Cuidados básicos de manutenção de robôs para máquinas injetoras", ministrada por Márcio Morioka, Gerente Geral, e Leonardo Dias, Assistente Técnico.
Em detalhes, Morioka revela: “Neste evento falaremos um pouco sobre os cuidados básicos de modo a prolongar a vida útil de algumas partes essenciais para o bom funcionamento de robôs para máquinas injetoras.”
A Star Seiki Brasil representa a líder mundial no desenvolvimento de robôs para máquinas injetoras e peças especiais para montagem de garras de manipulação de peças. Ainda sobre a relação com a organizadora do evento, a Star Seiki Brasil relembra que junto a Escola LF desenvolveram o primeiro curso operacional de robôs para máquinas injetoras no Brasil.
Tecnoserv destaca soluções completas para sistemas de câmara quente no evento da Escola LF
A programação do evento também contará com a presença da Tecnoserv, que trará a palestra “Principais problemas que podem ocorrer com sistemas de Câmara quente em moldes de injeção de Termoplásticos Manutenção Corretiva e Preventiva em Sistemas de Câmara Quente”.
Com ampla experiência no setor, a Tecnoserv oferece ao mercado uma linha completa de porta-moldes padronizados e especiais com usinagem completa, além de sistemas de câmara quente para todos os tipos de polímeros e cargas.
Assim como controladores de temperatura, controladores sequenciais para sistemas valvulados e acessórios para moldes. Com isso, consolidando-se como referência em tecnologia e desempenho industrial.
Sendo assim, Wilson R. M. Teixeira, Diretor Técnico da empresa, conduzirá a apresentação, explicando as principais causas de falhas em sistemas de câmara quente e as melhores estratégias para preveni-las e solucioná-las com eficiência.
Tsong Cherng mostra como prolongar a vida útil das máquinas no Workshop de Manutenção 2025
O engenheiro Carlos Cazuo Ushino, da Tsong Cherng, participará do evento com a palestra “Manutenção de injetoras”. A ministração abordará a importância da manutenção preventiva e corretiva para o bom desempenho das máquinas injetoras de plásticos, além de peças, acessórios e moldes de pré-forma PET.
Durante sua apresentação, ele destacará como práticas adequadas de manutenção aumentam a produtividade e prolongam a vida útil dos equipamentos. Com isso, assegurando maior eficiência nos processos industriais.
A Tsong Cherng mantém uma parceria com a Escola LF, que conta com uma injetora educativa instalada para o aprendizado dos alunos. Além disso, todos os clientes que adquirem uma injetora recebem um curso gratuito de operador na instituição. Assim, reforçando o compromisso da empresa com a qualificação técnica e o desenvolvimento profissional.
Sobre o Workshop de Manutenção da Escola LF e mais informações
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A pouca flexibilidade do PVC na produção industrial
Trabalhar com peças plásticas exige matérias-primas de boa resistência mecânica, estabilidade dimensional e durabilidade. Por isso, a baixa flexibilidade no PVC microexpandido representa um dos desafios mais críticos para a indústria.
Em termos de aplicabilidade, a rigidez excessiva reduz a sua habilidade natural de absorver impactos, vibrações e pequenas deformações que ocorrem tanto durante o processo de fabricação quanto no uso final do produto.
Consequentemente, o material passa a registrar um número muito maior de quebras, fissuras e danos estruturais durante etapas comuns da rotina produtiva. Na prática, isso aparece de diversas formas:
Peças que trincam ainda na extração da ferramenta;
Bordas que quebram durante o corte ou acabamento;
Áreas finas que não resistem ao desmolde e componentes que racham simplesmente ao serem manuseados para inspeção.
Peças que deveriam suportar pressões mínimas, como simples flexões manuais, pequenos impactos de transporte interno ou até mesmo a vibração das esteiras, começam a falhar antes do previsto.
Em muitos casos, a equipe percebe que a peça chega visualmente perfeita à etapa final, mas quebra no teste de encaixe, na dobra leve ou no empilhamento, gerando retrabalho imediato.
Essas quebras prematuras aumentam o volume de refugo e obrigam os operadores a repetir processos inteiros: reaquecer material, ajustar temperatura de fusão, reduzir velocidade de extrusão. Bem como revisar parâmetros de expansão ou, em situações mais graves, parar a máquina para troca de matrizes ou limpeza da rosca. Cada uma dessas ações eleva significativamente o tempo de ciclo e reduz o ritmo natural de produção.
