Primeira embalagem de café 100% reciclável, “plástico bolha” gera água potável e projeto de reciclagem transforma garrafa PET em big bags
Plástico pelo mundo: Fique por dentro das principais notícias e curiosidades do plástico pelo mundo. Primeira embalagem de café 100% reciclável é fruto da parceria entre Dow, Valgroup e Movimento Circular. Cientistas do MIT criam material que transforma umidade do ar em água potável e Projeto da ICL reutiliza 65 milhões de garrafas PET com impacto social e ambiental
Primeira embalagem de café 100% reciclável, “plástico bolha” gera água potável e projeto de reciclagem transforma garrafa PET em big bags
Parceria entre Dow, Valgroup e Movimento Circular lança primeira embalagem de café 100% reciclável
A Dow, em parceria com a Valgroup e o Movimento Circular, lançou a primeira primeira embalagem de café monomaterial desenhada para reciclagem no Brasil. Desenvolvida em 100% de PE (Polietileno), esta embalagem de plástico reciclável destaca-se em sua confecção focada na reciclabilidade.
Esta inovação representa um marco na transformação sustentável das embalagens flexíveis. Pois se apresenta como uma alternativa às estruturas multimateriais tradicionais, que apresentam desafios para reciclagem.
Além disso, a nova solução elimina o uso de metalização interna, mas mantém o desempenho técnico necessário para conservar a qualidade do café. Totalmente reciclável, ela reflete os valores da economia circular e está sendo adotada com exclusividade e pioneirismo pela Catarina Coffee & Love, referência em cafés especiais.
A confecção das embalagens aconteceu por meio do Pack Studios, seu centro global de inovações em embalagens, assim, a Dow ofereceu expertise em design técnico e diferenciais tecnológicos para acelerar o desenvolvimento da solução junto à Valgroup.
Ao utilizar resinas de alto desempenho, como ELITE™ AT e INNATE™, o novo formato oferece uma barreira eficaz contra umidade e oxigênio. Ainda, combina alta resistência mecânica com apelo visual, sem comprometer a performance. Isso também facilita a reciclabilidade do produto.
Enquanto isso, a estrutura simplificada permite o processamento nas cadeias de reciclagem existentes de polietileno. Desse modo, aumenta o aproveitamento do material pós-consumo e viabiliza as aplicações de maior valor agregado.
Nesse sentido, Leticia Vanzetto, Gerente de Desenvolvimento de Mercado da Dow: “Essa entrega representa um exemplo concreto de como a colaboração na cadeia de valor pode acelerar a economia circular.”
Com o objetivo de fechar o ciclo das embalagens até 2035, a Dow trabalha para que todas as suas aplicações sejam tecnicamente recicláveis ou reutilizáveis.
Para isso, atua de forma colaborativa com clientes e proprietários de marcas, desenvolvendo embalagens que preservam a funcionalidade e o desempenho, mas com foco em reutilização e reciclabilidade. Ainda assim, o desafio permanece relevante, sobretudo em setores como o de café, onde a preservação da qualidade demanda estruturas de embalagem mais complexas.
Novo “plástico bolha” gera água potável até no deserto, revela estudo do MIT
Um novo material, parecido com o plástico bolha, desenvolvido por cientistas do MIT tem a capacidade de absorver a umidade do ar e transformá-la em água potável, até em condições extremas, como no deserto.
A inovação está na simplicidade e eficiência do material, que inclui um tipo de plástico funcional: o álcool polivinílico (PVA), um polímero sintético solúvel em água. Assim, devido à estrutura leve e flexível, combina PVA com cloreto de lítio, glicerol e tinta preta, sendo esta última responsável por absorver calor.
Com esta união os componentes formam uma espécie de esponja tecnológica, capaz de absorver a umidade do ar durante a noite. Desse modo, com a ajuda da energia solar, libera essa umidade como água potável durante o dia.
Os testes aconteceram no Vale da Morte, na Califórnia, considerada uma das regiões mais áridas do mundo, o dispositivo conseguiu extrair mais de 50 mililitros de água por dia. O resultado representa uma performance nunca antes alcançada por uma solução deste tipo.
Diante disso, os autores do estudo, publicado na revista Nature Water, comentam: “A nossa janela de captação atmosférica de água estabelece um novo padrão na produção diária de água e na adaptabilidade ao clima.”
No entanto, além de um protótipo, os cientistas acreditam que o sistema representa um avanço
avanço significativo no acesso descentralizado e sustentável à água potável. Sobretudo em comunidades isoladas e regiões severamente afetadas pelas alterações climáticas.
ICL transforma garrafas de plástico em big bags e gera renda para catadores no Paraná
A ICL está desenvolvendo uma iniciativa que reutiliza o plástico de garrafas PET para a fabricação de big bags. Além da inovação sustentável, o projeto envolve trabalho com
comunidades de catadores em Curitiba e Região Metropolitana, que receberão um incremento de renda e benefícios sociais.
A ação, em parceria com a Plastic Bank, e a Packem Ween, recicladora da Packem, visa impulsionar a economia circular e a reciclagem responsável. Nesse sentido, o projeto baseia-se na coleta e beneficiamento de garrafas PET por membros da comunidade em pontos credenciados à Plastic Bank.
Sendo assim, depois de recolhido, os plásticos passam por processamento na Packem e transformam-se no produto final, o Plástico Social®. Então, este plástico será utilizado na fabricação de 468.100 big bags para a ICL.
Assim evitando que aproximadamente 830.500 quilos de resíduos plásticos em destinos incorretos, este número equivale a mais de 65 milhões de garrafas PET.
Nesse contexto, Márcio Lopes, gerente corporativo de Meio Ambiente e Sustentabilidade da ICL na América do Sul, comenta: "Este projeto representa um avanço significativo na missão da ICL de integrar práticas sustentáveis em suas operações e em seus produtos. Estamos comprometidos em reduzir o impacto ambiental, apoiar projetos sociais e fomentar uma economia circular que beneficie toda a sociedade.”
A ICL estabeleceu um contrato inicial com seus parceiros com duração até dezembro de 2027. Desde então, o programa cadastrou 19 pontos de coleta em cidades do Paraná, como Curitiba, São José dos Pinhais, Lapa, Contenda e Campo Magro.
Em Curitiba, os bairros atendidos incluem Parolin, Alto Boqueirão, Pantanal, Cidade Industrial, São Miguel, Cajuru e Uberaba. Como resultado, aproximadamente 300 catadores associados já podem entregar garrafas PET e receber bonificações digitais. Desse modo, reforça a inclusão social e garante uma fonte complementar de renda.
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