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PET reciclado ganha espaço na agenda ambiental do setor produtivo

A pegada de carbono se consolidou como um dos principais indicadores para avaliar impactos ambientais em cadeias produtivas industriais. O índice mede a emissão de gases de efeito estufa ao longo de todo o ciclo de vida do produto.

PET reciclado ganha espaço na agenda ambiental do setor produtivo

Esse cálculo considera desde a extração da matéria-prima até o descarte final. Sendo assim, produtos com maior volume de emissões ampliam sua contribuição para o aquecimento global.

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Diante disso, empresas passaram a usar a métrica como base para decisões produtivas e estratégicas. Assim, a redução da pegada de carbono ganhou espaço nas agendas corporativas e regulatórias.

Com a ampliação das práticas ESG (ambientais, sociais e de governança), o setor produtivo passou a enfrentar metas mais claras. Nesse sentido, reduzir emissões deixou de ser opcional e passou a integrar planejamentos industriais.

Na indústria de embalagens, especialmente na cadeia do PET (polietileno tereftalato), a reciclagem avançou como alternativa viável. Isso porque o material reciclado reduz emissões associadas à produção. Estudos internacionais indicam que o PET reciclado pode apresentar até 67% menos emissões que o material virgem. Logo, o impacto ambiental diminui de forma mensurável.

Reciclagem reduz emissões e consumo de recursos naturais

A produção de embalagens a partir de PET reciclado demanda menos energia e menos água. Desse modo, o processo reduz a pressão sobre recursos naturais. Enquanto isso, a fabricação de PET virgem depende do petróleo como matéria-prima. Assim, a reciclagem contribui para diminuir a extração de insumos fósseis.

Além das emissões, a gestão de resíduos entra no centro do debate ambiental. Estimativas apontam que uma garrafa PET pode levar séculos para se decompor.

Durante esse período, há risco de liberação de substâncias químicas no solo. Portanto, a reciclagem atua como ferramenta de controle ambiental. A reutilização do material reduz o volume destinado a aterros sanitários. Consequentemente, diminui impactos associados ao acúmulo de resíduos sólidos urbanos.

Esse movimento também reforça políticas públicas de economia circular. Nesse modelo, materiais retornam ao ciclo produtivo de forma contínua.

PET reciclado mantém propriedades e fortalece estratégias ESG

Do ponto de vista técnico, o PET reciclado mantém características essenciais do material original. O plástico segue leve, resistente e seguro para alimentos e bebidas. A indústria consegue produzir novas embalagens sem comprometer requisitos técnicos. Isso facilita a adoção em larga escala.

Outro fator relevante envolve logística e transporte. O baixo peso do PET reduz custos associados ao deslocamento de mercadorias. Com isso, empresas combinam benefícios ambientais com ganhos operacionais. Essa combinação explica a expansão do uso do material reciclado.

A adoção de embalagens recicladas se alinha às estratégias ESG. Isso ocorre porque une redução de emissões, gestão de resíduos e racionalização de recursos. Já a prática contribui para metas globais de mitigação das mudanças climáticas. Assim, o setor industrial avança em modelos mais circulares.

Nesse sentido, a reciclagem do PET se consolida como parte estrutural da transição ambiental. O material segue relevante para a indústria, agora com menor impacto climático.

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Compras industriais sem assessoria técnica elevam custos?

A decisão de adquirir uma injetora costuma partir de fatores como preço, prazo de entrega ou disponibilidade no mercado. Entretanto, ao priorizar esses critérios, muitas empresas criam um conjunto de custos que só se revela após o início da operação. Logo no comissionamento, surgem limitações relacionadas ao tipo de produto, ao volume produtivo e à estabilidade do processo.

Por que compras industriais sem assessoria técnica elevam custos?

Primeiramente, a escolha incorreta do porte da máquina compromete o aproveitamento do tempo de ciclo. Equipamentos abaixo da necessidade real exigem ajustes constantes, operam próximos do limite mecânico e aceleram o desgaste de componentes. 

