O ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial) de dezembro, finaliza 2025 em 48 pontos. De acordo com o levantamento divulgado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), no último dia 11, o ICEI caiu 0,3 pontos.
Sendo assim, interrompeu a sequência de três altas consecutivas do indicador. Vale relembrar que ao longo de todo o ano, o ICEI permaneceu abaixo da linha de 50 pontos, com isso, sinalizando uma falta de confiança persistente.
Leia mais:
Ainda nesse sentido, Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, aponta: “As taxas de juros elevadas, assim como a piora no desempenho da economia ao longo do ano, tiveram forte influência sobre o pessimismo dos empresários. A expectativa de quedas da taxa Selic a partir do próximo ano deve influenciar positivamente a confiança dos empresários.”
Condições atuais pioram e expectativas entram em zona neutra
Essa queda do ICEI em dezembro de 2025 atingiu todos os componentes do índice. O Índice de Condições Atuais caiu 0,5 ponto, de 44,3 pontos para 43,8 pontos em dezembro. Dessa forma, as condições atuais da economia brasileira e das empresas demonstram uma piora nos últimos seis meses.
Portanto, o resultado revela uma piora na avaliação das condições atuais das empresas, pois caiu 0,7 pontos, e assim chega a 46,2 pontos. Tendo em vista que a avaliação das condições atuais da economia brasileira quase não sofreu alteração, persiste a negativa, com uma alta de 0,1 ponto, para 39,1 pontos.
Enquanto isso, o Índice de Expectativas chegou a 50 pontos em dezembro, e interrompe uma sequência de quatro altas consecutivas. Por se posicionar exatamente sobre a linha divisória, este resultado aponta para expectativas neutras dos empresários para os próximos seis meses. Logo, não há perspectiva de melhora ou piora.
Por fim, as expectativas dos industriais para a economia brasileira se mostraram mais negativas, chegando a 42,9 pontos depois de cair 0,4 ponto. Desse modo, as expectativas das empresas, por sua vez, tornaram-se ligeiramente menos positivas em dezembro: -0,3 ponto, saindo de 53,9 para 53,6 pontos.
Para esta edição do ICEI, a CNI entrevistou 1.120 empresas: 466 de pequeno porte; 412 de médio porte; e 242 de grande porte, entre 1º e 5 de dezembro de 2025.
Quer estar sempre informado sobre a indústria do plástico? Preencha o nosso formulário para receber novidades e conteúdo de qualidade do mercado plástico.
Post Views:7
Haitian reúne setor na 1ª Conferência Automotiva de inovação e liderança em expansão
No último dia 28 de novembro, a Haitian realizou a 1ª Conferência Automotiva, no Hotel Transamérica Paulista, em São Paulo. Com o tema “Conferência 2025: Inovação e Liderança em Expansão — Soluções de Injeção para a Indústria Automotiva”, visando expandir o setor, o evento discutiu o futuro e conectou ideias para inovações em 2026.
A abertura oficial aconteceu com uma palestra de Roberto Melo – Gerente de Aplicação da Haitian que trouxe uma análise detalhada da evolução dos sistemas de moldes, especificamente sobre “O Histórico de Tecnologias em Moldes no Segmento”.
Leia mais:
Assim, destacou o papel da empresa no avanço tecnológico aplicado à cadeia automotiva e reforçou a importância da atualização constante diante do cenário competitivo global. Entre os destaques apareceram:
Sistemas de moldes com bicos valvulados com servo motor e hidráulicos
Moldes para 2 ou 3 componentes, com sistema de giro de placa ou Core Back (novas tecnologias)
Moldes com injeção a gás — Sistema MCF
Tendências e materiais especiais em moldes e simulações
Nesse sentido, a palestra contextualizou o momento atual da indústria, marcado por exigências crescentes de produtividade, precisão e sustentabilidade.
Tendências em materiais especiais e simulações
Sendo assim, os especialistas destacaram o uso crescente de materiais de engenharia, compostos reforçados e resinas otimizadas, e ampliaram o debate a respeito das soluções que elevam o desempenho dos projetos.
A Conferência Automotiva da Haitian também apresentou simulações avançadas. Logo após as apresentações técnicas, o público aproveitou o coffee break, criando um momento propício para networking e troca de experiências entre fabricantes, fornecedores e representantes de montadoras.
Participações especiais enriqueceram o debate
O evento da Haitian contou com apresentações de convidados que acrescentaram perspectivas complementares ao cenário da transformação industrial.
