Quiosque Kibon construído com plástico reciclado, aroma de baunilha feito de resíduos plásticos e lagartas degradam sacolas plásticas em 24h
Plástico pelo mundo: Fique por dentro das principais notícias e curiosidades do plástico pelo mundo. Quiosque da Kibon no Ibirapuera é feito com blocos de plástico reciclado. Pesquisa usa engenharia genética para transformar resíduos plásticos em aroma de baunilha e Nova pesquisa detalha digestão de plástico por lagartas
Quiosque Kibon construído com plástico reciclado, aroma de baunilha feito de resíduos plásticos e lagartas degradam sacolas plásticas em 24h
Novo quiosque da Kibon no Parque Ibirapuera usa 1.000 blocos reciclados
A Kibon inaugurou um novo quiosque sustentável no Parque Ibirapuera. A loja abriu às vésperas das férias escolares, e o espaço se apresenta para unir lazer e sustentabilidade. Para desenvolver o quiosque, o projeto usou 1.000 blocos de plástico reciclado. O que equivale a 500 kg de resíduos com destinação incorreta.
A iniciativa quer contribuir também com a economia circular. O que explica a escolha dos materiais passou por este filtro. Desse modo evitou a emissão de aproximadamente 450 kg de CO₂.
Com isso, a ação equivale a um impacto comparável a 5.000 km percorridos por um carro a gasolina ou ao que 32 árvores absorveriam em um ano.
Nesse sentido, Samuel Lloyd, diretor comercial da Urbia, uma iniciativa que propõe promover iniciativas sustentáveis e afetivas no Ibirapuera de promover iniciativas sustentáveis e afetivas, ressalta: “A chegada do quiosque sustentável da Kibon ao Parque Ibirapuera reforça nosso compromisso em proporcionar experiências de lazer que combinam sabor, inovação e respeito ao meio ambiente.”
Ainda, ele destaca o parque como um espaço de encontro, convivência e bem-estar, e receber uma marca tão presente na memória afetiva dos brasileiros fortalece esse propósito. Portanto, ele complementa: “Seguimos abertos a iniciativas que dialogam com o perfil do público e com a vocação do Ibirapuera como referência de convivência urbana e sustentabilidade.”
Cientistas transformam plástico em vanilina com bactéria modificada
Na Universidade de Edimburgo, na Escócia, uma equipe de cientistas encontrou uma nova forma de transformar o plástico em vanilina, o composto químico que dá à baunilha o seu aroma e sabor característicos. O estudo, publicado na revista científica Green Chemistry, destaca o potencial da biotecnologia para dar uma nova vida aos plásticos descartados.
Para alcançar isso, os cientistas recorreram à engenharia genética. Assim, modificaram a bactéria Escherichia coli, comumente utilizada em laboratório, para converter ácido tereftálico, um subproduto resultante da degradação do plástico PET. Em seguida, transforma-o em vanilina, através de um conjunto de reações bioquímicas.
No tocante aos testes, a equipe demonstrou o processo ao aplicar as bactérias geneticamente modificadas a garrafas de plástico já degradadas. E desse modo as transforma em vanilina.
Nesse sentido, segundo a investigadora principal do estudo, Joanna Sadler, esta é a primeira vez que se utiliza um sistema biológico para valorizar resíduos plásticos, transformando-os num produto de elevado valor comercial.
Enquanto isso, o coordenador do estudo, Dr. Stephen Wallace, ressalta o impacto positivo que este tipo de inovação pode ter para a economia circular. Pois ela permite uma visão mais ampliada dos plásticos, sobretudo como um recurso valioso de carbono para a produção de bens de consumo.
Por fim, os cientistas garantem que a vanilina obtida é adequada para consumo humano. Bem como salientam que esta descoberta abre portas a novas investigações, necessárias para otimizar o processo e avaliar o seu potencial em larga escala.
Cientistas testam larvas que digerem plástico em menos de 24h
A espécie Galleria mellonella, lagartas conhecidas como larvas de mariposa-da-cera, foram apontadas por pesquisadores como agentes da sustentabilidade. Isso porque elas conseguem
devorar e metabolizar plásticos de forma eficiente. Em testes laboratoriais, cerca de 2 mil delas conseguiram consumir uma sacola de polietileno, um dos plásticos mais resistentes da indústria, em menos de 24 horas.
Apesar da pesquisa se basear em um estudo de 2017, os cientistas, na época, revelaram que em pequena escala que as G. mellonella podem degradar polietileno. o Centro de Aprendizagem de Ciências do governo da Nova Zelândia, mostra entusiasmo com a pesquisa. Isso porque este tipo de plástico leva aproximadamente de 500 anos para se deteriorar naturalmente.
Sendo assim, no último dia 8 de julho, a equipe de cientistas apresentou um novo estudo, durante a Conferência Anual da Sociedade de Biologia Experimental em Antuérpia, Bélgica. Estes experimentos, por sua vez, procuraram entender como o mecanismo de processamento do plástico funciona dentro das lagartas. Bem como mapear o impacto dessa dieta para esses insetos.
Assim, esta pesquisa revela que, ao digerirem o plástico, esses vermes ao mesmo tempo que degradam o plástico, os transformam em componentes em gordura. Por fim, as incorporada ao corpo do animal.
Diante disso, o Dr. Bryan Cassone, líder do estudo e professor na Universidade de Brandon, no Canadá, em um comunicado, disse: “Isso é semelhante a comermos bife: se consumirmos muita gordura saturada e insaturada, ela fica armazenada no tecido adiposo como reserva lipídica, em vez de ser usada como energia.”
Apesar disso, a ingestão pode ser fatal para as larvas. Portanto, para resolver esta questão, o grupo acredita que desenvolver um regime alimentar que misture o plástico com os principais alimentos já consumidos pelas G. mellonella ajuda. Pois, assim, garantiria uma aptidão para o consumo de polietileno além dos níveis naturais.
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