Reforma tributária e a nova configuração da reciclagem
O setor da reciclagem no Brasil entra em uma fase de adaptação com as novas regras da reforma tributária. A partir deste ano, inicia-se um período de transição que segue até 2033. Nesse intervalo, o país altera a forma de cobrança de impostos e redefine a posição da reciclagem dentro da economia nacional. Isso porque esse movimento afeta diretamente a cadeia do plástico reciclado.
Com o encerramento de regimes específicos, o sistema tributário passa a unificar tributos. Assim, o IBS e a CBS substituem cinco impostos atuais.
Segundo estimativas da Sygecom, a carga tributária sobre materiais reciclados sobe de um intervalo entre 5% e 6,5% para 26,5%. Como resultado, o plástico reciclado passa a receber tratamento fiscal semelhante ao de outros produtos comercializados no país.
Anteriormente, o governo concedia isenções de PIS, Cofins e ICMS à reciclagem, pois reconhecia o setor como essencial. Agora, com a cobrança única, o material reciclável sofre tributação tanto na compra quanto na venda.
Dessa forma, o imposto se distribui ao longo de toda a cadeia produtiva. Consequentemente, o custo total cresce em cada etapa do processo.
Impactos econômicos na coleta e na reciclagem de plástico
Atualmente, a reciclagem no Brasil reúne mais de 67 mil CNPJs e envolve cerca de 1 milhão de catadores. Esse ecossistema movimenta grandes volumes de materiais, com destaque para o plástico.
Entretanto, o estudo da Sygecom indica que o novo custo tributário pode reduzir o valor pago pelo material coletado. Assim, catadores e cooperativas sentem o efeito direto dessa mudança.
Nesse contexto, a atividade de coleta tende a perder atratividade econômica. Quando o retorno financeiro diminui, muitos agentes da base da cadeia enfrentam dificuldades para manter suas operações.
Logo depois, o impacto se espalha por todo o setor, afetando a oferta de plástico reciclado no mercado.
Mesmo com esse cenário, o Brasil recicla apenas cerca de 4% do volume total de resíduos que produz. Ainda assim, o país ocupa posição de destaque na reciclagem de latinhas de alumínio e exporta esse tipo de sucata para vários países. Esse dado reforça a relevância da reciclagem dentro da economia circular e mostra o potencial existente para ampliar a reciclagem de plásticos.
Portanto, o novo modelo tributário redefine desafios e exige atenção ao papel econômico e social da reciclagem.
Ao longo da transição até 2033, o setor de plástico reciclado segue como parte ativa da indústria nacional e da gestão de resíduos.
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Pesquisa da CNI revela dificuldade generalizada de acesso ao crédito industrial
De acordo com a pesquisa realizada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) em parceria com a ABDE (Associação Brasileira de Desenvolvimento), oito em cada dez empresas enfrentam obstáculos para obter crédito indicam os juros elevados como principal dificuldade. Os dados advém da Sondagem Especial nº 98 – Condições de Acesso ao Crédito em 2025.
Nesse sentido, 80% dos empresários também afirmam que a dificuldade de obter crédito de curto ou médio prazo apontam os juros altos como o maior entrave para o financiamento. As exigências de garantias reais vêm logo em seguida, com 32% de assinalações. Já a falta de linhas de crédito adequadas às necessidades das compras registra 17%.
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Perante estes resultados, Maria Virgínia Colusso, analista de Políticas e Indústria da CNI, analisa: “A atual política monetária é bastante restritiva e encarece o crédito, uma vez que a taxa Selic está em 15% ao ano e os juros reais em torno de 10%. O crédito mais caro desincentiva o investimento em expansão da capacidade produtiva e em inovação. Com isso, a indústria perde competitividade.”
Nesta edição, a CNI contou com a participação de 1.789 empresas industriais, sendo 713 pequenas, 637 médias e 439 grandes. O questionário aconteceu entre os dias 1º e 12 de agosto de 2025.