Mr. Lee — Manager da Haitian CNC
Alexandre (USIFER) — Especialista em moldes automotivos
Marcos (ABIPLAST) — Economista da entidade
Roberto Melo – Gerente de Aplicação da Haitian
Além disso, a conferência contou com participações de Steve Xu (Diretor da HT Machinery no Brasil) e Renata (Coordenadora Comercial), que reforçaram a missão da Haitian de oferecer soluções que combinem tecnologia, eficiência energética e competitividade para a indústria automotiva.
A Conferência Automotiva Haitian 2025 confirmou o protagonismo da empresa no desenvolvimento de soluções de injeção de alto desempenho. Com esse cenário de avanços, a Haitian reforça que 2026 chegará marcado por ainda mais inovação, consolidando novas tecnologias e ampliando as oportunidades para toda a cadeia automotiva.
Quer estar sempre informado sobre a indústria do plástico? Preencha o nosso formulário para receber novidades e conteúdo de qualidade do mercado plástico.
Post Views:11
Sustentabilidade tem ganhado espaço no meio empresarial como forma de crescimento
De acordo com dados divulgados pela Abrema (Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente), em 2023, a reciclagem de materiais secos no país chegou a 6,7 milhões de toneladas. Além de se configurar um resultado otimista, o consenso ainda está longe.
Isso porque entidades discordam das porcentagens de resíduos sólidos urbanos gerados. Enquanto algumas defendem que os 6,7 milhões de toneladas se referem a 8,3%, outros dizem que se trata de apenas 2%.
Leia mais:
Ainda assim, iniciativas buscam mudar o cenário, para isso, organizações têm visto nos resíduos uma oportunidade estratégica de negócio. Bem como, um mecanismo de inclusão social e de transformação urbana. Desse modo, os movimentos visam estimular e fortalecer soluções específicas de logística reversa até economia circular.
Vale ressaltar que a sustentabilidade só se torna realidade com um modelo de negócios estratégicos, que perpassam as operações das empresas.
Para isso, é importante revisar o modelo de negócios e o planejamento estratégico da empresa. O planejamento estratégico define metas e ações para alcançar objetivos específicos e orientar os rumos da organização. Em seguida, a empresa deve aplicar essas diretrizes nos níveis operacional e tático.
Benefícios concretos da sustentabilidade para empresas
Adotar a sustentabilidade como estratégia traz benefícios concretos para a empresa. Primeiro, fortalece a relação com fornecedores e parceiros, já que empresas com práticas sustentáveis mantêm acesso a contratos e colaborações importantes. Além disso, valoriza a imagem da marca perante consumidores, sociedade e credores, consolidando a reputação da empresa no mercado.
Outro benefício aparece na redução de custos: ações sustentáveis incentivam o uso consciente de energia, reaproveitamento de materiais e menor desperdício. Ao mesmo tempo, essas práticas diminuem os impactos ambientais e mantêm a empresa alinhada à legislação vigente.
A sustentabilidade também melhora o ambiente de trabalho, oferecendo segurança e bem-estar aos colaboradores. Ela exige atenção à gestão e à governança, fortalecendo os processos administrativos da empresa. Por fim, abre portas para novos negócios e acesso a financiamentos mais favoráveis, ampliando as oportunidades no mercado.
Quer estar sempre informado sobre a indústria do plástico? Preencha o nosso formulário para receber novidades e conteúdo de qualidade do mercado plástico.
Post Views:9
Três tendências que podem nortear o setor de embalagens plásticas em 2026
O movimento do mercado de embalagens plásticas indica que a transformação industrial vive um ponto de virada. A pressão regulatória global e a expectativa do consumidor puxam a agenda sustentável, enquanto as indústrias buscam processos que não comprometam seus resultados.
À medida que o setor avança, a discussão deixa de focar apenas em práticas ambientais e passa a considerar o equilíbrio entre impacto e rentabilidade. Nesse cenário, gestores precisam tomar decisões técnicas alinhadas ao retorno financeiro de cada solução aplicada.
Leia mais:
Fique até o final e descubra como se preparar para 2026.
O setor aprimora processos para integrar mais PCR
A incorporação de PCR já faz parte das demandas legais e comerciais do setor. Mesmo assim, as empresas lidam com desafios práticos, entre eles instabilidade na produção, cheiro característico e partículas escuras que comprometem a aparência do produto.