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Por outro lado, máquinas acima da demanda produtiva mantêm capacidade ociosa, elevam consumo energético e imobilizam recursos financeiros. Consequentemente, impede o direcionamento a outras áreas da operação.

A ausência de uma análise técnica aprofundada dificulta o alinhamento entre máquina, molde e periféricos. Como resultado, a produção passa a depender de adaptações improvisadas, que impactam a repetibilidade do processo e aumentam a incidência de paradas não programadas. Com o tempo, esse cenário interfere diretamente no custo por peça e na previsibilidade da produção.

Além do que, em termos de atualização tecnológica, o mercado de máquinas industriais evolui continuamente, e sem acompanhamento especializado, torna-se difícil avaliar se o equipamento disponível atende às exigências atuais de controle, automação e integração com outros sistemas produtivos. 

Dessa forma, decisões baseadas apenas em especificações básicas deixam de considerar aspectos fundamentais para a competitividade industrial

Avaliação técnica como fator estratégico na decisão de compra

A análise criteriosa das necessidades produtivas transforma a compra da injetora em uma decisão estratégica. Antes de qualquer negociação, a avaliação do tipo de peça, da matéria-prima utilizada, do grau de complexidade do molde e da projeção de crescimento produtivo direciona a escolha do equipamento adequado ao cenário real da empresa.

Em seguida, a leitura técnica do mercado permite comparar opções novas e usadas com base em histórico de operação, condições de manutenção e compatibilidade com os objetivos do negócio. Esse processo reduz riscos associados a investimentos mal direcionados e evita retrabalhos após a instalação da máquina.

Além do equipamento em si, a assessoria técnica contribui para uma visão integrada da planta produtiva. Ao considerar robôs, periféricos, sistemas de alimentação e futuras expansões, a decisão deixa de ser pontual e passa a dialogar com o planejamento industrial de médio e longo prazo.

Por fim, a escolha orientada por critérios técnicos fortalece a previsibilidade da produção, reduz ajustes corretivos e cria um ambiente mais controlado para crescimento. Dessa forma, a compra da injetora deixa de ser uma reação às demandas imediatas e passa a atuar como um elemento estruturante da operação industrial.

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Plástico BM: pesquisadores criam material biodegradável e sem compostos tóxicos a partir do bambu

Plástico BM: pesquisadores criam material biodegradável e sem compostos tóxicos a partir do bambu

Na Universidade de Tecnologia Química de Shenyang, na China, um grupo de pesquisadores desenvolveu um tipo de plástico feito de bambu. O estudo, publicado na revista Nature Communications, revela que o material tem propriedades semelhantes às do material convencional, ou seja, possibilita o uso na indústria. 

Diferente de outros métodos já criados, este plástico de bambu se difere de outros porque não contém compostos tóxicos na sua produção. Sendo assim, ele utiliza apenas solventes naturais que quebram as ligações químicas do bambu. De modo que as moléculas de celulose se reorganizem em um plástico resistente.

Diante disso, o trabalho conta: "Embora os bioplásticos derivados de biomassa sejam promissores, sua adoção em larga escala é dificultada por propriedades mecânicas inferiores, processabilidade limitada e dependência de matérias-primas que competem com a produção de alimentos. Aqui, apresentamos uma estratégia de engenharia molecular para fabricar plásticos moleculares de bambu (plásticos BM) de alta resistência por meio de um processo de moldagem regulado por solvente.”

Conforme apontam alguns estudiosos, o plástico BM se destaca por sua resistência e durável, com isso consegue suportar altas temperaturas ao mesmo tempo que oferece versatilidade na produção por meio de técnicas como injeção, moldagem e usinagem. Além disso, o material, por ser biodegradável, se decompõe em apenas 50 dias. Portanto, sua reciclabilidade atinge até 90% de resistência original. 

Assim, a pesquisa diz: "O plástico BM supera a maioria dos plásticos comerciais e bioplásticos em métricas mecânicas e termomecânicas.”

Parceria entre ICONIC e Braskem incorpora resina renovável a embalagens plásticas

Parceria entre ICONIC e Braskem incorpora resina renovável a embalagens plásticas

Uma das líderes nacionais no setor de lubrificantes, a ICONIC, adotou uma resina renovável e certificada para produzir embalagens. Essa inovação foi desenvolvida em parceria com a Braskem, e fornecedores homologados.