Crédito de longo prazo concentra maior desistência e insucesso
Com isso, 54% das empresas não buscaram contratar ou renovar crédito de longo prazo nos seis meses anteriores à realização da pesquisa, ou seja, de fevereiro a julho de 2025. Enquanto isso, 49% não buscaram crédito de curto ou médio prazo no mesmo período. De modo que somente 26% contrataram ou renovaram crédito de curto prazo, percentual que chega a 17% em relação ao crédito de longo prazo.
Levando em conta somente as empresas que buscaram contratar ou renovar crédito seis meses antes da pesquisa, quase um terço das que tentaram contratar ou renovar crédito de longo prazo não tiveram sucesso. Comparado a quase um quinto das empresas que buscaram crédito de curto ou médio prazo não tiveram êxito.
As médias indústrias lideraram a frustração na obtenção de crédito de longo prazo, com 43%. Na sequência, aparecem as pequenas empresas, com 37%, e as grandes, com 27%. No crédito de curto e médio prazo, 26% das médias empresas enfrentaram dificuldades, contra 21% das pequenas e 16% das grandes.
Condições de crédito pioram para parte relevante da indústria
Entre fevereiro e julho de 2025, 35% das empresas industriais que renovaram crédito de curto ou médio prazo relataram uma piora nas condições de acesso, incluindo juros, parcelamento, carência e exigência de garantias. Já no crédito de longo prazo, 33% das indústrias que passaram por renovação também perceberam condições piores ou muito piores.
Em contrapartida, quase metade das empresas que renovaram crédito de curto ou médio prazo (47%) não perceberam alterações nas condições oferecidas nos seis meses anteriores à pesquisa. Da mesma forma, entre as empresas que renovaram crédito de longo prazo, 47% também avaliaram que as condições permaneceram estáveis.
Por outro lado, 14% dos entrevistados obtiveram a renovação do crédito de curto ou médio prazo em condições melhores ou muito melhores do que nos seis meses anteriores à pesquisa. No entanto, quanto ao crédito de longo prazo, esse percentual recuou para 12%.
Risco sacado ainda tem baixa adesão entre as indústrias
Até o momento, 13% das indústrias já recorreram a operações de risco sacado no ano anterior à pesquisa. Além disso, 5% das empresas informaram que pretendem contratar esse instrumento nos 12 meses posteriores.
Sob essa perspectiva, 54% das indústrias declararam não ter recorrido nem ter intenção de recorrer a operações de risco sacado. Assim, 29% dos empresários não apresentaram resposta ou afirmaram não saber, evidenciando a limitada disseminação dessa modalidade no setor industrial.
O risco sacado funciona como uma modalidade de antecipação de recebíveis que envolve fornecedor, comprador (sacado) e instituição financeira. Nesse modelo, o fornecedor antecipa o pagamento junto ao banco, enquanto o comprador assume o compromisso de quitar o valor na data de vencimento originalmente acordada. O fornecedor recebe os recursos de forma imediata, e a obrigação financeira permanece com o comprador.
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ICEI de janeiro de 2026 sobe, mas segue em falta de confiança
O primeiro ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial) do ano registra crescimento de 0,5 ponto, com isso, em janeiro de 2026 chegou aos 48,5 pontos. Apesar disso, o indicador registra o pior resultado para o primeiro mês do ano em 10 anos, segundo a CNI (Confederação Nacional da Indústria). Vale lembrar que em janeiro de 2016, o ICEI chegou a 36,6 pontos, durante uma recessão econômica.
Perante isso, Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, explica que os juros são os principais responsáveis pela falta de confiança.
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Nesse sentido, ele comenta: “A confiança do empresário vem baixa desde o início do ano passado, respondendo à elevação da taxa Selic, que aconteceu a partir do fim de 2024. À medida em que a taxa de juros aumentou e os efeitos foram mais sentidos na atividade econômica, a falta de confiança se consolidou.”
