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Brasil e Alemanha ampliam cooperação em economia circular e meio ambiente

Brasil e Alemanha firmaram acordos para fortalecer a cooperação bilateral nas áreas de economia circular e combate ao crime ambiental. O encontro aconteceu em Hanôver, na Alemanha. E contou com a presença dos ministros do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, e do Meio Ambiente, Conservação da Natureza, Segurança Nuclear e Proteção ao Consumidor alemão, Carsten Schneider. 

Brasil e Alemanha ampliam cooperação em economia circular e meio ambiente

Além disso, os países firmaram declaração conjunta em que a Alemanha manifesta intenção de aportar, por meio de seu banco de desenvolvimento KfW, até EUR 500 milhões para o Fundo Clima, operado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e liderado pelo MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima), que coordena seu Comitê Gestor. 

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Entre os atos do acordo está o Diálogo Brasil-Alemanha sobre Economia Circular e Eficiência de Recursos e seu plano de ação. Sendo assim, este ato busca fortalecer o intercâmbio bilateral sobre as políticas públicas necessárias à promoção da economia circular. 

Os Governos adotam este critério por considerarem um instrumento necessário para apoiar o crescimento sustentável. Bem como a eficiência de recursos e o combate à mudança do clima, à perda de biodiversidade e à poluição.

Enquanto isso, o  Diálogo tratará da concepção, planejamento e implementação de estratégias, legislação e políticas em áreas de interesse mútuo. Será um fórum para desenvolver conjuntamente recomendações de ajustes de políticas para apoiar a gestão sustentável de recursos.

Países definem pilares para avançar na economia circular

Assim, os países estruturam o intercâmbio em três pilares:

O primeiro pilar foca no aumento da circularidade e na eficiência de recursos ao longo de toda a cadeia de valor de materiais-chave, especialmente plásticos, água, produtos químicos, minerais e metais. Além de categorias de produtos e setores estratégicos como eletrônicos, têxteis e embalagens. 

Para sustentar essa frente, os países promovem trocas sobre instrumentos e ferramentas de política, como critérios de ecodesign, rotulagem ambiental, sistemas de gestão ambiental, responsabilidade estendida do produtor, compras públicas sustentáveis, financiamento de medidas de economia circular e subsídios. Por fim, os participantes discutem padrões mais ambiciosos de sustentabilidade e transparência ao longo das cadeias de valor desses materiais e produtos selecionados.

No texto, as partes destacam a intenção de atuar conjuntamente em mecanismos multilaterais internacionais sobre esses temas, como a Organização das Nações Unidas, incluindo o Comitê Intergovernamental de Negociação sobre Poluição por Plásticos, para promover padrões sustentáveis de consumo e produção e acelerar a transição para um uso mais eficiente, sustentável e circular de materiais e recursos naturais.

As autoridades de alto nível dos países conduzirão o Diálogo, enquanto um Comitê Diretivo Conjunto assumirá a governança da iniciativa. Esse comitê se reunirá anualmente e supervisionará as ações desenvolvidas, com a participação de outros ministérios envolvidos e do setor privado.

O plano de ação terá aplicação inicial de cinco anos.

Cooperação entre Brasil e Alemanha mira combate a crimes ambientais

Brasil e Alemanha assinaram, nesta segunda-feira, o segundo ato que institui a Declaração Conjunta sobre a Cooperação no Combate aos Crimes Ambientais. Com isso, os dois países reconhecem que crimes como o tráfico ilícito de fauna e flora silvestres, o descarte ilegal de resíduos. Além da mineração e da pesca ilegais configuram uma forma grave e em rápida expansão de crime organizado transnacional. 

Essas práticas geram lucros ilícitos significativos para organizações criminosas e provocam impactos ambientais relevantes. Como a aceleração da perda de biodiversidade, das mudanças climáticas e da poluição, além de ameaçarem povos indígenas e comunidades locais.

Nesse sentido, Brasil e Alemanha podem desenvolver a cooperação por meio de intercâmbios bilaterais entre ministérios dos dois países, do fortalecimento da coordenação em processos multilaterais para ampliar a colaboração internacional. Assim como, da discussão de caminhos que ampliem o engajamento de iniciativas multissetoriais e da sociedade civil.

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Interplast e Plástico Virtual anunciam parceria inédita para 2026

Impactando ainda mais o setor do plástico, a Interplast e a Plástico Virtual anunciam uma parceria inédita para a edição de 2026 da feira. Oficializada como agência oficial e exclusiva da Interplast, a Plástico Virtual vem estruturando ações que visam movimentar o mercado, antes, durante e depois da feira, juntamente com a Interplast. 