A princípio, as novas embalagens serão aplicadas nos baldes de 10 litros para graxas industriais. Elas contam com um resina biocircular proveniente de resíduos vegetais. Em termos técnicos, o material se mostra equivalente ao polímero tradicional, contando com alta resistência química e mecânica. Além disso, também contribui significativamente para a redução da pegada de carbono.

Ainda, conta com certificação internacional do ISCC (International Sustainability and Carbon Certification). Isso porque a resina faz parte do portfólio Wenew, o ecossistema da Braskem dedicado a promover a circularidade do plástico, com resinas e químicos obtidos por meio de reciclagem. 

Sendo assim, assegura rastreabilidade completa e uma redução estimada de 3,3 kg de CO₂ por kg de material em comparação à resina virgem. 

Apesar na inovação, a ICONIC já aplica o uso de PCR (plástico reciclado pós-consumo) em suas embalagens desde 2023, e já alcançou até 98% de PCR nas bombonas de 20 litros e até 61% nas embalagens de 1 litro das linhas Texaco e Ipiranga, em estrutura trilayer. 

De forma que, a incorporação na nova resina renovável eleva o padrão de sustentabilidade, ao passo que alinha-se às metas globais de descarbonização e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

Corrida de Reis vai reciclar 150 mil copos plásticos

Corrida de Reis vai reciclar 150 mil copos plásticos

A 41ª edição da Corrida de Reis 2026, realizada pela TV Centro América em parceria com o Sesi, contou com sustentabilidade no centro da prova que visava retirar cerca de 150 mil copos plásticos descartados ao longo do percurso e da área de apoio do evento. A partir disso, então, enviar para a coleta seletiva, com destinação para reciclagem. O evento aconteceu no domingo, dia 11, no Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá.

A coleta contou com ajuda dos reeducandos do sistema prisional de Mato Grosso, em uma ação conjunta que une responsabilidade ambiental e inclusão social. Todo o material recolhido deve seguir para a CooperCBA, cooperativa de catadores de recicláveis responsável pela triagem e reciclagem.

Para realizar a ação, a Corrida de Reis disponibilizou 15 bags de grande porte ao longo do percurso, para descarte dos copos. 

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Ecodesign aplicado à reciclagem de embalagens plásticas

O design sustentável, conceito amplamente difundido nos últimos anos na indústria, ainda se caracteriza como um termo guarda-chuva, mas que representa o impacto de um produto plástico além de sua utilidade. Sendo assim, ele se baseia na ACV (Análise do Ciclo de Vida) completa de um material. 

Ecodesign aplicado à reciclagem de embalagens plásticas

Na prática, ele segue todas as etapas de vida, indo da extração da matéria-prima, independente de qual seja, o uso da energia e água no processo, até a eficiência logística de distribuição e seu impacto social na cadeira. Conclui-se que o design sustentável visa diminuir os impactos negativos e aumentar as vantagens sociais do produto em todas as fases. 

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Nesse sentido, o design para reciclagem de plásticos, chamado de DfR, atua na validação da sustentabilidade do produto. Isso porque, através do design sustentável, o plástico consegue retornar à cadeia produtiva. 

Portanto, o DfR, impulsiona a indústria ao modelo circular, tendo em vista que foca especificamente na etapa de fim de vida (end-of-life). 

Ecodesign e reciclagem: decisões que definem valor industrial

O ecodesign para reciclagem orienta decisões técnicas que definem o destino dos produtos após o uso. O design determina se um item seguirá como contaminante ou como matéria-prima com valor industrial. Isso porque as escolhas feitas ainda no projeto influenciam a triagem, o reprocessamento e a qualidade do material reciclado. 

Assim, o ecodesign ultrapassa questões visuais e assume papel estratégico na cadeia produtiva. Logo, indústria, logística e reciclagem passam a operar de forma mais integrada. Enquanto isso, os sistemas automatizados dependem dessas definições para separar corretamente os materiais. 