Sendo assim, o setor deve adotar cada vez mais aditivos compatibilizantes e processos de desodorização e lavagem mais elaborados. Essas soluções permitem trabalhar com porcentagens maiores de PCR sem perder resistência mecânica ou impacto visual no produto final.
O setor tende a adotar compatibilizantes e etapas mais avançadas de desodorização e lavagem. Com isso, as empresas conseguem trabalhar com níveis elevados de PCR sem alterar a resistência do material nem afetar a percepção de qualidade do produto final.
Embalagens resistentes e reaproveitáveis devem ganhar destaque
Durante décadas, filmes compostos por várias camadas, como PET combinado com PE, entregaram excelente proteção, mas inviabilizaram o reaproveitamento mecânico. Hoje, o setor direciona seus esforços para formatos monomateriais.
O mercado de embalagens aponta para soluções plásticas mais resistentes. O avanço ocorre ao preservar a barreira contra oxigênio e umidade e ao manter o material rodando bem nas linhas de envase, sem recorrer a combinações com polímeros incompatíveis.
Novo modelo de e-commerce se destaca entre as tendências para embalagens de plástico
O crescimento do varejo online forçou empresas a adaptarem suas embalagens. A prática SIOC (Ship In Own Container) elimina a caixa de papelão secundária e exige que a embalagem primária suporte o transporte por correio ou transportadora.
Esse cenário desafia os designers a equilibrar proteção contra violação e experiência de unboxing. Com o aumento das vendas online, o design personalizado tornou-se um recurso estratégico para encantar o consumidor.
Assim, empresas que ajustaram suas embalagens aumentaram suas vendas durante a expansão do delivery, e os designers assumem papel central nas transformações desse canal nos próximos anos.
Quer estar sempre informado sobre a indústria do plástico? Preencha o nosso formulário para receber novidades e conteúdo de qualidade do mercado plástico.
Post Views:15
Plástico captura CO2, regras da logística reversa e toneladas de plástico compensadas
Universidade de Copenhague cria material que suga CO₂ usando plástico reciclado
Pesquisadores da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, criaram um método tecnológico que converte resíduos de PET em material capaz de capturar CO2 diretamente da atmosfera.
O estudo publicado na revista Science Advances, apresenta o processo químico chamado “upcycle” que transforma garrafas plásticas, embalagens e até tecidos descartados em uma substância chamada BAETA.
A partir deste material em pó, que se compacta em pallets, por exemplo, tem sua superfície quimicamente modificada para ligar-se ao dióxido de carbono de forma extremamente eficiente. Apesar de simples, pontuam os cientistas, também demonstra sua elegância.
Isso porque o BAETA atinge sua capacidade máxima de absorção, ele é aquecido para liberar o CO2 em alta concentração. Esse gás pode então ser armazenado com segurança ou reutilizado em aplicações industriais, como na produção de combustíveis sintéticos.
A principal autora do estudo, Margarita Poderyte, explica: “A grande vantagem é resolver um problema sem gerar outro. Estamos transformando resíduos em um recurso que ajuda a mitigar gases de efeito estufa.”
O segredo está na composição do PET, que possui cerca de 60% de carbono em sua estrutura, permitindo que cientistas aproveitem esse potencial em um processo químico inovador. A princípio, o material passa por tratamento com etilenodiamina, uma substância com forte afinidade por CO₂. Em seguida, passa por uma fragmentação que quebra o plástico em partículas menores, ampliando significativamente a área de superfície e tornando o material mais eficiente.
Com essa superfície expandida, o PET modificado captura CO₂ diretamente da atmosfera e, após atingir sua capacidade máxima, o material é aquecido para liberar o CO₂ concentrado de forma controlada.
Novas regras obrigam recuperação de 50% das embalagens até 2040
Agora, o novo marco regulatório de gestão de resíduos estabelece um sistema mais robusto de logística reversa obrigatória para embalagens e itens plásticos pós-consumo no território nacional. Com isso, a norma responsabiliza formalmente fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e consumidores. Assim, garante que as embalagens, incluindo as primárias e itens descartáveis equiparáveis (como copos e talheres), retornem ao ciclo produtivo.
A mudança impõe metas progressivas para a indústria que deverão ser comprovadas anualmente por meio de relatórios auditados. Confira abaixo as principais Metas do Sistema até 2040:
Meta em 2026:
Taxa de Recuperação (Coleta e Reciclagem) = 32%;
Uso de Conteúdo Reciclado em Novas Embalagens = 22%
Meta em 2040:
Taxa de Recuperação (Coleta e Reciclagem) = 50%
Uso de Conteúdo Reciclado em Novas Embalagens = 40%
Além disso, a nova meta determina:
Prazos: As empresas de grande porte devem se adequar às novas regras a partir de janeiro de 2026. Já as empresas de pequeno e médio porte iniciam sua adequação em julho do mesmo ano.
