Plástico pelo mundo: Fique por dentro das principais notícias e curiosidades do plástico pelo mundo. Isopor® Amigo busca conscientizar população sobre reciclagem de EPS/XPS. Maplasto reaproveita plásticos multicamadas e amplia uso de resíduos em diferentes setores produtivos na Argentina. Empresa britânica inaugura unidade que transforma plástico em combustível de aviação

Destinado à coleta seletiva e reciclagem de embalagens de EPS/XPS Isopor®, o projeto “Isopor® Amigo” passou a atuar como programa com foco em alcance nacional. A iniciativa surgiu a partir de uma demanda do setor plástico para incentivar o descarte correto de embalagens utilizadas em marmitas, bandejas e boxes de alimentos.
Segundo Marina Zambonato, uma das idealizadoras do projeto, o programa nasceu em 2020 por meio da união entre empresas e entidades do segmento plástico. Dessa maneira, o grupo estruturou um projeto piloto voltado à responsabilidade compartilhada entre empresas, população, poder público e academia.
Em outubro de 2022, o programa iniciou as atividades no Perini Business Park, em Joinville (SC). Posteriormente, a iniciativa recebeu reconhecimento em premiações ligadas à sustentabilidade. “Nosso programa foi considerado um sucesso, inclusive ficamos em 2º lugar em uma Premiação de Sustentabilidade em Projeto e fomos finalistas na categoria meio ambiente no Prêmio Joinville Faz Bem 2022, promovido pela NSC TV”, comemora Maria.
Durante a execução do projeto, os organizadores identificaram que parte da população ainda desconhece que o Isopor® é um plástico reciclável. Assim, o programa passou a concentrar esforços em ações de educação ambiental voltadas ao descarte correto dos resíduos.
Ao mesmo tempo, a iniciativa busca estimular a logística reversa, responsabilidade compartilhada e economia circular, seguindo diretrizes previstas na Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Com mais de 30 anos de experiência no setor plástico, o técnico eletrônico Andrés Peregrosa decidiu ampliar sua atuação em 2023. Em vez de trabalhar apenas com reparos e automação de máquinas, ele passou a transformar resíduos plásticos em matéria-prima para novos produtos.
Assim surgiu a Maplasto, empresa argentina voltada ao reaproveitamento de plásticos compostos e multicamadas, materiais que costumam enfrentar dificuldades nos processos tradicionais de reciclagem. A companhia utiliza resíduos presentes em embalagens de alimentos e papéis de cigarros para fabricar pallets, postes, cruzetas, pisos modulares e mobiliário urbano.
Atualmente, a fábrica reúne dez pessoas entre sócios e funcionários locais. Enquanto isso, a empresa amplia testes comerciais para fortalecer a presença de seus produtos no mercado argentino.
Em dezembro de 2025, a Maplasto recebeu o Prêmio de Liderança Sustentável concedido pela Câmara de Comércio Britânica e pela Embaixada Britânica. A premiação reconheceu o volume de resíduos processados e a contribuição da empresa para reduzir a poluição.
Apesar de as vendas ainda não cobrirem os custos fixos, Peregrosa mantém uma visão otimista sobre o futuro da operação. “Todos os dias aparecem sinais de algo bom”, afirmou em entrevista à Cadena 3.
A reciclagem de plásticos ganhou relevância crescente na Argentina nos últimos anos. Em 2024, o país reciclou cerca de 263,5 mil toneladas de materiais plásticos, embora o setor ainda enfrente obstáculos relacionados à separação de resíduos e ao avanço do plástico virgem no mercado.

A empresa Clean Planet Technologies inaugurou no Reino Unido uma instalação piloto voltada à conversão de resíduos plásticos em Combustível Sustentável de Aviação (SAF). O centro funciona no Discovery Park, em Sandwich, Kent, e busca transformar plásticos de difícil reciclagem em combustível para aeronaves.
Atualmente, o Reino Unido produz cerca de 5 milhões de toneladas de resíduos plásticos por ano. Desse total, aproximadamente 80% não seguem para reciclagem tradicional, incluindo sacolas plásticas e filmes utilizados em embalagens de alimentos.
O processo começa pela trituração dos resíduos em tamanhos uniformes. Em seguida, o material passa pela pirólise, etapa em que o plástico derrete em ambiente sem oxigênio e se converte em óleo cru sintético. Posteriormente, o sistema realiza purificação, destilação e hidroprocessamento para remover impurezas e adaptar o produto às especificações exigidas pelo SAF.
Segundo a empresa, as tecnologias aplicadas já operam separadamente em escala comercial, fator que facilita a ampliação futura da produção. Enquanto isso, o combustível produzido segue para testes e avaliações técnicas voltadas ao uso na aviação.
O CEO do Clean Planet Group, Bertie Stephens, afirmou que a instalação enfrenta dois desafios ao mesmo tempo. “Nossa instalação piloto aborda dois desafios estratégicos simultaneamente: gestão de resíduos plásticos e descarbonização da aviação.”
A companhia acredita que a iniciativa pode ampliar o uso de resíduos plásticos na produção de combustíveis e reduzir as emissões ligadas ao transporte aéreo.
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