O conceito de Design for Recycling (Design para Reciclagem) orienta práticas técnicas já adotadas em diferentes mercados. Esse modelo prioriza previsibilidade de fluxos, compatibilidade de materiais e padronização industrial. Desse modo, o plástico mantém sua função técnica e amplia seu potencial de reaproveitamento em ciclos sucessivos.

Escolha do polímero como fator central no design para reciclagem

A escolha do polímero, por sua vez, representa a decisão mais sensível no design voltado à reciclagem. Embalagens que combinam materiais distintos dificultam a separação nos centros de triagem. Um pote de PP (polipropileno) com tampa de PS (poliestireno), por exemplo, compromete o processo. Isso porque os sistemas de separação não identificam esses polímeros com eficiência suficiente. 

Então, mesmo quando seguem para o reprocessamento, ocorre contaminação do material final. Nesse cenário, o valor de mercado e as possibilidades técnicas do reciclado diminuem. Assim, o design monomaterial surge como alternativa mais eficiente. 

Projetar embalagem, tampa e rótulo com PET (polietileno tereftalato) simplifica a triagem e o reprocessamento. O material reciclado apresenta maior pureza e padronizaçã, como resultado, surgem insumos como rPET (polietileno tereftalato reciclado) e rPEAD (polietileno de alta densidade reciclado) com maior aceitação industrial. Desse modo, o plástico mantém a circularidade e estabilidade de aplicação.

Formato, eficiência logística e simplificação de componentes

O design para reciclagem também considera eficiência estrutural e logística. Reduzir a quantidade de material, sem comprometer a segurança, diminui o uso de matéria-prima virgem. Portanto, o projeto passa a integrar critérios de racionalização desde sua concepção. Enquanto isso, formatos que favorecem o empilhamento reduzem custos de transporte e movimentação. Isso impacta diretamente a eficiência logística associada às embalagens. 

Nesse sentido, a simplificação de componentes assume relevância técnica. Em vez de tampas formadas por múltiplas peças e materiais, o design questiona soluções mais simples. Logo, menos etapas são exigidas na triagem e no reprocessamento. Todavia, algumas aplicações exigem estruturas multicamadas. 

Nesses casos, o projeto deve priorizar materiais compatíveis entre si. Além disso, camadas adesivas não podem comprometer o polímero principal. Assim, mesmo embalagens técnicas preservam a viabilidade de reciclagem. Diante disso, o ecodesign consolida o plástico como material funcional, previsível e alinhado à lógica industrial de reaproveitamento.

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Biopolímeros ganham função estratégica nas embalagens de alimentos

A indústria de transformação passou a tratar os biopolímeros como parte do planejamento produtivo. Sendo assim, a discussão saiu do campo conceitual e entrou na rotina das fábricas.

Biopolímeros ganham função estratégica nas embalagens de alimentos

O ponto central deixou de ser a intenção ambiental. Isso porque o setor precisa manter a proteção do alimento e preservar a vida de prateleira. Ao mesmo tempo, enfrenta um consumidor mais atento às escolhas industriais.

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Nos últimos anos, esses materiais ampliaram sua presença no mercado. Desse modo, superaram limitações iniciais e passaram a atender requisitos técnicos de embalagens rígidas e flexíveis.

Levantamentos da European Bioplastics indicam expansão da capacidade produtiva global. Esse movimento ocorre, sobretudo, pela demanda do setor de alimentos por alternativas com base renovável.

Diante disso, a análise industrial passou a considerar viabilidade técnica, impacto nos custos e aderência regulatória. Logo, a escolha do material se tornou uma decisão estratégica.

Classificações técnicas orientam a escolha industrial

A correta definição dos termos evita falhas de aplicação. Nem todo biopolímero apresenta o mesmo comportamento no fim de vida. Nesse sentido, a indústria utiliza critérios técnicos claros.

Alguns materiais possuem origem renovável, porém mantêm estrutura química tradicional. Um exemplo é o polietileno de base vegetal, reciclável em fluxos convencionais.