Interplast e Plástico Virtual anunciam parceria inédita para 2026

Divulgação pré-feira para os expositores, construção de autoridade no meio digital e reconhecimento de marca são apenas algumas das ações vindas desta parceria. Isso porque, a feira inicia no dia 25 e vai até o dia 28 de agosto, mas os serviços já estão em andamento. 

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Entre as ações, está a divulgação pré-feira para os expositores, com divulgação na Plástico Virtual e nos canais de comunicação. Nesse sentido, a agência oferece prospecção ativa por LinkedIn, WhatsApp, e e-mail voltado a compradores industriais com perfil alinhado ao de cada empresa expositora. Com isso, a ideia é que o estande já esteja na rota de visitação dos tomadores de decisão antes mesmo da abertura da feira.

Como a Plástico Virtual transforma presença digital em oportunidades reais de negócio - Os três pilares

Com 11 anos no mercado e participações na feira, a Plástico Virtual utiliza a presença no meio digital para gerar resultados consistentes. Assim, as ações se dividem em três pilares:

Na mídia digital Plástico Virtual as divulgações acontecem no Google, LinkedIn, Portal, Instagram e outros. A escolha desses meios se dá por sua relevância global, já que recebem milhares de acessos de tomadores de decisão. Assim como pela presença da empresa nelas. 

Enquanto isso, a Prospecção B2B, visa dar mais fluxo de oportunidades comerciais antes da feira, aumentando as negociações durante o evento. Esta ação acontece no LinkedIn, WhatsApp e e-mail. Mais fluxo de oportunidades comerciais antes da feira, aumentam as negociações durante o evento.

E a Agência de Marketing especializada em vendas atua para reduzir o tempo dos expositores nesta ação. Por entender o mercado e seu negócio, este setor devolve até 5x de retorno sobre o seu investimento.

Saiba mais detalhes sobre a Plástico Virtual e a parceria com a Interplast

A Plástico Virtual se consolidou como o maior portal de conteúdo da indústria do plástico na América Latina, após mais de onze anos de atuação no setor. Diariamente, o portal atrai profissionais que decidem compras na indústria, como transformadores, fornecedores, executivos e compradores ativos. Com isso, o expositor da Interplast garante uma visibilidade direcionada, que alcança diretamente quem já atua no mercado.

Veículos de comunicação de alcance nacional destacaram a parceria entre a Interplast e a Plástico Virtual. O Valor Econômico, um dos principais jornais de negócios do Brasil, noticiou a iniciativa, que também ganhou espaço nos portais Terra e O Globo, dois dos maiores do país.

Diante disso, Rodrigo Oliveira, diretor da Plástico Virtual, ressalta: "A gente conhece esse mercado há mais de dez anos. Sabe como o comprador industrial pesquisa, onde ele está e o que ele precisa ver para tomar uma decisão. Quando um expositor trabalha com a gente, ele não está contratando publicidade genérica. Está colocando a empresa na frente de quem já está dentro do setor.”

Nesse mesmo sentido, a organização da Interplast comenta: "Participar de uma feira envolve planejamento, investimento e expectativa de resultado. A gente sabe disso. Essa parceria com a Plástico Virtual é uma forma concreta de ajudar o expositor a ir além dos três dias de evento e continuar gerando contatos qualificados depois que a feira fecha."

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PL de desplastificação acende sinal de alerta no setor

O Projeto de Lei nº 258/2024 que propõe a criação de uma Política Nacional de Desplastificação, possui diretrizes voltadas à redução do uso de materiais plásticos no Brasil e incentivo à adoção de alternativas. A proposta, no entanto, acende um sinal de alerta no setor.

Representantes da indústria passaram a acompanhar com atenção o avanço do Projeto de Lei nº 258/2024, porque entidades enxergam possíveis reflexos diretos sobre empregos, custos operacionais e estabilidade de cadeias produtivas consideradas estratégicas.

Ainda assim, o setor reconhece a importância de enfrentar o problema dos resíduos e mantém posicionamento favorável a práticas mais sustentáveis, incluindo reciclagem e reaproveitamento de materiais. Contudo, lideranças apontam que o texto em discussão segue sem uma avaliação regulatória completa, o que dificulta a mensuração dos impactos reais.

