Plástico que gera hidrogênio, reciclagem com IA e ilha feita de plástico
Plástico que gera hidrogênio, reciclagem com IA e ilha feita de plástico UCLA e Universidade Ewha extraem hidrogênio puro a partir de lixo plástico misto Cientistas da Universidade da Califórnia em Los Angeles e da Universidade Feminina Ewha extraíram hidrogênio com mais de 90% de pureza a partir do processamento de resíduos plásticos mistos. O […]
Plástico que gera hidrogênio, reciclagem com IA e ilha feita de plástico
UCLA e Universidade Ewha extraem hidrogênio puro a partir de lixo plástico misto
Cientistas da Universidade da Califórnia em Los Angeles e da Universidade Feminina Ewha extraíram hidrogênio com mais de 90% de pureza a partir do processamento de resíduos plásticos mistos. O método retém mais de três quartos do carbono em compostos químicos estáveis, impedindo a chegada de gases poluentes à atmosfera.
Para alcançar esse resultado, a equipe adaptou um tratamento térmico alcalino aplicado em reator único. Desse modo, o sistema processa três tipos de materiais simultaneamente, sem exigir a separação prévia dos resíduos. O procedimento opera em temperaturas entre 300 e 400 ºC mais baixas se comparado à gaseificação tradicional, gerando grande redução no consumo energético.
O hidróxido de sódio, conhecido popularmente como soda cáustica, atua como principal agente químico da reação. Sob calor controlado, a substância reage com o material orgânico do plástico, liberando o gás hidrogênio.
Todavia, enquanto o PET reage facilmente, o polietileno e o polipropileno exigem um pré-tratamento de oxidação térmica rápida devido às suas cadeias moleculares resistentes. Os cientistas aplicam um aquecimento leve ao ar para criar pontos de ancoragem com oxigênio, permitindo que o ataque alcalino complete a reação no reator.
Sendo assim, o hidróxido de sódio fixa a maior parte do carbono presente no plástico, transformando o elemento em carbonato de sódio sólido. Menos de 13% do carbono atinge a fase gasosa, mantendo as emissões diretas em níveis insignificantes. Um tratamento posterior pode converter o produto em carbonato de cálcio, mineral muito utilizado em negócios de grande porte.
Os cientistas trabalham agora para avaliar custos, insumos e consumo de energia no processamento diário de resíduos, buscando definir a viabilidade econômica do método em larga escala.
Pesquisadores usam inteligência artificial para criar enzima capaz de reciclar PET em baixas temperaturas
Pesquisadores criaram a FAST-PETase, uma enzima modificada capaz de desmontar resíduos de plástico PET em poucas horas sob condições controladas. A substância ataca as ligações químicas do politereftalato de etileno, reduzindo garrafas, bandejas e tecidos a moléculas menores.
Para aperfeiçoar a molécula original, a equipe analisou a estrutura proteica e usou aprendizado de máquina para prever mutações úteis. Desse modo, os cientistas obtiveram uma versão estável e ativa, apta a operar em temperaturas inferiores às exigidas pelos métodos térmicos tradicionais.
O processo exige etapas prévias de coleta, triagem e trituração do resíduo para aumentar a área de contato com o agente biológico. Em seguida, a enzima quebra as cadeias do polímero e libera ácido tereftálico junto ao etilenoglicol. Todavia, a técnica atua exclusivamente sobre o PET, deixando de fora polímeros como polietileno, polipropileno e PVC devido às suas diferenças estruturais.
Sendo assim, os técnicos purificam esses componentes finais para reinseri-los na fabricação de novos materiais de qualidade elevada. O método publicado na revista Nature despolimeriza até mesmo itens coloridos, misturados ou degradados que perdem valor na reciclagem mecânica.
Isso porque a rota biológica reaproveita os monômeros originais, diminuindo a necessidade de extrair petróleo para criar insumos do zero. A aplicação em larga escala ainda depende do avanço na infraestrutura de triagem e na preparação dos resíduos pós-consumo.
Artista britânico constrói ilha flutuante sustentável com garrafas plásticas no México
Após enfrentar desafios pessoais e profissionais, um artista britânico abandonou a antiga rotina para viajar pelo mundo. Ao desembarcar no Caribe mexicano, a visão de praias poluídas inspirou a criação de um refúgio flutuante construído com materiais recicláveis. O criador estudou técnicas antigas de civilizações tradicionais para planejar a estrutura. Desse modo, reuniu milhares de garrafas descartadas com o apoio de voluntários para erguer a base da habitação.
A fundação utiliza redes resistentes cheias de recipientes plásticos sob uma armação de bambu. Essa combinação gera o empuxo necessário para manter solo, areia e vegetação estáveis sobre a água.
Entretanto, ventos e correntes marítimas exigiram um reforço estrutural. O morador plantou manguezais na superfície, cujas raízes cresceram através da base até fixarem o solo contra a erosão.
O primeiro protótipo enfrentou oposição das autoridades locais por falta de licenças marítimas, forçando a retirada rápida da plataforma. Anos mais tarde, um furacão devastador destruiu a segunda versão da ilha no mar. Sendo assim, o idealizador recuperou os materiais e refez o projeto em uma lagoa protegida.
Pois , a nova localização oferecia maior abrigo contra tempestades severas. Assim, o inventor obteve a regularização oficial do espaço como assentamento ecológico junto aos órgãos governamentais.
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