Enquanto isso, o Índice de Condições Atuais chegou aos 44 pontos, ou seja, subiu 0,2 ponto. Ainda assim, segue abaixo dos 50 pontos, logo, revela que os empresários industriais avaliam a economia e os próprios negócios em uma sequência de piora do que há seis meses.
Esse avanço sutil, vem de uma percepção menos negativa dos industriais quanto às condições das empresas, tendo em vista que a avaliação sobre a economia brasileira piorou.
O Índice de Expectativas, por sua vez, subiu 0,7 ponto, e assim, retorna ao patamar de confiança com 50,7 pontos. Este movimento também aponta para a saída da neutralidade dos empresários e a retomada das expectativas positivas para os próximos seis meses.
O otimismo, no entanto, é puxado pela expectativa positiva para o desempenho das empresas, uma vez que as perspectivas para a economia ficaram mais negativas.
Para esta edição do ICEI, a CNI conversou com 1.058 empresas, 426 pequenas, 383 médias e 249 grandes. A pesquisa aconteceu do dia 5 ao 9 de janeiro de 2026.
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Pequenas empresas e os ganhos de incluir a automação na produtividade
Os processos industriais, a cada dia, incluem e demandam automatização. Na indústria do plástico, não é diferente, isso porque o setor é um dos que mais tem avanço tecnológico. O termo, à primeira vista, pode parecer registro a grandes empresas, no entanto, pequenas indústrias também podem usufruir dessa tecnologia.
Democratizar a tecnologia, na verdade, está disponível para todos os portes. Mas como incluir as soluções da automatização nas pequenas empresas? A princípio, deve-se definir quais as necessidades de cada empresa, ou seja, obter um diagnóstico financeiro e produtivo.
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Sendo assim, a informação se destaca como o fator mais importante antes de decidir quais automações incluir na linha de produção.
Isso porque, há um imaginário coletivo de que a automação se resume à inclusão de software ou equipamentos de informática. Porém, na pŕatica, o processo de automação inicia no mapeamento e organização dos modelos de negócio, bem como na adoção de uma cultura de gerenciamento.
Afinal, computadores são ferramentas para o processo que devem ser comandados por pessoas capacitadas. Haja vista que cada empresa possui seu modo de organização e funcionamento, e assim, exigirá um método diferente de regras e capacitação.
A automação na prática nas pequenas empresas
Tradicionalmente, empresas de serviços dependem de funcionários para desempenhar diferentes funções. Ao adotar a automação, essas empresas passam a utilizar sistemas que controlam, avaliam e ajustam processos de forma autônoma, dispensando a atuação humana direta.
O setor de serviços oferece várias outras possibilidades, quase sempre baseadas na automação de atividades antes realizadas por pessoas. Por exemplo:
Sistema de controle de reservas e agendamento;
Transferências automáticas de recursos, fundos ou bonificações;
Terminais de ponto de venda e autoatendimento;
Cabines fotográficas automáticas;
Monitoramento de temperaturas ou condições ideais;
Envio de mensagens programadas;
Recompra de insumos programada.
Quais são as vantagens da automação para pequenas indústrias?
Nesse contexto, a automação assume um papel estratégico para a sustentabilidade e a competitividade das pequenas empresas. Ao estruturar processos mais previsíveis e padronizados, a empresa reduz dependências operacionais, ganha maior controle sobre a produção e amplia sua capacidade de resposta a falhas ou variações do mercado.
Além disso, a automação contribui para a continuidade das operações, mesmo diante de limitações de mão de obra ou de oscilações na demanda.
Desse modo, pequenas indústrias passam a tomar decisões com base em dados mais confiáveis, organizam melhor seus recursos e aumentam a consistência dos resultados.
A automação, portanto, representa um avanço tecnológico ao passo que também representa uma ferramenta de gestão que fortalece o planejamento. Pois reduz riscos operacionais e cria condições para o crescimento estruturado ao longo do tempo.
