Movimento Esgotei, bioplásticos de milho e tratamento de esgoto com plásticos descartado
Plástico pelo mundo: Fique por dentro das principais notícias e curiosidades do plástico pelo mundo. Movimento Esgotei usa cortina de plástico para tratar águas. Na escola, estudantes e professora criam três tipos de bioplásticos. Tigre e Sabesp reaproveitam plástico dos hidrômetros antigos no tratamento de esgoto
Movimento Esgotei, bioplásticos de milho e tratamento de esgoto com plásticos descartado
Movimento Esgotei impulsiona sustentabilidade nos rios e mares
Imagine tratar a água de rios, lagos, mares, açudes, etc, com um cortina de plástico que oxigena a água, e até retirar nutrientes. Esta é uma das ações do Movimento Esgotei, de João Pessoa, Paraíba.
No último dia 14, o Cidades e Soluções da Globonews, visitou João Pessoa, na Paraíba, para conhecer o Movimento Esgotei. Este projeto do litoral coopera com o meio ambiente através da limpeza de águas como rios e mares.
Entre as soluções do projeto estão tanto a criação de fossas ecológicas, que impediram a chegada de resíduos e esgotos nos rios e mares. Enquanto a segunda ação, usa a biorremediação, isto é, uma técnica biotecnológica que utiliza organismos vivos para remover ou neutralizar substâncias.
Na ação mais direta, o Movimento Esgotei atua com a biorremediação do seguinte modo: pendurar cortinas de plástico na água que adere uma comunidade chamada “biofilme”. A partir daí ela consegue oxigenar a água, retirar nutrientes e elas se tornam o próprio alimento para os animais que estão naquele ambiente, explica Cristian Crispim, Coordenadora do Laboratório de Ecologia Aquática, da UFPB (Universidade Federal da Paraíba)
Além disso, o Movimento Esgotei também promove mobilizações ambientais, divulgadas nas redes sociais do projeto.
Estudantes desenvolvem bioplásticos à base de milho, mandioca e abacate
Os estudantes Keyslla Santos e Riquelme Cordeiro, do Colégio Estadual de Tempo Integral Professora Ana Lúcia Aguiar Viana, em Barra da Estiva, criaram três tipos diferentes de bioplásticos. A inovação utiliza como base milho (Zea mays), mandioca (Manihot esculenta) e abacate (Persea americana).
O projeto nasceu com o intuito de valorizar matérias-primas acessíveis no território de identidade da Chapada Diamantina, onde está localizado o município.
Nesse sentido, a professora Joseane Morais, orientadora da dupla, conta: “Observando que o milho e a mandioca são ricos em amido e que o caroço do abacate. Geralmente descartado, também pode fornecer amido, desenvolvemos três bioplásticos distintos para comparar suas propriedades e potencial sustentável.”
Os bioplásticos passaram por testes, pesquisas, extração e produção. Com os resultados os jovens cientistas promoveram uma análise comparativa dos produtos para identificar qual deles oferece melhor potencial.
Riquelme indica o bioplástico de amido de milho como o menos resistente, porém mais flexível: “No caso do bioplástico de abacate, embora tenha gerado resistência e flexibilidade satisfatórias, seu desempenho foi inferior ao bioplástico de mandioca”, afirma.
Já o mais bem avaliado é o bioplástico de amido de mandioca, de acordo com Keyslla: “Ele apresentou maior resistência e flexibilidade quando comparado ao de milho. Demonstrou melhor durabilidade e permitiu variações de espessura, podendo ser produzido tanto em camadas mais finas quanto mais espessas, sem comprometer sua estrutura. Seus resultados foram considerados excelentes, tornando-se a formulação mais viável entre as três analisadas”, garante.
Desenvolvido no Clube de Ciências da escola, o projeto ganhou destaque no Encontro Estudantil da Secretaria da Educação. Além disso, a equipe pretende aprimorar a resistência do bioplástico. Em seguida, realizará testes mais aprofundados de degradação e, posteriormente, buscará parcerias para viabilizar sua aplicação em maior escala.
Tigre e Sabesp criam dispositivos com plástico descartado
Uma parceria entre Tigre e Sabesp está transformando o plástico descartado de hidrômetros substituídos em uma solução de alto impacto para o saneamento básico.
A iniciativa reaproveita a fração plástica dos medidores de água desativados para a produção do Biobob, um dispositivo capaz de mobilizar. Bem como, agrupar as bactérias responsáveis pelo tratamento do esgoto, otimizando o processo e ocupando muito menos espaço do que numa planta convencional.
Diante disso, Gustavo Fehldberg, diretor-executivo de Compras e Serviços Corporativos da Sabesp, afirma: “Com essa iniciativa, queremos promover ainda mais inovação e sustentabilidade neste setor. Afinal, além de reciclarmos um material que não seria mais utilizado, promovendo a economia circular, também estamos promovendo o tratamento de esgoto de maneira ainda mais efetiva e ocupando menor espaço. Já que ele possui uma espuma interna onde as bactérias aderem ao invés de ficarem soltas na água, o que garante alto desempenho com baixa geração de energia.”
No mesmo sentido, Ewerton Garcia, diretor da TAE (Tigre Água e Efluentes): A parceria com a Sabesp demonstra como a economia circular pode gerar valor real para o saneamento básico. Ao reaproveitarmos o polipropileno presente nos hidrômetros desativados. E transformá-lo em matéria-prima para o Biobob, conseguimos fechar o ciclo dentro do próprio setor, reduzindo resíduos e ampliando a eficiência do tratamento de esgoto. É uma solução que une inovação, sustentabilidade e impacto social, ao contribuir para levar infraestrutura de saneamento a mais pessoas com menor consumo de energia e menor geração de lodo.”
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