Diante disso, lideranças no setor observam que o projeto não apresenta comparações consistentes entre diferentes soluções tecnológicas disponíveis. Com isso, a indústria percebe que tomadores de decisão podem ignorar caminhos alternativos. O que amplia o nível de incerteza no ambiente produtivo.

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Empresas e associações destacam que mudanças estruturais exigem estudos aprofundados antes de qualquer implementação. Isso ocorre porque alterações desse porte podem afetar diretamente o mercado de trabalho, os custos de produção e o acesso a insumos.

Sob esse aspecto, especialistas alertam que substituir materiais sem critérios técnicos abrangentes tende a provocar efeitos indesejados. Em determinadas situações, alternativas consideradas mais sustentáveis têm a possibilidade de aumentar o consumo de recursos naturais ou elevar emissões ao longo do processo produtivo.

Sendo assim, o setor defende o uso de ferramentas como a ACV (Análise de Ciclo de Vida), que permite avaliar impactos desde a origem da matéria-prima até o descarte. Dessa forma, decisões passam a considerar todo o percurso do produto, evitando conclusões baseadas em análises superficiais.

Estrutura nacional ainda restringe mudanças rápidas em relação a plásticos

A discussão também envolve desafios internos que ainda dificultam avanços mais rápidos. O país enfrenta limitações na coleta e no tratamento de resíduos, além de restrições na expansão de soluções alternativas em larga escala.

Em razão disso, mudanças bruscas podem pressionar custos e reduzir a capacidade de adaptação das empresas. Ao mesmo tempo, o ambiente internacional adiciona incertezas, já que conflitos geopolíticos e oscilações no comércio global influenciam diretamente o funcionamento das cadeias de suprimento.

Com base nesse quadro, representantes defendem decisões mais cautelosas, que considerem tanto o cenário interno quanto o externo. Assim, políticas públicas tendem a alcançar melhores resultados quando dialogam com a realidade econômica e com as condições estruturais existentes.

A proposta também levanta preocupações sobre o futuro de empresas que dependem diretamente dos materiais que podem ser restringidos. Muitas delas operam com equipamentos específicos, voltados a esse tipo de produção, o que dificulta uma transição imediata.

Como consequência, cresce o receio de perda de postos de trabalho, especialmente em segmentos que já lidam com custos elevados e margens reduzidas. Esse cenário intensifica o alerta sobre possíveis impactos sociais caso mudanças ocorram sem planejamento adequado.

Por isso, entidades defendem a ampliação do diálogo entre governo, setor produtivo e comunidade científica. A intenção consiste em construir uma proposta equilibrada, capaz de avançar na agenda ambiental sem comprometer a atividade econômica. Em síntese, o setor entende que a transição precisa ocorrer de forma gradual, com base técnica e previsibilidade para todos os envolvidos.

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Indústria do plástico gera mais de 378 mil empregos e reforça produtividade

A indústria de transformação de plástico gerou 363,4 mil empregos distribuídos em 12,4 mil empresas, enquanto o segmento de reciclagem contabilizou 15,4 mil contratações em 1,6 mil negócios. Nesse sentido, o setor consolidou sua posição como o quarto maior polo industrial do país.

Indústria do plástico gera mais de 378 mil empregos e reforça produtividade

Ao mesmo tempo, a reciclagem demonstrou impacto direto na geração de renda. Para cada tonelada de plástico reciclado, o setor criou oportunidades de trabalho para 3,16 mil catadores em 2023, conforme dados da Abiplast.

Com isso, a cadeia produtiva ampliou sua relevância social e econômica, conectando diferentes etapas, desde a produção até o reaproveitamento de materiais. Logo depois, o setor reforçou seu papel como importante gerador de empregos em diversas regiões do país.

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O setor de transformação do plástico registrou faturamento de R$ 123 bilhões, conforme o levantamento mais recente. Dessa maneira, grandes empresas concentraram 67,2% desse total, enquanto médias companhias responderam por 25,1% e micro e pequenas empresas por 7,7%.

Em seguida, o comércio exterior também contribuiu para os resultados, com US$ 3,7 bilhões em importações e US$ 1,39 bilhão em exportações de produtos transformados.

Dessa forma, a estrutura do setor evidenciou uma forte presença de grandes grupos, ao mesmo tempo em que manteve espaço para negócios de menor porte. Consequentemente, o mercado apresentou uma dinâmica diversificada, com diferentes perfis de atuação.