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Mulheres priorizam sustentabilidade mais que os homens, diz pesquisa
A Descarbonize Soluções, uma empresa especializada em energia solar e sustentabilidade, realizou uma pesquisa que revela que as mulheres estão mais focadas em adotar hábitos sustentáveis em 2026.
Dados da pesquisa revelam que 52% das entrevistadas afirmam que já têm planos concretos para criar uma vida mais sustentável. Enquanto isso, apenas 43% dos homens afirmam adotar os mesmos hábitos.
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Além disso, a diferença também se nota na percepção dos impactos das mudanças climáticas. Isso porque 61% das mulheres acreditam que nos próximos 20 anos os desastres naturais serão mais frequentes e severos. Já entre os homens, 51% acredita nisso.
Quanto à escassez de recursos, como água, energia e alimentos, 59% das mulheres creem em um cenário de maior falta, e os 42% dos homens acreditam nisso. Sendo assim, a diferença chega a 17 pontos percentuais.
Diante disso, a gerente de marketing da Descarbonize Soluções, Milena Andrade, analisa: “Elas passaram a ocupar espaços antes inimagináveis, mas ainda mantêm fortemente o papel do cuidado. São, em muitos casos, responsáveis pela gestão da casa, da família e, ao mesmo tempo, pela busca de independência financeira.”
Ou seja, Andrade ressalta que essa percepção está diretamente ligada ao papel social ocupado pelas mulheres. Portanto, a gerente acredita que essa vivência contribui para uma leitura mais sensível e realista dos riscos ambientais.
Assim, ela completa: “Esse conjunto de responsabilidades amplia a percepção de risco e o senso de responsabilidade diante das mudanças climáticas.”
Os desafios para adotar hábitos sustentáveis em 2026
Em 2026, as principais dificuldades para manter hábitos sustentáveis, tanto para homens quanto para mulheres, são: o alto custo de produtos sustentáveis e a falta de tempo na rotina diária.
Apesar disso, um dado importante se destaca: 15% dos homens afirmaram que a falta de informação ou conhecimento foi um entrave para adotar práticas mais conscientes. E entre as mulheres esse índice foi de 11%.
Desse modo, o resultado revela que os grupos lidam com problemas semelhantes, as
mulheres tendem a buscar mais informações e engajamento prático, já parte dos homens ainda encontra barreiras no acesso ou no interesse por conteúdos ligados à sustentabilidade.
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Mensalidade paga com plásticos, projeto de educação ambiental e adiamento de decreto de plásticos de uso único
Escola na Índia aceita plásticos como mensalidade
A escola Akshar Forum, localizada na aldeia de Pamohi, no estado de Assam, nordeste da Índia, alunos pagam mensalidade com plásticos. O pagamento funciona na entrada da escola, onde os alunos formam filas para depositar as “mensalidades” semanais em forma de sacolas e garrafas plásticas.
Parmita Sarma, cofundadora do Akshar Forum conta que viu nessa estratégia uma forma de contribuir para reciclagem e destinação correta de plásticos: “Em vez de isentar a mensalidade escolar, decidimos aceitar o valor na forma de resíduos plásticos”, afirma
Sendo assim, alguns dos resíduos plásticos entregues na escola, como sacolas plásticas limpas e embalagens de salgadinhos passam por transformações e tornam-se tijolos convencionais para a criação de caminhos, delimitação de áreas ao redor de árvores e cercas.
O projeto também incentiva a participação dos alunos na transformação dos plásticos, isso porque eles confeccionam os tijolos no jardim da escola com usos de prensas. Enquanto isso, os plásticos mais grossos, como tampas de garrafa, viram vasos de plantas e tampos de mesa, entre outros.
Até então, a escola recebe mais de nove quilos de plástico todos os meses, com isso, consegue fabricar aproximadamente 50 tijolos. Diante disso, Sarma, comenta: “A ideia é que o plástico é precioso se encontrarmos uma boa maneira de monetizá-lo, mas ainda não chegamos a esse ponto, pois não temos um mercado estável para eles.”