Inclusão Social: O texto reconhece e formaliza a atuação dos catadores e das cooperativas de reciclagem, reforçando sua inclusão socioeconômica na gestão dos resíduos.
Impacto Empresarial: A medida exige que as empresas invistam em rastreabilidade, formem parcerias com recicladores e redesenhem embalagens para ampliar sua reciclabilidade. Além disso, a regulamentação abre um novo mercado para a resina pós-consumo (PCR). Por outro lado, o descumprimento pode gerar sanções regulatórias e afetar a reputação das empresas.
Empresa registra 8.863 t de resíduos plásticos compensados
Comprometida com práticas ESG, a PremieRpet fortaleceu sua parceria com a cleantech Polen, referência em sustentabilidade e rastreabilidade. Assim, a empresa passa a garantir a destinação ambientalmente adequada de suas embalagens pós-consumo.
Entre 2018 e 2024, a marca compensou 8.863 toneladas de resíduos e evitou que cerca de 5.500 toneladas de CO₂ fossem emitidas. Como avanço adicional, todo o plástico das linhas PremieR Nattu, PremieR Seleção Natural e GoldeN Seleção Natural agora integra o programa de logística reversa.
Em 2024, a PremieRpet registrou a compensação de 1.719 toneladas de resíduos, reduzindo 1.100 toneladas de CO₂. Para ilustrar a dimensão, esse volume equivale a 2 milhões de embalagens de 10 kg enfileiradas, o bastante para cobrir cerca de 80 campos de futebol. Por fim, a emissão evitada representa o que 2.580 árvores levariam anos para capturar da atmosfera.
Neste ano, todos os produtos passaram a exibir o Selo Carbon Free. O processo de certificação começou com a conclusão do Inventário de Emissões de GEE de 2024. Desse modo, elaborado conforme as diretrizes do GHG Protocol e abrangendo todas as operações da PremieRpet.
Em seguida, a certificação se consolida em 2025, com a neutralização de mais de 4.000 toneladas de CO₂ referentes aos escopos 1 e 2, por meio de créditos de carbono direcionados à geração de energia renovável e à conservação de áreas de floresta na Amazônia. Além disso, a iniciativa complementa uma matriz produtiva que já operava com energia 100% solar.
A certificação inclui também o plantio de mais de 600 árvores nativas, o que reforça o caráter regenerativo previsto pelo Selo Carbon Free.
Quer estar sempre informado sobre a indústria do plástico? Preencha o nosso formulário para receber novidades e conteúdo de qualidade do mercado plástico.
Post Views:12
Indústria do plástico avança em 2025 e prevê forte expansão até 2027, aponta Abiplast
Nos últimos anos a indústria do plástico avançou, impulsionada, sobretudo pelo crescimento da produção, expansão dos investimentos e consolidação da economia circular. Os dados apresentados são provenientes da conclusão do Perfil das Indústrias de Transformação e Reciclagem de Plástico 2025, divulgado pela Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico).
Sendo assim, registra que o setor chegou a um faturamento de R$164 bilhões, com projeção de alcançar R$168 bilhões em 2025 (+2%). Já para 2026 e 2027 se prevê R$ 31,7 bilhões em investimentos. Este acumulado deve resultar da expansão fabril, desenvolvimento de novas embalagens sustentáveis, reciclagem mecânica e química e logística reversa. Vale ressaltar que apenas no primeiro semestre de 2025 se registrou R$5 bilhões.
Leia mais:
Ainda, os dados apontam a relevância da indústria no cenário nacional, com 14,6 mil empresas em atividade e 404,6 mil empregos diretos. Dessa forma, passa a ocupar a posição de 4º maior empregador da indústria de transformação brasileira.
Nesse sentido, José Ricardo Roriz Coelho, presidente do Conselho da Abiplast, afirma: “A indústria do plástico é um dos pilares da produtividade nacional. Estamos presentes em praticamente todos os setores, da saúde ao agronegócio, da construção civil ao automotivo, oferecendo eficiência, inovação e acessibilidade.”
