A nova projeção da CNI para o PIB aponta para um crescimento em diversos setores e maior taxa de emprego. Porém, exportação e importação devem sofrer impactos
A projeção do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) da CNI (Confederação Nacional da Indústria) passou de 1,8% para 2% no país. Enquanto isso, a expectativa de alta na indústria em 2026 foi de 1,1% para 1,6%. Os dados vêm do Informe Conjuntural do 1º Trimestre.

Nesse sentido, os serviços e a agropecuária também tiveram as estimativas revistas, e com isso cresceram em relação às projeções feitas em dezembro de 2025. O serviço foi de 1,9% para 2,1%, já a agropecuária de 0% para 1,1%.
Diante disso, o diretor de Economia da CNI, Mário Sérgio Telles, explica: “Os ajustes das projeções de crescimento da economia se devem especificamente a três fatores. O primeiro é o desempenho mais positivo do que o esperado para a indústria extrativa nos primeiros meses do ano, puxado pela produção de petróleo e de minério de ferro. O segundo é a contínua revisão da previsão para a safra, para a qual se previa queda; e o último fator é um melhor desempenho do setor de serviços.”
Sendo assim, o desempenho acima do esperado da atividade econômica nos primeiros meses de 2026 também contribuiu para a melhora das expectativas, logo, impactou as projeções. Sob outra perspectiva, a qualidade do crescimento econômico persiste e preocupa, visto o constante desequilíbrio entre consumo e investimento.
Neste caso, Telles analisa: “É o tipo de crescimento que não se sustenta. Se nós não tivermos aumento dos investimentos que gere uma oferta maior no futuro e supra o maior nível de consumo, o ritmo de expansão da economia será comprometido.”
De acordo com a análise da CNI,o consumo das famílias deve subir 2% em 2026, uma alta de 0,7 ponto percentual frente ao ritmo de crescimento do ano passado.
O impulso fiscal, a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e o crescimento da massa salarial devem impulsionar esse avanço. Já os investimentos devem subir 0,6%, ante alta de 2,9% em 2025, refletindo o impacto dos juros elevados e o endividamento das empresas.
Apesar da perda de ritmo da economia, o mercado de trabalho seguirá aquecido, porém em menor intensidade comparado a 2025. Então, projeta-se uma alta de 1% da população ocupada, com isso, a taxa de desemprego chegaria a 5,2% no fim de 2026.
Do mesmo modo, os núcleos de inflação — que excluem os preços mais voláteis — seguem acima do IPCA “cheio”, há resistência nos preços relacionados aos serviços e piora das expectativas de inflação para 2026 e 2027.
Além disso, a deterioração do ambiente externo e riscos geopolíticos podem impactar os preços por aqui. Nesse cenário, a taxa Selic deve encerrar o ano em 12,75% e não em 12%, como a estimativa anterior. Consequentemente, as concessões de crédito devem crescer 2,2%, alta inferior à de 2025 (3,2%).
O Brasil deve chegar a um crescimento de 11% no valor das exportações, isto é, US$ 354,3 bilhões. Isso se dá por uma combinação de fatores, a alta no preço das commodities, a melhora do acesso ao mercado norte-americano, advinda de uma queda de parte das tarifas de importação —, e a recuperação da demanda argentina, importante parceiro comercial do país.
As importações, por sua vez, tendem a cair. Haja vista a perdade dinamismo da atividade industrial interna. A CNI projeta queda de 3,2% nas importações, totalizando US$ 281,5 bilhões. Com isso, a balança comercial brasileira deve registrar saldo positivo de US$ 72,8 bilhões.
Quer estar sempre informado sobre a indústria do plástico? Preencha o nosso formulário para receber novidades e conteúdo de qualidade do mercado plástico.


Conectamos compradores e fornecedores! Líder em divulgação digital para a Indústria do Plástico, somos a maior e mais completa plataforma de divulgação da América Latina. Com mais de 10 anos de experiência, entregamos resultados comprovados para centenas de empresas do setor.
© 2026 Plástico Virtual — Todos os direitos reservados.