Em contrapartida, o processo também se caracteriza como um ensinamento sobre reciclagem de plásticos e seus valores ambientais. Assim, gera conhecimento também para as demais escolas da região.
Além disso, a escola também aprimora seu modelo de ensino para reduzir as taxas de evasão escolar.
Angola lança programa de educação sobre plásticos
Em dezembro, Angola recebeu a REEDUCA (Rede de Educação Ambiental Angolana para a Prevenção, Redução, Reutilização e Reciclagem do Resíduo Plástico), um projeto da Agência Nacional de Resíduos em parceria com a EcoAngola. A princípio, a iniciativa visa reforçar a educação ambiental no país, ao mesmo tempo que deseja promover uma gestão mais sustentável dos resíduos plásticos.
Em relação ao objetivo do projeot, Dara Correia, coordenadora do projecto pela EcoAngola, explicou que o REEDUCA visa criar uma intervenção estratégica a nível nacional para mitigar os impactos do resíduo plástico.
Diante disso, ela afirma: “O projeto é a nível nacional e teve como piloto a cidade de Luanda, entre Outubro e Dezembro. A intenção é expandir a rede para outras províncias.”
Para entrar em voga, a iniciativa contou com a elaboração de diagnóstico com diferentes intervenções. Assim, conta desde o setor de gestão de resíduos, cooperativas de catadores a empresas especializadas. Após o início, o REEDUCA realizou formações para públicos variados, incluindo líderes de cooperativas, catadores individuais e professores do ensino primário.
Ainda em termos de impactos na reciclagem de plásticos, o projeto promoveu uma campanha digital sobre como lidar com resíduos plásticos. Assim, o lançamento da rede contou com um seminário com 72 participantes do setor. O evento enfatizou que a implementação efetiva da economia circular em Angola depende da união entre os diferentes intervenientes.
França adia proibição de plásticos em copos de uso único
A França, após o decreto de proibição de plásticos em copos descartáveis, voltou atrás na decisão por meio de um decreto que propõe mudanças contundentes em relação à legislação prevista em 2021. Sendo assim, a eliminação definitiva de plásticos em copos de uso único está prevista para conclusão em 2030.
Segundo o decreto, a decisão decorre de uma revisão técnica conduzida em 2025, responsável por avaliar a viabilidade da retirada integral do plástico dos copos. Além disso, o texto considera as manifestações recebidas durante a consulta pública realizada de 1 a 22 de dezembro, que reuniu fabricantes, importadores e comerciantes do setor.
Diante disso, a medida posterga a proibição por mais quatro anos. O adiamento adotado pela França evidencia os entraves técnicos e econômicos envolvidos na substituição do plástico em produtos de consumo em larga escala. Sobretudo pelo amplo uso e aplicação versátil do material.
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É possível substituir materiais tradicionais e caros na indústria calçadista?
A indústria calçadista convive com uma pressão constante por redução de custos sem abrir mão de características sensoriais que o consumidor percebe imediatamente. Sendo assim, o solado, em especial, concentra boa parte desse desafio. Materiais tradicionais, amplamente utilizados ao longo de décadas, elevaram o padrão técnico do setor, mas também criaram dependência de insumos com custo elevado e baixa flexibilidade de ajuste visual e tátil.
Quando o projeto exige aparência fosca, redução de brilho superficial ou toque mais macio, alguns compostos convencionais tendem a apresentar limitações. Isso porque o material entrega resistência estrutural, porém impõe acabamento excessivamente plástico e sensação rígida ao contato. Desse modo, o contraste gera ruído entre o design proposto e a expectativa do usuário final, especialmente em linhas que buscam aproximação com o visual do EVA.