Além disso, a indústria de reciclagem de materiais plásticos registrou 1,55 milhão de toneladas de resíduos pós-consumo utilizados pela indústria recicladora, no processo de reciclagem. Assim, o Perfil registrou 1,7 mil empresas de reciclagem e 16,7 mil empregos.
Quanto à capacidade instalada, os dados divulgados pela Abiplast revelam 2,43 milhões de toneladas, e 1,012 milhão de toneladas de resina pós-consumo produzidas. Além de reciclar o material, cada tonelada de plástico reciclado produzida emprega 3,16 catadores que realizam a triagem desse volume por mês.
O resultado da indústria de transformação
A indústria de transformação. Em 2024, o mercado brasileiro utilizou principalmente PP (21%), PEBDL (16%), PVC (15%) e PEAD (15%). Outras resinas, como PEBD (7%), PET (7%), PS (5%) e EPS (3%), também tiveram participação relevante. Paralelamente, os plásticos reciclados representaram 11% do total consumido e reforçaram a importância crescente da circularidade no setor.
A dinâmica da cadeia avança com o comércio internacional. Em 2024, o Brasil exportou 1,4 milhão de toneladas de resinas termoplásticas, que geraram US$1,99 bilhão. Ao mesmo tempo, o país exportou 292 mil toneladas de transformados plásticos, movimentando US$1,38 bilhão. Esses fluxos reforçam como a indústria nacional integra mercados globais e mantém competitividade além das fronteiras.
No mercado interno, o consumo aparente de transformados plásticos atingiu R$181,2 bilhões, equivalente a 8,14 milhões de toneladas. Assim, a demanda se distribuiu por diversos segmentos, mas a construção civil liderou com 28,3% do valor consumido.
Na sequência, destacaram-se alimentos (19,0%), comércio atacadista e varejista (7,8%) e automóveis e autopeças (7,2%). Setores como produtos de metal, máquinas e equipamentos, bebidas, móveis, agricultura, químicos e higiene também mantiveram participação significativa. Com isso, evidencia como o plástico sustenta múltiplas atividades econômicas.
A produção nacional acompanhou esse ritmo e registrou R$165,8 bilhões em transformados plásticos, somando 7,46 milhões de toneladas em 2024.
Apesar disso, o país importou 971 mil toneladas de transformados, equivalentes a US$4,23 bilhões e 4,2 milhões de toneladas de resinas termoplásticas, totalizando US$4,82 bilhões. Esses números mostram que a cadeia depende tanto da fabricação interna quanto do suprimento externo para atender à demanda industrial.
A reciclagem mecânica no Brasil
A reciclagem mecânica também fortaleceu os fluxos produtivos. Em 2024, o Brasil reciclou 1,012 milhão de toneladas de plásticos pós-consumo, reinserindo esse material no ciclo produtivo e reduzindo a pressão sobre recursos virgens.
Dessa maneira, a etapa se conecta diretamente ao consumidor final, que devolve resíduos para novas aplicações, e à reciclagem industrial, que transforma sobras de produção em novos insumos.
Com esses movimentos, a cadeia produtiva do plástico se organiza por meio de fluxos contínuos entre produção, consumo, importação, exportação e reciclagem. Consequentemente, a etapa se conecta com a seguinte, garantindo que o plástico circule de forma integrada, econômica e, cada vez mais, sustentável.
Quer estar sempre informado sobre a indústria do plástico? Preencha o nosso formulário para receber novidades e conteúdo de qualidade do mercado plástico.
Post Views:11
Interplast 2026 já tem data e novidades para a edição
O próximo encontro de um dos maiores eventos da indústria do plástico já tem data marcada. Entre os dias 25 e 28 de agosto de 2026 o Centro de Exposições Expoville, em Joinville, recebe a Interplast, uma feira e congresso focado na tecnologia do plástico.
Sendo uma plataforma e local ideal para todo o setor do plástico no Brasil, a Feira Interplast vem com uma grande novidade para sua 13ª edição: a inclusão do 6º Congresso Brasileiro do Plástico. O promovido pelo Instituto SustenPlást, com o apoio da Messe Brasil, organizadora da Interplast, acontece nos dias 26 e 27 de agosto.
Leia mais:
O congresso reunirá especialistas, pesquisadores e líderes do setor, nesse sentido, espera-se cerca de 500 participantes. Assim, o 6º Congresso Brasileiro do Plástico vai promover debates sobre inovação, tecnologia e sustentabilidade na indústria.
Diante disso, Richard Spirandelli, diretor da Messe Brasil, ressalta a importância da programação técnica, que será gerida pelo Instituto SustenPlást. Sobretudo para fomentar o diálogo entre indústria e academia.