O anuário revelou que o Brasil produziu 7,04 milhões de toneladas de produtos plásticos em 2023, enquanto o consumo atingiu 7,49 milhões de toneladas. Assim, o mercado manteve um volume expressivo de circulação de materiais.

Ao passo que a demanda permaneceu elevada, o faturamento estimado alcançou R$ 123,36 bilhões. Com isso, o setor apresentou consistência nos resultados ao longo do período analisado.

Enquanto isso, diferentes segmentos absorveram esses produtos em larga escala, reforçando a presença do plástico em diversas aplicações. Dessa maneira, o equilíbrio entre produção e consumo sustentou a dinâmica do mercado.

Setores consumidores ampliam uso de plásticos

A construção civil liderou as vendas do setor plástico com 28,32%, seguida pela indústria alimentícia, que respondeu por 18,98%. Nesse movimento, comércio e varejo alcançaram 7,90%, enquanto automóveis e autopeças registraram 7,25%.

Em seguida, segmentos como produtos de metal, máquinas e equipamentos, bebidas e móveis também participaram de forma relevante. Dessa forma, o plástico permaneceu presente em diversas cadeias produtivas.

Ao mesmo tempo, 45,5% dos materiais consumidos apresentaram ciclo de vida longo, permanecendo em uso por períodos mais extensos antes do descarte. Como resultado, esses produtos seguiram integrados às atividades econômicas por mais tempo.

A reciclagem mecânica pós-consumo alcançou 1,1 milhão de toneladas em 2023, representando 25,6% do total destinado a esse processo. Nesse sentido, o setor ampliou o reaproveitamento de materiais.

Entre os principais destaques, o PET atingiu 53,6% de reciclagem, seguido pelo EPS com 33,8% e pelo PEAD com 31,2%. Ao mesmo tempo, o PP registrou 23,8%, enquanto o PVC chegou a 16,8%.

Com isso, diferentes tipos de resinas passaram a integrar o ciclo de reaproveitamento. Consequentemente, o avanço desses índices reforçou a importância da reciclagem na cadeia do plástico.

Iniciativas impulsionam circularidade no setor plástico

A Abiplast destacou iniciativas que ampliam a circularidade no setor, como o Recircula Brasil, plataforma que rastreia resíduos plásticos desde a origem até a reinserção como matéria-prima. Dessa maneira, o sistema conecta diferentes etapas do ciclo produtivo.

Em paralelo, a Rede pela Circularidade do Plástico reúne diversos agentes da cadeia, incluindo transformadores, recicladores, cooperativas e varejo. Assim, o grupo busca soluções voltadas ao reaproveitamento de materiais.

Segundo José Ricardo Roriz Coelho, “Estamos confiantes de que o anuário será uma fonte de informação valiosa para toda a cadeia produtiva, incentivando a colaboração entre as indústrias, poder público e a sociedade na busca por soluções que conciliem o desenvolvimento econômico e a preservação ambiental”.

Diante disso, o setor segue ampliando iniciativas que conectam produção e reaproveitamento. Em síntese, essas ações reforçam a busca por práticas mais alinhadas à circularidade.

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SDDR ganha espaço como solução para ampliar reciclagem de embalagens

O sistema de depósito, devolução e retorno (SDDR) estabelece uma dinâmica em que o consumidor paga um valor adicional ao adquirir uma bebida e recebe esse montante de volta ao devolver a embalagem vazia. Nesse sentido, o modelo transforma a embalagem em um ativo temporário e incentiva sua devolução.

SDDR ganha espaço como solução para ampliar reciclagem de embalagens

Dessa forma, o descarte comum perde espaço, enquanto a devolução passa a integrar o comportamento de consumo. Ao mesmo tempo, o sistema contribui para reduzir o volume de resíduos destinados a aterros e amplia o reaproveitamento de materiais.

Com isso, o SDDR cria uma conexão direta entre compra e reciclagem, o que reforça a responsabilidade compartilhada entre consumidores e empresas.

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O funcionamento do SDDR segue uma sequência estruturada que conecta todas as etapas do ciclo da embalagem. Assim, o consumidor paga um valor adicional no momento da compra, identificado de forma clara no produto.

Em seguida, o consumo ocorre normalmente, sem alteração na experiência de uso. Logo depois, a embalagem vazia retorna a pontos de recolha ou equipamentos automatizados.

Posteriormente, o sistema realiza o reembolso por meio de dinheiro, descontos ou créditos eletrônicos. Ao mesmo tempo, as embalagens seguem para triagem e reciclagem, o que fecha o ciclo produtivo. Dessa maneira, o modelo organiza o fluxo de materiais e incentiva a devolução contínua.