Por outro lado, existem biopolímeros projetados para degradação controlada. Esses materiais se decompõem apenas sob condições específicas de temperatura, umidade e tempo.

A produção desses polímeros utiliza biomassa renovável. As fontes incluem cana-de-açúcar, milho, mandioca, algas e resíduos do agronegócio. Assim, a cadeia amplia alternativas de suprimento.

Atualmente, materiais como PLA (Ácido Polilático), PHB (Polihidroxibutirato), PBS (Polibutileno Succinato) e amido termoplástico concentram aplicações comerciais. Cada opção atende exigências específicas de embalagem.

Portanto, a seleção depende do produto embalado, do processo industrial e da logística pós-consumo. Não existe material universal para todas as demandas.

Segurança regulatória define a adoção em escala de biopolímeros em embalagens alimentícias

Independentemente da composição, embalagens alimentícias seguem critérios rigorosos. Assim, materiais convencionais e de base biológica enfrentam o mesmo conjunto de exigências legais.

No Brasil, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) regula esses materiais. As RDC (Resoluções da Diretoria Colegiada) estabelecem limites de migração para proteger o consumidor.

Os fabricantes precisam apresentar ensaios técnicos. Esses laudos comprovam que não há transferência de substâncias acima dos limites permitidos, nem alteração sensorial do alimento.

Além das normas nacionais, referências internacionais orientam o setor. A EN 13432 define parâmetros para caracterização de materiais compostáveis em ambientes controlados.

Dessa forma, a adoção de biopolímeros ocorre de maneira técnica e regulada. Enquanto isso, a indústria amplia opções sem comprometer a segurança alimentar nem a eficiência produtiva.

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No último dia 9, os países da UE (União Europeia) fecharam um acordo comercial, provisório até então, com o Mercosul, de acordo com o Chipre, país que exerce a presidência rotativa do bloco. 

Acordo entre UE e Mercosul impacta indústria do plástico

A reunião aconteceu entre embaixadores na cidade de Bruxelas, capital da Bélgica, e contou com 27 países da União Europeia votando a favor do texto. Enquanto isso, França, Polônia, Irlanda, Áustria e Hungria votaram contra, disseram fontes diplomáticas à agência de notícias Reuters. A Bélgica se absteve.

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Como a decisão impacta o Brasil?


O Brasil, junto a Argentina, Paraguai e Uruguai, formam os membros fundadores do Mercosul. Sendo assim, entidades e figuras do cenário nacional analisaram o novo acordo de livre comércio. 

Em termos de segmentos, para a indústria do plástico, José Ricardo Roriz, presidente da Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico), avalia o acordo de livre comércio como positivo, principalmente pela diversificação dos destinos de exportação. Tendo em vista também os desafios que os produtos brasileiros encontraram, por conta das altas tarifas nos Estados Unidos e China. 

Além disso, o acordo beneficia a indústria como um todo, isso porque todos os produtos embarcados, inclusive agrícolas, usam embalagens plásticas.

Diante disso, ele comenta: “O Mercosul é um mercado muito fechado. O fato de abrir um pouco mais o mercado para a Europa é positivo, principalmente porque temos uma tradição comercial com a Europa. A indústria brasileira segue, inclusive, padrões de produção muito alinhados com os dos países europeus.”

Por fim, complementa: “Então, a avaliação geral foi positiva. Precisamos abrir o mercado, precisamos buscar outras alternativas para aumentar o nosso comércio.”

Segundo o presidente da Abiplast, o acordo impôs restrições relevantes a produtos agrícolas e minerais exportados à Europa. Esses segmentos concentram cerca de 75% das vendas brasileiras ao bloco. 

Em contrapartida, o Mercosul ampliou o acesso a produtos europeus de alto valor agregado. Dessa forma, itens como máquinas, químicos e farmacêuticos passam a competir diretamente com a produção nacional.

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Automação na gestão de resinas amplia eficiência na indústria

De acordo com pesquisas recentes da CNI (Confederação Nacional da Indústria), a digitalização e automação dos processos industriais tende a aumentar a eficiência produtiva em mais de 20%. Isso significa que incluir a automação na gestão de resinas plásticas será um diferencial no mercado. 