Já consolidada como centro de referência para debates técnicos sobre a indústria do plástico, a cidade se reforça como um hub de inovação. Por isso também, a 6ª edição do congresso visa contribuir para decisões estratégicas e oportunidades de desenvolvimento na cadeia produtiva, ressaltando a relevância do setor para o futuro sustentável do país.
Relembre a maior edição da Interplast
A 12ª edição da Interplast, em 2024, se consagrou como a maior edição da história da feira. Com isso, registrou recorde de público, com 32 mil visitantes. Logo, espera-se que em 2026 o evento receba 30 mil visitantes profissionais, bem como 126 cidades visitantes e 26 países.
Para além do sucesso de público, o ambiente também mostrou-se favorável aos expositores e as trocas entre eles. Da mesma forma, trouxe esperança para o futuro do setor, como pontuou José Ricardo Roriz Coelho, presidente da ABIPLAST (Associação Brasileira da Indústria do Plástico).
O diretor ressaltou: “A gente observa que o pessoal que está no dia a dia das fábricas, na operação, vem para a feira para trocar informações e isso faz o mercado de plásticos evoluir. As pessoas aqui olham lá na frente o que deveríamos fazer para o futuro da indústria do plástico, com uma visão otimista e a feira possibilita isso.”
Com esse histórico positivo e uma programação ainda mais robusta, a Interplast 2026 promete entregar uma experiência alinhada às demandas atuais e futuras da indústria.
Quer estar sempre informado sobre a indústria do plástico? Preencha o nosso formulário para receber novidades e conteúdo de qualidade do mercado plástico.
Post Views:8
ICEI Setorial aumenta, mas industriais seguem sem confiança
O ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial) Setorial de novembro revela que empresários de nove dos 29 setores da indústria finalizaram o mês mais confiantes. Os resultados setoriais da pesquisa feita pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), ainda que a maioria dos segmentos industriais permanece pessimista, é um quadro de melhora geral. Isso porque em outubro somente cinco setores encerraram o mês otimistas.
Nesse cenário, Marcelo Azevedo, o gerente de Análise Econômica da CNI, explica: “A alta da confiança está atrelada, principalmente, à melhora das expectativas dos empresários em relação às próprias empresas e à economia. Mas a avaliação da conjuntura atual continua bastante negativa, sobretudo por causa dos juros elevados. Isso ainda segura a retomada do otimismo de forma mais ampla.”
Leia mais:
Sob esse contexto, o ICEI do setor de perfumaria, limpeza e higiene pessoal subiu 6 pontos entre outubro e novembro. Dessa maneira, o segmento se tornou o mais confiante da indústria, com 56,9 pontos.
Enquanto isso, o índice desabou 5,9 pontos no setor de biocombustíveis, para 40,6 pontos, fazendo desse segmento o mais pessimista. Levando em consideração que o ICEI vai de 0 a 100 pontos, sendo assim, os valores abaixo de 50 pontos indicam empresários com falta de confiança e, acima, com confiança.
Indicador dos portes industriais sobe, mas não sai do pessimismo
O indicador subiu entre todos os portes de empresas pelo segundo mês consecutivo. Com isso, nas pequenas indústrias, cresceu 1,6 ponto, para 48,3 pontos, o maior patamar para o segmento desde janeiro. Já nas médias empresas, o ICEI teve alta de 0,8 ponto, para 48,7 pontos, e nas grandes, por sua vez, aumentou 0,3 ponto, de 48,6 pontos para 48,9 pontos.
As indústrias de todos os portes continuam sem confiança, mas os resultados positivos recentes sinalizam que essa percepção negativa tem perdido força.
A confiança nas regiões na finalização do mês de novembro
Quanto às regiões do país, o Centro-Oeste, chegou a 53,1 pontos, ou seja, avançou 3,5 pontos, apontando que os empresários da região passaram a um estado de confiança. Este resultado leva os industriais a se juntarem aos empresários do Nordeste, cujo índice não mudou entre outubro e novembro.
Apesar do crescimento do ICEI no Norte, no Sul e no Sudeste, os industriais dessas três regiões seguem sem confiança. No Norte, o indicador subiu 1,8 ponto, para 48,5 pontos; no Sul, 1,2 ponto, para 46,3 pontos; e no Sudeste, 0,5 ponto, para 47,3 pontos.
