Pesquisa evidencia como a reciclagem reduz emissões de CO₂ e reforça a economia circular no Brasil
Em parceria com a Eureciclo, a Planton, especialista em tecnologia de mensuração de emissões, apresenta o estudo “Impactos da Reciclagem na Emissão de Carbono”. A pesquisa utiliza dados da cadeia de resíduos do Brasil e metodologia internacional para quantificar os benefícios da reciclagem.

Além disso, evidencia a importância da economia circular na diminuição das emissões de gases de efeito estufa. Em 2025, o levantamento revelou que a substituição de uma tonelada de material virgem por reciclado poderia evitar, em média, a emissão de 2,059 toneladas de CO₂ equivalente.
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Com o objetivo de medir o impacto da reciclagem na sustentabilidade e reforçar a importância da gestão de resíduos na diminuição das emissões de gases de efeito estufa. Assim, a iniciativa da Eureciclo e da Planton demonstra a relevância do estudo e benefícios da reciclagem.
O momento é estratégico, pois o Brasil se prepara para a COP 30, em novembro de 2025, em Belém do Pará, encontro decisivo para alinhar políticas globais de sustentabilidade, economia e justiça social.
Nesse sentido, Rodrigo Palos, diretor comercial da Eureciclo, analisa: “O impacto de financiar um estudo como esse vem da importância que o mercado começa a dar a reciclagem e a gestão dos resíduos industriais e pós consumo para conter impactos ambientais vividos hoje pela sociedade, como é o caso das mudanças climáticas. Materializar e mensurar esses impactos é o que vai possibilitar o olhar de indústrias e de órgãos públicos para o investimento no tema.”
Baseado nas normas internacionais GHG Protocol e ISO 14067, o levantamento avaliou cenários de matéria-prima totalmente virgem contra totalmente reciclada. Embora o setor trabalhe usualmente com misturas, essa análise direta evidencia de forma clara os ganhos climáticos proporcionados pela reciclagem.
O estudo destacou o alumínio, cuja reciclagem evita até 10,563 tCO₂e por tonelada. Principalmente porque elimina a extração intensiva de bauxita e o processo eletrointensivo do metal primário.
Em seguida, aparecem os plásticos (2,128 tCO₂e em média), aço/ferro (1,759 tCO₂e), papel (1,348 tCO₂e) e vidro (0,354 tCO₂e).
De acordo com o levantamento, reciclar plástico, metal, papel ou vidro evita emissões de CO₂ de maneira relevante. Mais do que isso, a aplicação de materiais reciclados em embalagens e produtos reduz a extração de matérias-primas e o volume de resíduos.
Dessa forma, a iniciativa se configura como uma medida efetiva de descarbonização do Escopo 3, abrangendo emissões geradas por processos fora do controle direto das empresas, desde a produção até o descarte pelos consumidores.
A análise priorizou a extração da matéria-prima e a destinação final dos resíduos. Assim, considerando as demais fases do ciclo de vida, uso e fabricação da embalagem. Bem como de emissões equivalentes, independentemente do material.
Para isso, os dados vieram de fontes primárias, como cooperativas de triagem em São Paulo, e secundárias, incluindo Ecoinvent 3.10 e os fatores de emissão do 6º Relatório do IPCC (2021).
Além disso, a pesquisa levou em conta perdas médias de 23% durante a triagem, segundo a ABREMA (Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente). Bem como as distâncias percorridas até os recicladores e o tipo de resíduos recicláveis presentes no país.
Nesse sentido, Raiane Vargas, Diretora de Sustentabilidade da Planton, afirma: ““Nosso estudo é primordial para um momento estratégico que o mercado enfrenta, a fim de apoiar marcas que buscam alinhar suas metas de descarbonização com práticas sustentáveis concretas, oferecendo uma base científica, ajustada à realidade brasileira, sobre os benefícios do uso de material reciclado. Os dados refletem o cenário mais atual possível e são fundamentais para decisões mais conscientes e eficazes”
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