Plástico pelo mundo: Fique por dentro das principais notícias e curiosidades do plástico pelo mundo. Pesquisa no Havaí indica que asfalto com plástico reciclado não aumenta emissão de polímeros. Portugal cria incentivo financeiro para devolução de garrafas plásticas. Projeto escolar une criatividade e sustentabilidade na construção de casas para aves
O Havaí iniciou a implementação de um novo tipo de asfalto que incorpora plásticos reciclados e redes de pesca abandonadas, com o objetivo de reduzir o impacto ambiental dos resíduos. Desde 2020, o estado já utiliza asfalto modificado para suportar condições climáticas tropicais; agora, a proposta avalia a substituição parcial desses polímeros por materiais reciclados.

Após quase um ano de testes em uma estrada na ilha de Oahu, os pesquisadores identificaram resultados iniciais promissores. Ainda assim, eles analisaram se o novo material poderia gerar emissões adicionais de polímeros em comparação ao asfalto convencional.
Ao mesmo tempo, o Havaí enfrenta desafios logísticos específicos devido à sua localização geográfica, o que dificulta a reciclagem e a exportação de resíduos plásticos. Por isso, o uso desses materiais em infraestrutura surge como uma alternativa para reduzir o transporte e evitar práticas como incineração ou descarte.
No entanto, a viabilidade da solução depende diretamente de sua segurança ambiental, já que o asfalto não pode se tornar uma nova fonte de poluição por partículas. Para responder a essa preocupação, a equipe coletou amostras de poeira das estradas durante os testes.
Em seguida, os pesquisadores aplicaram técnicas avançadas, como Py-GC-MS, para identificar os polímeros presentes nas amostras, incluindo compostos como estireno, butadieno do SBS e polietileno proveniente dos resíduos reciclados e da borracha de pneus.
Como resultado, os pavimentos com polietileno reciclado não liberaram mais polímeros do que aqueles produzidos com materiais convencionais. Dessa forma, a análise da poeira, aliada a testes mecânicos e simulações com água da chuva, reforçou a consistência dos dados.
Por outro lado, os cientistas destacam a necessidade de estudos adicionais para avaliar a durabilidade do material em condições reais, considerando fatores como exposição solar, salinidade e variações climáticas.

Portugal consome mais de dois mil milhões de garrafas de plástico todos os anos, o que pressiona o sistema de gestão de resíduos e amplia os desafios ligados à sustentabilidade. Ainda assim, o país reaproveitou apenas 3% dos materiais reciclados em 2024, um dos índices mais baixos da União Europeia.
Diante desse cenário, o projeto “Volta” surge como uma tentativa concreta de mudar essa realidade. A iniciativa propõe um sistema de depósito e retorno que incentiva diretamente o consumidor a participar do ciclo de reaproveitamento.
Pelo modelo, as embalagens identificadas com o símbolo Volta passam a incluir uma taxa adicional de 10 cêntimos no momento da compra; em contrapartida. Assim, o consumidor recupera esse valor ao devolver o recipiente em pontos de recolha distribuídos pelo país.
Ao mesmo tempo, a proposta aproxima Portugal de outras nações europeias. Tendo em vista que 18 países do continente adotam sistemas semelhantes com resultados positivos na taxa de recolha.
Atualmente, o país reaproveita cerca de 51% do plástico, número que indica avanços, mas ainda revela margem significativa para evolução. Por essa razão, o projeto estabelece a meta de alcançar 90% de recolha até 2029.
De maneira complementar, a implementação do sistema também pretende reduzir as emissões de carbono e o volume de resíduos urbanos, ampliando os benefícios ambientais da medida.
Sob outra perspectiva, a iniciativa deve gerar impactos econômicos relevantes, com a previsão de criação de cerca de 1.500 postos de trabalho ao longo da cadeia de operação.
A partir de 10 de abril, os consumidores portugueses começam a identificar o símbolo “Volta” nas embalagens; assim, o país inaugura uma nova fase no incentivo à reciclagem, ao transformar o descarte correto em vantagem direta para a população.

Alunos do 4º ano do ensino fundamental do Poli 1 e do Poli 2 participaram de uma atividade que envolveu sustentabilidade e criatividade, ao criarem casas para aves com materiais reutilizáveis. A partir de itens descartados como garrafas plásticas, e outros materiais. Ainda, a prática visava estimular o reaproveitamento de resíduos e o cuidado com o meio ambiente.
Além do resultado final, os alunos também demonstraram interesse em participar das etapas. Sendo assim, na sala de aula, aprenderam sobre reaproveitamento de materiais plásticos e preservação da natureza. Os estudantes compartilharam conhecimentos prévios, levantaram hipóteses e trocaram ideias.
Já na etapa de construção, os alunos foram desafiados a planejar as produções, selecionar materiais adequados. Bem como, pensar em soluções para garantir a funcionalidade das casas.
Diante disso, a diretora pedagógica, Luciane Durigan, ressalta: “Ao aliar conteúdos escolares a experiências concretas, a proposta contribui para a formação integral dos estudantes, estimulando não apenas o aprendizado acadêmico, mas também valores como responsabilidade ambiental e cidadania.”
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