Nesta edição do ICEI Setorial a CNI entrevistou 1.747 empresas: 718 de pequeno porte; 617 de médio porte; e 412 de grande porte, entre 3 e 12 de novembro de 2025.
Quer estar sempre informado sobre a indústria do plástico? Preencha o nosso formulário para receber novidades e conteúdo de qualidade do mercado plástico.
Post Views:14
Com lançamento em 2025, SEIBT detalha como nasceu o Moinho 520 LRX
O Moinho 520 LRX da SEIBT chegou ao mercado em 2025, durante a Feira K, e nasceu presenta resultados concretos, trazendo produtividade, consistência e sustentabilidade para a reciclagem de plásticos
Entregar moinhos que oferecem desempenho superior e resultados consistentes para a indústria, é um dos combustíveis que impulsiona a SEIBT na criação de máquinas para a indústria do plástico. Não foi diferente no desenvolvimento do Moinho 520 LRX. Lançado em 2025, o Moinho chegou ao mercado e já causou impacto.
Leia mais:
Além disso, o processo de desenvolvimento da máquina passou por testes rigorosos, ajustes em protótipos e a aplicação de tecnologias avançadas, a empresa chegou ao resultado esperado, um moinho com alta qualidade de moagem e de baixo consumo energético.
Com isso, percebemos a preocupação da empresa em entregar uma solução que resolve não só as necessidades do dia a dia das indústrias, mas que traz sustentabilidade para todo o processo produtivo.
Tendo vista o lema da máquina: “Quando a excelência se torna rotina”, aqueles que já incluíram o Moinho 520 LRX notam uma produção mais consistente, granulados uniformes e um ambiente de trabalho mais seguro e eficiente.
Dessa forma, a empresa conta que cada detalhe foi pensado para garantir excelência na rotina das fábricas.
Por isso, ele traz:
Isolamento acústico;
Fácil limpeza;
Alta qualidade na moagem;
Setup de máquina rápido;
Mancais afastados;
Opções de saída de material;
Painel elétrico integrado, e Rodízios para movimentação.
Da ideia ao lançamento do Moinho 520 LRX
Sendo assim, para superar estes desafios do setor, a empresa focou em agregar recursos inteligentes na máquina, e um dos segredos para isso foi: desenvolvê-lo com base na sustentabilidade ambiental e industrial.
Superadas as adversidades do desenvolvimento, a SEIBT pôde focar nos diferenciais que tornam o Moinho 520 LRX único. Isso se destacou também no lançamento da máquina. Pois ao mesmo tempo trouxe inovação ao mercado, mas com resultados concretos para aqueles que já o incluíram em suas produções plásticas.
Assim, a SEIBT coloca esta inovação ao alcance de toda a indústria do plástico. Agora, as empresas podem aplicar tecnologia avançada, aumentar a eficiência. Bem como, adotar práticas sustentáveis em suas linhas de produção, tornando a reciclagem mais eficiente e acessível em todo o setor.
Quer estar sempre informado sobre a indústria do plástico? Preencha o nosso formulário para receber novidades e conteúdo de qualidade do mercado plástico.
Post Views:12
Setor agrícola avança na logística reversa de plásticos
O setor agrícola permanece como destaque mundial em logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas. Está área liga-se diretamente à indústria do plástico pelo amplo da matéria-prima, mas se fortalece pelas recicladoras que fazem a transformação dos plásticos pós-consumo por meio do Sistema Campo Limpo. Os dados revelam uma taxa de reciclabilidade de 95%.
Com isso, o índice demonstra como a tecnologia, maturidade técnica e consistência do trabalho das recicladoras nesse campo, contribui com o meio ambiente, gera empregos e proporciona ganhos sociais.
Leia mais:
O processo funciona do seguinte modo: depois que as embalagens vazias são devolvidas pelos agricultores, passam por inspeção e seguem para o destino adequado. Nas recicladoras, ocorre a etapa que encerra o ciclo e inicia outro, isto é, o material se converte em artefatos.
Graças a economia circular, volta ao uso em forma de objetos para construção civil, eletrificação, transporte e aplicações agrícolas. Além disso, retorna também para a produção de novas embalagens de defensivos agrícolas, sempre de acordo com seus padrões de homologação.
Desse modo, devido a capacidade de transformação, se reduz a necessidade de matéria-prima virgem, amplia a circularidade do setor e fortalece diferentes cadeias produtivas conectadas ao agro brasileiro.