Como a tecnologia organiza devoluções dos plásticos

O SDDR depende de sistemas tecnológicos para operar de forma integrada. Nesse contexto, códigos de barras e plataformas digitais registram cada embalagem ao longo do processo.

Com isso, o sistema associa o valor devolvido a uma unidade específica, o que reduz fraudes e amplia o controle. Ao passo que os dados circulam entre os agentes envolvidos, o monitoramento se torna mais preciso.

Consequentemente, a gestão do fluxo de embalagens se torna mais organizada, permitindo ajustes contínuos no sistema.

Exemplos de implementações de SDDR

A Espanha adotou o SDDR como estratégia para ampliar a reciclagem de embalagens de bebidas. Nesse caso, o modelo prevê a inclusão de recipientes de até três litros, como água, refrigerantes, sucos e cerveja.

Dessa maneira, consumidores pagam um depósito mínimo por unidade e recebem o valor de volta ao devolver a embalagem. Enquanto isso, a devolução pode ocorrer em lojas ou máquinas automáticas, conforme a estrutura disponível.

Assim, o país utiliza o sistema como ferramenta para aumentar o retorno de embalagens e reduzir o descarte inadequado, reforçando a integração entre consumo e reaproveitamento.

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Queda de 30% no PET pressiona mercado do plástico

Segundo dados da consultoria MaxiQuim revelam uma queda de 30% na compra de plástico PET. Às vésperas do início do “Decreto do Plástico“, norma que obriga fabricantes de embalagens a incorporar percentuais mínimos de material reciclado em seus produtos, o mercado brasileiro lida com desafios. 

Queda de 30% no PET pressiona mercado às vésperas do Decreto do Plástico

Editado pelo Ministério do Meio Ambiente, o decreto define que, a partir de julho de 2026, fabricantes de embalagens deverão usar ao menos 22% de conteúdo reciclado em produtos plásticos, sob pena de multas com possibilidade de chegar a R$ 50 milhões. 

O decreto busca estimular a economia circular. Dessa forma, para cumprir a meta, as empresas precisam comprar mais rPET, sigla para a resina de PET reciclado utilizada em garrafas, potes e outras embalagens plásticas.

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Estimativas indicam que o Brasil já conta com uma base relevante de capacidade instalada para a produção de rPET. Nesse sentido, o país alcançou cerca de 510 mil toneladas em 2024, conforme dados da Abipet (Associação Brasileira da Indústria do PET).

Ainda assim, representantes da cadeia de reciclagem apontam a concorrência com resinas virgens como o principal fator da retração. Isso porque esses materiais atravessam um ciclo global de preços baixos.

O que levou à queda na compra de plásticos PET?

Ao mesmo tempo, a sobrecapacidade produtiva nos Estados Unidos e na China amplia a oferta e pressiona os preços para baixo, o que reduz a competitividade do reciclado. Como resultado, em alguns casos, o plástico reciclado chega a custar até 41% menos do que o material virgem.

Diante disso, Maurício Jaroski, diretor de química sustentável e reciclagem da MaxiQuim, afirma: “Há hoje muito mais capacidade de produção de resinas virgens no mundo do que demanda. Isso derruba os preços e reduz o incentivo para o uso de reciclados.”

Além disso, os custos seguem elevados porque a cadeia envolve coleta, triagem, transporte e processamento, etapas que não acompanham a queda de preços da petroquímica.

Por outro lado, o cenário começa a apresentar sinais de mudança em função da guerra no Oriente Médio. O conflito pressiona o preço do petróleo e encarece as resinas virgens, o que reequilibra a disputa com o material reciclado.

De acordo com Jaroski, os preços de ambos os materiais sobem entre 30% e 45% nas últimas semanas. Além disso, o aumento dos custos logísticos, a escassez de navios e a alta do petróleo retomam condições semelhantes às observadas durante a pandemia, período em que a reciclagem ganhou mais competitividade frente ao material virgem.

A incerteza regulatória se soma ao fator econômico e impacta as decisões do setor. Mesmo com multas altas, empresas colocam em dúvida a fiscalização e a segurança jurídica do decreto. “Muitos players estão pagando para ver. Não está claro como será a aplicação das regras nem se haverá continuidade no longo prazo”, afirma Jaroski.

