Coalizão nacional para defesa da economia circular e do uso responsável dos plásticos
No último dia 2, a indústria brasileira lançou a Coalizão Brasil Circular, um movimento com entidades representativas de setores estratégicos da economia. Sendo assim, a aliança visa defender uma agenda voltada à economia circular e ao uso responsável de plásticos.
Diante do cenário atual, que pretende restringir e possivelmente banir produtos plásticos, a iniciativa surge como uma resposta. Isso porque, o tema envolve e impacta cadeias produtivas responsáveis pela renda e investimentos do país. Assim como por milhares de empresas e empregos.
A Coalizão reúne representantes da indústria de transformação plástica, bebidas, reciclagem, agronegócio, fibras sintéticas, tintas, insumos farmacêuticos e do setor químico. De acordo com os organizadores, espera-se construir uma agenda multissetorial baseada em ciência, inovação, sustentabilidade e responsabilidade compartilhada.
Um documento para guiar a sustentabilidade e o uso dos plásticos
A Coalizão Brasil Circular também lançou um manifesto, as entidades defendem que debate sobre sustentabilidade e gestão de resíduos deve acontecer sob critérios técnicos. Do mesmo modo, com estudos de avaliação de ciclo de vida, neutralidade tecnológica e fortalecimento da infraestrutura de reciclagem.
Além disso, o documento ressalta que políticas públicas voltadas à sustentabilidade precisam considerar impactos econômicos e capacidade produtiva. Bem como, a infraestrutura disponível e efeitos sociais ao longo de toda a cadeia produtiva.
O grupo manifesta apoio ao Projeto de Lei nº 1.874/2022, que institui a Política Nacional de Economia Circular. No entanto, demonstra preocupação com propostas que preveem restrições generalizadas ou banimentos de produtos plásticos sem avaliações técnicas aprofundadas, como os projetos de lei nº 258/2024 e nº 2.524/2022.
Impactos econômicos e competitividade
Segundo a aliança, medidas consideradas desconectadas da realidade industrial podem provocar perda de competitividade. Assim como o aumento de custos, insegurança regulatória e impactos relevantes sobre o emprego e a produção.
As entidades destacam ainda que a indústria brasileira está avançando em iniciativas de descarbonização, inovação e eficiência produtiva, impulsionadas por uma matriz energética majoritariamente renovável. E por investimentos em redesign de produtos, logística reversa, reciclagem mecânica e reciclagem química.
Reciclagem e inclusão produtiva
Mais um ponto que as entidades tocam é a defesa da responsabilidade compartilhada entre indústria, consumidores e poder público na gestão de resíduos.
A Coalizão também propõe a ampliação da infraestrutura de coleta, triagem e reaproveitamento de materiais. Assim, destacando o papel estratégico da reciclagem na geração de renda, no fortalecimento das cooperativas e na inclusão produtiva.
Segundo o documento, o Brasil possui condições favoráveis para assumir protagonismo na transição para modelos produtivos mais sustentáveis. Isso graças à sua base industrial diversificada, capacidade tecnológica e uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo.
As entidades signatárias
Assinam o manifesto:
Abiclor (Associação Brasileira da Indústria de Álcalis, Cloro e Derivados);
Abiquifi (Associação Brasileira da Indústria de Insumos Farmacêuticos);
Abifina (Associação Brasileira da Indústria de Química Fina, Biotecnologia e suas Especialidades);
Abipet (Associação Brasileira da Indústria do PET);
Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico);
Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química);
Abir (Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas);
Abrafas (Associação Brasileira de Produtores de Fibras Artificiais e Sintéticas);
Abrafati (Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas);
Afipol (Associação Brasileira de Produtores de Fibras Poliolefínicas),
CFQ (Conselho Federal de Química);
IBPVC (CropLife Brasil, Instituto Brasileiro do PVC);
Fieb (Federação das Indústrias do Estado da Bahia);
Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro);
Simperj (Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado do Rio de Janeiro);
Sindiplasba (Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado da Bahia);
Sindiplast (Sindicato da Indústria de Material Plástico, Transformação e Reciclagem de Material Plástico do Estado de São Paulo);
Sindiquim (Sindicato das Indústrias Químicas no Estado do Rio Grande do Sul);
Sinplasc (Sindicato das Indústrias Plásticas do Sul Catarinense);
Sinplast-RS (Sindicato das Indústrias de Material Plástico no Estado do Rio Grande do Sul) e Siquirj (Sindicato da Indústria de Produtos Químicos para Fins Industriais do Estado do Rio de Janeiro).
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