O que está por trás das linhas de produção paradas?
Em ambientes industriais, esse tipo de falha não afeta apenas a qualidade final do produto: ele compromete toda a operação. Isso porque quando muitas peças quebram consecutivamente, a equipe precisa interromper a linha com mais frequência, rever parâmetros. Do mesmo modo testar novas combinações e realizar ajustes que poderiam ser evitados.
Logo, gera atrasos nas entregas, aumento no consumo de energia, desgaste prematuro de máquinas e maior pressão sobre os prazos de produção.
No fim, o problema deixa de ser apenas técnico e passa a ser financeiro, já que cada quebra representa desperdício de matéria-prima, perda de tempo e redução da produtividade real da fábrica.
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Arburg torna moldagem por injeção mais sustentável com nova solução: as máquinas injetoras elétricas Allrounder Trend
Em outubro o mercado nacional e internacional conheceu a nova geração de máquinas elétricas da Arburg, as Allrounder Trend. Mais do que redefinir o conceito de eficiência, esta novidade da empresa amplia a produtividade no setor plástico enquanto mantém a produção sustentável.
Tendo em vista que a sustentabilidade se tornou mais do que um diferencial e se tornou uma exigência, a Arburg alinha tecnologia e produtividade. O primeiro sinal de responsabilidade ambiental das máquinas Allrounder Trend está na sua configuração ágil e operação simplificada, graças à redução do tempo de setup e do consumo de recursos nos ciclos produtivos.
Leia mais:
Aumentando a capacidade de gerar produtos e processos mais sustentáveis na produção industrial padrão, a Arburg apresenta três máquinas. Assim, atende a diferentes demandas do setor, trazendo responsabilidade ambiental igualmente.
Para isso, a empresa associa conectores eletrônicos de alta qualidade, moldagem automatizada de silicone líquido (LSR) e processa plásticos reciclados com desempenho consistente. Juntas, essas soluções mostram que é possível unir produtividade industrial à redução de impacto ambiental.
Allrounder Trend promove um ciclo produtivo sustentável
Para este desenvolvimento a Arburg priorizou performance e sustentabilidade. Por isso, a aplicação das máquinas no processo de moldagem acontece com o uso racional dos recursos.
Na produção de conectores eletrônicos, por exemplo, a Allrounder 1000 e Trend utilizam um ejetor servoelétrico sincronizado com o movimento do molde. Essa integração garante moldagens uniformes e descarte controlado das peças, evitando perdas de material e promovendo um fluxo contínuo de trabalho.
Desse modo, cada ciclo se torna mais limpo e com menor desperdício, contribuindo para uma manufatura mais responsável.
Já na fabricação automatizada de válvulas de diafragma em silicone líquido (LSR), a Allrounder 1800 e Trend trabalha em conjunto com um robô linear Multilift Select 16. O sistema retira de acordo com cada cavidade do molde de 64 cavidades, assegurando que o processo ocorra com precisão e sem necessidade de retrabalho.
Assim, a automação eleva a produtividade enquanto reduz o consumo de energia e o uso de insumos, reforçando a ideia de um ciclo produtivo mais limpo e racional.
Por fim, a terceira máquina atua como símbolo do reaproveitamento de resíduos plásticos. Equipada com a função “aXw Control RecyclatePilot” no Gestica lite, ela transforma redes de pesca usadas em modelos de golfinhos, demonstrando como o upcycling pode gerar novos produtos com valor agregado.
Com isso, a Arburg mostra que sustentabilidade e produção industrial caminham juntas quando cada etapa é pensada para reduzir desperdícios e dar novos propósitos aos materiais.
Um novo padrão de responsabilidade industrial
A Arburg transforma a moldagem por injeção em um processo alinhado às exigências ambientais e econômicas da indústria.
A Allrounder Trend simboliza essa evolução: combina baixo consumo, alta confiabilidade e design inteligente em uma plataforma que favorece a produção consciente. Cada peça moldada carrega precisão técnica, e o compromisso da Arburg com um futuro produtivo mais sustentável.
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Despadronização do PET reciclado pode comprometer desempenho
Da triagem à transformação final, a separação incorreta de PET transparentes e PET verde provoca dificuldades que impactam até o uso do produto reciclado. Isso acontece porque quando dois materiais se misturam, o lote passa a apresentar variações de cor que comprometem a qualidade visual.