Automação na gestão de resinas amplia eficiência na indústria

Como a matéria-prima concentra até 70% do custo de uma peça plástica, a adoção de processos manuais, suscetíveis a falhas de dosagem e perdas de material. Sendo assim, amplia de forma significativa o risco financeiro da operação.

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Para entender a automação na indústria, cabe ressaltar que não se trata apenas de “robôs” atuando nas produções. Isso porque, ela trata também de um controle de fluxo lógico do material, além do físico. Com isso, ela atua desde o recebimento da resina nos silos até a alimentação precisa no funil da máquina transformadora, por exemplo. 

Nesse sentido, percebe-se os benefícios que vão além da modernização, tendo em vista que se trata de um investimento que sana os desperdícios, retrabalho, trabalho pesado, ao mesmo tempo que garante a receita dos polímeros. 

Ainda, a automação impulsiona a sustentabilidade, afinal, ela viabiliza a logística reversa nas fábricas. Como alguns PCR (polímeros reciclados) necessitam de precisão por conta de sua densidade, essa atualização permite compensar as variações, e cria um processo mais estável. 

Em termos de melhoria na produção, ela também otimiza o scrap (refugo). Integrados ao lado da máquina, os moinhos de baixa rotação trituram canais de injeção e peças reprovadas, permitindo a reinserção automática do material no processo, em um circuito fechado que elimina o descarte de material nobre.

Superando os desafios de implementar a automação na produção industrial

O planejamento da produção de plásticos deve considerar, antes de tudo, a mudança de mentalidade interna. Nesse sentido, a empresa precisa preparar os profissionais para operar sistemas e interpretar dados, em vez de apenas movimentar material.

Em relação ao investimento, o retorno ocorre em curto prazo. Assim, a redução de 1% a 2% no consumo de matéria-prima, alcançada com maior controle e menos desperdício, cobre o custo da automação em poucos meses.

A automação na gestão de resinas plásticas deixou de ser opcional e passou a sustentar a Indústria 4.0. Nesse contexto, quem controla dados e insumos com precisão consegue integrar inteligência artificial e manutenção preditiva. Assim, assegurando continuidade operacional e rentabilidade.

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Projeto Mãos Pro Futuro une reciclagem de embalagens e inclusão social

Em 2024, o Mãos Pro Futuro, projeto de logística reversa de maior dimensão no Brasil, reciclou mais de 200 mil toneladas de embalagens. Criada em 2026, e reconhecida em pelo MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima), foi fundada pela ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos).

Projeto Mãos Pro Futuro une reciclagem de embalagens e inclusão social

Agora, após resultados impactantes, a iniciativa busca novas formas de ampliar a reutilização de embalagens e materiais. Isso porque, visam reduzir os descartes incorretos e os desperdícios de materiais. 

Leia mais:

Assim, ao mesmo tempo que amplia a reciclagem entre as embalagens pós-consumo, o projeto também trabalha para estruturar cooperativas e associação de catadores. Atualmente, o Mãos Pro Futuro atua com quase 200 organizações em 174 municípios brasileiros.

As companhias associadas ao projeto incluem: Natura, Boticário, P&G, Unilever, Bombril, Bauducco, Mondelez e Wickbold. 

A diversidade de empresas ocorre porque outras associações decidiram aderir ao projeto ao longo dos anos, como a Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados), Abipla (Associação Brasileira de Produtos de Limpeza e Afins), Abrafati (Associação Brasileira de Fabricantes de Tintas) e Abióptica (Associação Brasileira das Indústrias Ópticas).

Diante disso, Fábio Brasiliano, diretor de desenvolvimento sustentável na ABIHPEC, explica: “Boa parte das empresas que são nossas associadas já contam com uma trajetória ambiental consolidada, então o pioneirismo na reciclagem de embalagens foi natural.”

Catadores no centro da cadeia da logística reversa

Na prática, as empresas associadas à ABIHPEC financiam o projeto. Desse total, 80% dos recursos seguem para cooperativas de reciclagem, destinados à melhoria da infraestrutura, aquisição de equipamentos, adoção de softwares de gestão, capacitação técnica e contratos com remuneração adequada. Já os 20% restantes garantem o suporte da operação.