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Cientistas e universidades ao redor do mundo fabricam soluções diferentes com plásticos

Cientistas na China criam plástico de bambu que atende demanda de diversos setores

Cientistas na China criam plástico de bambu que atende demanda de diversos setores

Pesquisadores da Universidade de Tecnologia Química de Shenyang, na China, criaram um tipo de plástico feito de bambu. O estudo publicado na revista Nature Communications, apresenta a inovação e mostra como as propriedades se assemelham ao material convencional. A novidade também está no aumento da possibilidade de uso na indústria, incluindo a moveleira e embalagens, de forma ampla. 

Apesar de existirem outros estudos com plásticos feitos com bambu, este se difere dos outros por não conter compostos tóxicos. Assim, ele consiste em adicionar solventes naturais para quebrar as ligações químicas do bambu, produzindo uma mistura de moléculas menores de celulose. Logo após, os pesquisadores adicionam ao composto, fazendo com que as moléculas de celulose se reorganizem em um plástico resistente.

Chamado de plásticos BM, os cientistas ressaltam sua resistência e durabilidade. Isso porque ele suporta altas temperaturas, ao passo que também oferece versatilidade na produção por meio de técnicas como injeção, moldagem e usinagem.

Além disso, se trata de um material biodegradável, que se decompõe no solo em apenas 50 dias. Assim como, após a reciclagem, assegura 90% da resistência original. O crescimento rápido do bambu também é considerado uma vantagem. 

No entanto, os pesquisadores sinalizam que, para garantir a sustentabilidade do material, o manejo deve acontecer de forma sustentável. Isto é, do plantio a colheita seletiva controlada, e respeito ao ciclo natural da planta.

Sistema alimentado com energia solar recicla plásticos 

Sistema alimentado com energia solar recicla plásticos

Na Universidade de Cambridge, na Inglaterra, um grupo de cientistas criou um novo sistema alimentado por energia solar que transforma resíduos plásticos de difícil reciclagem em hidrogênio limpo e produtos químicos industriais. Para isso, eles utilizam um processo denominado “fotoreformação ácida solar”.

O sistema utiliza um reator que funciona exclusivamente com luz solar e recorre a ácido recuperado de baterias automóveis usadas. De modo a permitir tratar simultaneamente dois tipos de resíduos.

Assim, o processo começa com a decomposição dos plásticos através desse ácido recuperado, que quebra as cadeias poliméricas em compostos mais simples, como o etilenoglicol (composto químico orgânico líquido, incolor, inodoro e de sabor adocicado). 

Em seguida, um fotocatalisador especialmente desenvolvido, resistente a ambientes altamente corrosivos, utiliza a luz solar para transformar esses compostos em hidrogênio e ácido acético, um produto amplamente utilizado na indústria química.

Nesse sentido, os investigadores ressaltam o reaproveitamento do ácido proveniente de baterias descartadas como uma das principais vantagens. Com isso, quando integrado ao processo, o recurso aumenta a eficiência e reduz o desperdício na produção de hidrogênio.

Quanto ao funcionamento, os testes laboratoriais revelam que o reator atua por mais de 260 horas sem perder o desempenho. Além do que continua produzindo níveis elevados de hidrogênio e mantém boa seletividade na produção de ácido acético. A pesquisa também demonstrou eficácia no tratamento de vários tipos de plástico, incluindo materiais de difícil reciclagem, como nylon e poliuretano.

Universidade na Rússia fabrica embalagens plásticas para produtos petroquímicos

Universidade na Rússia fabrica embalagens plásticas para produtos petroquímicos

Enquanto isso na Rússia, especificamente na Universidade Técnica Estadual de Omsk, pesquisadores estão criando uma embalagem leve para produtos petroquímicos. Feita de plástico especial resistente ao frio, se trata de um sistema móvel capaz de reciclar esse material diretamente no local de uso. 

A ideia busca diminuir a pegada ambiental e criar um modelo econômico viável para o gerenciamento de resíduos plásticos em regiões remotas do norte. 

O sistema opera no princípio de ciclo fechado: recicla o plástico triturado por meio de pirólise (aquecimento sem acesso ao oxigênio) e utiliza a energia gerada no processo para seu funcionamento. Assim, resultando em uma matéria-prima com capacidade de reutilização.

Desse modo, as novas embalagens de plásticos serão 20% mais leves, bem como resistentes a temperaturas extremamente baixas e mais fáceis de reciclar.