Sendo assim, flakes que deveriam manter um padrão de transparência ganham tonalidades irregulares, o que gera desconfiança entre compradores que dependem de um material com aparência uniforme.
Como consequência da mistura, o material perde o valor agregado, pois se questiona a pureza do lote, e exige preços abaixo do comum. Assim, se recorre a PET’s reciclados de maior previsibilidade.
Em termos de produção, a mistura dos dois tipos de PET interfere também na organização da triagem. Afinal, materiais que chegam fora do padrão permanecem estocados por períodos maiores, ocupando espaço que deveria receber novos materiais. Esse acúmulo cria um fluxo mais lento de entrada e saída, pressionando o planejamento interno e atrasando etapas seguintes do processo.
Além disso, clientes que recebem materiais com variação de cor tendem a reconsiderar pedidos futuros. A confiança construída ao longo do tempo enfraquece quando o fornecedor entrega lotes instáveis.
O material misturado limita o destino final dos flakes. Algumas aplicações exigem cor uniforme e não aceitam alterações visuais, então, quando isso ocorre, o reciclador é forçado a direcionar o lote para usos que pagam menos. Essa reclassificação diminui a margem de lucro e reduz o retorno financeiro esperado.
Com o passar dos dias, os efeitos se acumulam. As vendas diminuem, o volume de materiais parados aumenta e a previsibilidade do negócio se perde. O problema deixa de ser algo restrito ao setor de triagem e passa a afetar custos, prazos, fluxo interno e estabilidade comercial.
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Entrega de garrafas plásticas vão gerar reembolso, Reciclagem de 6 toneladas de plástico e fungo decompõe plástico
Portugal adota sistema de depósito e reembolso em 2026
Em Portugal, a partir do dia 10 de abril de 2026, entra em vigor o novo Sistema de Depósito e Reembolso que visa reembolsar financeiramente quem devolver garrafas de plástico, alumínio ou aço.
Com oito mil pontos de recolhimento em todo o país e 2.500 máquinas automáticas em supermercados, lojas, hotéis, restaurantes e cafés. A medida foi anunciada pela ministra Maria da Graça Carvalho no Parlamento.
Ao comprar uma bebida de até três litros, o consumidor paga um valor adicional, que recebe de volta assim que devolve a embalagem. Com isso, o governo espera economizar até 40 milhões de euros em limpeza urbana.
Além disso, as garrafas recolhidas passam por reciclagem e voltam ao mercado como novas embalagens.
Recicla Ufac já recolheu mais de 6 toneladas de plástico
O projeto de extensão Recicla Ufac desenvolvido no campus-sede da Ufac (Universidade Federal do Acre), e vinculado ao curso de Ciências Biológicas, já reciclou mais de seis toneladas de plástico reciclável.
De acordo com a Ufac o projeto iniciou em abril de 2022 e desde então o início das atividades, com isso, contabilizando 6.139,7 quilos de plásticos e 748,3 de latas de alumínios destinados à reciclagem. Para isso, o projeto conta com a mobilização de cerca de 160 alunos.
Diante disso, o coordenador do projeto, professor Edson Guilherme da Silva, a iniciativa surgiu como resposta ao aumento da produção. Do mesmo modo, o descarte inadequado de resíduos sólidos, especialmente vasilhames do tipo PET e latas de alumínio, que têm alto potencial poluidor.
Nesse sentido, ele explica: “Nosso objetivo é promover a educação ambiental e a sustentabilidade, coletando esses resíduos no campus e em áreas próximas e garantindo sua destinação correta à reciclagem”.
As metas do Recicla Ufac incluem a mobilização de cerca de cem pessoas da comunidade acadêmica e externa. E também o encaminhamento quinzenal de aproximadamente 80 quilos de resíduos para cooperativas parceiras.
Além de manter a coleta regular, o projeto promove ações de conscientização sobre o descarte correto e o potencial econômico da reciclagem. Assim, o coordenador destaca que essas iniciativas fortalecem a tríade universitária formada por ensino, pesquisa e extensão e, como resultado, já mostram avanços significativos.
