Plástico pelo mundo: Fique por dentro das principais notícias e curiosidades do plástico pelo mundo. Recicla Visão alia saúde ocular e reciclagem em comunidades vulneráveis. Alunos desenvolvem sacolas ecológicas com plástico coletado. Cientistas desenvolvem plásticos seguros aplicando oxigênio e ar

O Recicla Visão, projeto de impacto socioambiental, através de uma ação de um coletivo formado pela Precious Noggles, Social Visão do Bem, Casa Plástica e Berro Inc., com patrocínio da Nouns DAO, vai oferecer oferecer exames oftalmológicos e distribuir óculos de grau com armações feitas a partir de plástico reciclado para crianças de 8 a 14 anos em situação de vulnerabilidade.
A iniciativa chegou ao Rio de Janeiro com um objetivo: combater a deficiência visual infantil enquanto educa sobre o descarte de plásticos. Assim, a princípio, busca atender cerca de 3.000 crianças atendidas por mais de 10 ONGs localizadas em áreas vulneráveis, com a expectativa de distribuir 1.000 óculos.
A longo prazo, porém, visa expandir e alcançar 15.000 crianças anualmente em todo o Brasil, e as oficinas da rede Precious Plastic e outros coletivos podem produzir as armações recicladas, ampliando o impacto do projeto em diferentes comunidades.
Enquanto a Social Visão do Bem assume a coordenação clínica, a Casa Plástica gerencia o eixo de reciclagem do projeto e fornece consultoria técnica. A organização ministra oficinas educativas, treina as equipes da Social Visão do Bem nos processos de micro reciclagem, supervisiona a produção de armações conforme padrões de segurança e sustentabilidade e estrutura toda a cadeia produtiva, da seleção do plástico à moldagem final.
Desse modo, durante as oficinas de 90 minutos, as crianças participam ativamente de todas as etapas, transformando tampas de garrafas e potes de iogurte em matéria-prima de óculos. O projeto tem como meta reciclar 700 kg de plástico por ano, combinando educação e responsabilidade ambiental.

Alunos da Escola Reinaldo Pereira da Silva, em Rio Branco, desenvolveram uma ação que cria ecobags, as sacolas sustentáveis, com o plástico recolhidos no bairro do colégio. A ideia surgiu na sala de aula, com o intuito de reduzir os plásticos descartados em locais incorretos no bairro Rosalinda.
Para apresentar a situação do bairro e a ideia, os alunos produziram um vídeo explicando. O professor Rafael Queiroz relatou que a ideia surgiu no início do ano letivo e, com o desenvolvimento do trabalho, passou a ocupar também espaços voltados à pesquisa e à inovação.
Um dos diferenciais da produção é que as ecobags feitas pelos alunos se decompõem mais rápido que o plástico comum.
Nesse sentido, o professor explica: “Esse projeto começou na sala de aula e agora está inscrito em editais de inovação e pesquisa. Já participamos da Conferência Nacional pelo Meio Ambiente, vamos participar do Viver Ciência e vamos concorrer no Desafio Liga Jovem, do Sebrae, que apoia pesquisa e inovação no contexto da educação básica.”
E, além disso, o objetivo da escola é conectar os alunos ao cotidiano do bairro e motivar outros jovens a se engajar no projeto. Diante disso, Queiroz finaliza: ''Ver o empenho deles já é uma satisfação enorme. Se conseguirmos plantar uma sementinha de que a educação pode transformar a realidade em que vivem, isso já representa uma conquista importante”, concluiu o professor.”

Um novo método de reciclar plástico promete mudar a forma de fazer plásticos. Na Espanha, cientistas de Valência desenvolveram um processo que elimina metais pesados na produção de plásticos, usando oxigênio ou ar como alternativa. O avanço, que parecia impossível por décadas, abre caminho para soluções mais sustentáveis e economicamente viáveis.
Publicado na Nature Communications, o estudo descreve três formas de conduzir o processo: utilizar ar sob pressão moderada de 3 a 5 bares; deixar a reação acontecer espontaneamente à temperatura ambiente em contato com o ar; ou aquecer entre 100 ºC e 200 ºC em presença de oxigênio. Cada rota alcança até 90% de seletividade, reduzindo resíduos e aumentando o aproveitamento dos reagentes.
Sendo assim, o novo método traz implicações significativas. Além disso, corta custos pela metade, elimina metais pesados tóxicos e caros. Bem como permite que plantas químicas existentes o adotem sem grandes alterações, acelerando a produção em escala industrial.
Adicionalmente, os cientistas aplicam alcenos de origem renovável, obtidos da biomassa. Com isso, o método viabiliza a produção de plásticos sustentáveis e cumpre as regras ambientais mais rigorosas da União Europeia.
Até então, pesquisadores aplicam o método em resinas epóxi da construção e eletrônica, detergentes de menor impacto ambiental, aditivos de fragrâncias, lubrificantes de precisão e compostos farmacêuticos. Assim, o projeto evoluiu de um desafio acadêmico para uma solução industrial competitiva e ambientalmente consciente.
Quer estar sempre informado sobre a indústria do plástico? Preencha o nosso formulário para receber novidades e conteúdo de qualidade do mercado plástico.


Conectamos compradores e fornecedores! Líder em divulgação digital para a Indústria do Plástico, somos a maior e mais completa plataforma de divulgação da América Latina. Com mais de 10 anos de experiência, entregamos resultados comprovados para centenas de empresas do setor.
© 2026 Plástico Virtual — Todos os direitos reservados.