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Consumo interno impulsiona mercado de embalagens PET no Brasil

O mercado de embalagens PET encerrou 2025 com 807 mil toneladas de resina virgem produzidas, mantendo o mesmo patamar registrado no ano anterior. Ainda assim, o setor alcançou faturamento de R$ 10,3 bilhões, mesmo diante da queda de 10% nos preços internacionais da commodity.

Nesse sentido, o material reforçou sua posição ao combinar leveza, resistência e preço competitivo, fatores que estimularam sua entrada em segmentos como sucos naturais e produtos lácteos. Ao mesmo tempo, o consumo doméstico de resina virgem cresceu de forma relevante, refletindo o interesse tanto de empresas quanto de consumidores.

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Do mesmo modo, o PET consolidou sua presença em categorias já tradicionais, como água mineral, óleo comestível e alimentos diversos. Como resultado, o material se manteve como uma escolha recorrente em diferentes cadeias produtivas.

Enquanto isso, o uso de PET reciclado avançou e alcançou 54% das embalagens descartadas pela população. Dessa forma, o crescimento do reciclado ampliou o papel da circularidade no setor. Logo depois, o material reciclado ganhou ainda mais relevância ao se tornar o único plástico homologado pela Anvisa para contato com alimentos, ampliando seu alcance no mercado.


Escalada de preços preocupa empresas e consumidores

O aumento repentino nos preços das resinas, especialmente do polietileno de baixa densidade, impactou diretamente as cadeias produtivas e elevou os custos ao consumidor. Por consequência, empresas passaram a lidar com reajustes expressivos e dificuldades no planejamento.

Todavia, a ausência de explicações claras sobre os critérios adotados nos aumentos intensificou a preocupação no setor. A atuação da Braskem no controle dos preços ampliou a tensão entre fornecedores e indústrias transformadoras.

Em seguida, surgiram temores sobre desabastecimento e novos aumentos, o que elevou o nível de incerteza no mercado. Simultaneamente, disputas comerciais e conflitos no mercado internacional de petróleo contribuíram para a escalada dos preços das resinas.

Diante disso, mudanças consideradas desproporcionais nos valores e a falta de comunicação oficial evidenciaram um cenário complexo. Além do mais, rumores sobre recuperação judicial da Braskem e a possibilidade de tarifas de importação ampliaram a instabilidade.

Consequentemente, empresas passaram a revisar estratégias e monitorar riscos, enquanto consumidores já sentem reflexos nos preços finais de produtos embalados em plástico.

Reciclagem PET ganha força como resposta ao cenário atual

Diante dos desafios recentes, empresas passaram a avaliar alternativas para manter o abastecimento e reduzir impactos nos custos. Assim, a valorização de materiais reciclados ganhou protagonismo como estratégia para diminuir a dependência da resina virgem.

Nesse caminho, especialistas destacaram a importância de ampliar o diálogo entre os agentes do setor, com foco na construção de relações mais equilibradas. Ao mesmo tempo, a diversificação de materiais e formatos entrou no radar como forma de reduzir riscos.

Sob essa perspectiva, iniciativas voltadas à reciclagem e à conscientização do consumidor ganharam força, ampliando o uso responsável dos recursos disponíveis. Em paralelo, o avanço dessas práticas contribuiu para suavizar os efeitos das oscilações nos preços das resinas.

Por conseguinte, empresas passaram a acompanhar com mais atenção os movimentos do mercado petroquímico e possíveis medidas regulatórias. O setor segue atento aos desdobramentos, enquanto busca soluções que sustentem a oferta de produtos e mantenham os preços acessíveis.

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PIB Interno deve crescer em 2026, diz nova projeção

A projeção do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto)  da CNI (Confederação Nacional da Indústria) passou de 1,8% para 2% no país. Enquanto isso, a expectativa de alta na indústria em 2026 foi de 1,1% para 1,6%. Os dados vêm do Informe Conjuntural do 1º Trimestre. 

PIB Interno deve crescer em 2026, diz nova projeção

Nesse sentido, os serviços e a agropecuária também tiveram as estimativas revistas, e com isso cresceram em relação às projeções feitas em dezembro de 2025. O serviço foi de 1,9% para 2,1%, já a agropecuária de 0% para 1,1%. 

Diante disso, o diretor de Economia da CNI, Mário Sérgio Telles, explica: “Os ajustes das projeções de crescimento da economia se devem especificamente a três fatores. O primeiro é o desempenho mais positivo do que o esperado para a indústria extrativa nos primeiros meses do ano, puxado pela produção de petróleo e de minério de ferro. O segundo é a contínua revisão da previsão para a safra, para a qual se previa queda; e o último fator é um melhor desempenho do setor de serviços.”

