Uma pesquisa realizada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e pelo Centro de Pesquisa em Economia Circular da USP (Universidade de São Paulo) revelou que, em 2023, 85% das indústrias brasileiras adotam pelo menos uma prática de economia circular. Esse sistema redesenha o modo de produção para viabilizar um fluxo circular de recursos, minimizar resíduos […]
Uma pesquisa realizada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e pelo Centro de Pesquisa em Economia Circular da USP (Universidade de São Paulo) revelou que, em 2023, 85% das indústrias brasileiras adotam pelo menos uma prática de economia circular. Esse sistema redesenha o modo de produção para viabilizar um fluxo circular de recursos, minimizar resíduos e promover o desenvolvimento sustentável.

Diante disso, Ricardo Alban, presidente da CNI, destaca: “A transição para a economia circular não é apenas uma aspiração, mas uma realidade em constante evolução na indústria, que tem demonstrado um compromisso crescente com a adoção de práticas circulares”.
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Sendo assim, durante o período de 17 de maio a 30 de julho de 2024, 253 indústrias de transformação e construção foram entrevistadas. Entre elas, 68% dos empresários reconheceram que a implementação de práticas circulares reduz as emissões de gases de efeito estufa. Assim, colaborando diretamente com o enfrentamento das mudanças climáticas.
De acordo com os dados do SEEG (Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa), desenvolvido pelo Observatório do Clima, o setor de resíduos foi responsável por 91,3 milhões de toneladas de CO₂ emitidas no Brasil em 2022. Com isso, representa 4% do total das emissões.
Nesse sentido, Roberto Muniz, diretor de Relações Institucionais da CNI, considera essas iniciativas essenciais para promover a transição para uma economia de baixo carbono.
Dessa forma, ele avalia: É menos emissão de gases de efeito estufa, menor extração de novos recursos, melhor uso de energia. Então, as empresas reduzem a pegada de carbono da atividade industrial e evitam agravar outras questões, como a redução da vida útil dos aterros".
Em relação ao compromisso da indústria com a economia circular, a pesquisa identificou as práticas mais progressistas, com as empresas revelando as ações que vêm adotando.
Veja as principais práticas sustentáveis:
Ainda, o superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Davi Bomtempo, comenta: “A indústria é um ator-chave na transição para uma economia circular e pode contribuir ainda mais. Temos promovido uma gestão mais eficiente dos recursos e a valorização dos produtos desde a criação até o fim do ciclo de vida”.
Assim, a CNI e a FIESP abriram uma chamada pública para identificar boas práticas de economia circular na indústria. Dessa forma, estão aptas a participar empresas da América Latina e Caribe, a apresentação das selecionadas vai acontecer no Fórum Mundial de Economia Circular (WCEF2025). O maior evento global sobre o tema, que ocorrerá pela primeira vez na América Latina, nos dias 13 e 14 de maio de 2025, em São Paulo. O prazo para inscrição é até 31 de outubro.
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