Por dentro do Sistema Campo Limpo
Atualmente, o fluxo operacional conta com 10 recicladoras parceiras, que fazem este processo de transformação. Em 2024, o Sistema Campo Limpo reciclou 61.954 toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas do total recebido no ano, resultado diretamente ligado à eficiência dessas unidades.
O desempenho ainda se expande graças ao número crescente de usos possíveis. De maneira que,a indústria já homologou 38 artefatos, como tubos para esgoto, postes de sinalização e cruzetas para postes de energia. As equipes fabricam cada um deles com resina pós-consumo obtida das embalagens retornadas.
Neste momento, o Sistema recicla 100% das embalagens primárias plásticas rígidas, lavadas ou não, e assegura a circularidade completa desse material. As equipes realizam a tríplice lavagem antes da transformação em resina, garantindo qualidade técnica e segurança para produzir dutos, eletrodutos corrugados e outros itens. Além disso, recicladoras parceiras mantêm iniciativas de melhoria contínua.
O impacto social da reciclagem de plásticos no Sistema
Paralelamente, o avanço reflete efeitos sociais positivos. Pois, as unidades de reciclagem distribuídas pelo país geram empregos diretos e indiretos, fortalecem cadeias de transporte e ampliam a renda das comunidades. Assim, a logística reversa consolida-se como uma força econômica regional.
Nesse sentido, Adilson Valera Ruiz, diretor executivo da Plastibras, recicladora brasileira e parceira do Sistema Campo Limpo, a etapa da reciclagem está no centro da transformação vivida pelo campo nas últimas décadas. Ele destaca que a diferença entre o cenário anterior e o atual: “Antes do Sistema, era comum ver embalagens sendo queimadas ou enterradas no interior. Hoje, esse material se tornou matéria-prima valiosa para toda uma cadeia industrial.”
Ruiz também reforça que a reciclagem contribui para fortalecer a percepção de sustentabilidade da agricultura brasileira. Portanto explica: “O uso de defensivos é técnico e responsável. O Sistema Campo Limpo fecha esse ciclo ao garantir que as embalagens retornem e sejam reaproveitadas, gerando benefícios ambientais e econômicos reais.”
O sistema tem como assinatura a frase: “Por um destino melhor”, que busca representar o compromisso contínuo de todos os envolvidos no fluxo. Para o diretor, a sustentabilidade acontece nas escolhas cotidianas.
Assim, ele finaliza: “Sustentabilidade está nas atitudes do dia a dia. Reaproveitar, gerar produtos, evitar impactos e criar benefícios é o que realmente contribui para um destino melhor.”
Quer estar sempre informado sobre a indústria do plástico? Preencha o nosso formulário para receber novidades e conteúdo de qualidade do mercado plástico.
🛈 Procurando um produto do portal?
O Plástico Virtual é um portal de divulgação: nós não vendemos os produtos anunciados aqui. Para comprar ou tirar dúvidas sobre um produto específico, entre em contato direto com a empresa anunciante na página dele.
Mesmo assim, falar com a equipe do portal →
Quer ficar por dentro da indústria do plástico?
Assine a nossa newsletter e receba semanalmente atualizações de fornecedores, matérias especiais, novidades do setor e tendências do mercado.
Sua assinatura não pôde ser salva. Tente novamente.
Sua inscrição foi realizada com sucesso.
Conectamos compradores e fornecedores! Líder em divulgação digital para a indústria do plástico, somos a maior e mais completa plataforma da América Latina. Com mais de 10 anos de experiência, já ajudamos centenas de empresas do setor a expandir sua presença no mercado, gerar novos negócios e chegar até quem realmente decide a compra.
🛈 Procurando um produto do portal?
O Plástico Virtual é um portal de divulgação: nós não vendemos os produtos anunciados aqui. Para comprar ou tirar dúvidas sobre um produto específico, entre em contato direto com a empresa anunciante na página dele.
Mesmo assim, falar com a equipe do portal →
Quer ficar por dentro da indústria do plástico?
Assine a nossa newsletter e receba semanalmente atualizações de fornecedores, matérias especiais, novidades do setor e tendências do mercado.
Sua assinatura não pôde ser salva. Tente novamente.
Sua inscrição foi realizada com sucesso.
Conectamos compradores e fornecedores! Líder em divulgação digital para a indústria do plástico, somos a maior e mais completa plataforma da América Latina. Com mais de 10 anos de experiência, já ajudamos centenas de empresas do setor a expandir sua presença no mercado, gerar novos negócios e chegar até quem realmente decide a compra.