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Sendo assim, o desempenho acima do esperado da atividade econômica nos primeiros meses de 2026 também contribuiu para a melhora das expectativas, logo, impactou as projeções. Sob outra perspectiva, a qualidade do crescimento econômico persiste e preocupa, visto o constante desequilíbrio entre consumo e investimento. 

Neste caso, Telles analisa: “É o tipo de crescimento que não se sustenta. Se nós não tivermos aumento dos investimentos que gere uma oferta maior no futuro e supra o maior nível de consumo, o ritmo de expansão da economia será comprometido.”

De acordo com a análise da CNI,o consumo das famílias deve subir 2% em 2026, uma alta de 0,7 ponto percentual frente ao ritmo de crescimento do ano passado. 

O impulso fiscal, a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e o crescimento da massa salarial devem impulsionar esse avanço. Já os investimentos devem subir 0,6%, ante alta de 2,9% em 2025, refletindo o impacto dos juros elevados e o endividamento das empresas.

A possível queda dos juros 

Apesar da perda de ritmo da economia, o mercado de trabalho seguirá aquecido, porém em menor intensidade comparado a 2025. Então, projeta-se uma alta de 1% da população ocupada, com isso, a taxa de desemprego chegaria a 5,2% no fim de 2026. 

Do mesmo modo, os núcleos de inflação — que excluem os preços mais voláteis — seguem acima do IPCA “cheio”, há resistência nos preços relacionados aos serviços e piora das expectativas de inflação para 2026 e 2027. 

Além disso, a deterioração do ambiente externo e riscos geopolíticos podem impactar os preços por aqui. Nesse cenário, a taxa Selic deve encerrar o ano em 12,75% e não em 12%, como a estimativa anterior. Consequentemente, as concessões de crédito devem crescer 2,2%, alta inferior à de 2025 (3,2%).

Comportamento das exportações e importações 

O Brasil deve chegar a um crescimento de 11% no valor das exportações, isto é, US$ 354,3 bilhões. Isso se dá por uma combinação de fatores, a alta no preço das commodities, a melhora do acesso ao mercado norte-americano, advinda de uma queda de parte das tarifas de importação —, e a recuperação da demanda argentina, importante parceiro comercial do país.

As importações, por sua vez, tendem a cair. Haja vista a perdade dinamismo da atividade industrial interna. A CNI projeta queda de 3,2% nas importações, totalizando US$ 281,5 bilhões. Com isso, a balança comercial brasileira deve registrar saldo positivo de US$ 72,8 bilhões.

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ICEI atinge o menor nível desde 2020, revela dados da CNI

O ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial) caiu pela terceira vez consecutiva. De acordo com os dados divulgados pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), em abril, o indicador registrou 45,2 pontos, isto é, 1,4 ponto a menos comparado a março. 

ICEI atinge o menor nível desde 2020, revela dados da CNI

Com isso, o Índice registra o menor nível desde junho de 2020, na época os empresários ainda lidavam com os impactos da pandemia do Covid-19. 

Sendo assim, está abaixo da linha de 50 pontos, que define confiança e falta de confiança. Pelo 16º mês consecutivo o ICEI demonstra pessimismo persistente entre os empresários da indústria desde do início de 2025. 

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Diante disso, Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI contextualiza: “A queda da confiança no ano passado se explica pela desaceleração da demanda por bens industriais, provocada pelas altas taxas de juros, mas o pessimismo vem se agravando em 2026 devido à piora do cenário externo e à pressão de custos por conta da elevação do preço de petróleo.”

Além disso, em abril, os dois componentes do ICEI recuaram. O índice de condições atuais caiu 1,6 ponto, para 40,5 pontos. Dessa forma, o indicador se afastou ainda mais da linha de 50 pontos, sinalizando uma avaliação negativa dos industriais sobre o momento da economia e das próprias empresas piorou em relação a março.

Enquanto isso, o índice de expectativas diminuiu 1,2 ponto, chegando a 47,6 pontos. Portanto, intensifica as expectativas negativas dos empresários em relação ao desempenho da economia e também da própria empresa para os próximos seis meses.  

Para a edição de abril de 2026 a CNI conversou com 1.070 empresas, sendo 451 pequenas, 366 médias e 253 grandes. A pesquisa aconteceu entre 1º e 8 de abril. 

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