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A cadeia produtiva também sente impacto, pois fórmulas consolidadas exigem menos ajustes de processo, o que desestimula mudanças. Engenheiros e técnicos lidam diariamente com prazos apertados, lotes grandes e necessidade de repetibilidade industrial. Nesse sentido, qualquer alteração de material passa a representar risco operacional, aumento de testes e possíveis retrabalhos.
Além disso, o custo dos materiais tradicionais pesa cada vez mais na composição final do produto. Margens mais estreitas e concorrência internacional forçam a indústria a reavaliar escolhas históricas que já não acompanham as exigências atuais de mercado, especialmente no segmento de calçados que priorizam conforto percebido e estética controlada.
Onde os polímeros especiais entram nesse cenário?
Diante dessas limitações, a indústria do plástico passou a ocupar um espaço estratégico no debate sobre materiais para calçados. Polímeros especiais surgem como resposta direta às dificuldades impostas pelos compostos convencionais, principalmente quando o projeto exige controle de brilho, textura superficial e sensação emborrachada.
A engenharia de compostos plásticos permite ajustes precisos na formulação, possibilitando maior proximidade visual e tátil com materiais já consagrados no setor calçadista. Ao mesmo tempo, esses polímeros ampliam o leque de aplicações ao trabalhar sobre uma base amplamente conhecida pela indústria, o PVC, o que facilita a adaptação aos processos existentes.
Esse movimento não ocorre por modismo. A indústria do plástico responde a demandas claras do setor calçadista, que busca materiais capazes de reduzir dependência de borrachas técnicas mais caras e difíceis de ajustar esteticamente. O foco recai sobre controle de acabamento, sensação ao toque e viabilidade econômica dentro de escalas industriais.
Nesse contexto, os polímeros especiais deixam de ocupar um papel secundário e passam a integrar discussões estratégicas sobre materiais para solados, palmilhas e componentes flexíveis. A indústria do plástico entra nesse cenário como agente técnico capaz de dialogar com designers, engenheiros e compradores, traduzindo exigências sensoriais em propriedades materiais compatíveis com a realidade fabril.
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Faturamento da indústria tem alta, mas emprego segue em queda
Durante o ano de 2025, o faturamento real da indústria de transformação passou por oscilações, como em novembro que aumentou 1,2% em relação a outubro, segundo os Indicadores Industriais, de acordo com os dados divulgados pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), no último dia 19.
Entretanto, o emprego no setor caiu 0,2%, com isso se tornando a segunda queda consecutiva do índice. Está desaceleração acontece porque o ritmo do mercado de trabalho industrial se intensificou a partir de setembro. Sendo assim, desde então, o emprego industrial acumulou retração de 0,6%.
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Perante os resultados, Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, explica: “Em resposta à melhora da atividade industrial, que se iniciou em 2023 e que teve o seu melhor momento em 2024, o emprego industrial cresceu. Essa alta até se manteve no início de 2025, embora a atividade industrial já apresentasse sinais de que enfrentaria problemas, sobretudo com o aumento da Selic, cuja trajetória de alta teve início ainda em 2024. Mas com a crescente perda de ritmo de atividade industrial, o emprego industrial perdeu força.”
Azevedo esclarece que, comumente, a queda de atividade não se reflete na decisão de reduzir o número de empregados de forma imediata. Por isso, ele complementa: “Demitir e recontratar é custoso para a indústria, entre outros fatores, porque a mão de obra na indústria requer qualificação, muitas vezes realizada dentro da própria empresa. Assim, somente após meses de resultados mais fracos da atividade industrial, o emprego passou a ser afetado.”
Logo, mesmo com um recorte recente negativo, o indicador acumula alta de 1,7% entre janeiro e novembro de 2025 comparado ao mesmo período em 2024.
Comportamento dos indicadores industriais do mercado de trabalho industrial
Enquanto isso, os outros indicadores ligados ao mercado de trabalho da indústria mostraram-se bem em novembro, porém, somaram um desempenho negativo em 2025. Depois de quatro quedas consecutivas, o período em que acumulou retração de 1,4%, a massa salarial cresceu 1,5% em novembro.