Nesse sentido, Brasiliano ressalta: “Entendemos cedo que precisávamos colocar os catadores no centro da conversa ou ela não iria para frente. É a oportunidade de gerar impacto real na ponta da cadeia.”

A iniciativa aplica recursos em condições de segurança, bem-estar e pagamento dos catadores. Dessa forma, a remuneração considera a atuação na logística reversa, e não só a comercialização dos materiais. O Mãos Pro Futuro alcançou mais de 5 mil trabalhadores da reciclagem, com participação de 53% de mulheres e 3% de pessoas trans.

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Projeto Mãos Pro Futuro une reciclagem de embalagens e inclusão social

Em 2024, o Mãos Pro Futuro, projeto de logística reversa de maior dimensão no Brasil, reciclou mais de 200 mil toneladas de embalagens. Criada em 2026, e reconhecida em pelo MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima), foi fundada pela ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos).

Projeto Mãos Pro Futuro une reciclagem de embalagens e inclusão social

Agora, após resultados impactantes, a iniciativa busca novas formas de ampliar a reutilização de embalagens e materiais. Isso porque, visam reduzir os descartes incorretos e os desperdícios de materiais. 

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Assim, ao mesmo tempo que amplia a reciclagem entre as embalagens pós-consumo, o projeto também trabalha para estruturar cooperativas e associação de catadores. Atualmente, o Mãos Pro Futuro atua com quase 200 organizações em 174 municípios brasileiros.

As companhias associadas ao projeto incluem: Natura, Boticário, P&G, Unilever, Bombril, Bauducco, Mondelez e Wickbold. 

A diversidade de empresas ocorre porque outras associações decidiram aderir ao projeto ao longo dos anos, como a Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados), Abipla (Associação Brasileira de Produtos de Limpeza e Afins), Abrafati (Associação Brasileira de Fabricantes de Tintas) e Abióptica (Associação Brasileira das Indústrias Ópticas).

Diante disso, Fábio Brasiliano, diretor de desenvolvimento sustentável na ABIHPEC, explica: “Boa parte das empresas que são nossas associadas já contam com uma trajetória ambiental consolidada, então o pioneirismo na reciclagem de embalagens foi natural.”

Catadores no centro da cadeia da logística reversa

Na prática, as empresas associadas à ABIHPEC financiam o projeto. Desse total, 80% dos recursos seguem para cooperativas de reciclagem, destinados à melhoria da infraestrutura, aquisição de equipamentos, adoção de softwares de gestão, capacitação técnica e contratos com remuneração adequada. Já os 20% restantes garantem o suporte da operação.

Nesse sentido, Brasiliano ressalta: “Entendemos cedo que precisávamos colocar os catadores no centro da conversa ou ela não iria para frente. É a oportunidade de gerar impacto real na ponta da cadeia.”

A iniciativa aplica recursos em condições de segurança, bem-estar e pagamento dos catadores. Dessa forma, a remuneração considera a atuação na logística reversa, e não só a comercialização dos materiais. O Mãos Pro Futuro alcançou mais de 5 mil trabalhadores da reciclagem, com participação de 53% de mulheres e 3% de pessoas trans.

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Plástico no setor automotivo, reciclagem de aerogeradores e recolhimento de 320 toneladas de resíduos

China incorpora plaśticos reciclados no setor automotivo

China incorpora plaśticos reciclados no setor automotivo

A China passou a orientar políticas públicas para ampliar o uso de materiais reciclados na indústria. O governo estruturou um movimento articulado para acelerar a incorporação desses insumos na produção industrial. Porém, com atenção especial ao setor automotivo, definido como estratégico pela sua relevância econômica e industrial.

O novo plano reúne órgãos reguladores e define diretrizes para integrar, de forma mais consistente, materiais reciclados à cadeia produtiva de veículos. Ainda, a proposta mobiliza montadoras, fornecedores e empresas de reciclagem. Para isso conta com um esforço coordenado que acompanha o automóvel desde a fase de projeto até o fim de sua vida útil.