Cientistas encontram fungo amazônico que “come” plástico
Em 2011, um grupo de pesquisadores da Universidade de Yale descobriu uma espécie do Pestalotiopsis, descrito pelo micologista argentino Carlos Luigi Spegazzini em 1880, enquanto estavam na Amazônia Equatoriana. A novidade, porém, foi a capacidade do fungo: decompor poliuretano e sobreviver mesmo sem oxigênio.
O fungo endofítico habita, comumente, dentro de tecidos vegetais sem causar danos. Assim, surpreendeu os cientistas por seu metabolismo, isso porque, através de enzimas específicas, o Pestalotiopsis microspora consegue quebrar as ligações químicas do poliuretano. E enfim convertê-las em compostos mais simples que utilizam como fonte de energia.
Ainda na fase experimental, os cientistas estudam como aproveitar suas enzimas em sistemas de tratamento de resíduos mais sustentáveis. Bem como, buscam modos de transferir os genes responsáveis por essa capacidade para outros microrganismos, o que permitiria degradar plásticos como PET ou PVC.
Da mesma forma, a descoberta do fungo abre caminhos para a possibilidade de instalações de reciclagem biológica. Isto é: locais onde colônias de fungos decomponham toneladas de resíduos plásticos, reduzindo drasticamente a destinação incorreta dos materiais.
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Sondagem industrial aponta um indicador em seu pior nível 2016
Segundo a Sondagem Industrial divulgada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) nesta segunda-feira (24), o índice de expectativa de demanda por produtos em novembro recuou 1,2 ponto. Assim, passou de 52,5 para 51,3 pontos, se tornando o pior resultado para o mês desde 2016.
Diante disso, o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, explica: “A expectativa de demanda por bens industriais para os próximos meses ainda é positiva, sobretudo por causa das festas de fim de ano, mas está mais fraca do que o normal.”
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Ainda, ele pontua que os empresários estão percebendo, há alguns meses, uma queda da demanda por seus produtos. Portanto, projetam que a esperada alta do consumo que todos os anos ocorre no período de festa será menos intensa, comparada a de anos anteriores.
Enquanto isso, o índice de expectativa de compra de insumos e matérias-primas passou de 51 pontos para 50 pontos. Anteriormente, os empresários visavam aumentar a aquisição de insumos e matérias-primas. Entretanto, agora, a projeção é de estabilidade.
Ainda, os índices de expectativas de empregados e de quantidade exportada piorou em novembro. O primeiro caiu 0,2 ponto, indo de 49,3 para 49,1 pontos. Já o segundo caiu de 48,6 pontos para 48, ou seja, recuou 0,6 ponto.
Estes resultados revelam que a percepção dos empresários de queda na quantidade de postos de trabalho e exportações se intensificou.
O índice de intenção de investimento, por sua vez, subiu pelo segundo mês consecutivo, passando de 54,8 pontos para 55,2 pontos. Porém, o indicador mostrou queda ao longo de 2025 e, mesmo com a alta do último bimestre, está abaixo do patamar observado no fim do ano passado.
Oscilações e mudanças na produção, UCI, emprego e estoques
Durante o mês de outubro, o índice que avalia a evolução da produção industrial registrou 51,5 pontos. Sendo assim, o indicador aponta crescimento da produção do setor em relação a setembro. Isso porque está acima da linha divisória de 50 pontos.
A UCI (Utilização da Capacidade Instalada) passou de 69% para 71% entre setembro e outubro. No entanto, segue menor do que o percentual observado no mesmo mês em 2024, quando registrou 74%, o mesmo de 2023.
Em contrapartida, o índice de evolução do número de empregados registrou 48,8 em outubro. Desse modo, ficou abaixo da linha divisória de 50 pontos, indicando queda no total de trabalhadores perante setembro.
Em setembro o indicador de evolução do nível de estoques passou de 50,7 para 50,3 pontos em outubro. Assim, se aproximou da linha de 50 pontos, diante disso a CNI aponta que o ritmo de acúmulo de estoque reduziu.
Por fim, o índice de estoque efetivo em relação ao usual passou de 50,7 pontos para 50,2 pontos. Da mesma forma, mostra que o nível de estoques está praticamente no nível planejado pelos empresários.
Nesta edição da CNI consultou 1.446 empresas: 603 de pequeno porte; 492 de médio porte; e 351 de grande porte. A Sondagem Industrial aconteceu entre os dias 3 e 12 de 2025.
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