Apesar disso, o indicador possui uma queda de 2,3% nos 11 primeiros meses do ano anterior perante a mesma época em 2024.
Já o rendimento médio dos trabalhadores industriais que estava na quarta queda seguida, voltou a crescer em novembro. Assim, o índice registrou um aumento de 1,6% em relação a outubro. Todavia, ainda assim, o indicador acumula tombo de 4% entre janeiro e novembro do ano passado na comparação aos primeiros 11 meses de 2024.
Atividade industrial segue em queda
Devido a alta de 1,2% em novembro, o faturamento interrompeu uma sequência de três quedas seguidas. Mas, o resultado acumulado no ano, revela que o indicador cresceu somente 3% entre janeiro e novembro de 2025, comparado a este período em 2024.
Nesse sentido, o gerente de análise econômica da CNI, afirma:“Esse crescimento acumulado do faturamento se tornou menor a cada mês do ano passado, reforçando as projeções de perda de ritmo da indústria, principalmente no segundo semestre de 2025.”
O número de horas trabalhadas, por sua vez, caiu 0,7% entre outubro e novembro. Este índice vinha de duas altas de 0,3% consecutivas. Na soma dos 11 primeiros meses do ano passado, o indicador subiu 0,9% na comparação com os 11 meses iniciais de 2024.
E a UCI (Utilização da Capacidade Instalada), caiu 0,6 ponto percentual, passando de 78,1% para 77,5%. A UCI de novembro de 2025 estava 2,4 pontos percentuais abaixo da UCI de novembro de 2024. Além disso, a UCI média nos 11 primeiros meses do ano passado foi 1 ponto percentual inferior à observada no mesmo período de 2024.
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A trajetória da JRK Soluções: uma história marcada por tradição familiar e inovação
Fundada oficialmente em 2013, a JRK Soluções é hoje uma referência nacional no setor industrial. No entanto, sua história começou muito antes, há mais de quatro décadas. Sendo construída a partir da experiência, da ética e da visão empreendedora de seu diretor.
O conhecimento no segmento metalmecânico foi passado de pai para filho. Ainda jovem, o diretor da JRK aprendeu a profissão no ambiente familiar, atuou como autônomo e participou de outros empreendimentos familiares.
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Até, então, dar o passo decisivo: Sair de uma antiga sociedade para abrir o próprio negócio nos fundos de casa. Logo, a inauguração aconteceu em Westfália (RS), em um espaço de apenas 60 m².
A seriedade, o compromisso com cada projeto e a ética profissional rapidamente se tornaram diferenciais reconhecidos pelo mercado. Esse reconhecimento impulsionou o crescimento da empresa e levou à ampliação das operações. A princípio, a empresa tinha como foco a consultoria para fábricas de ração animal. No entanto, a JRK conquistou clientes em diferentes regiões do país graças à excelência técnica e à confiabilidade dos serviços prestados.
Com o aumento da demanda e a confiança dos clientes, a empresa iniciou a fabricação de equipamentos, atendendo solicitações específicas do mercado. Dessa forma, o movimento marcou uma virada estratégica e abriu caminho para uma nova fase de expansão.
Da consultoria à indústria: a expansão fabril da JRK
O ano de 2017 se destaca como um marco importante nessa trajetória. Isso porque, mesmo já consolidada no mercado, a JRK deu um passo ousado ao estruturar sua operação industrial na cidade de Estrela (RS). Afinal, a decisão nasceu do amadurecimento dos processos internos, do domínio técnico adquirido ao longo dos anos e da percepção do impacto positivo gerado no mercado.
A partir desse momento, a empresa adquiriu uma área de 5 hectares para a instalação de sua nova planta industrial. Com isso, hoje conta com mais de 5.000 m² de área construída.