Como eixo central, a política amplia a reciclagem de veículos fora de circulação. Nesse sentido, as autoridades estimulam a desmontagem padronizada, elevam a recuperação de metais e plásticos. Ao passo que também fortalecem a capacidade industrial de processamento desses materiais, assegurando um fluxo contínuo de insumos para a produção.

Além disso, o plano prioriza as baterias associadas à expansão dos veículos elétricos. As diretrizes incentivam o uso de materiais reciclados na fabricação desses componentes. Bem como estruturam sistemas mais eficientes para reaproveitar baterias usadas, que passam a integrar novamente a cadeia industrial.

Para sustentar essa integração, o governo estabelece regras claras. As medidas incluem normas técnicas, certificações e mecanismos de rastreabilidade que garantem qualidade, padronização e confiabilidade no uso de materiais reciclados dentro das fábricas.

No setor automotivo, as montadoras ampliam o emprego de aço, alumínio e plásticos reciclados sempre que a tecnologia permite. Desse modo, o plano conecta desmanches, recicladoras e fabricantes em cadeias produtivas mais integradas. Assim, capazes de recuperar e reutilizar materiais em escala industrial.

Reciclagem de pás eólicas avança na Suécia

Reciclagem de pás eólicas avança na Suécia

A Suécia implementa soluções de arquitetura urbana para recuperar materiais da indústria eólica e incentivar a reciclagem de componentes de aerogeradores. Isso porque estes materiais possuem matérias-primas como o plástico. 

A iniciativa conta com um modelo que reaproveita pás desativadas e as reintegra ao espaço urbano. Assim, converte materiais em pontes, abrigos para bicicletas e outras infraestruturas de uso público.

Com a substituição de aerogeradores após cerca de duas décadas de operação, as autoridades suecas passaram a direcionar essas estruturas para novos usos. Dessa forma, o país aplica critérios de reutilização que transformam componentes industriais em elementos funcionais do urbanismo contemporâneo.

No centro dessa estratégia, a Suécia valoriza as características técnicas das pás eólicas. Fabricadas com materiais compostos de alta resistência, como fibras e resinas, essas estruturas mantêm integridade mecânica mesmo após o fim de sua aplicação original. Por isso, o país opta por preservar essa resistência e direcioná-la a novos projetos construtivos.

A partir dessa decisão, equipes técnicas seccionam e adaptam as pás para atender às exigências de obras urbanas. Em diferentes cidades, os materiais recuperados passam a compor marquises, bancos públicos e passagens de pedestres, integrando soluções industriais à paisagem urbana.

Ao adotar esse modelo, a Suécia amplia o reaproveitamento de materiais e reduz a necessidade de novos insumos na construção civil. Além disso, a iniciativa consolida a recuperação de plásticos e compósitos como parte ativa do planejamento urbano, demonstrando que a economia circular pode operar de forma prática e integrada às cidades.

Hyundai e Healthy Seas Foundation apoia recuperação de plásticos em 10 países

Hyundai e Healthy Seas Foundation apoia recuperação de plásticos em 10 países

Ao longo de cinco anos, a parceria entre a Hyundai Motor Company e a Healthy Seas Foundation resultou na coleta de 320 toneladas de resíduos marinhos em dez países, com foco na recuperação de redes de pesca e outros plásticos. 

Após a retirada do material do ambiente marinho, as equipes realizam a triagem e encaminham as redes aptas ao reaproveitamento para a Aquafil. A partir disso passam por um processo de regeneração e são transformadas em fio ECONYL, utilizado na produção de componentes automotivos, como tapetes internos.

Esse trabalho integra a colaboração iniciada em 2021, que marca o quinto aniversário da parceria entre a montadora e a organização sem fins lucrativos dedicada à recuperação de materiais e à restauração de ecossistemas oceânicos. 

Desde então, a iniciativa ampliou sua atuação da Europa para a Coreia do Sul e os Estados Unidos, com operações de limpeza costeira, subaquática e em áreas de grande profundidade.

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