Reciclagem mecânica de plásticos volta a crescer no Brasil em 2025
A reciclagem mecânica de plásticos voltou a crescer no Brasil em 2025, segundo o estudo Monitoramento dos Índices de Reciclagem Mecânica de Plásticos Pós-consumo no Brasil 2026, com ano-base 2025. O levantamento registrou 1,06 milhão de toneladas de resina reciclada pós-consumo (PCR), faturamento bruto nominal de R$ 4,2 bilhões e 21.013 empregos diretos no setor.
A pesquisa foi realizada pela MaxiQuim e encomendada pelo Movimento Plástico Transforma, iniciativa do PICPlast, parceria entre a ABIPLAST(Associação Brasileira da Indústria do Plástico) e a Braskem. O estudo acompanha os indicadores da reciclagem mecânica brasileira desde 2018.
O índice de recuperação chegou a 25,3% em 2025. Já o índice de reciclagem alcançou 21,3%. No mesmo período, o Brasil gerou 5 milhões de toneladas de resíduos plásticos pós-consumo, enquanto a indústria recicladora consumiu efetivamente 1,27 milhão de toneladas.
Embalagens concentram parte relevante do volume
As embalagens responderam por 69% do volume de resíduos consumidos pelas recicladoras. Esse grupo somou 1,12 milhão de toneladas destinadas a aplicações como caixarias, pallets, embalagens terciárias e peças técnicas.
As embalagens rígidas representaram 49,4% do volume processado. As flexíveis corresponderam a 19,7%. Já a consideração conjunta dos plásticos de embalagens e dos materiais equiparáveis elevou o índice de reciclagem mecânica para 24,2%.
O avanço também apareceu nos indicadores econômicos. O faturamento do setor cresceu 5,3% em relação a 2024. O número de empregos diretos subiu 4,9% e atingiu o maior nível da série histórica acompanhada pelo estudo.
Origem dos resíduos apresenta concentração
O comércio de resíduos, formado principalmente por sucateiros, forneceu 37% do volume adquirido pelas recicladoras, o equivalente a 606 mil toneladas. Aparas industriais representaram 22%, enquanto beneficiadores responderam por 18%.
As cooperativas participaram com 9% do fornecimento. Os catadores ficaram abaixo de 1%.
Desse modo, as empresas de gestão de resíduos ganharam espaço na composição do abastecimento e chegaram a 10% do volume consumido pelas recicladoras. O estudo relaciona essa movimentação ao avanço das operações de logística reversa e às mudanças estabelecidas pelo Decreto nº 12.688/2025.
PET lidera produção de PCR
A produção de PCR voltou a ultrapassar 1 milhão de toneladas em 2025. O PET representou 39% do total, seguido por PEAD, com 21%, PP, com 18%, e PEBD/PELBD, com 15%.
Alimentos e Bebidas liderou a demanda por PCR, com 183 mil toneladas. Higiene Pessoal, Cosméticos e Limpeza Doméstica ficou em seguida, com 147 mil toneladas. Construção Civil e Infraestrutura registrou 124 mil toneladas.
O segmento Industrial apresentou crescimento superior a 32% em relação a 2024. Brinquedos também avançou, com alta de 40%. A Construção Civil recuou 5%, mas permaneceu entre os três segmentos com maior volume de vendas de PCR.
Produção permanece concentrada no Sul e Sudeste
O Sudeste respondeu por 55,9% da produção nacional de PCR, com 595 mil toneladas. O volume cresceu 6,5% em relação a 2024.
O Sul produziu 282 mil toneladas, equivalente a 26,5% do total, após alta de 5,9%. O Norte apresentou o maior crescimento proporcional entre as regiões, com avanço de 17,1%, embora ainda represente uma parcela menor da produção brasileira.
Enquanto isso, o Nordeste registrou queda de 1,1%, para 137 mil toneladas. Segundo a MaxiQuim, o resultado representa uma acomodação pontual, que precisa ser acompanhada nos próximos ciclos.
Assim, os dados também mostram a importância da coleta, da triagem, do transporte e da comercialização para o abastecimento das recicladoras. A movimentação de resíduos entre diferentes regiões acompanha a concentração dos pólos de produção de PCR no país.
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