Com a nova estrutura, a JRK passou a investir fortemente em tecnologia, modernização do parque fabril e ampliação do portfólio, desenvolvendo máquinas que atendem aos setores de ração animal, industrial e plástico. Essa diversificação permitiu a expansão da atuação da empresa e a organização de projetos cada vez mais complexos, com atendimento em todo o território nacional.
Mais do que números e estrutura, a história da JRK é marcada pelo compromisso com os clientes e pela confiança construída ao longo do tempo. Ao longo dessa jornada, o diretor contou com o apoio da esposa, de membros da família e de colaboradores dedicados, que compartilham os mesmos valores e trabalham diariamente para garantir a qualidade, a inovação e a continuidade da indústria.
Hoje, a JRK Soluções segue investindo em presença, tecnologia e desenvolvimento, mantendo viva a essência que deu origem à empresa: tradição, ética, inovação e visão estratégica.
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A lógica por trás da aplicação de plásticos no setor da saúde
O setor da saúde utiliza plásticos como base para dispositivos médicos, embalagens e sistemas de suporte clínico. Isso ocorre porque as resinas oferecem versatilidade química e controle dimensional.
A aplicação correta do material começa pela escolha da resina adequada ao uso final. Cada ambiente hospitalar impõe exigências específicas de contato, esterilização e durabilidade. Plásticos de uso geral, como o Policloreto de Vinila (PVC), o Polipropileno (PP) e o Polietileno (PE), ocupam grande parte das aplicações. Esses materiais atendem demandas de alto volume.
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Tubulações, bolsas, frascos e componentes descartáveis utilizam essas resinas. Isso porque elas permitem processamento estável e adaptação a diferentes geometrias. No entanto, a aplicação correta exige atenção aos métodos de esterilização. Processos como Óxido de Etileno (EtO) ou radiação precisam manter as propriedades do material.
Logo, formulações específicas tornam-se parte da estratégia produtiva. O controle de aditivos assegura flexibilidade, resistência química e estabilidade durante o uso clínico.
Resinas técnicas ampliam possibilidades em dispositivos médicos
Enquanto isso, aplicações mais complexas demandam plásticos de engenharia. Esses materiais atendem requisitos mecânicos e térmicos mais rigorosos. Confira abaixo:
Policarbonato (PC): Este polímeropermite a produção de componentes transparentes e resistentes ao calor. Assim, equipamentos médicos ganham visibilidade de fluxo e estabilidade dimensional.
Poliuretano (PU): Oferece elasticidade controlada. Dessa forma, dispositivos que interagem com tecidos se adaptam melhor às condições fisiológicas.
Poliéterétercetona (PEEK): Se encaixa em aplicações ortopédicas, o material apresenta comportamento mecânico semelhante ao osso humano. Além disso, o PEEK não interfere em exames de imagem por Raio-X. Isso facilita o acompanhamento clínico após procedimentos cirúrgicos.
Nesse sentido, a aplicação do plástico na saúde avança ao substituir materiais tradicionais em funções específicas. Assim, a escolha técnica define segurança e funcionalidade.
Normas, controle e ambientes orientam a aplicação segura
A aplicação de plásticos na saúde exige conformidade regulatória rigorosa. A biocompatibilidade orienta todas as decisões de material e processo. A série ISO 10993 (Organização Internacional de Normalização) avalia a interação do plástico com o organismo. Esses testes analisam citotoxicidade e migração química.
Diante disso, fabricantes controlam aditivos, pigmentos e plastificantes. O objetivo envolve evitar qualquer risco ao paciente. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária regula o setor. A RDC Nº 665/2022 define Boas Práticas de Fabricação para dispositivos médicos.
Essa regulamentação exige rastreabilidade total da matéria-prima ao produto final. Assim, cada etapa do processo permanece documentada.
Além das normas, o ambiente produtivo influencia a aplicação do plástico. Salas Limpas seguem a ISO 14644 e controlam partículas e contaminações. A certificação ISO 13485 valida sistemas de gestão da qualidade. Logo, a aplicação do plástico na saúde combina material, processo e controle rigoroso.
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